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Quanto custará reverter as lacunas de aprendizagem nos próximos anos?

Por Blog do Vanguarda
28 de julho de 2022
Os desafios da pandemia e a construção de uma agenda educacional para o Brasil em 2023
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Quem é educador nestes dois últimos anos, ouviu de forma recorrente o termo “lacuna de aprendizagem”. Esta palavra evidencia o desafio crônico que colocou milhões de crianças na condição de analfabetos em todo o mundo. Inclusive no Brasil. Mas nem todos os governos estão se mexendo para virar esse jogo.

Segundo o relatório Where are we on Education Recovery? publicado pela UNICEF em março de 2022, menos da metade dos países está implementando estratégias em escala para que as crianças possam recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia. O desafio não é pequeno. O mesmo documento aponta que durante o fechamento das escolas, 2 trilhões de aulas presenciais deixaram de acontecer em todo o planeta, com potencial de perda produtiva de uma geração inteira de jovens.

Obviamente que essa retomada não será barata. Será preciso um investimento extraordinário para garantir, dentre outras coisas, a ampliação do tempo de instrução dos estudantes, formação adequada dos professores, infraestrutura e recursos didáticos adequados para que a aprendizagem aconteça.

Ainda em 2020, o Reino Unido anunciou a criação de um fundo de 1 bilhão de euros para reforçar o aprendizado dos estudantes, em especial, os mais vulneráveis. Os EUA anunciaram um pacote de 3 bilhões de dólares, que inclui, dentre outras ações, a universalização da pré-escola. O Plano 21|23 Escola+ , do governo português, prevê o investimento de mais de 900 milhões de euros para recuperação de aprendizagens.

No caso do Brasil, até o momento existe a sinalização de um aporte do Banco Mundial no valor de US$250 milhões. O programa apoiará a estratégia brasileira para a recuperação da aprendizagem e redução da evasão escolar relacionada à crise sanitária, por meio da implementação de programas e sistemas inovadores que visam fortalecer a gestão educacional nas escolas primárias e secundárias das regiões Norte e Nordeste do país.

Este valor deve se somar ao investimento do próprio governo federal. No entanto, preocupam os sucessivos cortes no orçamento, que já somam 6,7 bilhões de reais (somente no terceiro trimestre) e afetam de forma contundente a capacidade de apoio técnico-financeiro do MEC.

Neste cenario, reverter os efeitos negativos da pandemia vai demandar decisão política e o aumento de receitas. Vamos esperar os próximos capítulos e torcer para o governo federal reverter este cenário orçamentário. A capacidade de investimento e apoio aos Estados e Municípios sera decisivo para a educação brasileira nos próximos anos.

João Paulo Cêpa é consultor e especialista educacional e ex-secretário de Educação de Caruaru-PE

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