domingo, 14 de junho de 2026

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, SEXTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2020

Aulas online!

A reitoria e o corpo docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro bateram pé para retomada das aulas só em 2021, com segurança e vacina (que não há certeza de quando chegará). Seu conselho demorou a decidir sobre ferramentas para aulas online, conforme publicamos. Enquanto isso, outras 17 universidades federais – lista do próprio Ministério da Educação enviada à Coluna – já ministram aulas virtuais. Entre elas, Campo Grande, Viçosa, Porto Alegre, São Luís, Curitiba, ABC Paulista. A turma do ‘Fundão’, como é conhecida a tradicional instituição carioca, correu para não passar vergonha. Entrou na lista do MEC para aulas virtuais de algumas faculdades, mas deu opção de a garotada trancar a matrícula e voltar às aulas presenciais só ano que vem. Veja no site da Coluna a lista das federais que já ministram aulas virtuais.

Na telinha 1

A UFRJ vai ministrar aulas pelas plataformas AVA@UFRJ e Google ClassRoom do Pacote G-Suite; e distribuirá 12 mil chips para sinal de internet a estudantes carentes.

Na telinha 2

Outro desafio da URFJ é saber de onde os professores vão ministrar aulas. Em nota à reportagem, informou que “Não há definição específica sobre locação das aulas, apenas de que elas ocorrerão”.

Na sala

Há as que retomaram aulas presenciais de algumas faculdades. São elas: UFF (Niterói), UFOP (Ouro Preto), UFFS (Chapecó), UFS (Aracaju), UFAC (Rio Branco), UFT (Palmas) e UFSCar (São Carlos), conforme informado pelo MEC.

Gás no debate

Há resistências de alguns partidos ao relatório apresentado pelo deputado Laércio Oliveira (Progressistas-SE) para o PL 6407/13, o da Nova Lei do Gás. O atual texto, dizem opositores, não será capaz de gerar atratividade para a exploração das reservas de gás do Pré-Sal, o que irá subtrair receitas potenciais dos Estados.

Vazão financeira

Em 2019, a reinjeção do gás no solo custou a Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo arrecadação em torno de R$ 2 bilhões em royalties. Cidades como Brasília, Goiânia, Cuiabá e Uberlândia não têm infraestrutura de gás canalizado.

Desafio do duto

A crítica é que o projeto não fomenta a ampliação de infraestrutura (dutos de escoamento, unidades de tratamento e gasodutos de transporte) que tire esse gás do mar para o continente. Conforme registramos, hoje, 40% do gás extraído é reinjetado no solo porque o Brasil não tem dutos para refinarias.

Jeff, el ‘pistoleiro’

Roberto Jefferson, que anda brabo com inquérito do STF, é exímio atirador esportivo. Tem treinado diariamente num clube de Brasília. O porte lhe foi tirado na operação de busca e apreensão da PF. Mas tem andado com facas, dizem deputados amigos.

Lobby é lobby

A Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais, que atua pela regulamentação do lobby no País, terá no comando a advogada Carolina Venuto, de 34 anos. Ela levanta a bandeira do diálogo, ética e transparência. E garante: “quem pratica corrupção não atua como lobista, e sim, como bandido”.

Terra sem lei?

Em Brasília, motorista bêbado atropela, mata, e é liberado por um juiz sem pagar fiança na audiência de custódia, porque tem bons antecedentes. Há três dias, outro bêbado atropelou e matou motorista que trocava pneu no acostamento. A Lei Seca não vingou.

Buzinaço

Idealizador da Lei Seca, o deputado federal Hugo Leal (RJ) ficou revoltado com os casos recentes da capital: “É impressionante, parece que as pessoas desaprenderam com a pandemia; nesse desespero de sair de casa, perderam a noção. As operações da Lei Seca têm que ser mais intensificadas”.

Malhete na pista

E o mais importante, completa o parlamentar: “Tem que parar com essa história de passar mão na cabeça de assassino no trânsito. Tem que ser tratado como homicídio”.

