sexta-feira, 17 de julho de 2026

Horário do Shopping Difusora

Confira o horário especial de funcionamento do Shopping Difusora, neste fim de ano:

31/12 – Quinta-feira

Lojas e Quiosques – 09h às 19h;
Praça de Alimentação 1º, 2º e 3º piso – 10h às 19h;
Empório Prime – Aberto até 00h.

01/01/2021 – Sexta-feira

Lojas e Quiosques – FECHADOS
Praça de Alimentação 1º, 2º e 3º – FECHADA
Empório Prime – FECHADO

A partir de 02/01

Segunda a sábado:

Lojas e Quiosques – 10h às 22h;
Praça de Alimentação 1º, 2º e 3º piso – 10h às 22h;
Empório Prime – 10h às 22h.

Domingos e Feriados

Lojas e Quiosques – 11h às 20h;
Praça de Alimentação 1º, 2º e 3º piso – 11h às 21h;
Empório Prime – 11h às 20h.

O ano que a Terra parou

Quero iniciar agradecendo a nossa amiga e grande jornalista Léa e ao Jornal Vanguarda, pelo espaço nessa proposta de pensar a política. Meu muito obrigado para você, leitor, que parou um minuto ou dois para acompanhar nossos textos e dividir reflexões.

No pior ano da história de nossa geração, a humanidade provou do gosto amargo e singular de viver a maior experiência coletiva em escala global de confinamento, mortes e doentes, exigindo de todos atributos e qualidades das quais não estávamos preparados. Governos, países e pessoas foram pegos de surpresa, e hoje vivemos sob a égide de novos hábitos, onde a sociabilidade, característica fundamental do ser humano, passou por uma reconfiguração redimensional.

Da banalização da vida, aos gestos de amor e solidariedade, a uma guerra insana contra a ciência, este ano não foi fácil. Em um sobrevoo pelo ano de 2020, podemos concluir que foi um ano dos contraditórios. Por vezes, a ciência foi substituída pela ideologia, a vida pela economia, e a solidariedade pela indiferença. Estava tudo lá, em 2020, vida e morte, a distopia dos contrastes sociais, e um abre e fecha macabro e brutal. Estas serão algumas das marcas de 2020.

Visualizando os números da mortandade, poderia ter sido reduzida ou minimizada, caso o Brasil houvesse adotado, desde logo, bem cedo, a profilaxia aplicada e recomendada em outros países. Mas as lutas insensíveis e insanas do poder transformaram o vírus em um palco para plataformas políticas. E, se contrapondo ao negacionismo obscuro e barulhento, a ciência desprestigiada e desprezada foi quem ofereceu a saída/solução para por um fim/controle à Covid-19. No entanto, o negacionismo ‘sem máscara’ fez muito mais barulho. Além de negar a existência do vírus e das formas de tratamento, fez vítimas.

A Covid-19 escancarou nossas desigualdades, que tiveram como apoteose macabra e simbólica a morte do menino Miguel, filho de Mirtes, empregada doméstica de uma família de classe média alta. Mirtes passeava com o cachorro da patroa, enquanto a patroa fazia as unhas e deixou a criança a sua própria sorte. Mirtes era remunerada pela Prefeitura de Tamandaré, cujo Prefeito era esposo da patroa impaciente e insensível. O caso é um retrato do Brasil em vários aspectos, da falta de isolamento social das pessoas pobres, da insensibilidade das elites brasileiras com os menos desafortunados, e a forma com que essas mesmas elites se servem do estado em benefício próprio, passando pelo chamado privilégio branco, chegando à impunidade.

Mas as lutas de 2020 não pararam. No ‘novo normal’ não há espaço para o racismo estrutural, burro e assassino. Além da onda crescente do vírus, uma onda social reacendeu a necessidade de vacinar o mundo contra o preconceito racial, fazendo eclodir, também, em escala mundial, o debate das causas e efeitos desse problema secular.

