terça-feira, 14 de julho de 2026

Atividades econômicas proibidas em 63 municípios do Agreste e Sertão

Todas as atividades econômicas e sociais estarão proibidas, a partir da próxima sexta-feira até o dia 10 de março, em 63 municípios pernambucanos das Gerências Regionais de Saúde (Geres) com sede em Limoeiro, Caruaru e Ouricuri. Segundo decreto do Governo de Pernambuco, o funcionamento não estará liberado entre 20h e 5h. Já nos finais de semana a restrição será ainda maior e as atividades estarão proibidas entre 17h e 5h, com apenas os serviços essenciais liberados para funcionar. Além disso, a proibição de eventos foi prorrogada por mais 15 dias em todo o estado.

Segundo o governador Paulo Câmara, em pronunciamento neste terça-feira, as medidas foram adotadas por conta dos números crescentes da pandemia e da lotação acima de 90% dos leitos nessas três Geres. “Temos acompanhado o início de segunda onda do coronavírus, que tem superlotado o sistema de saúde do país, começando pelos estados do Norte e agora chegando com força no Nordeste. Estamos monitorando os números diariamente em todas as regiões do estado e, caso os números de ocupação de leitos continuem subindo, teremos que tomar medidas mais duras nos próximos dias”, afirmou.

No anúncio, Paulo Câmara ainda informou que o retorno às aulas nas escolas públicas municipais vai permanecer suspenso até o dia 12 de março.

Municípios que fazem parte das três Geres:

II GERES

Municípios (20): Bom Jardim, Buenos Aires, Carpina, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, Limoeiro, Machados, Nazaré da Mata, Orobó, Passira, Paudalho, Salgadinho, Surubim, Tracunhaém, Vertente do Lério, Vicência.

IV GERES

Municípios (32): Agrestina, Alagoinha, Altinho, Barra de Guabiraba, Belo Jardim , Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha, Camocim de São Felix, Caruaru, Cupira, Frei Miguelinho, Gravatá, Ibirajuba, Jataúba, Jurema, Panelas, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Sairé, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Bento do Uma, São Caetano, São Joaquim do Monte, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Toritama, Vertentes.

IX GERES

Municípios (11): Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena, Trindade.

Diario de Pernambuco

‘Nunca vivemos uma interferência política tão extrema na saúde pública’, diz Dimas Covas

O Instituto Butantan completa, nesta terça (23), 120 anos, num momento em que sob os holofotes –na imprensa, na boca do povo e no meio de uma disputa com o governo federal. A vacina contra a Covid-19 que a instituição desenvolve com a farmacêutica chinesa Sinovac continua sendo alvo de disputa entre o governo de São Paulo, liderado por João Doria (PSDB), e o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e não só foi a primeira a ser aplicada no Brasil como é a que está disponível em maior quantidade no país.

A tradição na produção de vacinas é antiga. Ao longo de sua história, o instituto se destacou como um dos principais produtores de vacina no país e, junto à BioManguinhos, da Fiocruz, fornece cerca de 75% de todas as vacinas do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

Às vésperas dessa celebração, o diretor do Instituto Butantan, o médico Dimas Tadeu Covas, 64, disse à Folha que o Brasil não tem se preparado para enfrentar pandemias como a que vivemos e que falta visão estratégica em relação a essas ameaças. Também afirmou que a interrupção das campanhas de vacinação não se deve à logística, mas à falta de planejamento, e fez duras críticas à atuação do governo federal na pandemia.

“Nunca existiu, até então, uma interferência política tão extrema na questão da saúde pública ao ponto de certas autoridades negarem a importância das vacinas, negarem a própria pandemia. E nós vivemos muito tempo lutando contra isso, o próprio Ministério da Saúde investindo em caminhos alternativos que não levaram a nada a não ser o uso indevido de recursos públicos em tratamentos que não têm nenhuma finalidade. É uma situação absolutamente surreal a que vivemos na área da saúde pública e, infelizmente, explica por que o Brasil é vice-campeão em mortes pela Covid-19.”

