
Os pombos vivem, em média, 15 anos. Nas cidades, porém, sua expectativa de vida varia de 3 a 5 anos. Sua dieta é à base de sementes, gramíneas e, ocasionalmente, frutas. São considerados pragas urbanas porque, nos centros urbanos, encontram abrigo, alimento e água em abundância, fatores que contribuem para sua rápida multiplicação. Em nossa cidade, há diversos pontos de aglomeração dessas aves, como em frente à Igreja da Catedral, a Igreja da Conceição e a Praça do Rosário.

Outros fatores também contribuem para o aumento da população de pombos: a grande capacidade de adaptação a diferentes ambientes, o elevado número de filhotes gerados pela fêmea — podendo ultrapassar 15 em um único ano — e o alimento oferecido pela população. Os filhotes permanecem no ninho por cerca de 30 dias, quando então estão aptos a voar (o dobro do tempo da maioria dos passarinhos). Nesse período, são alimentados com o chamado “leite de papo”, substância regurgitada, rica em proteínas e gorduras.

Entre as diversas doenças que os pombos podem transmitir ao ser humano, destacam-se a salmonelose, a ornitose, a histoplasmose e a criptococose, conhecida como “doença do pombo”, causada por um fungo presente nas fezes. Além disso, podem estar associados à presença de piolhos, ácaros e pulgas. A parte branca das fezes, composta por ácido úrico, pode manchar a pintura de veículos caso permaneça por muito tempo, devendo ser removida o mais rapidamente possível.

Na limpeza de locais contaminados, não é adequado varrer ou raspar as fezes, pois esse procedimento libera partículas que permanecem em suspensão no ar e podem ser inaladas, contaminando as pessoas. O procedimento correto é utilizar luvas e máscara, aplicar uma solução com 50% de água e 50% de água sanitária no local e, em seguida, realizar a lavagem adequada. Para o controle, recomenda-se instalar telas metalizadas de proteção nos espaços entre o telhado e a laje, nas janelas, em aberturas de ar-condicionado e em qualquer local que possa servir de abrigo. Também é possível utilizar grampos ou barreiras nos beirais para evitar que as aves pousem.
Outras medidas incluem manter as caixas d’água bem tampadas, utilizar repelentes em gel ou elétricos — encontrados em lojas de material agrícola —, pendurar objetos reflexivos, como DVDs, para desorientá-los, e evitar oferecer alimento aos pombos. Uma ação importante é entrar em contato com o setor de controle de vetores do município.
Essas aves podem ser soltas a até 900 km de distância e ainda assim retornar ao local de origem, o que contribui para sua ampla disseminação. Uma das explicações mais aceitas é a presença de partículas de ferro no cérebro, que funcionariam como uma espécie de bússola natural. Além disso, possuem visão bastante aguçada, sendo capazes de visualizar pequenos objetos a grandes distâncias. Popularmente, são chamados de “ratos voadores”, devido ao hábito de se alimentarem de restos de comida, à sua resistência e à facilidade de adaptação ao ambiente urbano.
É importante lembrar que maltratar, ferir ou matar esses animais configura crime ambiental, sujeito a multa e até reclusão, conforme a legislação vigente.
“Vejo os pombos no asfalto, eles sabem voar alto, mas insistem em catar as migalhas do chão.”
— Zeca Baleiro



