segunda-feira, 25 de maio de 2026

Auxílio emergencial é publicado e governo abre crédito de R$ 98 bi

Foi publicada, em edição extra do Diário Oficial da União, na noite desta quinta-feira (2), a lei que prevê o pagamento de uma renda básica emergencial no valor R$ 600 a trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O texto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro com três vetos, mas nenhum altera o valor ou os critérios para participação no programa.

Também foi publicada no Diário Oficial a medida provisória (MP) que abre um crédito extraordinário de R$ 98,2 bilhões para financiar o programa. Os recursos serão repassados ao Ministério da Cidadania, responsável pela implementação da medida. A expectativa do governo é que o auxílio emergencial atenda a cerca de 54 milhões de pessoas.

O pagamento do benefício será feito ao longo de três meses (três parcelas), com operacionalização final pelas redes dos bancos públicos federais: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Nordeste (BNB), além de casas lotéricas, após o cruzamento de dados para definir quem tem direito ao benefício. O recebimento do auxílio emergencial está limitado a dois membros da mesma família.

Pelas regras em vigor da nova lei, terão direito a receber a renda básica as pessoas que atendam, de forma conjunta, aos seguintes critérios:

– Ser maior de 18 anos de idade;

– Não ter emprego formal ativo;

– Não seja titular de benefício previdenciário ou assistencial, de seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família;

– Ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo ou a renda familiar mensal total seja de até três salários mínimos;

– Não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70.

Além disso, o beneficiário tem que se encaixar em um dos três perfis:

– Ser microempreendedor individual (MEI);

– Ser contribuinte individual do INSS (Instututo Nacional do Seguro Social);

– Ser trabalhador informal, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020 ou que cumpra, nos termos de autodeclaração, o requisito de renda mensal per capita de até meio salários míimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

O auxílio emergencial, segundo a lei, vai substituir o benefício do Bolsa Família nas situações em que for mais vantajoso, de forma automática. A mulher provedora em uma família monoparental, ou seja, sem a presença de um pai, receberá duas cotas do auxílio de R$ 600.

Vetos

O presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar três pontos da proposta. Um deles permitia o cancelamento do auxílio antes do prazo de três meses para quem deixasse de atender aos pré-requisitos. Para o governo, tal medida contraria o interesse público e geraria o trabalho inviável de conferir, mês a mês, cada benefício pago.

Também foi vetada uma restrição às contas bancárias que serão criadas para o recebimento do auxílio. Elas só poderiam ser usadas para o depósito de benefícios sociais. O Executivo entendeu que essa regra limitaria a liberdade dos beneficiários.

Um terceiro veto diz respeito à ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), cujo critério de renda passaria para 50% do salário mínimo – uma expansão da base de aferição. A equipe econômica manifestou preocupação com o impacto nas contas públicas. Essa expansão, porém, já está programada para 2020, de acordo com a Lei 13.981.

*Com informações da Agência Senado

Edição: Juliana Andrade – Agência Brasil

Caruaru atinge meta de vacina na população idosa em tempo recorde

A Secretaria de Saúde de Caruaru bateu, nesta quinta-feira (02), a meta do Ministério da Saúde para a vacinação em idosos, na Campanha Nacional de Vacina contra Gripe. O objetivo era vacinar 90% das pessoas acima dos 60 anos até o dia 15 de abril.

Em tempo recorde, Caruaru conseguiu aplicar 29.512 doses, o que equivale a 90,64% dos idosos da cidade. Já nos profissionais de saúde foram aplicadas 4.504 doses, o que equivale a 50,08%. Um total de 34.617 doses aplicadas no público-alvo desta primeira etapa da campanha.

A primeira etapa da vacinação contra gripe segue até o dia 15 de abril e para se vacinar, o idoso deve levar o cartão de vacina e documento de identidade, já profissional de saúde, além dos documentos já citados, também precisa levar declaração de vínculo de trabalho. As unidades básicas de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.