De olhos no futuro, o instituto tem planos de expansão para se tornar o maior produtor de vacinas da América Latina.

Pergunta – O Ministério da Saúde disse na última semana que esperava 9,3 milhões de doses do Butantan até o final de fevereiro, mas a capacidade de produção comunicada pelo senhor é de 2,6 milhões de doses até o fim do mês. A que se deve essa discrepância?
Dimas Covas – Na realidade, esse era o cálculo previsto no contrato que foi assinado em 7 de janeiro e teria sido integralizado caso não houvesse ocorrido o problema com a importação da matéria-prima, mas essa menção que o Ministério da Saúde fez é completamente fora da realidade.

Já foi demonstrado que o Butantan fez ofertas de vacinas ao ministério desde julho do ano passado e ele sempre negou. Caso tivesse aceitado, poderíamos ter entregado as doses desde novembro de 2020, e o ministério não se mexeu nesse sentido. O contrato foi assinado tardiamente com o Butantan, então colocar a responsabilidade do atraso do PNI no Butantan me parece gratuito, mesmo porque a vacinação só começou porque o Butantan entregou as doses.

O ministério diz ter garantido 354 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 contratadas até o momento para serem distribuídas à população ainda neste ano. Acha esse número factível?
DC – Mais uma vez, é a visão absolutamente burocrática com base apenas em números que estão nos contratos, mas não tem relação nenhuma com a realidade. Os dois maiores contratos que o Ministério da Saúde fez e inclusive já pagou foram o da Oxford/AstraZeneca e do Covax, e até o momento as empresas não entregaram nenhuma dose da vacina. A vacina que veio da AstraZeneca não era parte do contrato, ela veio da Índia. Se o ministério conseguir 80, 100 milhões de doses até julho desse ano será uma grande vitória. Eu, particularmente, tenho certas reservas em acreditar que isso acontecerá; acho que tem uma boa dose de esperança e não de fato nos dados da realidade que vivemos hoje.

Dentro do contrato finalizado estão de 100 milhões de doses do Butantan; essas serão entregues até quando?
DC – Nós trabalhamos nesse momento com a previsão de entrega até agosto, com a possibilidade de adiamentos. Trabalhamos por isso pelo nosso compromisso com a população brasileira, pela importância da vacinação nesse momento e pelo fato de não termos mais problema de fornecimento de matéria-prima, que está chegando regularmente. Agora esperamos que não ocorra mais nenhum problema, principalmente da área de relacionamento Brasil-China, que possa interferir nesse cronograma.

Quais os gargalos que enxerga hoje, na produção e distribuição das doses? Por que as capitais ficaram sem doses e o que seria necessário nesse momento para acelerar a entrega das doses?
DC – A logística não é o problema. O que falta mesmo é planejamento. O Brasil tem um programa de vacinação relativamente consistente, mas cuja execução é muito heterogênea, pois ela depende do município, e cada município hoje tem seus critérios. Houve uma heterogeneidade muito grande de planejamento das vacinas da Covid. Tem estados que avançaram em faixas não previstas no primeiro momento e outros que não controlaram adequadamente a distribuição de doses, criando escândalos de fura-filas como vistos por aí.

Acredito que o sistema precisa ser aperfeiçoado, mais controlado, mais planejado, porque hoje há muitos municípios que interromperam o processo de vacinação sendo que existe ainda um grande quantitativo de vacinas em estoque, armazenadas para a segunda dose.

Na pandemia, a relação entre Butantan e Ministério da Saúde teve idas e vindas, com anúncio de compra, recuo, anúncio de compra novamente e agora com essa troca de acusações. Por que essa relação tão difícil?
DC – Nunca existiu, até então, uma interferência política tão extrema na questão da saúde pública ao ponto de certas autoridades negarem a importância das vacinas, negarem a própria pandemia. Isso é inédito na história do Brasil. Nunca se viu um obscurantismo tão grande em relação a um fato tão claro que é a epidemia, sua relevância do ponto de vista médico, social e econômico. E nós vivemos muito tempo lutando contra isso, o próprio Ministério da Saúde negando a gravidade, investindo em caminhos alternativos que não levaram a nada a não ser o uso indevido de recursos públicos em tratamentos que não têm nenhuma finalidade.

