sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

PM desmancha duas bocas de fumo em Caruaru

Pedro Augusto

A Polícia Militar de Pernambuco, através do 1º Biesp, desmanchou, na noite de ontem (02), em bairros distintos, duas bocas de fumo que vinham funcionando em Caruaru. Na Favela da Linha, a PM apreendeu em um barraco, nove quilos e 300 gramas de maconha, 305 big-bigs da mesma droga, quatro balanças de precisão, uma espingarda calibre 12 com 20 cartuchos intactos, além de uma motocicleta utilizada para a entrega dos entorpecentes.

Nesta primeira operação foram presos em flagrante por tráfico Bruno Henrique Pereira Domingos da Silva, de 23 anos; Jandeílson Felipe de Souza, de 25, além de Kevin Henrique Galdino de Souza, de 21 anos. Os três suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Plantão, onde se submeteram aos procedimentos legais.

Já no Bairro Demóstenes Veras, mais precisamente na Rua Quipapá, a equipe do 1º Biesp efetuou a prisão em flagrante de Marisa Maria dos Santos Barbosa, de 42 anos. Com ela, a polícia recolheu 20 gramas de crack. A suspeita também foi levada à DP de Plantão.

 

 

Hospital Mestre Vitalino confirma primeiro caso de Covid-19 na unidade

O primeiro caso de paciente com Covid-19 no Hospital Mestre Vitalino foi confirmado. Ele é de Recife e chegou ao HMV no último dia 28 com sintomas semelhantes aos da doença, realizou o teste e foi encaminhado para a UTI.

O hospital informa que até o momento este é o único paciente da unidade que testou positivo para a doença. O HMV faz parte da rede estadual de saúde e atualmente dispõe de 20 leitos de UTI e 25 de enfermaria.

UFPE desenvolve podcasts com intuito de auxiliar empreendedores na pandemia

Por Heberton Gomes

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Campus Acadêmicos do Agreste (CAA), está realizando podcasts com dicas e orientações de como os comerciantes, sulanqueiros, pequenos empreendedores, autônomos e informais da região Agreste podem lidar com a crise provocada pela pandemia do Covid-19. O objetivo é facilitar e conduzir este público que não possui acesso a consultorias, tecnologias e ferramentas de gestão. A ação conta com apoio de professores de administração, economia, contabilidade e psicologia. Os podcasts abrangem diversos temas como finanças, economia, produção, vendas e equilíbrio emocional.

De acordo com o chefe do Departamento de Economia e de Administração da UFPE, Mário dos Anjos, a intenção é de ajudar os empresários a lidar com esta crise. “O momento agora é cuidar da saúde. É uma situação muito séria. Muitos estão em situação desesperadora. Não somos da área de saúde, mas temos como ajudar os empresários a passar por essa fase de uma forma menos dolorosa”, comentou.

Mario enfatiza que o objetivo do projeto é ajudar a guiar, principalmente, os empreendedores a tomar as melhores decisões. “O foco é o microempreendedor individual (MEI), não as médias e grandes empresas. O objetivo é ajudar os empreendedores a tomar as melhores decisões. Há uma demanda, por exemplo, na área de finanças e estratégias financeiras. Qual linha de crédito vale a pena, se paga a folha da empresa ou fecha. É nesse sentido que atuamos”, destacou.

A comunicação é realizada, primeiramente, junto a Associação de Sulanqueiros e Feirantes. A partir disso, Mario dos Anjos divulga aos professores que realizam a orientação conforme a demanda, por meio de áudio, virtualmente, de maneira clara e objetiva. “Inicialmente estamos divulgando por corrente de WhatsApp, mas logo estaremos expandindo para o Instagram”, ressaltou.

Mais informações: (81) 98891-6393. Instagram: ufpegestao

Foto: Cesar Azevedo

Coluna Gaeda

A guarda responsável dos animais não humanos de estimação nas famílias multiespécie

Quando se fala em guarda, principalmente após a chegada da Constituição Federal de 1988, que tem uma preocupação com a dignidade humana, que visa a convivência familiar adequada do menor em relação aos seus genitores que antes com ele dividiam o mesmo lar quando dofim do casamento ou união estável, ou simplesmente da situação de filhos reconhecido fora destas relações.

O entendimento do Superior Tribunal de Justiça ao afirmar que “a guarda representa mais do que um direito dos pais em ter os filhos próximos. Revela-se, sobretudo, como um dever de cuidar, de vigiar e de proteger os filhos, em todos os sentidos, enquanto necessária tal proteção”.

