quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2021

Crise BB

As articulações na Câmara e no Senado influenciaram na crise entre o presidente Jair Bolsonaro e a cúpula do Banco do Brasil, que anunciou na última semana proposta de fechar 112 agências e desligar 5 mil funcionários. O que dizem internamente no banco é que houve um erro de estratégia. O momento foi errado porque, com a eleição no Congresso, começou uma enorme pressão de deputados e senadores em cima de Bolsonaro para não fechar algumas agências, além de pedidos de cargos no BB.

Desgaste

Bolsonaro atua para fazer o sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara. Foram deputados que apoiam o candidato do Planalto, Arthur Lira (PP-AL), que mais criticaram o anúncio do programa de enxugamento do BB.

Fritura

A crise arrefeceu, mas o presidente da instituição, André Brandão, permanece sob fritura. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que indicou Brandão, atuam como bombeiros para mantê-lo no cargo.

Plano

O Ministério da Defesa ainda não tem definido o plano para a atuação das Forças Armadas na campanha nacional de vacinação contra o Covid-19. No ano passado, o chefe da pasta, Fernando Azevedo, chegou a afirmar que a imunização em massa vai exigir uma “operação logística de guerra”.

“Expertise”

“No momento, nós estamos nos preparando para apoiar a vacinação”, afirma o ministério à Coluna, via assessoria. Diz ainda que já apoia o Ministério da Saúde em diversos programas e projetos, inclusive com vacinas, “de modo que já existe expertise no tema”.

Vergonha

O voo cancelado diante da recusa da Índia em vender 2 milhões de doses da vacina de Oxford expõe o governo brasileiro à vergonha internacional. Aliás, a sanha e insistência do Ministério da Saúde pela vacina da Astrazeneca, com outras ofertas no mundo, seriam porque a Oxford tem poderoso sócio brasileiro.

Ciência

O problema de não investir em pesquisa e ciência há décadas é depender de outros países em momentos cruciais como este. A Índia segura as doses para priorizar sua população. Com o mesmo objetivo, a China retém insumos. Por motivos políticos e ideológicos – dos dois lados -, a Coronavac encalha.

Veto

O Congresso Nacional aprovou projeto que proibia o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Mas o presidente Bolsonaro vetou, sob justificativa de que a medida reduziria o espaço do Executivo e do Legislativo na definição de prioridades do Orçamento.

Logística

O Governo de Minas comprou 50 milhões de seringas. Deste montante, 21 milhões de unidades já chegaram ao estado. Mais de 450 câmeras frias, para armazenamento dos imunizantes, também já foram entregues. A logística para organizar a imunização da população será semelhante à utilizada nas campanhas contra a Influenza.

Vigilância
Pernambucano não vive um bom momento e está endurecendo medidas para proteger os seus cidadãos contra o aumento do Covid-19. Proibiu sons ao vivo em bares e restaurantes e aglomeração nas praias. Também está colocando mais policiais militares nas ruas para conter os homicídios que cresceram 8,4% em relação a 2019.

Emergência

Está autorizado pela Agência Nacional de Aviação Civil, em caráter emergencial, o aumento dos limites de tempo de voo e de jornada de trabalho para tripulantes. A flexibilização, em vigor até 25 de janeiro, só será aceita quando a operação estiver relacionada às emergências do Covid-19, como transporte de pacientes, insumos ou profissionais de saúde.

Alíquotas

Portaria do Ministério da Economia oficializou reajuste de 5,45% nos valores das alíquotas de contribuição dos servidores públicos da União, incluindo ativos, aposentados e pensionistas. Após a aprovação da Reforma da Previdência, as alíquotas passaram a ser progressivas e atualizadas de acordo com a inflação do ano anterior.

ESPLANADEIRA

# DHL Supply Chain amplia frota de carros elétricos para distribuição com Renault Kangoo Z.E. # École Intuit Lab inicia atividades no Brasil com curso de extensão em Design e Comunicação. # Frazão Leilões vai leiloar mais de 60 imóveis do Banco Santander, dia 21, às 11h. # Buser anuncia investimentos de R$ 100 milhões em Minas Gerais.