É uma situação absolutamente surreal a que vivemos na área da saúde pública e, infelizmente, explica por que o Brasil é vice-campeão em mortes pela Covid-19.

Como vê a resistência neste momento à vacina contra a Covid-19? A última pesquisa Datafolha mostrou que ela caiu (agora, 79% dizem querer se imunizar, contra 73% em dezembro), mas 20% de negação ainda é considerável, não?
DC – Isso é o tipo de atitude que vai desaparecer rapidamente. À medida que as vacinas vão demonstrando a sua efetividade, os céticos vão ser impactados pela realidade. Obviamente sempre vai permanecer um percentual da população que é antivacina, contra qualquer tipo vacina. Se no futuro essa infecção se tornar endêmica, como é esperado, será necessário usar mecanismos para garantir que as pessoas, caso queiram ingressar em certos tipos de atividades ou trabalhos, terão que apresentar o passaporte de vacinação como acontece com outras doenças.

Por que o Butantan não liderou a produção nacional de uma vacina já em 2020 e por que as vacinas em desenvolvimento no país demoram tanto para concluir as etapas pré-clínicas? O que falta?
DC – As vacinas contra Covid-19 são absolutamente novas. Nós estamos com um ano e pouco de pandemia e é uma situação absolutamente não prevista. O fato de hoje termos vacinas que estão sendo utilizadas é porque elas se valeram de experiências anteriores com vacinas para outros coronavírus. No caso do Butantan, é uma situação inédita e demora um certo tempo para colocar em prática a produção de uma vacina do zero. Mesmo assim a evolução tem sido muito rápida e esperamos resultados até o final do ano.

O dinheiro investido com a compra das doses não poderia ter sido investido na fábrica de vacinas do Butantan para acelerar a produção nacional?
DC – O principal entrave não é falta de recurso ou de pessoal, mas, sim, a falta de preparo para enfrentar essas situações. O Brasil não tem, ao longo de toda a sua história, se preparado para enfrentar esse tipo de situação, ele sempre ingressa como retardatário. Não tem um sistema de vigilância ativa contra vírus emergentes ou mesmo algum setor encarregado de fazer isso. Falta uma visão estratégica em relação a essas ameaças.

Os países que já tinham passado por epidemias parecidas já estavam preparados, por isso investimos na compra dessas vacinas. Claro que com a pandemia essa necessidade surge, fica mais evidente. Quem sabe o país se torne capaz de criar essas estruturas e colocá-las para pensar esses desafios que virão pela frente.

O Instituto Butantan pretende implementar o CPV (Centro de Produção de Vacinas) para a produção de sete vacinas no país. Com isso, espera ser um centro de referência para produção de imunizantes em toda a América Latina?
DC – Exatamente, essa é uma das tentativas que vem no sentido de ter uma autossuficiência em vacinas, mas não só de vacinas para o setor público do Brasil, mas para a América Latina e quem sabe outras regiões do mundo, principalmente as mais pobres e mais necessitadas de vacinas.

Existe uma grande assimetria no mundo em relação às vacinas, com os países mais ricos concentrando mais de 80% do consumo das vacinas e os países de renda média ou baixa com muita dificuldade. Por isso, organizações como o Butantan precisam aumentar sua capacidade de produção, olhar para essas grandes diferenças que existem no mundo e tentar ajudar por meio de organismos internacionais como a Unicef, a OMS [Organização Mundial da Saúde] e a Opas [Organização Pan-Americana de Saúde].

A previsão de inaugurar a fábrica a partir do segundo semestre deste ano está mantida?
DC – O CPV é uma fábrica multipropósitos que vai produzir não só a Coronavac mas também poderá produzir outras sete vacinas no país. Ela deve estar pronta ainda até o final deste ano e vai começar a funcionar a partir do ano que vem.

