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Quem são as cianobactérias?

Por Blog do Vanguarda
23 de fevereiro de 2026
Arborização urbana
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As cianobactérias são conhecidas como cianoprocariontes, cianofíceas, cianófitas e, popularmente, como algas azuis. O radical “ciano” vem do grego e significa azul. No entanto, algumas espécies produzem pigmentos em tons de marrom, vermelho e, principalmente, verde.

Surgiram há mais de 3 bilhões de anos. Há evidências de que a produção de oxigênio no planeta se deve a esses seres vivos, que provocaram o chamado “Grande Evento de Oxigenação”, permitindo o surgimento da vida complexa.

Pertencem ao Reino Monera, o mesmo reino das bactérias e arqueobactérias. Esses microrganismos não podem ser considerados algas, tampouco bactérias comuns. São encontrados em diversos ambientes aquáticos e possuem grande importância ecológica: produzem oxigênio, reciclam nutrientes como fósforo e nitrogênio, algumas espécies combatem bactérias, fungos e vírus, atuam como bioindicadores e servem de alimento para o zooplâncton e pequenos peixes.

A grande proliferação de cianobactérias, fenômeno conhecido como floração ou bloom, causa impactos ambientais, sociais, econômicos e à saúde. Essa multiplicação pode ocorrer por diversos fatores, entre eles: altas temperaturas, águas calmas (principalmente em pequenos volumes), baixa velocidade do vento e presença de matéria orgânica, como esgoto. São seres microscópicos, não visíveis a olho nu, mas que podem se multiplicar a ponto de alterar a coloração da água.

A presença de florações pode ser identificada pela formação de uma camada superficial semelhante a uma malha sobre o corpo d’água, alterando sua cor e impedindo a passagem de luz para as camadas mais profundas, o que pode causar a morte de algas. Também pode haver odor forte e desagradável e formação de espumas densas que, ao se decomporem, consomem grande quantidade de oxigênio, levando à morte de peixes, moluscos e outros organismos.Algumas espécies produzem cianotoxinas que podem causar problemas no fígado, na pele, no sistema digestivo e no sistema nervoso, podendo levar à morte. Em fevereiro de 1996, em Caruaru, ocorreu a tragédia da hemodiálise, causada pela cianotoxina microcistina-LR presente na água utilizada nos aparelhos de diálise.

Estudos recentes apontam a atividade de vírus, chamados cianófagos, como possíveis controladores naturais das florações de cianobactérias. Para a prevenção desses eventos, é fundamental o monitoramento constante dos corpos hídricos.

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