sexta-feira, 24 de julho de 2026

“O lançamento de qualquer nome neste momento é irresponsável”, diz Raquel Lyra

Focada no combate à pandemia da Covid-19 em sua cidade, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), declarou que não está preocupada com as eleições de 2022 nesse momento. Apontada por vários quadros como um dos possíveis nomes para disputar o Governo do Estado pela oposição, a tucana disse, em entrevista à Rádio Folha FM 96.7, nesta segunda-feira (15), que essa é uma discussão para ser feita no momento certo. 

“O PSDB fará parte da discussão majoritária em nível estadual a partir do ano que vem, mas é irresponsável qualquer lançamento de nomes quando o que se precisa mesmo é de união em torno de projetos para fazer com que passemos esse momento tão desafiador. Em relação a mim, eu sou prefeita de Caruaru, temos a responsabilidade de cuidar da nossa cidade na pandemia, de liderar um movimento que é regional, pela capacidade que a cidade tem de fazer essa construção do enfrentamento da pandemia e da pós-pandemia, mas lançamento de qualquer nome nesse momento é irresponsável e está absolutamente fora de cogitação no que diz respeito a mim”, afirmou. 

Perguntada sobre a sua avaliação do governo Bolsonaro durante a pandemia, Raquel pede mais união entre os Poderes políticos. Para ela, depois da vacina, o entrosamento entre governo federal, estadual e municipais será crucial para a retomada da economia no pós-pandemia.

“Briga política nesse momento não ajuda. O que precisamos é de união para poder enfrentar o momento mais difícil da história contemporânea e mais do que isso, vamos ver as vacinas para poder retomar a nossa economia e aí é onde nós vamos realmente precisar de ainda mais união porque nós retrocedemos uns 10 a 15 anos economicamente e para poder ajustar isso tudo vamos precisar do governo federal”, ressaltou. 

Como presidente do PSDB em Pernambuco, a líder tucana se compromete a trabalhar no desenvolvimento de estratégias para o fortalecimento da sigla no estado e tratar, junto aos seus correligionários, de políticas públicas que tratem sobre a Covid-19. 

“Vou trabalhar para que a gente possa desenvolver estratégias de fortalecimento do partido para a montagem de chapas proporcionais e um diálogo sobre Pernambuco, como que a gente ultrapassa esse momento de dificuldade, criando as bases para o pós-pandemia, e fazer um trabalho de União por Pernambuco e também de poder fortalecer políticas públicas nesse momento em que a população mais precisa onde a gente tem mais restrição orçamentária e financeira”, pontuou.

Folhape

Produtora cultural Jô Barbosa lança formação on-line “Música Como Negócio”

A partir desta terça (16) serão lançados os vídeos do projeto “Música Como Negócio”, aprovado no Edital de Formação e Pesquisa LAB PE, da Lei Aldir Blanc. A iniciativa é da produtora cultura Jô Barbosa, e irá ao ar pelo canal do YouTube

O projeto tem como objetivo apresentar as mudanças pelas quais o mercado da música vem passando ao longo dos anos, mostrando algumas possibilidades para a manutenção das carreiras musicais. “Trouxemos informações sobre utilização das mídias digitais; além de questões contábeis e jurídicas no universo musical. A intenção é de orientar e provocar uma mudança de atitude, sobretudo nos artistas independentes com maior tempo de carreira que, devido à pandemia, estão desnorteados sem as apresentações presenciais”, explicou Jô Barbosa.

Serão quatro vídeos, com profissionais de diferentes áreas, com orientações que se complementam, para a manutenção das atividades artísticas da música.

No primeiro vídeo, a produtora cultural Jô Barbosa apresenta o tema “A música e o mercado atual”, mostrando as mudanças no mercado da música e apontando algumas soluções para que os artistas independentes possam estar inseridos no novo modelo de negócios dessa vertente artística.

Já no segundo vídeo, a social media Marina Castro irá provocar os artistas com o tema “Utilização dos meios digitais como forma de divulgação”, apontando como se utilizar das ferramentas digitais para conquistar mais público e seguidores, assim como, as melhores formas de inserir conteúdos nas redes sociais. O contador Daniel Barbosa  falará sobre “Formalização: tipos de empresas e direitos e deveres das pessoas físicas e jurídicas”, em que, apontará as vantagens da formalização, apresentando os tipos de empresas para que os agentes da cadeia produtiva da música possam optar pela melhor alternativa, de acordo com cada realidade.