Uma lei aprovada pelo Congresso fixa prazo de cinco dias para que a Anvisa autorize o uso emergencial de vacinas no Brasil, desde que aprovadas por organismos internacionais. O que pensa a respeito?
DC – Como vê o lobby em Brasília pela vacina Sputnik e a pressão sobre a Anvisa? Eu vejo com muita preocupação. A Anvisa é a autoridade sanitária do país e existe para proteger a população. Toda vez que há uma intervenção externa, qualquer que seja, isso preocupa.

O que nós devemos exigir da Anvisa é rapidez, presteza nos seus processos de análise, melhoria na qualidade dessas análises. Agora interferir diretamente nos procedimentos dizendo isso ou aquilo é muito perigoso e pode criar uma prerrogativa.

Há um estudo em andamento da Coronavac com as variantes do vírus em circulação?
DC – Sim, há estudos em andamento na China contra as variantes do Reino Unido e da África do Sul, e tem um estudo em andamento aqui no Brasil com relação à variante de Manaus, chamada P.1. Em breve teremos esses resultados. Preliminarmente, parece que a Coronavac vai bem contra as variantes inglesa e sul-africana, mas são resultados preliminares.

Como acha que essas variantes podem impactar as campanhas de vacinação pelo mundo? A África do Sul já cancelou a campanha com a vacina de Oxford por isso. As pessoas podem ficar mais reticentes a se vacinarem?
DC – O que pode acontecer é a vacina não proteger totalmente contra a nova variante, e isso não seria motivo para interromper a campanha de vacinação, mesmo porque as variantes anteriores também continuarão a circular.

Se de fato há uma vacina não efetiva contra determinada variante, ela precisa ser adaptada também para fazer a cobertura dessa variante, eventualmente prevendo uma dose adicional.

O aparecimento de variantes é uma coisa absolutamente normal e esperada. À medida que a pandemia vai progredindo, novas variantes irão surgir e, se você já tem uma imunidade natural, mesmo que não seja altamente efetiva, algum grau de proteção vai dar.

Pensam em fazer atualização da vacina?
DC – Sim. Como as plataformas [das vacinas] já estão bem estabelecidas, a adaptação para as novas variantes não vai representar um grande desafio. O grande desafio será em relação à cadeia de produção, ao volume muito grande de doses produzidas, e isso demanda uma logística mais complicada. Caso seja verificada a necessidade dessa mudança [de cepa para a produção da vacina], ela será gradual.

Raio-X
Natural de Batatais (SP), Dimas Tadeu Covas deixou temporariamente o cargo de professor na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto em 2017 para assumir a direção do Instituto Butantan. Graduou-se em medicina (1981) e fez mestrado (1986) e doutorado (1993) na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. É especialista em hematologia.

Folhapress

Colisão entre van e carreta-cegonha deixa feridos na BR-232, em Vitória de Santo Antão

Uma colisão entre uma van e uma carreta-cegonha deixou dois feridos no quilômetro 39 da BR-232, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco.

O acidente ocorreu no final da manhã de terça-feira (23), segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com a polícia, o motorista da van perdeu o controle após a carreta colidir na lateral traseira.

A van, que transportava seis passageiros, chegou a sair da rodovia e ficou parada embaixo des um barranco.

Dois dos passageiros ficaram levemente feridos e foram socorridos para o Hospital João Murilo, em Vitória. O motorista da carreta ficou ileso.

“Ambos fizerem o teste do bafômetro e o índice foi zero para a ingestão de bebida alcoólica”, informou a PRF.

Folhape

Governo federal lança guia com boas práticas de gestão para novos prefeitos

O governo federal lançou nesta terça-feira (22), no Palácio do Planalto, o ‘Guia do Novo Prefeito + Brasil’. A cerimônia reuniu ministros, prefeitos e autoridades, entre elas o presidente do Sebrae, Carlos Melles. O documento, elaborado com apoio do Sebrae e outros parceiros, tem o objetivo de apoiar os novos gestores municipais do país durante seus mandatos, em especial nos 100 primeiros dias de início na gestão, e traz orientações, legislação atualizada e referências de boas práticas.