Neste sentido, diante da ocorrência das chamadas famílias multiespécies, ou seja, aquelas famílias formadas por pessoas e seus animais de estimação (animais não humanos). A tendência jurisprudencial é no sentido de aplicar a estas famílias o instituto da proteção da pessoa dos filhos aos animais de estimação quando do rompimento das relações familiares a fim de proporcionar aos mesmos uma convivência familiar continuada com seus tutores baseado no princípio do melhor interesse do animal.

O princípio do melhor interesse do animal é aplicado nas decisões judiciais em semelhança com o bem-estar animal, ou seja, incluindo as peculiaridades em relação às condições de vida, alimentação, veterinário, enfim todos os cuidados em atenção as necessidades, quando envolve direito de visita e guarda de animais de estimação durante os litígios de divórcio e união estável.

Em uma decisão, o relator, em seu voto dotado de sensibilidade, afirmou que deveria ser privilegiado o melhor interesse do animal em disputa em analogia ao melhor interesse da criança previsto na Lei 8.069, de 13 de julho de 1990,que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tendo em vista a presença de algumas peculiaridades, tais como a idade avançada do animal, necessidade de constantes cuidados médicos e atenção dos tutores.

Assim, ao reformar parcialmente a decisão anterior, o relator impôs ao recorrente o direito de ter seu animal de companhia em finais de semana alternados, no período das 8h da manhã de sábado às 17h do domingo.

No caso em tela, foi usado o instituto da guarda, concernente à proteção da pessoa dos filhos, para dirimir a lide e solucionar o destino do animal em disputa, mesmo sendo o animal visto como bem semovente diante da legislação vigente e, portanto, ausente a personalidade jurídica. Por fim, a maioria das decisões judiciais se inclinam sobre a vertente do melhor interesse do animal. Bom para os animais não humanos!

Anderson Correia é jornalista, advogada animalista, pós-graduando em administração pública e direito legislativo pela UPE e fundador do Grupo de Apoio Especial e Defesa Animal de Caruaru (Gaeda)

Vereadores autorizam que recursos voltem para o Executivo em situações de calamidade

Durante a sessão plenária virtual ocorrida ontem (02), os vereadores aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei 8.509/20 que altera a lei 5.510, que dispõe sobre o fundo especial da Câmara Municipal – dando possibilidade que parte do valor do fundo, seja devolvido ao Poder Executivo caso haja a decretação de calamidade pública.

Esse fundo é destinado para a construção de uma sede própria para a Casa, e tem recebido recursos a medida em que há uma economia no Poder Legislativo.

De acordo com o Presidente da Câmara, Vereador Lula Tôrres (PSDB), o valor do fundo especial é oriundo de economias feitas pela Casa, incluindo a entrega de carro alugado, da entrega de prédio alugado, da instalação do SAPL, que consequentemente diminuiu o uso de insumos físicos, além da instalação de lâmpadas de LED e outras ações. Para ele, os edis tem cumprindo o seu papel

“Esse projeto, de autoria da Mesa Diretora, é a prova de que mais uma vez estamos atentos na defesa dos interesses do povo de Caruaru. Os 22 vereadores e a vereadora sabem que a crise irá se agravar e por isso, têm se esforçado no auxílio à população, para analisar, votar e propor ações que beneficiem a todos nesse período difícil”, destaca o Presidente Vereador Lula Tôrres.

O projeto 8.509/20 agora segue para a sanção do Poder Executivo.

Foto: Vladimir Barreto

Poetas de Caruaru lançam campanha ‘Cordel em Casa’

Em meio à pandemia do novo coronavírus, membros da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC) vão disponibilizar obras de cordel em formato digital gratuitamente. A iniciativa tem o objetivo de difundir a literatura popular e oferecer às pessoas uma alternativa cultural neste período de isolamento social.

O cordelista Davi Geffson está coordenando a campanha. “Diariamente, vamos enviar o arquivo de um folheto de cordel. Por ser uma leitura rápida, nossa expectativa é que cada vez mais pessoas tenham acesso e apreciem esta arte”, observa.

Serão disponibilizados mais de 40 livretos, com temáticas diversas. Integram o projeto autores como Olegário Filho, Roberto Celestino, Carlos Soares, Neide Torres, Karla Maria, Cilene Santos, Esperantivo, Pedro Poeta, Jefferson Moisés e Jénerson Alves.

