
O setor têxtil é um dos maiores responsáveis pelos impactos ambientais em todo o mundo. Os problemas começam na produção das fibras e tecidos e se estendem até o descarte das roupas, gerando resíduos sólidos, poluição da água e do solo por corantes, emissão de gases de efeito estufa e liberação de microplásticos.

Durante o processo de corte das peças, ocorre um desperdício de aproximadamente 15% a 20% dos tecidos utilizados. Além disso, a indústria têxtil é responsável por cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. A fabricação de uma única calça jeans pode consumir aproximadamente 7.500 litros de água. Os corantes empregados no tingimento dos tecidos podem conter metais pesados, contaminando rios, lagos e lençóis freáticos.

Outro problema está relacionado às roupas produzidas com poliéster e outras fibras sintéticas. A cada lavagem, essas peças liberam microplásticos que chegam aos rios e oceanos, prejudicando os ecossistemas aquáticos. Além disso, dependendo da composição do tecido e das condições ambientais, uma peça de roupa pode levar cerca de 400 anos para se decompor.
No Brasil, cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis são descartadas todos os anos, o que reforça a necessidade de um consumo mais consciente. Por isso, é fundamental que os consumidores optem por roupas de maior durabilidade, realizem a manutenção adequada das peças, comprem apenas o necessário e, quando não houver mais interesse em utilizá-las, priorizem a doação para pessoas em situação de vulnerabilidade ou para organizações que trabalham com reutilização e reciclagem de tecidos.
Dessa forma, é possível reduzir os impactos da indústria têxtil e promover benefícios nos três pilares da sustentabilidade: ambiental, social e econômico.