Dividido em cinco eixos – Prefeito, Governança, Social, Território e Finanças – o guia dispõe de informações rápidas e práticas sobre recursos financeiros e consórcio para a gestão municipal, orientações sobre como usar a Plataforma +Brasil, modelos de planejamento estratégico, além de exemplos de boas práticas de transparência e prestação de contas. O Presidente da República, Jair Bolsonaro, participou do evento e lembrou que o Brasil começa nos municípios. “O início de uma gestão não é fácil e nós devemos contar com meios e com gente de confiança ao nosso lado. Esse momento é de confraternização, onde os prefeitos se encontram, trocam ideias e ajudam um ao outro, a cada vez mais administrar o seu município. O povo brasileiro espera de todos nós, que sejamos competentes o suficiente para lhe proporcionar momentos de alegrias”, enfatizou o presidente.

Carlos Melles, presidente do Sebrae, destacou que o Guia lançado pelo governo federal vai contribuir para tornar o ambiente de negócios mais acessível às pequenas empresas, principalmente por meio das compras públicas municipais, que são um importante instrumento de promoção do empreendedorismo. “O Sebrae é um parceiro histórico dos prefeitos brasileiros. Temos trabalhado em sintonia com os gestores municipais de todo o país em favor do estímulo ao empreendedorismo e para que as nossas prefeituras se tornem – efetivamente – fomentadoras dos pequenos negócios locais”, comenta Melles.

Para a Secretária Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Deborah Arôxa, a atual realidade imposta pela pandemia, trouxe desafios nunca vistos para a administração pública e a nova agenda de prefeitos irá unificar a administração do país. “Estamos congregados em uma única agenda de trabalho, para que possamos construir, colaborativamente, uma nova forma de implementar coletivas públicas. Trabalharemos conjuntamente, com todos os ministros e os técnicos dos ministérios, para que tenhamos um país cada vez mais íntegro, mais integrado, inovador, transparente, mais simples e efetivo”, destacou. Deborah Arôxa, também detalhou que para a criação do primeiro do ‘Guia do Novo Prefeito + Brasil’, foram necessárias mais de 450 horas de trabalho, contando com o apoio de mais de 140 servidores públicos estaduais, municipais e federais, que resultaram em 300 páginas de conteúdo e 40 horas de curso, que irão estruturar ações efetivas nos 100 primeiros dias do mandato dos novos prefeitos.

O ‘Guia do Novo Prefeito + Brasil’ já está disponível para download e pode ser encontrado, na sua integralidade, no Portal da Secretaria de Governo, clicando aqui.

Gestão empreendedora nos municípios brasileiros

O Sebrae também é parceiro dos municípios e desenvolve iniciativas que contribuem para o desenvolvimento local com foco no empreendedorismo.

Em setembro do ano passado, em pleno processo eleitoral para escolha dos novos gestores municipais, a instituição lançou o ‘Guia do Candidato Empreendedor’, que apresenta uma série de propostas para incentivar o empreendedorismo nas gestões municipais. Diante da pandemia do coronavírus e do desafio de superar a crise, o Sebrae ofereceu oportunidades para os novos líderes participarem do ‘Programa Cidade Empreendedora’, onde recebem apoio para desenvolver ações direcionadas para a melhoria do ambiente de negócios nos municípios.

A entidade também reconhece, desde 2000, o trabalho de gestores comprometidos em criar condições favoráveis para o fortalecimento e crescimento dos pequenos negócios em suas regiões. O ‘Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor’ já alcançou o total de 9.989 projetos inscritos, sendo 918 vencedores estaduais e 94 nacionais, confirmando o seu impacto junto aos atores políticos.

