Empresários conheceram as principais mudanças e receberam orientações sobre como preparar os negócios para o novo sistema de tributação
As mudanças trazidas pela Reforma Tributária e os impactos previstos para os negócios foram destaque na reunião do Conselho Empresarial Agreste da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), realizada nesta terça-feira (11), em Caruaru. O encontro abordou as novas exigências e os principais pontos de atenção para as empresas diante da nova realidade tributária.
Para dialogar com os empresários, a FIEPE Agreste convidou o especialista em Contabilidade, Controladoria e Planejamento Tributário pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Francisco Amâncio, que atua na empresa Team Contabilidade. O diretor regional da FIEPE, João Bezerra, explicou que a escolha do tema se deu pelas dúvidas que gestores de todo o Brasil ainda apresentam em relação à Reforma Tributária e pelos reflexos dessas mudanças no setor empresarial.
“Estamos vivendo um cenário preocupante, no qual as notícias não nos deixam otimistas. Além da baixa produtividade da mão de obra, dos custos elevados dos encargos trabalhistas e do fim da escala 6×1, que irá prejudicar muitos segmentos, a Reforma Tributária tem gerado mais questionamentos do que certezas, porque são muitas regras e detalhes. Nosso objetivo, ao trazer um especialista, foi justamente sermos mais práticos e objetivos nesse entendimento sobre esse processo complexo”, afirmou João Bezerra.
Francisco Amâncio, da Team Contabilidade, abordou assuntos como a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), além de substituir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em determinadas situações; o Split Payment, sistema de recolhimento automatizado de tributos no momento do pagamento; e o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais (FCBF), destinado a compensar empresas pela extinção gradual de incentivos fiscais de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) durante o período de transição.
Entre as ações orientadas pelo especialista para as empresas estão a adequação tecnológica, o mapeamento financeiro, o acompanhamento da apuração assistida de créditos e débitos e a conferência do cadastro de produtos (SKU). “A Reforma Tributária é um novo modelo de tributação que traz mudanças significativas. Podemos dizer que não se trata apenas de novas regras, mas de uma mudança cultural. É um tema extenso e complexo, mas trouxemos alguns dos principais tópicos e as situações mais cruciais relacionadas a ele para auxiliar as empresas do Conselho Empresarial Agreste da FIEPE nesta transição”, concluiu.