Ponto Final

O dossiê sobre antifascistas no serviço público federal, revelado por Rubens Valente, do UOL, é a denúncia mais séria nesta gestão. Se o ministro da Justiça, André Mendonça sabia, incorre em crime de prevaricação. Se não sabia, não tem controle algum sobre subordinados próximos. Nos dois casos, é grave.

ESPLANADEIRA

# André Glezer, ex-VP da Arlon Group, é o novo CEO da Agrotools, maior AgTech da América Latina. # Cientista político Lennon Custódio lança ‘Guia do Candidato’, on line, para os pré-candidatos, assessores e coordenadores de campanha. @guiadocandidato. # A a dupla de palhaços Patati e Patatá será nova cara da linha de vitaminas infantis da Farmacêutica Cimed. # Rede de Supermercados Pague Menos expande e-commerce para 99% das cidades onde atua. # Saúde 2030, plataforma de educação em saúde digital, lança primeiro e-book gratuito.

Prefeita Raquel Lyra se reúne com comerciantes do Parque 18 de Maio, instalados na margem do Rio Ipojuca

A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, recebeu, na manhã de ontem (6), um grupo de comerciantes do Parque 18 de Maio, que trabalha nas margens do Rio Ipojuca. Ela ouviu os comerciantes, diante da necessidade de atenção para o local, considerado de risco. “Estamos ouvindo as pessoas e buscando soluções possíveis e em comum acordo com os envolvidos. Nosso objetivo é resolver a questão dialogando e voltaremos a debater o assunto em reuniões próximas”, ressaltou a prefeita Raquel Lyra.

A prefeita garantiu a permanência das barracas até o fim do ano, assim como a continuação das obras de revitalização do Parque 18 de Maio. Ao longo desse período serão apresentadas propostas e debatidas soluções para que a questão seja resolvida.

Foto: Jorge Farias

Governo de Pernambuco anuncia datas de retomada de cursos livres

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Educação e Esportes, divulgou, ontem (06.08), as datas para retomada gradual das aulas presenciais de cursos livres (cursos de línguas, cursos técnicos, qualificação profissional e outros) e da liberação de competições esportivas individuais, desde que sem público. Os cursos técnicos de nível médio, que compõem a educação básica, não estão contemplados nesta fase de reabertura.
A retomada das competições esportivas individuais acontece a partir desta segunda-feira (10.08). A vaquejada, embora seja uma atividade cultural, no plano de convivência está equiparada aos esportes individuais e poderá também ser praticada a partir desta data. No entanto, a entrada do público permanece suspensa por tempo indeterminado.

O retorno das aulas presenciais dos cursos livres acontecerá de forma escalonada, com a primeira etapa no dia 17 de agosto. Nessa fase, estão autorizados apenas estudantes a partir de 18 anos de idade e as instituições de ensino só poderão receber até 25% da capacidade. Não estão autorizados os cursos preparatórios para o ENEM, SSA e outros vestibulares ou disciplinas específicas.

No próximo dia 24 de agosto, as instituições ofertantes de cursos livres poderão receber até 50% dos seus estudantes, com idade mínima de 15 anos. No dia 31, a rede poderá contar com 75% do corpo discente, com alunos a partir de 11 anos de idade. No dia 8 de setembro, passarão a ser atendidos 100% dos estudantes.

“A decisão foi tomada após criteriosa análise dos números da pandemia no Estado, e as instituições de ensino deverão obedecer ao protocolo setorial de segurança, respeitando as orientações sobre distanciamento social e as medidas de proteção e prevenção. É importante ressaltar que o gabinete de enfrentamento à Covid-19 está monitorando o número de casos e, se necessário, a evolução das etapas de retomada pode ser reconsiderada”, disse o secretário de Educação e Esportes, Fred Amancio.

