domingo, 3 de maio de 2026

Caruaru: mais uma morte registrada por Covid-19

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que até esta sexta (6) 94,68% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus.

O número de testes realizados subiu para 30.791 dos quais 10.832 foram através do teste molecular e 19.959 do teste rápido, com 10.086 confirmações para à Covid-19, incluindo um óbito, no dia 27 de outubro, sendo ele: Mulher, 43 anos, com comorbidades.

O número de casos descartados subiu para 20.453.

Também já foram registrados 40.573 casos de síndrome gripal, dos quais 2.716 foram orientados a ficar em isolamento domiciliar.

Professor é assaltado durante aula on-line e alunos chamam a polícia

Um professor de contabilidade foi assaltado no momento que dava uma aula on-line nessa quarta-feira (4). O roubo foi transmitido ao vivo para os 20 alunos que assistiam à aula. A ação durou cerca de 20 minutos na cidade de São Paulo.
Ao verem as imagens, os alunos acionaram a Polícia Militar. Dois homens foram presos e três adolescentes foram apreendidos.
O professor foi surpreendido enquanto explicava uma questão aos alunos, por volta das 19h20. Ele foi amarrado com o fio do carregador do notebook e teve a cabeça coberta por um lençol.
Nas imagens, que viralizaram nas redes sociais, é possível ver os ladrões amarrando o professor e ouvir um deles perguntando “onde está o dinheiro”.
De acordo com a PM, os agentes do 18º Batalhão conseguiram chegar a tempo de surpreender os criminosos e apreender os objetos roubados.
Segundo a investigação, além do professor a filha dele também foi surpreendida. A jovem, de 23 anos, está grávida do seu primeiro filho.
Com os criminosos, a PM recuperou dois celulares, dois relógios, um cinto, óculos escuros e cerca de R$ 300.

Bolsonaro quer mudar sistema eleitoral do país e vai sugerir volta de voto impresso

O presidente Jair Bolsonaro disse na noite desta quinta-feira (5/11) que vai entregar ao Congresso Nacional, no ano que vem, uma proposta para alterar o sistema eleitoral brasileiro. De acordo com ele, o governo federal quer apresentar uma sugestão para a volta do voto impresso.

Em live nas redes sociais, o chefe do Executivo destacou que quer que o Brasil tenha “um sistema eleitoral confiável em 2022”. “Nós temos, sim, já está bastante avançado, o estudo (para propor o voto impresso). A gente espera, no ano que vem, entrar, mergulhar na Câmara e no Senado, para que a gente possa, realmente, ter um sistema eleitoral confiável em 2022”, destalhou o presidente.
As declarações dele surgem em um momento em que a eleição presidencial dos Estados Unidos é alvo de judicialização porque o atual presidente, Donald Trump, suspeita de fraude na apuração dos votos em alguns estados norte-americanos que podem decretar a derrota dele e a eleição de Joe Biden como novo chefe da Casa Branca. Nos EUA, o voto é feito em cédulas de papel.
Na transmissão ao vivo, Bolsonaro explicou que o governo está estudando as experiências de outros países em que o sistema eleitoral adota o voto impresso. O presidente opinou que “o voto impresso é a maneira que você tem de auditar, contar votos de verdade”. “Nós devemos, sim, ver o que acontece em outros países, e buscar um sistema que seja confiável por ocasião das eleições.”
Bolsonaro ainda defendeu que a proposta de emenda à Constituição (PEC) 135/2019, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), seja analisada pelo parlamento. O texto exige a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil.
Pela proposta, essas cédulas poderão ser conferidas pelo eleitor e deverão ser depositadas em urnas indevassáveis de forma automática e sem contato manual, para fins de auditoria. A PEC foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, em dezembro de 2019, está sujeita à apreciação do plenário da Casa.
Fraude em 2018

