
Os agrotóxicos, também denominados defensivos agrícolas, pesticidas ou agroquímicos, são definidos pela Lei nº 7.802/89 como produtos químicos destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas, bem como em outros ecossistemas e ambientes urbanos, hídricos e industriais. Sua finalidade é alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos.

A escolha, por parte do consumidor, de produtos que não utilizam agrotóxicos proporciona diversos benefícios sociais, ambientais, econômicos e à saúde. Esses alimentos costumam ser mais frescos, além de apresentarem maior valor nutricional e sabor mais acentuado. A produção de alimentos orgânicos é realizada, em grande parte, por pequenos agricultores, enquanto grandes produtores geralmente utilizam agrotóxicos devido ao elevado volume de produção. Assim, adquirir produtos de pequenos agricultores também contribui para o fortalecimento da economia local.

Os pesticidas contaminam o ar, o solo e as águas (rios, riachos, barreiros e lençóis freáticos), reduzem a biodiversidade e contaminam a cadeia alimentar, passando de um ser vivo a outro até chegarem à nossa mesa. A higienização de frutas e verduras, muitas vezes, não elimina completamente os resíduos de agrotóxicos. O consumo desses alimentos pode trazer sérias consequências para o meio ambiente e, principalmente, para a saúde humana.