Prefeitura de Belo Jardim inaugura Casa de Acolhimento

A Prefeitura de Belo Jardim, por meio da Secretaria de Assistência Social, entregou, nesta terça-feira (23), o serviço de acolhimento provisório para pessoas em situação de rua – Casa de Acolhimento. Estavam presentes na solenidade o prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, o secretário de Assistência Social, Geraldo de Magela, secretários municipais, vereadores e servidores.

“Dar dignidade ao nosso povo é a nossa prioridade. Era um sonho meu melhorar a condição de vida dessas pessoas em risco, em situação vulnerável. Agradeço a Deus a oportunidade em fazer algo pelos mais humildes”, relatou o prefeito Gilvandro Estrela. Disponibilizando três refeições diárias, serviço de vigilância 24h, atividades complementares e acompanhamento assistencial e psicológico, o espaço está funcionando na Rua Coronel Antônio Marinho, 260, no bairro Airton Maciel. Além disso, a Casa de Acolhimento vai oferecer momentos lúdicos com jogos, horta comunitária, atividades físicas e dinâmica com oficineiros, direção espiritual, entre outras ações.

“A entrega deste espaço é a concretização de uma das metas que estabelecemos junto à gestão, ao assumirmos o nosso papel aqui na Secretaria de Assistência Social. Conhecemos de perto esta realidade de quem vive nas ruas e nada mais justo do que proporcionar, o básico em dignidade, saúde e cuidados. Não estamos abrindo somente as portas desta casa, mas o coração de todos aqueles que fazem esse governo”, explicou o secretário de Assistência Social, Geraldo de Magela.

A Prefeitura de Belo Jardim está oportunizando e buscando meios para que a vulnerabilidade social não seja mais uma realidade com estatísticas sofridas na cidade. A partir de então os moradores de rua de Belo Jardim terão um lugar para morar e deixarão de viver nas praças e calçadas da cidade, expostos ao perigo das ruas e às doenças.

Cultivo de plantas suculentas

A denominação “planta suculenta” abrange todas aquelas que acumulam água, principalmente, nas folhas e no caule. Essas plantas possuem folhas mais espessas, por causa da água armazenada, e, quando são destacadas, liberam um líquido. Quando tocamos, ainda, caem algumas.

São várias as espécies de plantas suculentas. Além da beleza, elas são conhecidas pela praticidade de cultivo.

São plantas que têm origem em regiões de altas temperaturas, como México e vários países do continente africano. Por isso, são plantas adaptadas à escassez hídrica, que precisam de água cerca de uma vez por semana.

Para auxiliar na manutenção da espécie, coloque a planta em vaso de barro para absorção da umidade, que tenha furos para drenagem. Deixe-a em local com luminosidade, e, para sua reprodução, destaque uma folha, ponha sobre a terra, coloque água todos os dias e, após 1 mês, terá uma nova planta, esse processo denominamos de estaquia.

Plantas que estão sob o sol precisam de mais cálcio do que as de sombra, então coloque uma farinha de osso, húmus de minhoca ou cascas de ovos, que ajudam a fortalecer as folhas e o caule.

O cultivo dessas plantas suculentas é recomendado pela facilidade do cultivo para as pessoas que têm pouco tempo para cuidar.

Procon Caruaru alerta usuários do PIX sobre uso do sistema para paqueras

Foto: Edmilson Tanaka

O Procon Caruaru alerta os usuários do PIX sobre uma nova prática quanto ao uso do recurso de pagamentos e transferências com propósito de promover paqueras. No entanto, a forma desvirtuada de contato pode resultar em risco de exposição de dados pessoais dos envolvidos.

O PIX é um meio de pagamento eletrônico do Brasil, lançado, oficialmente, em outubro de 2020. Como o sistema permite o envio de uma mensagem de texto com o motivo da transferência, os usuários estão utilizando o espaço para enviar uma declaração para a pessoa paquerada.

Segundo a gerente jurídica do Procon Caruaru, Cynthia Nunes, essa prática expõe os dados pessoais dos usuários do sistema e facilita a ação de golpistas, falsificando documentos e obtendo empréstimos e cartões de crédito em nome da vítima.