As aulas da educação básica e do ensino superior seguem suspensas até o dia 15 de agosto, e ainda não há uma definição sobre a data de retorno. Um plano de retomada está em fase final de elaboração e será divulgado em breve.

Municípios de Pernambuco avançam no Plano de Convivência com a Covid-19

Uma recente análise dos números da saúde em Pernambuco, feita pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, revelou que os índices de contágio da doença permanecem em queda, indicando que o Estado tem capacidade para avançar ainda mais no Plano de Convivência com o novo coronavírus. A partir da próxima segunda-feira (10.08), a Macrorregião 1, que compreende os municípios da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata (Norte e Sul), avançará para a Etapa 7 do plano. Igrejas e templos também podem aumentar a capacidade de funcionamento. Aquelas que possuem espaço para até 999 fiéis poderão receber 30% da sua capacidade total. Já as instituições com área para mais de mil fiéis poderão funcionar com 20% da capacidade.

Com o avanço na redução dos índices de contágio, nas cidades da Macrorregião 1 os serviços de alimentação e os shopping centers poderão estender seu funcionamento até as 22h. Já a Macrorregião 2 – que compreende os municípios de Caruaru, Garanhuns e seus entornos, no Agreste – permanecerá na Etapa 6 do plano, mas serão liberadas as atividades das feiras nos polos de confecções, obedecendo a novos protocolos de segurança. No município de Toritama, a feira pode voltar a funcionar no domingo, dia 09.

A Macrorregião 3, no Sertão – que tem Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada como principais polos – avançará para a Etapa 6 do Plano de Convivência com a Covid-19. Os serviços de alimentação e shopping centers poderão funcionar das 6h às 20h, com 50% da capacidade de clientes, assim como as academias de ginástica e polos de confecção, ambos com novos protocolos de segurança. O comércio varejista permanecerá aberto, atendendo à exigência de um cliente para cada 10 metros quadrados da loja.

Na Macrorregião 4, também no Sertão, os municípios da 7ª Gerência Regional de Saúde, com sede em Salgueiro, e da 8ª Gerência Regional de Saúde, sediada em Petrolina, avançarão para a Etapa 5 do plano. Será liberado o funcionamento de escritórios com 50% da carga e concessionárias de veículos com 100% da carga. Ficam mantidos os demais serviços essenciais que já vinham funcionando, a exemplo do comércio atacadista, além do sistema de delivery e coleta em lojas de material de construção, serviços de alimentação, feiras e polos de confecções.

FECHAMENTO – A situação da pandemia ainda divide o cenário na Macrorregião 4. As cidades pertencentes à 9ª Gerência Regional de Saúde, com sede em Araripina, permanecerão na Etapa 4. A exceção fica para Araripina e Ouricuri, onde a redução do número de casos da Covid-19 ficou aquém do desejado. A partir desta sexta-feira (07.08), os dois municípios terão que retroceder à Etapa 2 do plano, ficando permitido apenas o funcionamento de serviços essenciais durante os próximos dez dias.

Fotos: Pedro Menezes/SEI

Covid: Brasil chega a 98.644 mortes com 1.226 novos óbitos em 24 horas

O Brasil chegou a 98.644 registros de mortes causadas pela Covid-19. De acordo com o último levantamento do consórcio de veículos de imprensa, os dados das secretarias estaduais apontaram a inclusão nas últimas 24 horas de 1.226 novos óbitos em decorrência do novo coronavírus em todo o país.

Os números apurados pelo consórcio de imprensa também mostram que os estados incluíram 54.801 novos diagnósticos de covid-19 de ontem para hoje nos registros, o que eleva o total de infectados a 2.917.562, aproximando o Brasil também da marca de 3 milhões de casos.

Fonte: Uol

Caruaru: mais duas mortes por Covid-19

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa, nesta quinta (6), que até o momento foram realizados 12.886 testes, dos quais 5.131 foram através do teste molecular e 7.755 do teste rápido, com 5.065 confirmações para a Covid-19, incluindo dois óbitos, no período de 29 de julho a 5 de agosto, sendo eles: Mulher, 72 anos, com comorbidades e uma mulher, 80 anos, sem comorbidades.

