
A Caatinga é um bioma único no mundo — exclusivamente brasileiro — e ocupa cerca de 10,1% do território nacional. Seu nome vem do tupi-guarani e significa “mata branca”, uma referência ao aspecto da vegetação durante os períodos de seca.

Presente em grande parte do Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Caatinga é marcada por altas temperaturas, pouca chuva e vegetação adaptada, com plantas espinhosas, árvores de pequeno porte e rios temporários.

Apesar das condições desafiadoras, a biodiversidade é impressionante:
Mais de 500 espécies de aves
Cerca de 3.200 espécies de plantas (muitas exclusivas do bioma)
Diversos mamíferos como tatu-bola, mocó e sagui
Espécies como o mandacaru, o umbuzeiro e o juazeiro são símbolos de resistência e vida no sertão.
Em Pernambuco, a Caatinga ocupa cerca de 83% do território — e em Caruaru, chega a 85%. Ainda assim, é o bioma mais ameaçado do Brasil, com poucas áreas protegidas e alto risco de desertificação.
A Caatinga também inspira grandes obras da nossa literatura, como Vidas Secas, Os Sertões e O Quinze, retratando a força e a realidade do povo sertanejo.
Preservar a Caatinga é preservar nossa identidade, nossa história e nossa biodiversidade.
“Umbuzeiro é a árvore sagrada do sertão.” – Euclides da Cunha
“Não troco o meu oxente pelo ok de ninguém!” – Ariano Suassuna



