No domingo (21) será lembrado o Dia Nacional do Luto. E, em tempos de pandemia, a Covid-19 forçou a humanidade a aderir novos hábitos e modificar seus métodos de experiências. Essas mudanças afetaram diretamente a forma de velar e se despedir de uma pessoa querida, quebrando o rito cultural do funeral, essencial para a assimilação da concretude da morte, iniciando o processo de luto. É o que explica a psicóloga, especialista em Psicologia Organizacional e professora do curso de Psicologia da Faculdade UNINASSAU Caruaru, Jaine Silva.
Segundo ela, encarar a morte de alguém querido é sempre muito difícil e a pandemia surge como um fator complicador nesse contexto pelo seu caráter repentino, injusto e traumático. “Apesar disso, é fundamental vivenciar o luto, pois, assim, como todos os sentimentos, ele deve ser sentido e compreendido para que possamos restabelecer nosso equilíbrio emocional interno. Como iremos vivenciar esse luto vai depender de múltiplos fatores, o que é muito particular.”, afirma a psicóloga.
“A vida é cíclica e a morte é uma das fases que mais causa angústia e sofrimento pelo seu caráter de incertezas. Porém, é necessária a compreensão desta fase, assim como do momento que estamos vivendo, não se culpando e se permitindo viver todas as etapas que o luto possui”, conclui a psicóloga e professora.
Por isso, sugere ela, a pessoa deve se conectar com seus próprios sentimentos, respeitar seu momento, entender e não se cobrar, dando tempo a si mesmo, mas também fortalecendo suas relações com os outros, mesmo que virtualmente.
Foto: AFP