Quem tiver interesse em receber os arquivos, basta mandar a mensagem ‘Cordel em Casa’ para o WhatsApp (81) 9.9439-2576.

Coluna Esplanada

Brasília, sexta-feira, 3 de abril de 2020

Máscaras no microondas

Não bastasse os problemas desafiadores à saúde pública com a pandemia do coronavírus, no Brasil ainda pode piorar. A Ouvidoria do Ministério dos Direitos Humanos (Disque 100 e 180) já recebeu até ontem mais de 3.500 denúncias envolvendo o tema “Covid”. São ligações de profissionais da saúde, pacientes e trabalhadores de diferentes áreas com os mais diversos relatos. Desde negligência de atendimento a idosos, passando por inclusão de ‘Covid’ no laudo causa mortis para omitir outra doença até – acreditem – a reutilização de máscaras em hospitais, lavadas em pias e secadas em microondas. Há também denúncias dos que são obrigados pelos patrões a irem às empresas.

Tem mais

Boa parte de denúncias também envolve violência contra pessoa vulnerável (criança ou idosos), violência por restrição de liberdade e conflito de ideias.

Bisturi na conta

Alunos de Medicina da Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro reclamam que a instituição se recusa a reduzir as mensalidades (R$ 10,4 mil por mês!), mesmo sem aulas há semanas.

Subindo

Engana-se quem pensa que as preços das passagens caíram com as aéreas no chão. As companhias apostam na retomada dos voos para o fim do mês. E seu bolso vai rasgar.

Vendeta.. 

Treze dias após o deputado Eduardo Bolsonaro atacar a China nas redes sociais e virar alvo do Embaixador no Brasil – que lembrou em nota para que não subestimassem seu país – as fábricas chinesas com contrato assinado com Ministério da Saúde deixaram de entregar material e direcionam para os Estados Unidos, seu principal rival comercial.

..chinesa?

Há no Governo quem aposte em retaliação comercial: Quem vê apenas coincidência nesse episódio, dormiu na cena da vendeta e não sabe do que a China e EUA são capazes por dinheiro. No capitalismo, manda quem paga mais.

Viva o brasileiro!

O complexo hospitalar da UFRJ recebeu R$ 453.515,69 de 654 doadores até ontem à tarde. Dinheiro será usado para compra de equipamentos de proteção individual de uso médico das nove unidades da universidade, entre elas o Hospital Universitário do Fundão. Os dados são da Coppetec, comandada por Fernando Peregrino.

Banco Docente

A campanha foi criada há 11 dias e 90% dos recursos foram doados pela comunidade acadêmica. Dinheiro para adquirir máscaras, aventais e toucas, entre outros itens.

Mar no sertão

Pelo menos 15 barragens no sertão e agreste de Pernambuco atingiram o limite e a água escorre para cidades como Afogados da Ingazeira, Garanhuns e Caruaru. Religioso, o morador do interior apela para que a profecia não se concretize sobre o sertão virar mar.

Brasil da Burocracia

O presidente da Fenapef, Luís Boudens, lembra que esbarra na Constituição a ideia de cortar salários dos servidores públicos – o que não causaria efeito a médio prazo para combate ao coronavírus. Tem de passar por PEC, e o Congresso está vazio.

Santas Casas na UTI

Os hospitais das Santas Casas, que já estavam com as contas na UTI há anos, agora respiram por aparelhos em meio à pandemia. As 2.172 unidades da confederação precisam urgente de doações para comprar itens como máscaras e respiradores. Por serem filantrópicos, os hospitais não têm recursos para suportar a alta de preço global.

Alô, empresários!

A Confederação é responsável por mais de 50% dos atendimentos ambulatoriais e internações hospitalares no SUS. E sobrevie de emendas parlamentares. A Bionexo e a sócia de Cingapura Temasek doaram 250 mil máscaras cirúrgicas (R$5 milhões).

Volta ao mundo

Veja o sacrifício de quem mora em Macapá, hoje ilhada sem companhias aéreas operando. Um empresário teve voo cancelado pela quarta vez pela Latam. A Azul sumiu da rota há duas semanas – a exemplo da Gol. Ele vai viajar por 24 horas num navio até Belém, e de lá pegar um ônibus para chegar (em três dias) a Brasília.

Tesourada consciente

As agências que atendem o Governo do Rio de Janeiro, entre elas Artplan e Binder, receberam o recado: campanhas terão que sofrer corte drástico de valores no orçamento de produção e veiculação. A orientação é do novo chefe da Secom, Mario Marques.