Vacinação noturna

A vacinação noturna acontece, no período de 17h às 19h, diariamente, nos postos de saúde da família: Vassoural I, II e III, São João da Escócia I, III e IV, Unidade escola Dr. Vieira e Santa Rosa II, III e IV. Nas segundas e quartas no PSF Nova Caruaru; nas terças e quintas no PSF Rendeiras; nas segundas e quartas, no PSF Sinhazinha e nas quartas-feiras, no PSF Maria Auxiliadora.

Idosos acamados e acima de 80 anos

Os idosos acamados e acima de 80 anos serão imunizados em casa, mediante agendamento prévio de seus familiares através do telefone: (81) 3723.5267.

Setor produtivo ainda espera posicionamento do Estado

O setor produtivo do Estado ainda aguarda medidas mais enérgicas do governador Paulo Câmara para minimizar os estragos causados pela Covid-19 às empresas, sobretudo para as micro e pequenas. O pedido de socorro ganha reforço um dia depois de o governador anunciar medidas pífias à imprensa e que, até o momento, não atendem substancialmente às emergências das mais afetadas pela pandemia.

Embora o Governo tivesse postergado a decisão com relação às medidas que envolvem o ICMS e o Refis Estadual para a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), prevista para acontecer na próxima sexta-feira (3), havia uma expectativa do empresariado local de que, ao menos, esse primeiro decreto contasse com pontos primordiais à manutenção dos empregos e da sustentabilidade do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco.

Entre as medidas que não constam no decreto, e que poderiam ser tratadas na esfera estadual, estão a renegociação de débitos tributários, a ampliação, a flexibilização e a desburocratização das linhas de crédito disponibilizadas pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE); e a prorrogação de 90 dias para o pagamento de taxas de serviços essenciais para o setor produtivo, como gás e água.

Para o gerente de Relações Industriais da FIEPE, Maurício Laranjeira, agora, a saída é aguardar a discussão no Confaz e esperar que as pautas mais efetivas saiam de lá. “Sobretudo com relação ao diferimento do ICMS, que é fundamental para as empresas voltarem a crescer após essa crise sem precedente”, destacou.

Unimed Caruaru monta estrutura extra no HUC para atender pacientes com o novo coronavírus

Levando em conta a situação de pandemia do novo coronavírus que o Brasil e o mundo vivenciam atualmente, a preocupação com a saúde fica cada vez mais intensa e necessária. Diante disso, e tendo em vista o aumento no número de pacientes que possam vir a necessitar de cuidados médicos específicos, a Unimed Caruaru montou uma estrutura extra para ampliar os atendimentos. Trata-se da Unidade de Gripe, uma área de suporte ao atendimento de pacientes com sintomas gripais que já está finalizada e equipada para iniciar os serviços no Hospital Unimed Caruaru (HUC).

A estrutura conta com 200 m²  e foi montada de frente ao HUC em caráter emergencial, diante da necessidade de atendimento aos pacientes que procuram o hospital com sintomas suspeitos da Covid-19. No local foram instalados três consultórios 24 horas, sala de recepção com totem de atendimento digital e nove cadeiras para os pacientes, obedecendo a distância segura de um metro e meio entre elas, assim como na sala de observação que tem mais seis poltronas dispostas da mesma maneira. A estrutura servirá de suporte para a área que foi reservada dentro do hospital com Unidade de Estabilização, leitos de isolamento e leitos da UTI exclusiva para os atendimentos da COVID-19, equipados com aparelhos respiratórios.

O objetivo é evitar que pacientes de outras patologias tenham contato com casos suspeitos de Covid-19. “A Unimed Caruaru está consciente das suas responsabilidades em relação aos pacientes, familiares e todo corpo de colaboradores, se estruturando cada vez mais”, destaca a diretora-presidente da Unimed Caruaru, Drª Nadyvan Queiroz.

Além da estrutura, toda a equipe médica foi treinada para lidar com o coronavírus. Seja com relação aos sintomas, prevenção ou tratamento, os profissionais estão aptos para realizar procedimentos que tiveram eficácia comprovada em outros países. Para garantir atendimento com segurança, todos os membros da equipe estão utilizando equipamentos de proteção nos procedimentos.