Por fim, o advogado Genaldo Bezerra abordará o tema LDA – Lei dos Direitos Autorais e a aplicabilidade nos meios virtuais, mostrando que, internet não é “terra sem lei” e apresentando a LDA, tão elementar para os músicos. Todos os vídeos contam com a intérprete de libras Martha Fernanda.

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, TERÇA-FEIRA, 16 DE MARÇO DE 2021

Você sabe atirar?

A primeira pergunta que o presidente Jair Bolsonaro fez à médica Ldhmilla Hajjar no domingo à tarde na reunião do Palácio da Alvorada foi um “você sabe atirar?”. O tiro verbal, de surpresa, assustou e doutora num momento dramático da saúde pública do País. É o conhecido jeito de o presidente quebrar o gelo com desconhecidos, puxando assuntos alheios, mas muito inconveniente para a ocasião. Hajjar foi indicada por Jorge Moll, dono da rede hospitalar D’Or, entre outros padrinhos, onde ela trabalha e ganha ‘salário de jogador de futebol’, segundo fontes consultadas pela Coluna.

Só na brasa

Com o nome alardeado como potencial novo ministro da Saúde, o deputado Luisinho nem pensa nisso. Curtiu o fim de semana em casa, com churrasco com a família.

Apostas 1

Duas empresas de Minas Gerais e uma do DF, com sócios gregos e portugueses, estão no páreo da licitação para a futura Loteria de Brasília.

Apostas 2

A loteria do Paraná vai ser recriada 14 anos depois de extinta pelo então governador Roberto Requião. Os gregos são favoritos.

A conferir

O Ministério Público Federal desconfiou do novo formulário bem reduzido usado pelo IBGE para recenseamento da população. A investigação começou em 2020, parou no Tribunal de Contas da União, que o considerou suficiente para atender as demandas.

Sinal oscilando

O custo anual da TV Ines, dos surdos e mudos, para o Ministério da Educação, é de R$ 8 milhões. O da TV Brasil é R$ 550 milhões, que paga R$ 12 milhões anuais em aluguel. O MEC deve encerrar a TV de cunho social por corte de custos.

Ensino em casa

O Projeto de Lei que oficializa o Homeschooling no Brasil tem nova relatora na Câmara, com tendência à aprovação. É a deputada Canziani (PTB-PR), em razão de a deputada Prof. Dorinha ter assumido a Comissão de Educação.

Santuário$

Voltou à mesa das negociações a licitação para concessão da administração de dois santuários ecológicos, hoje nas mãos do ICMBio: Aparados da Serra e Serra Geral, no Sul do País. O STJ deferiu pedido de liminar do próprio órgão federal. Há duas empresas no páreo, com experiência em outras gestões do modelo.

PdoB?

Roberto Jefferson, dono da legenda, quer alterar para Partido do Brasil o nome do Partido Trabalhista Brasileiro.

Modo militar

Bolsonaro está oficializando, um pouco mais a cada dia, um governo civil controlado por militares. Esse modelo tem assustado alguns grandes empresários do Brasil, a ponto de questionarem como será uma transição de Governo caso seja derrotado ano que vem.

ESPLANADEIRA

# Conglomerado Alfa anuncia parceria com Verity. # Blue Sol, rede de franquias de energia solar, lança o modelo Next. # OHB Gestão abre inscrições para webinar “O Custo da Judicialização para o Mercado de Saúde Suplementar”, que acontece dia 31. # Edino Krieger comemora 93 anos lançando coletânea de textos e CD, dia 17, em concerto do Trio Aquarius na Sala Cecília Meireles. # O advogado João Paulo Todde faz roteiro de 7 dias pela República Dominicana, a convite da Embaixada. Investidor em diferentes ramos, ele negocia acordos com empresários locais até a próxima sexta.

Covid-19: Boletim diário da Secretaria de Saúde – 15.03.21

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que, até esta segunda-feira (15), 96,37% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus. Hoje, foram registrados 69 novos casos, 65 pessoas recuperadas da doença e dois óbitos.

O número de testes realizados subiu para 59.816 dos quais 23.650 foram através do teste molecular e 36.166 pelo teste rápido, com 17.367 confirmações para a Covid-19.