Um movimento parido por indignação e cansaço, o Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), trouxe à tona o velho, novo e sempre presente tema da discriminação racial, brutalidade policial, e a desigualdade racial no sistema de justiça criminal. Um GRITO COLETIVO DE BASTA ecoou para dizer não ao racismo. Esse deve ser nosso compromisso civilizatório com a nossa geração e com as vindouras. Devemos, hoje e agora, por fim aos atavismos históricos do chicote, da senzala e do racismo.

Para concluir, refletimos o trecho da magistral obra-prima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, “Morte e Vida Severina”, quando nosso herói Severino de Maria do finado Zacarias, proclama:

“Desde que estou retirando só a morte vejo ativa, só a morte deparei e às vezes até festiva só a morte tem encontrado quem pensava encontrar vida, e o pouco que não foi morte foi de vida severina (aquela vida que é menos vivida que defendida, e é ainda mais severina para o homem que retira).”

Compesa abre chamamento público

A busca por soluções inovadoras e sustentáveis para atender a demanda por mais água em Pernambuco é um caminho que vem sendo trilhado pela Compesa. Nesse sentido, um Grupo de Trabalho foi instituído para reunir e pensar o futuro das iniciativas de reaproveitamento das águas de efluentes, e ainda do lodo e biogás gerado nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Um dos frutos recentes desse trabalho foi a publicação de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), lançada este mês, com o objetivo de receber projetos e estudos que auxiliem a viabilização de novos modelos de negócio de reuso e ampliem a perspectiva das atividades para fins industriais, comerciais, agricultura e aquicultura. Na etapa inicial do PMI, as empresas têm até 07/01/2021 para apresentar manifestação de interesse.

A partir daí, as empresas entrarão na fase de habilitação e posteriormente serão autorizadas a apresentar seus modelos. As propostas devem ser direcionadas de acordo com a divisão de lotes instituída pela Compesa, sendo para 9 ETEs localizadas na mesorregião do Agreste (Lote 1); 5 ETEs localizadas na mesorregião da Mata e 2 ETEs localizadas no distrito de Fernando de Noronha (Lote 2); 7 ETEs localizadas nas mesorregiões do Sertão e São Francisco, exceto as do município de Petrolina (Lote 3); 9 ETEs localizadas no município de Petrolina (Lote 4). Será selecionada pelo menos uma proposta para cada lote, podendo ser a mesma empresa selecionada em um ou mais lotes.

Para a presidente da Compesa, Manuela Marinho, as iniciativas sustentáveis estão cada vez mais alinhadas aos planos da companhia. “A Compesa está empenhada em ações e projetos de reuso por entender que esse é um dos caminhos a ser seguido na trilha da sustentabilidade. Temos que desenvolver soluções cada vez mais inovadoras e de vanguarda, e um ponto de partida é sem dúvida a expansão dos projetos já desenvolvidos na empresa por meio da PMI”, avalia Manuela.

Um exemplo de iniciativa de reuso já praticada pela Compesa está no Agreste. A ETE Rendeiras, em Caruaru, possui um sistema de reuso implantado que fornece o recurso para irrigação de áreas verdes e limpeza em geral da própria unidade. No Sertão do Estado, na ETE Centro de Petrolina já foram realizados diversos estudos científicos sobre reuso das águas, incluindo caracterização dos efluentes e análise de adequação para uso em serviços de desobstrução e irrigação. Também esta unidade foi pioneira no estudo da caracterização do lodo produzido em uma parceria com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

SERVIÇO:
PMI – Modelos de negócio de reuso
Prazo: 07/01/2021
Chamamento público disponível no site https://servicos.compesa.com.br/portal-de-parcerias/reuso-para-etes/

Acesso com veículos ao Monte Bom Jesus será restrito no réveillon

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes (Destra), informa que, nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, será restrito o fluxo dos veículos no Monte Bom Jesus. Apenas os moradores do local poderão ter acesso livre ao local.