Serviço 24 horas

Conforme recomendação do Ministério da Saúde e reconhecendo a importância do isolamento social para a contenção do coronavírus, a Unimed Caruaru adotou um Serviço de Orientação em Saúde 24 horas para que os clientes possam fazer solicitações ou tirar dúvidas sem sair de casa pelo número 0800 772 3772. O canal de atendimento busca ampliar o acesso à informação sobre o coronavírus e outros assuntos relacionados.

Também estão disponíveis outros canais para buscar atendimento sem sair de casa. Quem precisa falar sobre serviços financeiros, como 2ª via de boleto e renegociação de pendências, os números para contato são (81) 9 8284-0365 / (81) 9 9954-0040 / (81) 9 8211-0053.

Os clientes também podem acompanhar as redes sociais da Unimed Caruaru que estão sendo atualizadas com informações a todo o momento, através do Instagram, no endereço @unimedcaruaru, pela página do Facebook Unimed Caruaru, e através do site unimedcaruaru.com.br .

Brasil fará teste em massa neste mês para saber número de infectados por coronavírus

O Brasil vai fazer um teste em massa para saber qual a porcentagem da população já foi infectada pelo novo coronavírus. Cerca de 100 mil brasileiros serão testados, em três etapas, a partir da metade deste mês de abril.

O Ministério da Saúde deve aprovar a realização do estudo nesta quinta-feira, contou à reportagem Erno Harzheim, secretário de Atenção Primária a Saúde.

O objetivo da pesquisa é estimar o alcance real da epidemia e o avanço do número de casos. Cerca de 33 mil pessoas serão testadas a cada duas semanas.

“Vai ser o primeiro retrato da doença pelo país, não apenas o retrato da situação daqueles que procuram os serviços de saúde com sintomas severos. Vai ser um grande instrumento para planejarmos o combate à doença, realizado por um grupo de cientistas independente”, diz Harzheim.

Com dados mais precisos a respeito do espalhamento da doença, será possível fazer projeções do avanço da epidemia, descobrir quais são as regiões mais atingidas do país e planejar as medidas de contenção.

Parte da população, uma amostra, será testada para se saber quem foi infectado pelo vírus. Parece uma pesquisa de opinião, eleitoral, por exemplo. Mas, em vez de contar suas preferências para o entrevistador, a pessoa sorteada pela pesquisa vai dar uma amostra de sangue da ponta do dedo, coletada em sua casa.

Com os números do levantamento e estudos dos epidemiologistas, será possível decidir com base em dados científicos a necessidade de isolamentos: de que tipo, onde e até quando devem ser implementados. Com tais informações, será possível decidir quando os brasileiros, aos poucos, poderiam voltar a suas atividades rotineiras.

Com a estimativa do número real de infectados, de doentes evidentes e de assintomáticos, será possível projetar ainda quantas UTIs, ventiladores e outros equipamentos serão necessários para tratar os doentes em cada região.

O trabalho será coordenado por Pedro Hallal e epidemiologistas da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel). O grupo de Hallal, que também é reitor da Ufpel, começa a partir deste final de semana um teste em massa no Rio Grande do Sul. A equipe científica vai contar também com pesquisadores de USP, FGV do Rio, Unifesp, Uerj e UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre).

Hallal disse que pretende começar a pesquisa (um “inquérito sorológico”) na semana que começa no dia 13 de abril.

O trabalho será bancado por recursos federais, do Fundo Nacional de Saúde, diz Harzheim, o secretário do ministério da Saúde que supervisiona o projeto, também gaúcho e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul nas áreas de medicina social e epidemiologia. Os testes serão fornecidos pelo ministério. Harzheim diz que assinará nesta quinta-feira a medida para que o projeto deslanche e tenha recursos.

“Os dados que eles vão coletar poderão fazer toda a diferença. Não temos saída [a não ser fazer a pesquisa, o ‘inquérito sorológico’]. Precisamos de dados para planejar. Esse isolamento não pode continuar por muito mais tempo”, diz Claudio Struchiner, médico, matemático, epidemiologista e professor da Escola de Matemática Aplicada FGV do Rio.

Por: Folhapress

Foto: FolhaPE

Empregado suspenso do trabalho receberá até 100% do seguro-desemprego

O empregador poderá acordar, por meio de negociações individuais ou coletivas, a suspensão do contrato de trabalho com os empregados por até 60 dias, com direito a receber seguro-desemprego. A medida foi divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, como forma de diminuir efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus.

