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Doação de órgãos: informação e diálogo com a família podem transformar uma perda em novas histórias

Por Blog do Vanguarda
21 de setembro de 2026
Doação de órgãos: informação e diálogo com a família podem transformar uma perda em novas histórias
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No dia 27 de setembro, quando é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, o debate sobre a importância de conversar com a família sobre o desejo de ser doador ganha ainda mais força. No Brasil, a doação de órgãos após a morte só pode ocorrer com autorização familiar, mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de doar. Por isso, comunicar essa decisão aos familiares é fundamental.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2025 foram realizados 9.938 transplantes de órgãos sólidos no Brasil. A taxa de doadores efetivos chegou a 20,2 por milhão de habitantes. Entre os órgãos que podem ser transplantados estão rins, fígado, coração, pulmões e pâncreas, além de tecidos como córneas, pele, ossos e tendões.

Conforme Cláudia Velasco, diretora médica da Clínica SiM, “o primeiro passo é entender que a doação não acontece de forma automática. Existe todo um protocolo para confirmar a morte encefálica, avaliar as condições clínicas do possível doador e, principalmente, conversar com a família. Por isso, falar sobre o assunto em vida é tão importante”.

A captação de órgãos de um doador falecido ocorre principalmente após a confirmação da morte encefálica, seguindo critérios médicos e legais. As equipes hospitalares, em conjunto com as Organizações de Procura de Órgãos e as Centrais Estaduais de Transplantes, identificam os potenciais doadores, fazem a avaliação clínica e organizam a retirada e o transporte dos órgãos. Em casos de parada cardiorrespiratória, podem ser doados determinados tecidos.
Não existe uma idade única que determine quem pode ou não ser doador. O que pesa é o estado de saúde e a viabilidade de cada órgão ou tecido. O Ministério da Saúde informa que não há uma restrição absoluta, mas são considerados fatores como a causa da morte, presença de doenças infecciosas ativas e outras condições clínicas. 

Como funciona a doação 

Também é possível realizar doações em vida, como de um dos rins e de parte do fígado ou do pulmão, desde que sejam atendidos os critérios médicos e legais. Para doadores vivos, a legislação estabelece regras específicas de parentesco e autorização para determinados casos.

Depois da captação, os órgãos não são destinados por escolha da família. O receptor é definido pelo Sistema Nacional de Transplantes, a partir de uma lista única e informatizada.

Entre os critérios considerados estão compatibilidade sanguínea, urgência, tempo de espera e, quando necessário, compatibilidade genética e características físicas. Em situações de extrema gravidade, há possibilidade de priorização.

“É importante deixar claro que não existe privilégio ou escolha pessoal de quem vai receber o órgão. Há critérios técnicos e uma estrutura organizada para garantir que o transplante seja destinado ao paciente compatível dentro das regras do sistema. Isso traz segurança e transparência para todo o processo”, reforça Cláudia Velasco.

O que mostram os dados

Na Região Nordeste, a taxa de doadores efetivos chegou a 16,7 por milhão de habitantes em 2025, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT). No mesmo ano, o Brasil registrou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes e realizou mais de 9,9 mil transplantes de órgãos sólidos, de acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes e do Ministério da Saúde.

“Quando uma família autoriza a doação, em meio a um momento de dor, ela possibilita que outras pessoas tenham uma nova oportunidade. Por isso, falar sobre doação de órgãos é também falar sobre solidariedade, informação e esperança”, conclui a médica da Clínica SiM.

Sobre a Clínica SiM

A Clínica SiM, integrante da SiMco – Healthcare Platform, é um grupo de clínicas de saúde acessível com presença nos estados da Bahia, Ceará e Pernambuco. Com mais de 230 mil beneficiários ativos, a empresa se destaca pelo compromisso com a democratização da saúde, combinando expansão estratégica, inovação e inclusão para ampliar o acesso a serviços médicos de qualidade.

Serviço

Para mais informações sobre a Clínica SiM e seus serviços, acesse o site www.clinicasim.com ou entre em contato pelo telefone 0800 357 6060.

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