Não é a primeira vez que Bolsonaro contesta o modo atual de votação no país. Em março deste ano, numa acusação mais grave, o presidente chegou a declarar que tinha como provar que o pleito de 2018 foi fraudulento, apesar de ele ter sido o vencedor.
Naquele mês, o presidente afirmou que poderia ter ganhado logo no primeiro turno. Na última corrida presidencial do Brasil, Bolsonaro derrotou o rival Fernando Haddad apenas no segundo turno, quando teve 57 milhões de votos contra 47 milhões do petista.
Além disso, o chefe do Palácio do Planalto garantiu que iria revelar as suas provas, o que não aconteceu até hoje.
“Eu acredito pelas provas que tenho nas minhas mãos, que vou mostrar brevemente. Eu fui eleito em primeiro turno, mas no meu entender houve fraude. Nós temos não apenas uma palavra. Nós temos comprovado, brevemente eu quero mostrar, porque nós precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes”, afirmou Bolsonaro, em 9 de março, em viagem aos Estados Unidos.
Bolsonaro foi eleito presidente após receber 55,13% dos votos no segundo turno das eleições 2018. No primeiro turno, o então candidato do PSL conseguiu 46,03% dos votos válidos.
“Precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes. Então eu acredito até que eu tive muito mais votos no segundo turno do que se poderia esperar, e ficaria bastante complicado uma fraude naquele momento”, afirmou ainda o presidente no último dia 9.

Nascidos em abril recebem, nesta sexta, R$ 1,4 bi de auxílio emergencial

Beneficiários do auxílio emergencial nascidos em abril recebem nesta sexta-feira (6) o pagamento no total de R$ 1,4 bilhão. O pagamento é para 3,4 milhões de brasileiros, no ciclo 4.

Desse total, 666,3 mil receberão R$ 435,7 milhões referentes às parcelas do auxílio emergencial. Os demais, 2,8 milhões, serão contemplados com a segunda parcela do Auxílio Emergencial Extensão, em um montante de R$ 942,1 milhões.

A partir desta data, os valores já podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais.

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta sexta serão liberados a partir do dia 21 de novembro.

O benefício, criado em abril pelo Governo Federal, foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O Auxílio Emergencial Extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

A Caixa lembra que não há necessidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio. Somente aqueles que já foram beneficiados e, a partir de agora, se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP, terão direito a continuar recebendo o benefício

Dia Estadual do Rádio é promulgado em Pernambuco

Agora é lei. A partir do próximo ano, Pernambuco passa a celebrar o Dia Estadual do Rádio, que será comemorado em 6 de abril. A nova data comemorativa do Estado relembra a primeira transmissão por radiodifusão registrada no Brasil, que ocorreu no Recife no ano de 1919.

O reconhecimento foi promulgado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a partir de uma proposição encaminhada pelo deputado Clodoaldo Magalhães para que o dia fosse incluído no calendário oficial de eventos e datas comemorativas do Estado, previsto na lei 16.241/2017.

Para o presidente da Associação das Emissoras de Rádio e TV de Pernambuco (Asserpe), Nill Júnior, trata-se de uma conquista histórica. “É justo que se conte a história correta. Há vasta documentação e vários estudos que atestam que a data oficial do nascimento do rádio no Brasil é 6 de abril de 1919”, afirma.

A transmissão que inaugura a chegada da radiodifusão ao país foi realizada pela Rádio Clube, fundada naquele mesmo dia por jovens que estudavam eletricidade e telegrafia. O acontecimento foi registrado, na época, pelo Jornal do Recife.

“Um dos responsáveis foi o telegrafista Antônio Joaquim Pereira. Isso aconteceu em um estúdio improvisado perto da Ponte D’Uchoa e, em fevereiro de 1923, a Rádio Clube passou a operar com transmissor de 10 watts, transmitindo seu sinal para todo o Recife”, conta Nill Júnior.

Gerente de jornalismo da Rádio Folha FM, Marise Rodrigues comemora. “Que bom ter vivido para ver esse reconhecimento ao pioneirismo do rádio pernambucano”, celebra. “Nunca entendi o porquê de o Brasil não reconhecer a pioneira na radiodifusão no país. Estou muito contente com essa decisão”.

Folhape

Pernambuco tem cinco casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus

A reinfecção pelo novo coronavírus é rara, mas já foi registrada em diversos países, como na Holanda, Bélgica e Estados Unidos. No Brasil, o Ministério da Saúde ainda não confirmou nenhum caso de pessoa que tenha sido contaminada duas vezes pelo vírus. Em coletiva nesta quinta-feira (5), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, informou sobre o protocolo para notificação de reinfecção e que, no Estado, já foram identificados cinco casos suspeitos de reinfecção.

De acordo com Longo, o Ministério da Saúde divulgou orientações sobre como prosseguir em casos de reinfecção. “O Ministério da Saúde divulgou, no final da última semana, uma nota técnica com orientações sobre a definição de reinfecção. De acordo com o Ministério, para confirmar um caso, é preciso que tenhamos amostras de RT-PCR positivas com um intervalo de mais de 90 dias”, informou o secretário.