A Destra estará no acesso aos veículos, organizando o fluxo dos automóveis, além da Guarda Municipal e fiscais da Ordem Pública, reforçando aos visitantes a importância do uso de máscara e distanciamento social.

Hoje, dia 31 de dezembro, as ações serão de 17h às 3h. Já no dia 1º de janeiro, o fluxo será controlado a partir das 16h, seguindo até 22h.

Covid-19: mais uma morte em Caruaru

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que até esta quarta (30) 96,18% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus.

O número de testes realizados subiu para 42.705 dos quais 16.793 foram através do teste molecular e 25.912 do teste rápido, com 13.169 confirmações para à Covid-19, incluindo um óbito no dia 23 de dezembro, sendo ele: Mulher, 81 anos, com comorbidades.

O número de casos descartados subiu para 28.844.

Também já foram registrados 56.579 casos de síndrome gripal. Hoje, 1.846 pacientes estão orientados a ficar em isolamento domiciliar.

Governo prorroga prazo para pagamento de auxílio ao setor cultural

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta terça-feira (29) medida provisória (MP) que prorroga o prazo da utilização do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc para 2021. A MP autoriza o pagamento do benefício com os recursos já aprovados em 2020 e destinados ao cumprimento da lei, mas que ainda não tenham sido utilizados.

“[…] a MP, além de não representar aumento dos gastos públicos, busca conferir maior segurança ao trabalhador e à trabalhadora da cultura e maior efetividade à Lei Aldir Blanc, assegurando a continuidade das ações emergenciais, a manutenção do apoio aos beneficiários e a efetividade do socorro ao setor cultural”, afirmou a Presidência da República, em nota.

A Lei Aldir Blanc, originada da MP 986/2020 e promulgada pelo Congresso em agosto, prevê o repasse de R$ 3 bilhões de recursos federais para ações emergenciais do setor cultural em estados e municípios.

A aplicação dos recursos está limitada aos valores liberados pelo governo federal. Caso prefeitos e governadores queiram aumentar o valor dos benefícios repassados, deverão fazer a complementação com recursos próprios.

A Lei nº 14.017/2020, que instituiu o auxílio financeiro, foi chamada de Lei Aldir Blanc em homenagem ao escritor e compositor de 73 anos que morreu após contrair covid-19, em maio, no Rio de Janeiro. O texto da lei prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural.

Está previsto ainda o pagamento de subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.

Agência Brasil

Polícia deflagra operação para combater prostituição e exploração de adolescentes em Pernambuco

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quarta-feira (30), a Operação Fim de Festa, com o objetivo de desarticular integrantes de uma organização criminosa suspeitos de praticar prostituição e exploração de adolescentes no Estado.

Segundo a polícia, estão sendo cumpridos nesta quarta-feira quatro mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão domiciliar. Todas as ordens foram expedidas pela Primeira Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente da Capital.

As investigações da operação, sob a presidência do titular da Delegacia de Crimes Contra Criança e Adolescente (Decca), o delegado Geraldo Silva da Costa, tiveram início em agosto de 2017.

Ainda de acordo com a corporação, os suspeitos são investigados pelos crimes de induzimento à prostituição de adolescente, favorecimento à prostituição, manutenção de casa de prostituição, rufianismo (crime de obter vantagem econômica de quem pratica a prostituição) e armazenamento de imagens pornográficas de adolescentes. 

Ao todo, 30 policiais civis participam da deflagração da operação, entre delegados, agentes e escrivães.

Mais detalhes sobre a ação serão divulgados em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, na sede operacional da Polícia Civil de Pernambuco, no Recife.

Folhape

Em dois anos, Bolsonaro esvaziou órgãos que cuidam de questões ambientais, indígenas e agrárias

Cumprindo promessas e indicativos que deu durante a campanha eleitoral de 2018 e em boa parte de sua carreira política, Jair Bolsonaro ampliou de forma expressiva em seus dois primeiros anos de governo um processo de desmonte e esvaziamento dos órgãos responsáveis por cuidar do meio ambiente e das questões indígena e agrária.

