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Tanajura – inseto comestível

Por Blog do Vanguarda
11 de março de 2026
Arborização urbana
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A rainha tanajura, ou içá, é a fêmea reprodutora da formiga saúva. Com a chegada das chuvas, ela sai do formigueiro para realizar o voo nupcial. Durante esse trajeto, é fecundada pelo macho, conhecido popularmente como bitu. Após a fecundação, ao cair no solo, procura um local adequado para formar um novo formigueiro. Esse processo ocorre justamente no período chuvoso, quando a terra está mais macia e favorável à escavação.

Após encontrar o local ideal, a tanajura arranca suas próprias asas, o que facilita sua movimentação nos túneis do solo. A parte comestível do inseto é o abdômen, popularmente chamado de “bunda da tanajura”, onde se encontram reservas nutritivas. O escritor e editor brasileiro Monteiro Lobato (1882–1948) referia-se a esse inseto como “caviar”.

A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda o consumo de insetos, pois eles apresentam alto valor nutricional, baixo custo de produção e grande diversidade de espécies. A tanajura é rica em proteínas, magnésio, potássio, ferro e outros nutrientes importantes para a alimentação humana.

Esse inseto tornou-se um alimento valorizado, especialmente no Nordeste, pois as chuvas na região não ocorrem com tanta frequência. Além disso, não é qualquer chuva ou período que desencadeia o fenômeno da revoada.

A tanajura é uma formiga alada que pode medir entre 30 e 35 mm de comprimento. A rainha pode viver de 20 a 30 anos. Seus ovos levam cerca de 45 dias para se desenvolverem até a fase adulta.

As folhas carregadas pelas operárias para dentro do formigueiro servem para cultivar fungos, que constituem a principal fonte de alimento da colônia. Curiosamente, a tanajura que irá fundar um novo formigueiro leva, em sua cavidade bucal, pequenas porções desses fungos para garantir a alimentação inicial da nova colônia.

No entanto, poucas tanajuras conseguem estabelecer um novo formigueiro, pois enfrentam diversos predadores, como pássaros, répteis, anfíbios, outras formigas e até mesmo o ser humano.

Apesar disso, elas desempenham um papel importante no meio ambiente, contribuindo para a nutrição do solo, aeração da terra e também para a modelagem e dinâmica das florestas

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