ESPLANADEIRA

#  Conta para doar para os hospitais da UFRJ: BB, Ag.  2234-9; CC: 55.620-3; CNPJ: 72.060.999/001-75.. # A Herbalife Nutrition, empresa global de nutrição, anunciou John Agwunobi como seu novo CEO, sucedendo Michael Johnson. # A Coluna volta na segunda-feira. Não saia de casa, mas leia nosso jornal.

Mais de 600 mil foram demitidos de restaurantes e bares, estima associação

Mais de 600 mil pessoas podem ter sido demitidas de bares e restaurantes com a escalada do coronavírus no Brasil, de acordo com projeção da ANR (Associação Nacional de Bares e Restaurantes) baseada em enquete com seus associados. A entidade, que agrega 9.000 associados, entre grandes redes, franquias e restaurantes independentes, recebeu respostas de cerca de 70% dos integrantes de 27 de março a 1º de abril. Identificou que 61,8% dessas empresas já demitiram.

“Estimo que esses 61% correspondem a cerca de 15%, 20% dos funcionários do setor no país. Com essa estratificação, assumo que as demissões do setor no Brasil podem girar em torno de 600 mil a até 800 mil”, diz Cristiano Melles, presidente da ANR.  Considerando trabalhadores formais e informais, o setor emprega 6 milhões no país.

A ANR diz que mais da metade dos associados que responderam (53,2%) afirmou que perdeu de 50% a 90% do faturamento na comparação entre março deste ano e o mesmo mês de 2018.  Só 3% disse ter registrado aumento na receita, mas apenas nas operações de delivery; 36% afirmaram que adaptaram suas operações rapidamente para ofertar o serviço de entrega.

Sobre a manutenção de negócios no período pós-pandemia, 16% disseram que fecharão as portas. Já 57% dos empresários disseram que seguirão com a empresa, enquanto 27,5% declararam que vão manter lojas abertas, mas fecharão outras.  Nesta quarta (1º), o governo editou uma MP (Medida Provisória) que autoriza corte salários e jornadas de trabalhadores durante a crise provocada pelo novo coronavírus. As reduções poderão ser feitas em qualquer percentual, podendo chegar a 100%, e têm prazo máximo de 90 dias.

A MP também libera a suspensão de contratos de trabalho por até dois meses, estabelecendo o pagamento do seguro-desemprego nesses casos. A medida era um pleito de diversos segmentos, incluindo o de restaurantes. Para o presidente da ANR, ela dá alento ao setor e previsibilidade em relação aos funcionários.

“Agora vamos trabalhar para aumentar o prazo [da suspensão de contratos] de 60 dias para 120 dias. Se a medida tivesse saído dez dias antes, sem dúvida diminuiria o estrago, mas precisou haver consulta ao STF e alguns pontos não tiveram a rapidez necessária”, afirma Melles.

Além disso, ele ressalta que o período pós-quarentena deve ser de retomada leve, tanto pelo consumo, que será afetado pelo desemprego, como pelo receio das pessoas, que deverão seguir normas iniciais de afastamento nos restaurantes.

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) tem um número mais conservador sobre demissões e considera apenas o mercado formal. A estimativa era de que até a semana que vem o setor fosse demitir 350 mil pessoas. Com a medida provisória do governo, a projeção caiu para 150 mil, de acordo com Paulo Solmucci, presidente da entidade.

“A recepção da medida é a melhor possível porque esses últimos 15 dias foram de desespero e quase pânico com o não pagamento do salário. Já levamos ao governo um pleito central, e se ele não puder fazer isso, talvez tenhamos que ir ao Congresso, que é incluir a folha de março na medida”, diz. A associação está orientando que restaurantes reconsiderem as demissões já feitas e tentem as enquadrar em suspensões.

Por: Folhapress

Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Empreendedores apostam em novos canais de venda para superar crise

As micro, pequenas, médias e grandes empresas instaladas em Pernambuco afirmaram que devido a crise do novo coronavírus, os empreendedores estão em busca de novas soluções para não deixar o negócio parado. Quase 60% deles apontam novos canais de venda como uma oportunidade para superar a as dificuldades e outros 22% apostam em novas tecnologias como aliadas.

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), em parceria com a Prefeitura do Recife, Federações da Indústria (FIEPE), e do Comércio (Fecomércio) e da Câmara do Comércio Americano do Recife (AMCHAM), com mais de 500 empreendedores.