Enem tem recorde de abstenção no primeiro dia de aplicação das provas

A abstenção no primeiro dia da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) alcançou 51,5% dos candidatos inscritos, informa o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com a entidade, dos cerca de 5,5 milhões de inscritos, aproximadamente 2,8 milhões não compareceram aos locais de provas neste domingo (17).

No ano passado, a abstenção no primeiro dia do Enem chegou a 23%. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirma que a abstenção recorde decorre principalmente pelo medo que os candidatos têm da pandemia e de campanhas contrárias à realização das provas. 

O Inep afirma que 2.967 candidatos foram eliminados do exame por não cumprirem as regras do Enem, entre elas medidas para evitar o contágio da Covid-19. Também há relatos de pessoas que não conseguiram acessar os locais de provas em cidades do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. 

Domingo, os candidatos fizeram provas de linguagens, ciências humanas e de redação.  O segundo dia do Enem ocorrerá no próximo domingo (24) com questões de matemática e ciências da natureza.

Evento leva atendimentos psicológicos para a Feira da Sulanca

A Faculdade UNINASSAU Caruaru, por meio do curso de Psicologia, realiza, na próxima segunda-feira (18), uma ação do Janeiro Branco na Feira da Sulanca. A atividade será realizada das 7h às 13h, na entrada principal da Feira. Haverá uma tenda, com lugar reservado para a atividade da Escuta Psicológica.

A ação também contará com distribuição de material informativo à população sobre os cuidados necessários com a mente. Estarão presentes, à frente do evento, a coordenação de curso, por meio da coordenadora Danila Aciole, a responsável técnica da Clínica-Escola de Psicologia, Bianca Melo, e a Liga Acadêmica de Práticas Psicossociais e Territorialidades.

Segundo a coordenadora do curso de Psicologia da UNINASSAU Caruaru, Danila Aciole, essa ação se faz muito importante sobretudo em meio à pandemia da Covid-19. “É um tempo de muitas incertezas, de medos. Por isso, mais do que nunca, precisamos desse tipo de atividade junto à população”, destaca a coordenadora.

Sobre o Janeiro Branco

De acordo com o site oficial da campanha no Brasil, o Janeiro Branco é uma campanha ao estilo da campanha Outubro Rosa e da campanha Novembro Azul. O seu objetivo é chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas.

Covid-19: Boletim diário da Secretaria de Saúde – 17.01.21

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que, até este domingo (17), 96,05% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus.

O número de testes realizados subiu para 45.087 dos quais 18.683 foram através do teste molecular e 26.404 pelo teste rápido, com 14.027 confirmações para a Covid-19, incluindo três óbitos que estavam em investigação. Sendo mulheres, com comorbidades, e com idades de 70, 73 e 81 anos.

O número de casos descartados subiu para 30.147.

Também já foram registrados 61.146 casos de síndrome gripal.

Brasil aplica a primeira vacina contra a Covid-19 após aprovação da ANS

São Paulo, 17 Jan 2021 (AFP) – Uma enfermeira de São Paulo foi a primeira pessoa vacinada contra o novo coronavírus no Brasil, neste domingo (17), após a aprovação do uso emergencial de dois imunizantes: a Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em colaboração com o Instituto Butantan, e o da Astrazeneca/Universidade de Oxford, elaborada em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, porém, descreveu a vacinação como uma “jogada de marketing” do governador de São Paulo, João Doria, adversário do presidente Jair Bolsonaro, e indicou que o plano nacional de vacinação começará oficialmente na quarta-feira.

Mônica Calazans, uma enfermeira negra de 54 anos que trabalha em uma unidade de terapia intensiva, recebeu a primeira dose da CoronaVac, no Hospital das Clínicas, em São Paulo, o estado mais populoso do país, que registra quase um quarto das quase 210.000 mortes por coronavírus no país.

O ministro da Saúde afirmou que qualquer movimento “fora” dos planos do ministério “está em desacordo com a lei” porque “despreza a igualdade entre os estados e entre todos os brasileiros”. Ele especificou que as seis milhões de doses da Coronavac, que fazem parte da ordem de uso emergencial, começarão a ser distribuídos nesta segunda-feira entre as 27 unidades federativas.