“É importante ter cuidado e uma atenção redobrada no momento que você passa seus dados pessoais, como CPF, número de telefone, e-mail e alguma chave de segurança. Caso o consumidor tenha compartilhado a sua chave PIX para essa finalidade de paquera e percebido alguma anormalidade nos seus dados, ele deve mudar a chave junto à instituição bancária e acompanhar as suas movimentações pelos próximos meses”, disse.

Vale frisar que o Banco Central tem a responsabilidade de cuidar do sigilo e da privacidade dos dados dos usuários da ferramenta, mas, quando a pessoa divulga essas informações voluntariamente, a financeira pode não ser responsabilizada.

CANAIS PARA ATENDIMENTO PROCON:

O Procon Caruaru disponibiliza os seguintes canais de atendimento: telefone (81) 3727-0289, WhatsApp (81) 98684-5909 ou ainda através do Caruaru Digital (www.caruaru.pe.gov.br).

O órgão funciona na Avenida Rio Branco, 315, no Centro de Caruaru. O horário de atendimento é de segunda a sexta, das 7h às 13h.

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, QUARTA-FEIRA, 24 DE FEVEREIRO DE 2021

Esqueceram de mim

Dos quase 300 réus que foram presos pelas fases da Operação Lava Jato de Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo, apenas o ex-governador carioca Sergio Cabral continua na cadeia. Para o Ministério Público Federal, manter Cabral na cela é fundamental na guerra de bastidores com a Polícia Federal. Quem conhece o outro lado das portas aponta que os procuradores não engolem o fato de a PF fechar acordo de delação premiada – caso de Cabral – com aval do Supremo Tribunal Federal. O ex-governador teve seu acordo com a PF homolagado pelo ministro Edson Fachin, do STF, há um ano. É o único colaborador da Lava Jato que ainda vê o café passar pelas grades toda manhã.

Café na mesa

Fernando Cavendish, da Delta, com muitos contratos fraudulentos – em especial no Rio – fechou delação com o MPF, foi condenado a 11 anos de prisão recentemente, e segue em prisão domiciliar.

Passou perto

Cabral, que chegou a ser cotado para vice na chapa de Dilma Rousseff, amarga por ora 17 condenações que somam mais de 300 anos de prisão nas costas.

Tô longe

Não havia confirmação até ontem à noite de que o presidente do DEM, ACM Neto, venha hoje à posse do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), seu ex-chefe de gabinete na prefeitura de Salvador. Estão hoje como água e vinho.

Custo Castello

Há anos, nas mãos de diferentes presidentes da República, a Petrobras é a moeda eleitoral mais preciosa no cofre do Governo, na política de controle de preços dos combustíveis (que por sua vez, claro, seguram a inflação). Desta vez, a conta no mercado chegará alta a médio prazo, porém tão forte como anteriores.

Custo Brasil

A Bovespa está registrando altas retiradas de capitais do Brasil desde a demissão do presidente da petroleira, Castello Branco, decidida pelo presidente Jair Bolsonaro. São multinacionais que confiaram no discurso de Bolsonaro, na sua passagem por Davos, sobre segurança jurídica e novos tempos sem ingerência na empresa de capital aberto.

Previsib….

Previsibilidade é uma palavara alheia ao vocabulário do dia a dia de Brasília, mas ao citá-la tanto nos últimos dias, Bolsonaro resgatou a figura de Aécio Neves. A palavra foi o mote da campanha derrotada do tucano contra Dilma Rousseff em 2014.

Carro chefe

A ministra Damares Alves montou o Grupo de Trabalho ministerial para análise da vindoura Política Nacional de Direitos Humanos. Será sua bandeira da gestão.

Ôh, dona Kátia!

Senadora que sugeriu medidas sanitárias no Senado, Katia Abreu colocou mais de 30 convidados dentro de uma sala de comissão, ontem, mesmo sob aviso da Polícia Legislativa sobre as restrições contra a pandemia. A turma prestigiou sua posse como presidente da Comissão de Relações Exteriores.