Em investigação estão 590 casos e já foram 7.231 descartados.

Também já foram registrados 20.246 casos de síndrome gripal, dos quais 1.522 foram orientados a ficar em isolamento domiciliar.

A secretaria informa ainda que 4.631 pacientes já foram recuperados do novo coronavírus.

Transações no exterior: novas regras

Em reunião realizada no dia 30 de julho passado, o CMN – Conselho Monetário Nacional mudou as regras para transações no exterior. Até então, qualquer superior a R$ 10 mil reais eram monitoradas e a partir do dia 01/09/2020 este valor passará para R$ 100 mil. Isso vai reduzir, substancialmente, a quantidade de procedimentos de monitoração que hoje atinge, aproximadamente, 70 mil declarantes. Isso traz redução de custos operacionais, mas surge a ideia de que agora fica mais fácil evasão de divisas.

Na mesma decisão o piso dos CBE – Capitais Brasileiros no Exterior aumentou para US$ 1 milhão, ou seja, abaixo desse valor não precisa mais declarar. O montante desses recursos produz a imagem de investimentos internacionais feitos por brasileiros que sejam pessoas físicas ou jurídicas e abrangem bens, direitos, participações societárias, imóveis, etc. Numa comparação grosseira, diria que se assemelha a Liberdade Econômica aprovada no ano passado que visa eliminar a burocracia para empresas individuais e pequenas empresas.

Medida semelhante, a Receita Federal já adotou quando modificou, em 2017, regras na declaração de imóveis, limitando em, no mínimo, R$ 300 mil o valor do imóvel a ser declarado, em compensação passou a exigir outras informações incluindo a matrícula do registro no cartório. Imagine o tempo de processamento gasto para fazer cruzamento de dados com informações relativamente pequenas. É como cheque: valores menores de R$ 100,00 é mais vantagem o banco pagar, se houver saldo, do que conferir preenchimento. Na verdade, quando a evolução tecnológica se intensificou no sistema financeiro, na década de 90 do século passado, ficou bastante claro que o tempo de processamento tem um custo expressivo.

O receio, ou as críticas a esta medida, deverá partir de quem não se enquadra nela e acha que o que se pretende é facilitar a evasão de divisas. É importante destacar que essa decisão não afeta o monitoramento da Receita Federal e nem do Banco Central, de modo que o COAF continuará analisando as movimentações financeiras esquisitas. O lado bom de tudo isso vai ser no impacto das análises estatísticas, que vão contribuir com a formação de política pública. imagine a queda no número de declarantes em torno de 60%. Ou seja, ao invés de monitorar 70 mil pessoas, monitora 28 mil com valores maiores. A qualidade dos dados será melhor.

PF prende 11 membros de quadrilha de assaltantes de carros-fortes com atuação em Pernambuco

A Polícia Federal (PF) na Bahia, com apoio de policiais militares de Pernambuco e da Bahia, deflagrou, nessa quarta-feira (5), a Operação Capitá, com o objetivo de desarticular uma quadrilha apontada como especializada em assaltos e bancos e carros-fortes em diversos estados do País, inclusive Pernambuco. Foram presos em flagrante 11 membros do grupo. A operação foi detalhada nesta quinta-feira (6) pela Polícia Federal em Pernambuco.

De acordo com informações da PF, o bando se preparava para assaltar um carro-forte em uma rodovia nas proximidades de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, nos próximos dias. Os presos em flagrante em Petrolina são suspeitos de crimes de porte ilegal de armas de fogo de uso restrito, receptação, associação criminosa e posse de explosivos. Eles estavam morando havia menos de um mês em uma residência no bairro de Gercino Coelho. Moradores da vizinhança relataram aos policiais que os integrantes do grupo se apresentaram como corretores de imóveis, que vinham de São Paulo.