O mecanismo consta da medida provisória de preservação do emprego, a ser enviada pelo governo ao Congresso. Segundo a equipe econômica, o governo gastará R$ 51,2 bilhões com o programa que evita demissões por causa das medidas adotadas no país para evitar uma maior disseminação da covid-19.

As micro e pequenas empresas, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, poderão dispensar temporariamente os funcionários sem pagar nenhuma parte do salário, com o governo bancando 100% do seguro-desemprego ao qual o trabalhador teria direito caso fosse demitido. As negociações individuais valerão para os empregados que ganham até três salários mínimos (R$ 3.135) ou para o trabalhador de nível superior que receba mais de R$ 12.202,12, o dobro do teto da Previdência Social.

As médias e grandes empresas, que faturam mais que R$ 4,8 milhões por ano, terão de bancar 30% do salário durante a suspensão do contrato, com o governo pagando 70% do seguro-desemprego. Os tipos de funcionários que podem aderir às negociações individuais permanecem os mesmos para as empresas de menor porte.

No caso de negociações coletivas, aprovadas em assembleias virtuais pelos sindicatos da categoria, a suspensão com complementação de renda valerá para todos os empregados da empresa. O empregado não precisará pedir o seguro-desemprego. Segundo o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcomo, o governo depositará automaticamente o valor na conta do trabalhador assim que for notificado da negociação.

O prazo máximo da suspensão dos contratos corresponde a 60 dias. A interrupção do contrato de trabalho precisa ser pactuada por acordo individual escrito entre empregador e empregado, devendo a proposta ser encaminhada ao empregado com antecedência mínima de dois dias corridos. O empregador deverá manter os benefícios pagos aos empregados durante o período de suspensão, como vale alimentação e auxílios, e o empregado não poderá ser requisitado para trabalho remoto ou a distância.

A medida provisória também institui garantia provisória do emprego durante o período de suspensão e após o restabelecimento da jornada por período equivalente ao da suspensão. Ou seja, uma suspensão de dois meses, garante uma estabilidade de quatro meses no emprego.

Jornada reduzida

O empregador também poderá acordar a redução proporcional da jornada de trabalho por até três meses, com diminuição do salário na mesma proporção. Assim como na suspensão, o governo bancará o restante do salário com parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito.

A medida provisória prevê três tipos de redução de salário e de jornada: 25% do rendimento, com o governo bancando 25% do seguro-desemprego; 50%, com o governo pagando os 50% restantes; e 70%, com o governo complementando 70% do seguro-desemprego. A redução de 25% pode ser acordada com todos os empregados, individualmente ou coletivamente. As demais diminuições podem ser pactuadas individualmente apenas por quem ganha até três salários mínimos ou por trabalhador com nível superior que receba mais que o dobro do teto da Previdência (R$ 12.202,12) ou coletivamente por todos os funcionários.

A redução de jornada deve preservar o valor do salário-hora de trabalho e está limitada a 90 dias. As demais condições permanecem as mesmas para a suspensão dos contratos: acordo individual escrito entre empregador e empregado, com proposta encaminhada ao empregado com antecedência mínima de dois dias corridos e estabilidade no emprego até o dobro do período de redução (com uma redução de jornada por três meses garantindo o emprego por seis meses).

Acordos coletivos

As atuais convenções ou acordos coletivos de trabalho poderão ser renegociados no prazo de dez dias corridos a contar da publicação da medida provisória. Para evitar aglomerações e acelerar as negociações, as assembleias poderão ser convocadas e realizadas por meios eletrônicos, com os prazos reduzidos pela metade em relação aos trâmites tradicionais.

Caso o empregado tenha fechado acordo individual com a empresa, prevalecerá a negociação coletiva. Se o acordo coletivo estabelecer porcentagens de redução de jornada e de salário diferentes das faixas estabelecidas pela medida provisória, a complementação do seguro-desemprego ocorrerá da seguinte forma: sem benefício emergencial do governo para reduções inferiores a 25%; seguro-desemprego de 25% para redução de jornada e de salário igual a 25% e menor que 50%; seguro-desemprego de 50% para reduções iguais a 50% e menores que 70%; e pagamento de 70% do seguro-desemprego para redução igual ou superior a 70%.