O número de casos descartados subiu para 41.489.

Também já foram registrados 72.784 casos de síndrome gripal e 1.338 pessoas estão em isolamento domiciliar.

Em investigação, a secretaria informa que são 960 casos, 73 pessoas em isolamento domiciliar e 40 internamentos.

Governo de Pernambuco decreta quarentena em todo território do Estado

O Governo de Pernambuco determinou – após análise do Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 – que a partir da próxima quinta-feira (18.03), até o dia 28 de março, todo o território estadual entrará em quarentena, sendo permitidas, apenas, atividades essenciais. A decisão, comunicada pelo governador Paulo Câmara em pronunciamento, tem o objetivo de conter o novo avanço da doença, que pressiona o sistema de saúde do Estado, registrando atualmente uma taxa de ocupação de UTI acima dos 95%.

Durante o período de quarentena, ficarão proibidos de funcionar os serviços de bares e restaurantes; shoppings e galerias comerciais; óticas; salas de cinema e teatros; academias; salão de beleza e similares; comércio varejista de vestuário, calçados, eletroeletrônicos e linha branca, cama, mesa e banho e produtos de armarinho; escolas e universidades (públicas e privadas); clubes sociais , esportivos e agremiações; práticas e competições esportivas; praias, parques e praças; ciclofaixas de lazer, eventos culturais e de lazer, além dos sociais. Igrejas e demais templos religiosos poderão abrir para atividades administrativas e para preparação e realização de celebrações via internet.

“Estamos em um novo pico da crise e de ameaça crescente. É preciso reverter essa tendência para proteger cada vida e vencer. Adotamos novas medidas sociais e econômicas buscando reduzir o impacto da pandemia, mesmo diante de uma crise que também atinge o governo”, destacou Paulo Câmara, ressaltando que uma decisão nesse sentido não é simples, mas não pode haver omissão de nenhuma das partes envolvidas. “Nenhum governo vai vencer essa doença sozinho. Só é possível superar a pandemia se cada pessoa, família, empresa, cada um de nós for agente de proteção, de cuidado, guerreiros e guerreiras da vida”, reforçou.

Permanecerão ativos os seguintes serviços considerados essenciais: supermercados; padarias; farmácias; postos de combustíveis; petshop; clínicas, ambulatórios e similares; bancos e lotéricas; transporte público; indústrias, atacado e termoelétricas; construção civil; material de construção; materiais e equipamentos de informática; lojas de materiais e equipamentos agrícolas, oficinas e assistências técnicas e lojas de veículos.

“Vamos fazer desses 11 dias o nosso momento de virada. Será difícil para o Estado inteiro, mas precisa ser o nosso movimento realmente coletivo, em que estaremos juntos e conscientes para vencer o vírus e trazer de volta paz, tranquilidade, esperança e ainda mais trabalho pelo futuro da nossa gente”, completou Paulo Câmara.

Novo secretário de Educação de Caruaru inicia trabalho

Fotos: Elvis Edson

Na manhã desta segunda-feira (15), a Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, teve reunião de trabalho com o novo secretário de Educação do município, o professor João Paulo Derocy. Durante o encontro, a chefe do Executivo municipal alinhou detalhes com o novo gestor, a fim de apresentar as prioridades da pasta, principalmente durante esse período de pandemia.

João Paulo possui graduação em História pela Universidade Gama Filho e mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Já atuou como assessor de Apoio Curricular e Educação Ambiental da Secretaria da Educação do Estado do Espírito Santo e, atualmente, é consultor pedagógico da Fundação Lemann, na Fundação BNCC, apoiando a implementação de currículos em redes públicas de ensino básico brasileiro.

Prefeitura de Caruaru instala câmeras de monitoramento no centro da cidade

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Secop), concluiu, na última sexta-feira (12), a instalação de dez câmeras de monitoramento na Rua 15 de Novembro, e mais uma de 360° na Rua Duque de Caxias, no centro da cidade.

De acordo com o gerente de Operações da Secop, tenente Adilson José, os equipamentos têm como objetivo principal trazer mais segurança para os caruaruenses. As câmeras também vão ajudar no planejamento das ações diárias da Guarda Municipal e na fiscalização dos agentes de trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes de Caruaru (AMTTC).