Os fiscais

Conhecido pelo discurso – e prática – de austeridade desde os tempos de deputado, o senador Reguffe vai comandar a Comissão de Fiscalização e Controle. O senador Marcos do Val será o vice. Ambos do Podemos.

Degradação

O centro antigo do Recife, dos mais históricos do País, está degradado, relatam moradores da capital. A antiga sede do Diario de Pernambuco – que deveria se transformar num museu – está destruída. Por ali batia ponto o fundador Assis Chateaubriand. Nas ruas do entorno, pedintes de várias nacionalidades: venezuelanos, colombianos, equatorianos e brasileiros.

Termômetro

A Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, constatou que os gastos com supermercado aumentaram 28% entre março e dezembro, analisando operações de 42 mil usuários do app. O ticket médio de dezembro foi de R$ 343,98.

ESPLANADEIRA

# Calzoon Sucos e Calzones inaugura 22 franquias até abril em todas as regiões do. # Shoptime aderiu à campanha #RespiraXingu, para ajudar a região a enfrentar a pandemia da Covid-19. # A Direcional Engenharia completa 40 anos com recorde de lançamentos e de vendas, com R$ 697 milhões faturados apenas no 4º trimestre de 2020. # O cantor e produtor Richard Martin lança em março o novo single “Even the Rain”.

Prefeitura de Caruaru reforçará fiscalizações e ações de combate à Covid-19 no município

Foto: Divulgação/SEIC

Diante do aumento no número de ocupações dos leitos de UTI, na rede pública de Caruaru, o Comitê de Crise de Combate à Covid-19 do município, comandado pela Prefeita Raquel Lyra, seguirá as determinações do Governo do Estado, como tem feito desde o início da pandemia. Em reunião realizada ontem (23), na Sala de Monitoramento do Palácio Jaime Nejaim, o grupo integrado da Prefeitura reforçará as fiscalizações e ações de combate ao coronavírus na cidade.

De acordo com a Prefeita, que comandou a reunião, o município seguirá desempenhando a série de estratégias que vem sendo adotadas ao longo dos últimos meses. “O Governo do Estado divulgou, hoje, novas medidas em 63 cidades, incluindo Caruaru, como a proibição de atividades econômicas e sociais e, também, a suspensão do retorno das aulas nas escolas públicas municipais, até 12 de março. Seguiremos todas as medidas do Decreto e seguiremos avaliando, dia a dia, a evolução e o resultado das ações e, como município, vamos tomar novas medidas, sempre que necessário”, pontuou Raquel.

Desde o início da pandemia, a Prefeitura de Caruaru tem trabalhado no enfrentamento da doença na região. “Preparamos o Hospital Manoel Afonso para ser o nosso hospital de retaguarda, ampliamos leitos de enfermaria e criamos dez leitos de UTI. Além disso, também destinamos a UPA da Boa Vista para ser a nossa UPA exclusiva para atendimentos de casos da doença e, ainda, três unidades de Pronto Atendimento preparadas para atender também casos mais leves, além de testagens nas unidades de saúde e pontos estratégicos da nossa cidade. Infelizmente, o coronavírus avançou mais uma vez, e é a hora de voltar com as ações mais restritivas”, reforçou a chefe do Executivo municipal.

Covid-19: Boletim diário da Secretaria de Saúde – 23.02.21

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que, até esta terça-feira (23), 96,05% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus. Hoje, foram registrados 74 novos casos, 75 pessoas recuperadas da doença e um óbito.

O número de testes realizados subiu para 52.859 dos quais 22.120 foram através do teste molecular e 30.739 pelo teste rápido, com 16.234 confirmações para a Covid-19.

O número de casos descartados subiu para 35.788.

Também já foram registrados 68.396 casos de síndrome gripal e 1.439 pessoas estão em isolamento domiciliar.

Em investigação, a secretaria informa que são 837 casos, 59 pessoas em isolamento domiciliar e 33 internamentos.