Um outro integrante do bando, apontado pela PF como financiador e um dos principais articuladores, foi preso em São Paulo. Dois mandados em aberto foram cumpridos contra ele – um de uma condenação a pena de 24 anos de reclusão por homicídio, emitido pela Justiça da Bahia; e outro preventivo, por roubo, da Justiça de Alagoas.

Ainda foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Petrolina e em Juazeiro, na Bahia, além de cidades de São Paulo. Nos endereços das buscas, foram encontradas armas de grosso calibre, munição, explosivos, escudos e coletes balísticos, carros roubados, celulares, além de diversos outros apetrechos comumente usados para esse tipo de crime.

As investigações foram iniciadas em março deste ano após a morte de Varnei Xavier dos Santos, apontado como ex-líder de uma das quadrilhas mais atuantes na região Nordeste, em confronto com a Polícia Militar do estado de Goiás quando reagiu a uma abordagem. Após a morte de Varnei, a Polícia Federal identificou novas lideranças entre os remanescentes da organização criminosa, que passaram a ser investigados nos últimos quatro meses.

Folhape

De dois reveses à glória: Pernambuco pertence ao Carcará

Histórico, inesquecível, marcante… Adjetivos não faltam para expressar a conquista do Salgueiro. Foram necessárias 106 edições para, finalmente, o Pernambucano ter um campeão do Interior. Vice em 2015 e em 2017, o Carcará pôde, enfim, soltar o grito da garganta.

A história desse título começa antes ainda do início deste ano. Após a demissão do técnico Sérgio China, o Salgueiro anunciou contratação do português Daniel Neri, em abril do ano passado, para a Série D. Com passagens pelas categorias de base do Sport e do Porto, de Caruaru, ele tinha uma experiência em time profissional, no Flamengo de Arcoverde.

A campanha no Brasileirão não foi das melhores, com o Carcará eliminado na segunda fase, mas, mesmo assim, o presidente José Guilherme optou pela manutenção de Neri para este ano. Decisão incomum no futebol brasileiro, mas que promoveu continuidade no trabalho. Das três temporadas em que chegou à final, essa foi a que o time sertanejo tinha menos aporte financeiro para montar elenco. Para superar isso, apostou no planejamento e em contratações pontuais, cirúrgicas.

Consolidado como quarta força do futebol estadual, o Tricolor do Sertão chegou a ser ofuscado no início do Pernambucano 2020. Isso, porque o campeonato trouxe algumas surpresas. Sensação do primeiro trimestre, o Afogados da Ingazeira eliminou o Atlético/MG na Copa do Brasil e ganhou notoriedade. Já o Retrô, com alto investimento e estrutura de ponta, chegou assustando.

Mas o Carcará soube “comer pelas beiradas” e, assim, garantiu a segunda colocação na primeira fase. Coube ao Afogados eliminar o Retrô, nas quartas de final. Nas semis, porém, caiu diante do Salgueiro, com uma grande atuação coletiva da equipe de Daniel Neri. Há de se destacar Ranieri, Bruno Sena e Muller Fernandes, pilares da campanha sertaneja.

A década não poderia terminar melhor para o Salgueiro. Se há 10 anos o Carcará fazia a felicidade da torcida ao disputar pela primeira vez a Série B do Brasileiro, agora, o Sertão está em festa constante, inesgotável. Foram três finais nos últimos cinco anos e, enfim, o primeiro título da da elite do futebol estadual.

Folhape

Quase 9 milhões perderam trabalho no pico da pandemia, diz IBGE

A primeira pesquisa de desemprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que pegou três meses completos de pandemia no Brasil trouxe uma sucessão de recordes negativos. Segundo o instituto, 8,9 milhões de brasileiros perderam o trabalho no período, a maior queda desde que a pesquisa começou a ser realizada no formato atual, em 2012.