A jornada de trabalho e o salário anteriormente pago serão restabelecidos quando houver a cessação do estado de calamidade pública, o encerramento do período pactuado no acordo individual ou pelo empregador no fim do período de redução.

Edição: Aline Leal

Por: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Foto: Arquivo Agência Brasil

Sindloja vai solicitar que comércio de Caruaru reabra de forma gradual a partir do dia 6 de abril

NOTA

A diretoria do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Caruaru (Sindloja), em reunião realizada por meio de videoconferência, decidiu solicitar aos poderes públicos que o comércio possa reabrir de forma gradual.

A sugestão será para que as lojas possam funcionar de portas fechadas controlando a quantidade de clientes e dentro dos critérios de distanciamento entre clientes e atendentes, utilizando produtos que auxiliem no combate ao novo coronavírus, como o álcool em gel a 70% e máscaras. Esse seria o primeiro passo para retomada da atividade econômica.

A iniciativa segue exemplos de outras grandes cidades, como Campina Grande-PB, que retomará gradativamente suas atividades a partir do dia 6 de abril, seguindo condições rígidas para que os segmentos produtivos voltem a funcionar.

O Sindloja também solicita informações do Governo do Estado sobre as ações de combate e prevenção à Covid-19, principalmente quando se trata da instalação de infraestrutura, como hospitais de campanha, aquisição de materiais de EPI para profissionais de saúde, aquisição de testes para detectar a doença, contratação de profissionais para reforçar a estrutura de atendimento e a criação das estruturas de apoio para as cidades do interior do Estado para atender pessoas contaminadas, entre outros.

Caruaru, 2 de abril de 2020

Diretoria do Sindloja

Por: Blog do Mário Flávio

COLUNA ESPLANADA

BRASÍLIA, QUINTA-FEIRA, 2 DE ABRIL DE 2020. Nº 2.799

Calote ou adiamento?

As grandes bancas de advocacia especialistas em direito empresarial, tributário e arbitragem mergulharam há dias em estudos na Constituição e de casos concretos sobre o ítem “força maior” nos contratos. Há bilhões de reais em jogo Brasil adentro. Empresas estão recorrendo à cláusula para postergar pagamentos – e os credores estão com medo de calotes. Quem conhece o setor aposta que haverá uma enxurrada de ações judiciais e questões de arbitragens nos Tribunais de Justiça nos próximos meses. O Governo federal não escapa do assombro, no caso das concessões de portos, aeroportos e rodovias.

Coronacrise

O Estado de São Paulo registrou 8.906 pedidos de fechamento de empresas em fevereiro, antes de a coronacrise estourar. O número de março deve aumentar, e muito.

Covid Bank

Os bancos começaram a se movimentar. Caixa mandou comunicados e BB criou área no gerenciador financeiro do computador para pedido de adiamento de pagamentos.

Check-out carioca

Pelo menos 42 hotéis 4 e 5 estrelas do Rio de Janeiro seguem de portas fechadas, sem qualquer hóspede, há duas semanas, e assim vão ficar até dia 15.

Homeschooling vem aí

Após editar a Medida Provisória 934 ontem, com normas excepcionais para o Ano Letivo (reconhecendo o adiamento do calendário), o Palácio prepara o texto da MP sobre o  homeschooling, a educação dos filhos pelos país. O assunto é polêmico, motivo de debates há dois anos no Congresso, e existe em países de 1º  mundo como nos Estados Unidos. Já existe um projeto de lei em tramitação na Câmara, de autoria do deputado Lincoln Portela (PL-MG).

 

Sr. Escavadeira

A Polícia está perto de descobrir quem atirou no senador Cid Gomes no rocambolesco episódio da escavadeira jogada contra policiais amotinaos em Sobral (CE). A investigação segue a cargo do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Norte.

Volta pra casa

O Governo estima em 7.380 os brasileiros aguardando um jatinho da FAB para repatriação, distribuídos em 80 países; 8.600 já voltaram desde o início da coronacrise.