O levantamento foi feito entre os dias 19 e 30 de março com 76% das empresas participantes instaladas na Região Metropolitana do Recife, 20,7% no agreste, 9,3% no sertão e 8,3% na zona da mata. Os segmentos que mais foram afetados segundo a pesquisa foram os de comércio e serviços, lazer, bebidas e confecções.

O estudo feito pela AD Diper revela ainda que os empresários olham com preocupação para este momento. 58,6% deles afirmaram ter tido uma queda de 75% na produção e comercialização dos seus produtos, o que afetou majoritariamente o fluxo de caixa e perda de receita das micro e pequenas empresas.

Os empreendedores acreditam ainda que a liberação de crédito pode ser uma boa alternativa para ajudar a superar o momento, cerca de 76,4% consideram essa a melhor solução proposta pelo setor público. Outros 70% apontam a redução da carga tributária como uma melhor saída, e 55,6% deles defendem a redução dos juros como incentivo as empresas.

Segundo o diretor de Fomento e Inovação da AD Diper, Jaime Alheiros, os empreendedores devem no momento fazer um direcionamento do que mais pode impactar na empresa no momento. “Será preciso redirecionar esforços no sentido de sobreviver para enfrentar o que ainda vem pela frente. De imediato, é prudente renegociar vencimentos com os credores, buscando uma suspensão temporária, ou parcelamento do montante devido. Procurar os gerentes dos bancos e conversar com os fornecedores quais são as opções nesse sentido é uma ação crítica e que precisa ser tomada imediatamente”, orienta.

Por: Folha de Pernambuco

Foto: Eduardo Cunha/CCQ

Auxílio emergencial é publicado e governo abre crédito de R$ 98 bi

Foi publicada, em edição extra do Diário Oficial da União, na noite desta quinta-feira (2), a lei que prevê o pagamento de uma renda básica emergencial no valor R$ 600 a trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O texto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro com três vetos, mas nenhum altera o valor ou os critérios para participação no programa.

Também foi publicada no Diário Oficial a medida provisória (MP) que abre um crédito extraordinário de R$ 98,2 bilhões para financiar o programa. Os recursos serão repassados ao Ministério da Cidadania, responsável pela implementação da medida. A expectativa do governo é que o auxílio emergencial atenda a cerca de 54 milhões de pessoas.

O pagamento do benefício será feito ao longo de três meses (três parcelas), com operacionalização final pelas redes dos bancos públicos federais: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Nordeste (BNB), além de casas lotéricas, após o cruzamento de dados para definir quem tem direito ao benefício. O recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família.

Pelas regras em vigor da nova lei, terão direito a receber a renda básica as pessoas que atendam, de forma conjunta, aos seguintes critérios:

– Ser maior de 18 anos de idade;

– Não ter emprego formal ativo;

– Não seja titular de benefício previdenciário ou assistencial, de seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;

– Ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou a renda familiar mensal total seja de até três salários mínimos;

– Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

Além disso, o beneficiário tem que se encaixar em um dos três perfis:

– Ser microempreendedor individual (MEI);

– Ser contribuinte individual do INSS (Instututo Nacional do Seguro Social);

– Ser trabalhador informal, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020 ou que cumpra, nos termos de autodeclaração, o requisito de renda mensal per capita de até meio salários míimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

O auxílio emergencial, segundo a lei, vai substituir o benefício do Bolsa Família nas situações em que for mais vantajoso, de forma automática. A mulher provedora em uma família monoparental, ou seja, sem a presença de um pai, receberá duas cotas do auxílio de R$ 600.

Vetos

O presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar três pontos da proposta. Um deles permitia o cancelamento do auxílio antes do prazo de três meses para quem deixasse de atender aos pré-requisitos. Para o governo, tal medida contraria o interesse público e geraria o trabalho inviável de conferir, mês a mês, cada benefício pago.

Também foi vetada uma restrição às contas bancárias que serão criadas para o recebimento do auxílio. Elas só poderiam ser usadas para o depósito de benefícios sociais. O Executivo entendeu que essa regra limitaria a liberdade dos beneficiários.

Um terceiro veto diz respeito à ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), cujo critério de renda passaria para 50% do salário mínimo – uma expansão da base de aferição. A equipe econômica manifestou preocupação com o impacto nas contas públicas. Essa expansão, porém, já está programada para 2020, de acordo com a Lei 13.981.

*Com informações da Agência Senado

Edição: Juliana Andrade – Agência Brasil