Todas as imagens serão acompanhadas em formato de escalas de 24 horas, por fiscais da Secop, agentes de trânsito da AMTTC e por guardas municipais na Sala de Videomonitoramento. “As câmeras vão auxiliar a Secretaria de Ordem Pública, em um trabalho conjunto com entidades parceiras, como Polícia Militar, Bombeiro Civil e Disque-denúncia. Por meio do monitoramento, podemos aumentar a segurança e inibir possíveis atos de vandalismo”, destacou o secretário da Secop, coronel Patrício Filho.

Alta ocupação de leitos evidencia colapso na saúde após um ano de pandemia

Após um ano dos primeiros casos confirmados de Covid-19 no Brasil, o País enfrenta o pior momento da pandemia. É isso que apontam dados fundamentais para compreender o contexto atual, como a ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI). Segundo o último boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), deste mês de março, 13 unidades da Federação estão com mais de 90% dos leitos de UTI Covid ocupados, enquanto 25 das 27 capitais do País também apresentam níveis críticos.
 
O boletim também aponta que 20 estados estão na zona de alerta crítica, com mais de 80% de ocupação, e afirma que esses levantamentos “apontam para a sobrecarga e mesmo colapso de sistemas de saúde”. Essa taxa de ocupação também pode resultar em números ainda maiores de óbitos em decorrência do novo coronavírus, pois especialistas ressaltam que a falta do atendimento necessário para o caso grave, como a indisponibilidade de um leito de UTI, agrava os quadros clínicos.
 
Na capital do Brasil, por exemplo, uma lista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostra que há 213 pacientes na fila de espera aguardando um leito de tratamento intensivo. O País já vem registrando números elevados de mortes que podem ser reflexo desse cenário. Em 11 de março, houve a maior quantidade de óbitos da pandemia em 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), quando 2.286 brasileiros perderam a vida para a doença. 
 
“O País totaliza 11.122.429 de casos e 268.370 de óbitos, o que corresponde a 9,5% e 10,3% do total global, respectivamente, ainda que a população brasileira corresponda à menos de 3% da população mundial”, informa a Fiocruz, em nota do dia 11 de março.

Jonas Brant, professor do departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), explica que um conjunto de fatores levou o sistema de saúde a essas condições, mas avalia que a falta de liderança do governo federal foi central. 
 
“Temos alguns pontos chave que podemos destacar. A gente não conseguiu fortalecer a vigilância em saúde, o que envolve a vigilância sanitária, rastreamento de contatos, ampliação da testagem. As pessoas não estão usando as medidas de biossegurança, não há uma fiscalização rígida, não conseguimos rastrear quem infectou quem para isolar essas pessoas, nem ter uma boa integração com a assistência social para dar apoio social e econômico”, detalha.

Recursos

De acordo com dados do “Monitoramento dos Gastos da União com Combate à COVID-19”, do Tesouro Nacional, o governo federal destinou R$ 524 bilhões em 2020 para conter a pandemia e R$ 3,9 bilhões em 2021. Na visão do especialista em saúde, esses valores devem ser analisados de forma contextual, observando a realidade das regiões.
 
“Quando a gente olha esses recursos na ótica do governo federal, todo valor destinado é muito grande, porque são muitos municípios no País. Mas, quando isso chega na escala municipal e a gente divide isso per capita, em geral, se transforma em pouco recurso para os gestores locais. Além disso, a gente tem aí um cenário que envolve uma fragilidade muito grande das estruturas municipais nesse momento, porque houve transição da gestão em janeiro, então o SUS como um todo não conseguiu criar ainda uma estratégia para garantir a formação técnica rápida dessas equipes”, pontua Jonas.
 
Outro especialista que analisa os dados de forma aprofundada é Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Ele afirma que o Brasil tem hoje “R$ 3,70 por habitante/dia para cuidar da saúde, desde um simples curativo até um transplante de múltiplos órgãos”, e é categórico em dizer que o aporte de recursos da União para municípios ajudaram, “mas não são suficientes”.

“No ano passado, os municípios colocaram R$ 32 bilhões além do Mínimo Constitucional. Os municípios tinham compromisso legal de colocar [na saúde], no mínimo, 15% e colocaram 24,5%. Então, quem está bancando a saúde no País são os municípios”, comenta Mauro. Ele acredita, porém, que o surgimento de variações da doença e a falta de colaboração da população foram essenciais para o aumento de ocupação de UTIs.
 
