Responsável pelo maior número de mortes do que qualquer outra causa na história da humanidade, o mosquito tornou-se o nosso maior predador. Desde 2000, a média anual de mortes no planeta tem permanecido em torno de dois milhões; em 2018, foram 830 mil pessoas que perderam a vida, enquanto os homicídios no mundo ficaram em 580 mil.
Enquanto o Homo sapiens moderno está no planeta há duzentos mil anos, os mosquitos existem há 190 milhões de anos e podem transmitir várias doenças, como malária, dengue, zika, febre amarela, febre de mayaro, chikungunya, febre do Nilo Ocidental e diversas encefalites. Hoje, 75% de todas as doenças humanas são zoonoses – transmissão das doenças entre animais e humanos.
Os mosquitos são insetos sazonais, cujo ciclo de reprodução e alimentação ocorre entre a primavera e outono. Os machos não picam, sua função é a reprodução e a retirada da seiva da planta sendo a fêmea a responsável por sugar o nosso sangue – de preferência nos membros inferiores – para promover o amadurecimento dos ovos.
Ela, inicialmente, realiza o reconhecimento da nossa pele, através do olfato e visão e, em dez segundos, aponta seis “agulhas” sofisticadas que retiram de três a cinco miligramas de sangue; excreta a água para condensar os 20% de conteúdo proteico depositando cerca de duzentos ovos na superfície da água.
Ao nascer, os mosquitos raramente se afastam mais de quatrocentos metros do seu local de origem.
Com medidas simples é possível fazer a nossa parte para combater os possíveis criadouros e encerrar o ciclo do maior predador da humanidade.