Reféns do medo

Há centenas de argentinos acampados na alfândega da fronteira do lado brasileiro, em Foz do Iguaçu (PR). São ajudados pelo Exército do Brasil, que leva água e comida.

Cheguei

O Republicanos, ligado à bancada evangélica em Brasília, vai se fortalecendo devagar para a eleição municipal. Além dos filhos de Bolsonaro, também conquistou o prefeito sensação de Colatina (ES), Sérgio Meneguelli – famoso por suas aparições nas ruas.

Queimadas

A despeito da pandemia do virus, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade vislumbra um desafio daqui 10 meses, quando começa o verão, para não virar um problema. Acaba de abrir inscrições para brigadistas e chefes de esquadrão temporários nas Unidades de Conservação federais. Para combater queimadas.

Facada no $istema

A MP 932 prevê o corte de 50% na arrecadação compulsória do Sistema S durante três meses – é sonho antigo do presidente Jair Bolsonaro. Em Goiás, o impacto pode fechar 17 unidades do Sesc e do Senac e limar 67 mil atendimentos. Segundo o presidente da Fecomércio-GO, Marcelo Baiocchi, o prejuízo estimado é de R$ 25 milhões.

Povo quer alugar

Levantamento de Fevereiro do Imovelweb, um dos maiores portais imobiliários do País, aponta que 62% das buscas foram para locações, e 38% focadas em imóveis para venda. Houve uma leve inversão. No mesmo mês de 2019, a procura por aluguel ficou em 56%, contra 44% que buscavam comprar imóveis.

João (em casa)

A volta de João de Deus para casa, em Anápolis (de tornozeleira) animou muito empresário graúdo que se trata de saúde com o médium – não com o tarado. Silvio Santos esporádicamente mandava um jatinho buscar o amigo para lhe curar a garganta.

Avião com insumos para combate ao coronavírus chega ao Recife

A aeronave C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou ao Recife, na tarde desta quarta-feira (1º), transportando aproximadamente nove toneladas de insumos para utilização da população no combate à Covid-19. A missão foi designada pelo Ministério da Defesa em apoio ao Ministério da Saúde, faz parte da Operação Covid-19.

Além de Pernambuco, outros cinco estados do Nordeste serão contemplados com a iniciativa. Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte também terão à disposição produtos como álcool gel, medicamentos e testes para Covid-19. As cargas destinadas às respectivas cidades saem do Recife nesta quinta-feira (2).

Aproximadamente 2,3 toneladas ficarão em solo pernambucano. Dos itens recebidos, o Estado terá à disposição 6.828 unidades de álcool etílico, 2.440 óculos de proteção, 13.200 toucas hospitalares, quatro mil sapatilhas, 33.600 aventais, 602.500 máscaras, 606 mil luvas e 20.049 testes rápidos para a detecção do coronavírus. Todo conteúdo ficará estocado no Almoxarifado Estadual de Medicamentos, em Jaboatão dos Guararapes.

Por: Yuri Teixeira, da Folha de Pernambuco

Foto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

Receita adia para 30 de junho prazo de entrega da declaração do IR

Fonte: G1
Foto: Gustavo Garcia/G1

O secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, anunciou nesta quarta-feira (1º) a prorrogação do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) por 60 dias.
Com isso, o prazo para a entrega da declaração de 2020 passa de 30 de abril para 30 de junho.

“Esse prazo venceria no próximo dia 30 de abril e está sendo prorrogado para entrega no dia 30 de junho. Portanto prorrogação por dois meses do prazo de entrega das pessoas físicas”, afirmou o secretário.

Tostes Neto deu a informação em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado de outros integrantes da equipe econômica do governo.
De acordo com o último balanço divulgado pela Receita, em 30 de março, foram recebidas pelo órgão 8,1 milhões de declarações.

A expectativa, segundo o governo federal, é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração em 2020.

Impacto do coronavírus

Há cerca de duas semanas, o secretário Tostes Neto afirmou que a Receita avaliaria o adiamento do prazo em razão do avanço da pandemia do novo coronavírus. Na ocasião, explicou que o órgão avaliaria o impacto da crise nas condições do contribuinte de declarar o imposto.