O Brasil fechou o segundo trimestre com o menor número de pessoas empregadas da série histórica, o que levou a taxa de desemprego para 13,3%, alta de 1,1% com relação ao trimestre anterior e a maior para um segundo trimestre desde 2012.

A taxa de subutilização também foi recorde, assim como o número de pessoas desalentadas, aquelas que gostariam de trabalhar mas desistiram de buscar por uma vaga. Os resultados da pesquisa reforçam ainda a percepção de que a pandemia afetou de maneira mais dura trabalhadores menos qualificados e informais.

De acordo com o IBGE, no trimestre encerrado em junho, 83,3 milhões de brasileiros tinham trabalho, 9,6% a menos do que nos três primeiros meses do ano. Já entre aqueles fora da força de trabalho atingiu o maior contingente da série, com 77,8 milhões de pessoas, ou 10,5 milhões a mais do que no trimestre anterior.

Em maio, a pesquisa indicou pela primeira vez que mais da metade da população em idade de trabalhar estava sem emprego. Em junho, a situação se agravou: apenas 47,9% dos brasileiros tinham alguma ocupação.

O comércio foi o setor mais atingido, com o fechamento de 2,1 milhões de postos de trabalho. Na construção civil, foram 1,1 milhão a menos. Entre os empregados domésticos, houve 1,3 milhão de demissões.

A categoria Alojamento e alimentação também teve redução de 1,3 milhão de pessoas. Nesta categoria estão hotéis, restaurantes e os vendedores de comida na rua, por exemplo. O setor de serviços é o único grande setor da economia que ainda não mostrou sinais de retomada.

Ao contrário de outras crises econômicas, quando ocupações informais se tornavam alternativas à perda do emprego com carteira assinada, agora a taxa de informalidade cai, mesmo com o fechamento de vagas. Em junho, segundo o IBGE, essa taxa chegou a 36,9%, a menor da série histórica.

Os dados mostram que a queda no número de trabalhadores foi maior entre trabalhadores sem vínculo do que entre aqueles com carteira assinada. No setor privado, por exemplo, o primeiro grupo recuou 21,6%, enquanto o segundo caiu 8,9%.

Entre os trabalhadores domésticos também houve grande diferença. No grupo dos que têm carteira assinada, o número de trabalhadores recuou 13,9%. Entre os informais, o corte foi de 23,7%.

O aumento da renda média do trabalhador, que subiu 4,6% para R$ 2.500, é outro indicador de que os trabalhadores mais qualificados sofrem mais, já que indica que os maiores salários estão sendo preservados.

“No curto prazo, estamos no breu, estamos no porão do buraco”, diz o economista Otto Nogami, do Insper, para quem a lenta retomada da indústria e do comércio não serão suficientes para reverter o cenário desolador no mercado de trabalho.

“A base de comparação está extremamente baixa. A indústria automobilística cresceu 80% [em junho] mas chegou a ter apenas 13% da capacidade. Em vários setores, ainda estamos abaixo do pior momento da história”, afirma.

Nogami avalia que o mercado de trabalho seguirá pressionado pelo fechamento de pequenas empresas com dificuldades de caixa para manter as portas abertas e pela baixa confiança do consumidor. “A gente observa nos shoppings que as pessoas estão meio reticentes. Vão por necessidade, mas não para gastar por gastar.”

Com o isolamento social, muitos brasileiros desistiram de ir às ruas atrás de uma vaga, levando o número de desalentados a crescer 19,1%, para 5,7 milhões de pessoas. A população subutilizada chegou a 31,9 milhões de pessoas, 15,7% a mais do que no trimestre anterior.

A expectativa do governo é que, com o fim do auxílio emergencial, previsto para ser pago apenas mais este mês, a taxa de desemprego dê um repique em setembro, o que demandaria maior atenção a políticas sociais. Nesta quarta (5), porém, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que “não dá para continuar muito” o benefício, diante de seu alto custo.

Folhapress