Profissionais de Saúde da IV Geres capacitados sobre febre amarela

A Secretaria Estadual de Saúde (SES), por meio da Gerência de Controle das Arboviroses e da IV Gerência Regional de Saúde (Geres), reúne, nesta segunda-feira (05.02), profissionais de saúde para repassar informações sobre o cenário da febre amarela no país. A ação será no auditório do Sest/Senat (Avenida Frei Damião de Bozzano, S/, Indianópolis – Caruaru/PE). Apesar de não confirmar casos no Estado desde a década de 1930, e não ter a circulação do vírus da doença, a SES vem atuando para tranquilizar a população e também para que as equipes de vigilância epidemiológica e hospitalares estejam aptas para, surgindo uma suspeita, fazer a notificação imediata e realizar o correto manejo do paciente.

“O Ministério da Saúde não considera Pernambuco como uma área de risco para febre amarela. Não temos casos confirmados e nenhum indicativo de transmissão da doença no Estado. Mesmo assim, estamos vigilantes para notificar pacientes suspeitos vindos de áreas de risco e também adoecimento ou óbito de primatas não-humanos. Com isso, havendo alguma suspeita, poderemos realizar todas as ações de assistência e de bloqueio de casos em tempo oportuno”, afirma a gerente de Controle das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes. Um paciente é considerado suspeito se não for vacinado, tiver passado por área de risco e ter apresentado a sintomatologia da doença.

Entre os participantes do encontro, médicos, enfermeiros e outros profissionais da rede hospitalar; Atenção Primária e de Vigilância Epidemiológica dos municípios da IV Geres. “Vamos reforçar a importância da notificação dos casos suspeitos e a da investigação. Também precisamos frisar que Pernambuco não é área de recomendação da vacina, que só deve ser aplicada nos nossos residentes se eles forem viajar para cidades de outros Estados ou países que tenham recomendação de uso para o imunizante”, reforça Claudenice, completando que a dose deve ser feita com, no mínimo, dez dias antes da viagem.

VIGILÂNCIA – Desde fevereiro de 2017, Pernambuco notifica adoecimento ou óbitos de primatas não-humanos (macacos), já que esse pode ser um indicativo para febre amarela. Em 2017, foram 35 ocorrências em 26 municípios, envolvendo 67 animais. Neste ano, foram 7 ocorrências em 7 municípios, envolvendo 9 óbitos. Nenhum teve características para febre amarela. Os exames laboratoriais já realizados também não positivaram para a doença. Entre as hipóteses, diagnósticas, choque, herpes, agressão e verminoses.

“Avistando algum macaco, a população não deve tocar ou dar alimentos. Também é importante frisar que não se deve, em hipótese alguma, maltratar esses animais. Eles são importantes no ciclo da febre amarela por darem o alerta para a possível presença do vírus. No caso de algum animal doente ou morto, a população deve ligar, imediatamente, para algum órgão de saúde ou ambiental para que seja feita a coleta e envio para as unidades sentinelas, que irão investigar a situação”, diz Claudenice Pontes. 

NOTIFICAÇÕES – Em 2018, Pernambuco notificou quatro pacientes suspeitos de febre amarela, todos que passaram por áreas de risco em outros Estados. Dois casos já foram descartados. Outros dois, do município de Bezerros, estão em investigação.