Instituições discutem ensino técnico para menores em situação de risco

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), através do diretor regional, Andrerson Porto, está intermediando uma parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai) e a Justiça na perspectiva de auxiliar jovens em situação de risco. Em reunião entre o representante da Fiepe, o diretor do Senai Caruaru, Edson Simões, e o juiz da Vara Regional da Infância e da Juventude da 7ª Circunscrição, dr. José Fernando Souza, bem como representantes da Prefeitura de Caruaru, foi discutida a oportunidade de oferecer ensino técnico para menores infratores e de casas de apoio do município.

A iniciativa é pioneira na cidade, mas já acontece em outros estados. Para Andrerson Porto, é de extrema importância para a Federação participar de parcerias como esta que promovem a inserção no mercado de trabalho e contribuem para a ressocialização de jovens. “Nosso objetivo foi o de discutir oportunidade de ensino técnico para este público. Desta forma, a Justiça, a PMC, o Senai e a Fiepe estão atuando em conjunto para a diminuição da violência e qualificação dos recursos humanos”, destacou.

Os cursos que serão desenvolvidos pelo Senai serão de mecânica, confecção e pedreiro e foram escolhidos a partir de uma análise do mercado de trabalho. O Senai apresentou no encontro os professores da instituição e explicou sobre o nível de escolaridade exigido para que os alunos integrem as aulas. “Estamos trabalhando para viabilizar o ensino técnico e dar condições para esses jovens que estão na área de risco, gerando uma perspectiva de vida e um futuro melhor para eles. Com isso, eles sairão da unidade prisional e das casas de apoio bem mais perto de terem uma profissão. Instituições unidas aos poderes públicos vão possibilitar e oportunizar uma qualificação para esses jovens, com cursos de mecânica, vestuário, pedreiro e costureiro”, disse Edson Simões.

Para o juiz da Infância e Juventude, dr. José Fernando Souza, é fundamental que Caruaru também realize projetos e, para isso, a atuação da Fiepe e do Senai são fundamentais. “De forma pioneira, aqui demos o primeiro passo com essa ação. Ao sair, esses jovens poderão galgar em alguma profissão. A juventude tem o direito à escolaridade e profissionalização. Procurei o Sistema S para que isso aconteça e para que eles possam ganhar sua subsistência no futuro, diminuindo o risco de criminalidade”.