Sua aplicação priorizará os trabalhadores da saúde, maiores de 75 anos e maiores de 60 anos moradores de residências para idosos, assim como a população indígena.

A outra vacina com uso emergencial aprovado neste domingo pela Anvisa é a britânica da AstraZeneca/Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), subordinado ao Ministério da Saúde).

O governo brasileiro esperava concluir neste final de semana a importação de dois milhões de doses deste imunizante da Índia (onde são fabricadas pelo Instituto Serum), mas o governo indiano, em meio ao início de sua própria campanha de vacinação, ainda não deu luz verde.

– Críticas ao governo -A aprovação das primeiras vacinas no Brasil ocorre em meio a um repique da doença, com balanços diários de mais de mil mortes no país e uma dramática situação em Manaus, capital do Amazonas, com relatos de óbitos devido à falta de oxigênio em hospitais lotados.

Apesar de ter uma extensa rede de serviços públicos de saúde e um histórico de campanhas de vacinação bem-sucedidas, o Brasil tem sido criticado pelo atraso no início da imunização e pela politização da pandemia.

A disputa é o capítulo mais recente do confronto entre Bolsonaro e Doria, que se prepara para ser um de seus principais rivais nas eleições presidenciais de 2022.

O presidente chegou a questionar a eficácia da Coronavac e tem se mostrado sistematicamente contra as restrições promovidas por Doria e outros governadores para conter o contágio, alegando a necessidade de evitar um colapso econômico.

Contrariando os especialistas, Bolsonaro circula em público sem máscara, promove aglomerações e defende um suposto “tratamento precoce” contra o vírus, com medicamentos cuja eficácia não têm comprovação científica.

O presidente, que não mudou de posição após contrair o vírus no ano passado, atribui a governadores e prefeitos a responsabilidade pela crise econômica e sanitária, alegando que o governo federal distribuiu recursos para combater a pandemia.

Essa atitude, somada à trágica situação em Manaus, provocou intensos panelaços nas principais cidades do país nesta sexta-feira.

Fonte: Uol

Covid-19: Boletim diário da Secretaria de Saúde – 16.01.21

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que, até este sábado (16), 96,05% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus.

O número de testes realizados subiu para 44.993 dos quais 18.589 foram através do teste molecular e 26.404 pelo teste rápido, com 14.000 confirmações para a Covid-19, incluindo dois óbitos que estavam em investigação. Sendo, um homem, 76 anos, com comorbidades, e uma mulher, 76 anos, com comorbidades.

O número de casos descartados subiu para 30.102.

Também já foram registrados 61.076 casos de síndrome gripal.

OAB Caruaru emite nota pesar pela morte de João Alfredo

A OAB Caruaru recebeu com pesar, nessa sexta-feira (15), a notícia do falecimento do ex-presidente, João Alfredo Beltrão Vieira de Melo, aos 75 anos. Ele presidiu a subseção entre 1977 e 1978. Também foi promotor de justiça no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e Procurador do Município de Caruaru.

A toda advocacia de Caruaru e região, a qual Dr. João Alfredo contribuiu diretamente, aos familiares e amigos nossos sentimentos de profundo pesar.

Covid-19: Boletim diário da Secretaria de Saúde – 15.01.21

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que, até esta sexta-feira (15), 96,05% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus.

O número de testes realizados subiu para 44.840, dos quais 18.436 foram através do teste molecular e 26.404 pelo teste rápido, com 13.971 confirmações para a Covid-19, incluindo um óbitos que estava em investigação. Sendo, homem, 79 anos com comorbidades.

O número de casos descartados subiu para 30.034.

Também já foram registrados 60.781 casos de síndrome gripal.

Empresa poderá vacinar contra Covid em clínica, diz entidade

O presidente da ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas), Geraldo Barbosa, disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que a legislação atual permite que clínicas privadas ofereçam serviço de aplicação de vacinas, desde que os imunizantes tenham registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Ele também afirmou que o setor está se organizando para oferecer vacinação contra a Covid-19 seguindo todos os trâmites previsto na legislação.

Segundo relatos de clínicas que já prestam esse tipo de serviço, as empresas buscam informações e manifestam interesse em imunizar seus funcionários. Segundo Barbosa, esse serviço só poderia ser feito por meio das instituições de saúde. Empresas de outros segmentos de negócios não podem comprar diretamente, mas podem utilizar o serviço.