“A cepa que está circulando neste momento é mais agressiva, levando uma população mais jovem do que a anterior para as unidades hospitalares e UTI. E o cidadão mais jovem tem, naturalmente, mais condições de saúde e fica mais tempo na UTI. Se há mais tempo de utilização de um leito de UTI, se diminui a oferta desses leitos. O cenário é complicado por esse motivo e fica nossa preocupação com a população, que não está se incomodando com isso.”

Estratégias

Para apurar as principais estratégias de combate ao colapso dos hospitais das unidades da Federação, a reportagem entrou em contato com todas as 27 Secretarias Estaduais de Saúde do País. Ao todo, 12 responderam os questionamentos sobre o que levou a região às situações de superlotação nas unidades de saúde e o que foi feito para conter esse cenário.
 
As pastas responsabilizam principalmente as aglomerações e as variantes da Covid-19 como fundamentais para o aumento da ocupação de UTIs. As novas cepas do vírus também foram pontuadas, como destaca a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. 
 
“Considera-se a variante P1 como uma das possibilidades. De acordo com dados preliminares, a doença causada pela variante P1 agrava mais rapidamente e leva o paciente a permanecer 11% mais tempo internado em um leito de UTI. O Governo do Estado tem atuado na fiscalização de locais onde há aglomeração, por meio de denúncias.”
 
Aumentar a quantidade de leitos de UTI foi a estratégia mais citada, sendo ressaltada em nota por nove secretarias. Restrições em geral, como fechamento de atividades não essenciais ou toque de recolher, por exemplo, foram citadas por seis delas. 
 
O reforço na comunicação com a população, com conscientização sobre o perigo do vírus, também esteve entre a maior parte das respostas. Entre os sete estados que não estão em zona crítica de ocupação no boletim da Fiocruz, está o Espírito Santo, que ressaltou em nota execuções preventivas da Secretaria de Saúde.
 
“Em nenhum momento da pandemia a rede de saúde no Espírito Santo colapsou. Algumas ações que podem ser citadas são: o fortalecimento da atenção básica por meio de formação e provimento de profissionais, a ampliação da testagem para grupos da população e seus contatos, a compra de testes antígenos e credenciamento de laboratórios credenciados, a organização da rede hospitalar com a ampliação de leitos em hospitais próprios, filantrópicos e compra de leitos no setor privado, e a adoção da Matriz de Risco para classificação das cidades com medidas qualificadas de controle”, infortodos

Dever de todos

Ana Helena Germoglio, infectologista do Hospital Águas Claras, lembra que cada indivíduo, assim como cada gestor de saúde, deve fazer a própria parte no combate ao avanço da Covid-19, principalmente neste momento, em que temos “um problema muito grande”. 

“A população deve entender o seu papel na sociedade, na transmissão da doença. Infelizmente, os mesmos que vão às ruas reclamando por melhores condições de trabalho, provavelmente, são os que vão reclamar que não estão conseguindo um leito de internação ou UTI para si ou para alguém próximo, da família”, lamenta a médica. 
 
Ela também lembra que a falta desse atendimento adequado é extremamente grave. “Muitas pessoas vão contar apenas com a sorte para resolver o seu problema de saúde grave. Quando a gente fala em pandemia, em tratamento e em prevenção desses casos graves, a UTI não é uma prevenção, é um remédio amargo para pacientes que estão com a doença e que evoluíram para a forma grave.” 
 
Em relação às estratégias governamentais de cada região, a infectologista lembra que não basta abrir um leito de UTI, são necessárias diversas ações que vêm sendo repetidas desde o começo da pandemia para evitar o agravamento do cenário da saúde brasileira, além de uma estrutura que demanda investimentos e qualificações nos hospitais. 
 
“Um leito de UTI não é só uma cama e um punhado de aparelhos, a gente precisa de uma equipe especializada para atender esse tipo de paciente, de uma infraestrutura mínima. De outra forma, eles terão apenas a ilusão de que serão bem atendidos. Se a população não entender o seu lugar nesse momento crucial que estamos vivendo, vamos ter uma quantidade cada vez maior do número de óbitos”, afirma.