Como resultado, paralisia generalizada, embates internos, retrocessos, um ministro sob constante pressão para ser substituído –Ricardo Salles, do Meio Ambiente– e uma coleção de números negativos, o que, entre outras consequências, resultou em uma forte degradação da imagem do país no exterior.

Paralelamente à precarização da infraestrutura e redução de verbas do principal órgão fiscalizador, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o desmatamento e as queimadas deram um salto no país.

A estimativa é a de que mais de 11 mil km2 de florestas tenham sido destruídas na Amazônia Legal de 1º agosto de 2019 a 31 julho de 2020, alta de 9,5% em relação ao período anterior e a maior área desde 2008 (devido ao período chuvoso e de seca, o desmatamento é sempre medido nos 12 meses de agosto de um ano a julho do ano seguinte).

Os dados são do sistema Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), órgão que Bolsonaro e Salles procuraram desacreditar quando os primeiros resultados ambientais negativos da gestão foram divulgados, em 2019.

De acordo com dados do projeto Queimadas, também do Inpe, o país encerrou 2019 com 318 mil km² de vegetação consumida pelo fogo nos seis biomas, aumento de 86% em relação ao anterior. Em 2020, o Pantanal atingiu o recorde histórico de 22 mil focos de incêndio, 13 vezes mais do que em 2018. Os focos na Amazônia Legal também são os maiores desde 2010.

Um dos alvos preferenciais de ataque de Bolsonaro, o Ibama sofreu corte de verbas para 2021 (4%), sendo que um terço do orçamento está condicionado a aprovação do Congresso.

Sofre, ainda, crescente abalo em sua função fiscalizatória. A aplicação do instrumento mais eficaz para barrar o desmatamento, os chamados termos de embargo, despencou 60% nos seis primeiros meses de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, que já havia diminuído em relação a 2018.

“Na verdade eles puseram [no comando do Meio Ambiente] uma pessoa ideal para promover o desmonte”, afirma Elizabeth Eriko Uema, secretária-executiva da Ascema (Associação Nacional dos Servidores de Meio Ambiente), que em setembro publicou o levantamento “Cronologia de um desastre anunciado: Ações do governo Bolsonaro para demontar as políticas de meio Ambiente no Brasil”.

“Ele [Salles] retirou dos orgãos ambientais a autonomia e a possibilidade de atuar concretamente. Na verdade, o que a gente avalia é que o um projeto de destruição mesmo, intervenção dentro dos órgãos, assédio institucional, dificuldades burocráticas”, diz Elizabeth.

O Ministério Público Federal já reuniu cinco tentativas de afastar Salles do cargo, mas o relator dos pedidos no Tribunal Federal da 1ª Região, Ney Bello, negou os pedidos. Em julho, ação civil pública movida por 12 procuradores da República acusou Salles de “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente” por meio de ações normativas, orçamentárias, de fiscalização e transparência.

Um dos elementos citados foi a reunião ministerial em que Salles fala em aproveitar as atenções voltadas à pandemia do corovavírus para “passar a boiada” na flexibilização das normas ambientais e de outras áreas reguladas por decretos, portarias e resoluções – sem necessidade de aprovação do Congresso.

Levantamento da reportagem em parceria com o Instituto Talanoa mostra que em março e maio deste ano o governo acelerou a publicação de atos sobre meio ambiente –foram 195 atos no Diário Oficial contra 16 do mesmo período de 2019.

“É um acúmulo em série de vários resultados negativos bastante expressivos”, diz Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima, que presidiu o Ibama no governo de Michel Temer (2016-2018).

Ela cita a elevação do desmatamento, das queimadas, dos gases de efeito estufa e o desmonte dos órgãos de fiscalização como alguns dos dados mais preocupantes. Destaca também o esvaziamento do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que teve cerca de 80% de sua composição cortada, em prejuízo de ONGs e estados, colocando o órgão sob controle do governo.