“A legislação que regula o segmento não mudou em nada e não recebemos nenhum comunicado da Anvisa nem do Ministério da Saúde”, afirma. “Quem pode comprar e comercializar vacinas no Brasil são clínicas. Empresários não podem comprar vacinas. Está tudo igual.”

Barbosa esteve na Índia na última semana com a empresa Precisa Medicamentos e a Câmara de Comércio Índia-Brasil acompanhando as negociações para a aquisição de 5 milhões de doses da vacina Covaxin produzida pela empresa local Bharat Biotech.

Pela regra, vacinas de uso emergencial são direcionadas ao setor público. Sendo assim, segundo a ABCVAC, após a Anvisa autorizar a Covaxin e também emitir o registro definitivo da vacina, as clínicas poderão ter acesso as doses do imunizante indiano.

“A vacina já está pronta. Agora, a gente depende de conseguir um registro na Anvisa para, efetivamente, poder trazê-la para o Brasil”, afirma.

Segundo Barbosa, 5 milhões de doses é um volume pequeno diante da demanda que as clínicas estão registrando. E ele faz uma conta por alto. Considerando que seriam duas doses por paciente, as clínicas poderiam atender 2,5 milhões de pessoas, volume que não cobre todos os interessados, pois a soma o número de funcionários das empresas que já sinalizaram interesse supera essa marca.

“A gente vai orientar as nossas associadas a direcionar para a indústria, para o setor produtivo, essa primeira remessa para a gente fazer com que a economia volte”, afirma.

“A nossa ideia é, realmente, direcionar para o mercado produtivo, para esse trabalhador que todo dia sai para exercer suas funções, se expondo ao risco, levando a doença para dentro de casa, para os seus parentes mais idosos, imunocomprometidos.”

Em nota, a Anvisa afirmou que “a regulamentação da agência trata dos aspectos técnicos de segurança, eficácia e qualidade das vacinas”. Disse, ainda, que as políticas de aquisição não passam pela Anvisa, porém qualquer vacina para uso no Brasil precisa de ter a autorização da agência.

Sobre uma eventual proibição de aquisição de vacinas pelos setor privado, a Anvisa diz que “não há regulamentação deste tema em discussão no momento”.

A possibilidade de compra de vacina por empresas foi discutida em uma reunião virtual realizada entre representantes do governo e empresários compõem o Conselho Superior Diálogo pelo Brasil, da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Presidentes de 30 das maiores companhias do país disseram que tinham interesse em comprar vacinas para imunizar os funcionários e que doariam parcelas para o SUS (Sistema Único de Saúde).

Segundo pessoas que acompanharam a iniciativa, a colaboração poderia ocorrer em molde semelhante ao feito com outros produtos. A iniciativa privada, por exemplo, foi parceira na doação de respiradores.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, participou do encontro e disse que o governo afirmou garantir que não precisa das doações, pois está organizado para comprar todas as vacinas disponíveis e não haveria excedente para as empresas.

“Como qualquer sobra de vacina que houver, o próprio governo disse que vai adquirir, então nem haveria condição de as empresas comprarem”, afirmou.

“É bastante democrático isso, senão seria um leilão. Chega aí, aprova uma vacina e vai lá, uma empresa paga mais, outra paga menos. O plano está centralizado.”

Segundo Skaf, representaram o governo na reunião virtual o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Netto, e o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

O relato sobre a reunião destoa do tom adotado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em live com o presidente Jair Bolsonaro no dia 7. Na ocasião, o ministro afirmou que a prioridade de vacinas era para o SUS, mas, uma vez que essa demanda fosse atendida, uma parte poderia ser comprada pela iniciativa privada.

“Uma vez atendida essa demanda, o SUS sendo atendido, sim, claro que não há e deve ser comprado também pela iniciativa privada. Principalmente das fábricas importadas. Laboratórios estrangeiros que vendem a vacina e que registrem no Brasil, que tenham a autorização dada pela Anvisa, garantam sua eficácia e segurança”, afirmou. “Acho que devem comprar”, disse o ministro.

Folhapress