No registro do Ministério da Saúde, ainda não há confirmação de reinfecção no Brasil. Contudo, após a divulgação deste protocolo sobre como devem ser notificados os casos, o número pode aparecer com o decorrer das investigações de casos suspeitos de contágio pela segunda vez. Os estados serão responsáveis por identificar casos suspeitos de reinfecção na medida em que forem registrados dois exames do tipo RT-PCR positivos para o novo coronavírus, de um mesmo paciente, em um intervalo superior a 90 dias.

Em Pernambuco, casos que forem suspeitos de infecção pela segunda vez em Pernambuco serão analisados pelo Instituto Evandro Chagas. Atualmente, cinco casos se enquadram nas definições postas pelo Ministério da Saúde para caracterizar a reinfecção, de acordo com o secretário. O gestor informou que estes casos serão enviados para o Ministério da Saúde.”A última informação que tive foi de que tínhamos cinco casos suspeitos de reinfecção que serão levados ao Ministério da Saúde para a confirmação ou não do caso de reinfecção”, salientou André Longo.

Folhape

Obrigatoriedade made in China

Por Hortênsia Nunes B. de Oliveira*

O Governo do Estado de São Paulo vem anunciando há certo tempo que adquiriu doses e insumos para a produção da vacina contra a Covid-19 que virão da China. Essas doses, segundo o próprio governo estadual, ficarão armazenadas até a finalização do seu estudo e condicionadas ao aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

Certas polêmicas circundam tal vacina. O governo federal chegou a afirmar que adquiriria as doses, contudo, em menos de 24 horas desistiu do acordo. O Presidente da República, pessoalmente, coloca em dúvida a eficácia da vacina fundamentando-se no fato da vacina possuir origem chinesa. Os questionamentos acerca da origem da vacina, somado ao discurso fortemente político e com preconceitos ideológicos do Presidente da República, fomentaram protestos contra a imunização obrigatória da Covid-19 e sobre a vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac, que será produzida pelo Instituto Butantan.

Pontos dessa discussão chegaram ao judiciário e geraram embates em diversos âmbitos. Ao Supremo Tribunal Federal chegou um pedido de concessão de liminar visando determinar que obrigasse o governo federal a adquirir a vacina produzida pelo Butantan. Outra demanda visa garantir a competência dos Estados e Municípios para decidir acerca da imunização compulsória contra a Covid-19, desde que as medidas adotadas, amparadas em evidências científicas acarretem maior proteção ao bem jurídico transindividual.

Alguns sustentam que a vacinação compulsória feriria liberdades constitucionais do cidadão, devendo-se respeitar a vontade do indivíduo em se submeter a determinado procedimento terapêutico. Acontece que Código Penal possui a infração de medida sanitária preventiva, que estabelece quem infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa poderá sofrer pena de detenção, de um mês a um ano, e multa.

Além do estabelecido no Código Penal, o próprio presidente da República editou a lei 13.979/2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019. O Artigo 3º desta estabelece que para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional, as autoridades poderão adotar, no âmbito de suas competências, entre outras, a medida da determinação de realização compulsória de vacinação.

A compulsoriedade aplicada à imunização da doença, via vacina, é legal, e existe uma consequente criminalização em caso de seu descumprimento. Essa criminalização visa evitar o aumento do número de mortes gerados pela Covid-19
Havendo incertezas quanto a eficácia da imunização, serão milhões de vidas colocadas em risco. A Carta Magna traz direitos que necessitam ser preservados e balizados, direitos fundamentais à vida e à saúde. Entretanto, havendo uma vacina segura que conte com estudos científicos que comprovem sua eficácia e segurança, não há motivos para não a tornar obrigatória.

Os prejuízos causados ao combate à pandemia com esse desestímulo em massa a vacinação são imensuráveis, pois claramente fortalece o movimento antivacinas, sendo uma atitude inconstitucional. Fundamentações políticas e vaidosas acerca da obrigatoriedade da imunização não podem ser utilizadas para a tomada de decisões que abarcam a vida, a saúde pública, e principalmente da coletividade. Estudos científicos estão aí para isso e a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.

* Hortênsia Nunes Braz de Oliveira é advogada, Pós-Graduada em Direito Processual Civil e Direito Tributário e Membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico- OAB/Caruaru