Ela ressalta que o estrago só não foi maior devido à resistência do Congresso e do Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal, acionado por diversas vezes por organizações da sociedade civil, em conjunto com partidos de oposição.

Em uma das últimas decisões da Justiça, por exemplo, a ministra Rosa Weber, do STF, concedeu uma liminar derrubando a decisão de Salles que permitia a exploração de mangues e restingas do país. A ação havia sido apresentada pela Rede Sustentabilidade

Assessora política do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), Alessandra Cardoso reforça: “Salles e o governo conseguiram passar muitos bois alterando medidas infralegais, mas acho que a resistência em suas variadas formas e instâncias foi Importante para reduzir o tamanho do desmonte”.

Segundo ela, “o governo conseguiu em dois anos perder o controle sobre o desmatamento, estimular a grilagem, arruinar sua credibilidade perante a comunidade internacional e gerar insegurança jurídica quanto a sua capacidade de cumprir as leis e acordos internacionais em matéria ambiental e climática”.

Na questão indígena e na refoma agrária o quadro se repete. Não houve nenhuma terra indígena identificada, declarada (autorizada a ser demarcada fisicamente) ou homologada em 2019 e 2020. No governo Michel Temer, que até então detinha a pior marca, houve três terras declaradas e uma homologada.

‘No que depender de mim, não tem mais demarcação de terra indígena’, disse o já presidente eleito no final de 2018.

Em 2020, o Ministério Público Federal encaminhou manifestação ao Congresso pedindo a recomposição das verbas do órgão.

O Inesc aponta que o leve aumento nominal do orçamento da Funai de 2021 (R$ 649 milhões) nem de longe remedia as perdas dos últimos anos (em 2013 o orçamento era de R$ 870 milhões). Além disso, o percentual do orçamento que depende de aprovação de crédito suplementar pelo Congresso subiu de 20% para 52%, aumentando as chances de não ser executado.

“A gente precisa considerar que a Funai já está passando por um estrangulamento orçamentário há muito tempo, que não é uma obra específica do governo Bolsonaro, mas que obviamente quando Bolsonaro assume esse estrangulamento se torna um processo muito mais acentuado, de guerra declarada mesmo”, afirma Leila Saraiva, assessora política do Inesc.

Ela aponta o alto número de militares e de policiais em postos de comando –22 dos 39 coordenadores regionais–, sem relação conhecida com as políticas indigenistas e muitos sem experiência de gestão pública, além da ausência de relação prática entre a Funai e o Ministério da Justiça, a quem o órgão está formalmente vinculado.

Ao assumir Bolsonaro tentou passar a Funai para a pasta da Agricultura e, depois, para a da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandada pela pastora evangélica Damares Alves, mas o Congresso barrou a medida.

Na reforma agrária, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) homologou apenas 5.409 famílias de processos antigos de regularização, o pior desempenho de um governo desde pelo menos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Centenas de processos estão paralisados desde 2019 e a proposta de orçamento para 2021 praticamente reduz a zero a verba de algumas das principais ações destinadas a sem-terra e a melhorias dos assentamentos.

Para o Reconhecimento e Indenização de Territórios Quilombolas, o orçamento que em 2013 era de R$ 48 milhões foi pulverizado para R$ 330 mil em 2021.

“Em 2016, com o golpe [impeachment de Dilma Rousseff], houve paralisia total. Com a entrada do Bolsonaro houve um regresso total, um verdadeiro desmonte do programa nacional de reforma agrária”, diz Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra).

A reportagem procurou e enviou perguntas ao Palácio do Planalto, ministério do Meio Ambiente, Ibama, Incra, ICMBio e Funai.

Só a Funai respondeu. O órgão disse que a atual gestão não é contra demarcações, mas sim contra “irregularidades nesses processos praticadas por gestões anteriores” e que já gastou R$ 36 milhões com regularizações pendentes de áreas já demarcadas.

Diz ser ainda necessário considear as restrições de campo no período da pandemia e que a fatia do orçamento condicionada a aprovação pelo Congresso é similar aos demais órgãos da Administração Federal.

Folhapress

PE: ano letivo de 2021 começará em 3 de fevereiro nas escolas estaduais

O ano letivo de 2021 da rede estadual de ensino em Pernambuco começará em 3 de fevereiro. A data consta em portaria da Secretaria de Educação e Esportes (SEE) publicada na edição desta quarta-feira (30) do Diário Oficial do Estado.

O texto da normativa elenca fatores como responsabilidades da infraestrutura das unidades escolares, que deverão ter “padrão básico de funcionamento com vista à organização, limpeza e manutenção dos ambientes escolares”, além de deliberar sobre a manutenção do mínimo de 200 dias letivos.

O primeiro semestre letivo deverá ser encerrado no dia 5 de julho. Já o segundo semestre está marcado para começar em 22 de julho e acabar em 21 de dezembro.

Ao longo do calendário acadêmico, a SEE prevê encontros das famílias dos estudantes com as escolas nos dias 11 de fevereiro e 19 de agosto, datas próximas ao início de cada semestre.

A rede estadual possui 1.060 escolas distribuídas por todos os municípios de Pernambuco e atende aproximadamente 580 mil estudantes.

As férias do ano letivo de 2020 para os estudantes serão entre 4 de janeiro e 3 de fevereiro.

Veja datas do calendário escolar
Formação continuada/planejamento: 03/02/2021
Ação Protagonista de Acolhida ano 2021: 03/02/2021
Início do ano 2021: 03/02/2021
Encontro Família/Escola: 11/02/2021
Formação continuada/planejamento: 12/05/2021
Reunião de pais e mestres: 20/05/2021
Término do 1º Semestre: 05/07/2021
Recesso escolar: 06/07/2021 a 20/07/2021
Formação continuada/planejamento: 21/07/2021
Início do 2º Semestre: 22/07/2021
Reunião de pais e mestres: 06/08/2021
Reunião de pais e mestres: 24/09/2021
Encontro Família/Escola: 18/08/2021
Reunião de pais e mestres: 24/11/2021
Término do Ciclo 2020/2021: 21/12/2021
Novas oportunidades de aprendizagens e recuperação final: 22/12/2021 a 28/12/2021
Organização escolar, término das atividades escolares e autoavaliação com os profissionais das escolas: 29/12/2021 e 30/12/2021

Matrículas
O processo de matrícula nas escolas da rede estadual acabam nesta quarta-feira. Todo o cadastro deve ser feito pela internet, através do site Matrícula Rápida.

Os responsáveis pelo aluno cadastrados devem efetivar a matrícula presencialmente na escola escolhida entre 4 e 15 de janeiro de 2021. Neste momento, deve ser entregue a documentação.

Segundo a secretaria, as vagas não confirmadas retornarão para o sistema de cadastro e poderão ser preenchidas entre os dias 18 e 22 de janeiro. Os responsáveis pelo cadastro nesta fase devem efetivar as matrículas presencialmente nas escolas entre os dias 25 e 29 de janeiro.

Folhape

Caruaru Shopping funcionará com horário especial no feriado de final de ano

Com o intuito de atender a demanda de compras e proporcionar um melhor atendimento aos seus clientes, o Caruaru Shopping funcioná com horário especial neste final de ano e início de 2021.

No dia 31 (véspera de Ano Novo), lojas, quiosques, alimentação, lazer e serviços estarão abertos das 10h às 18h; hipermercado, das 7h às 18h; e a academia, das 7h às 13h. O cinema e o Rock & Bowl estarão fechados.

As loterias Super Sorte
estarão funcionando no dia 31, das 8h às 14h.

JANEIRO 2021

No primeiro dia do ano de 2021, o Caruaru Shopping estará com as lojas, quiosques, serviços e hipermercado fechados, assim como a academia. Alimentação e lazer funcionarão das 12h às 20h, e o Rock & Bowl, das 14h às 21h.

O Caruaru Shopping fica localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis.