terça-feira, 21 de julho de 2026

Justiça e sociedade unem forças para proteger as crianças

No mês em que se comemora o Dia das Crianças (12/10), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) inaugurou os trabalhos do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário. O objetivo é aproximar o Judiciário da sociedade, para poder propor ações de combate às violações de direitos humanos contra minorias e vulneráveis, entre elas, as crianças.

Assassinato, violência sexual, física, moral, abandono e evasão escolar atingem meninos e meninas, em todo o país, especialmente nos últimos meses, em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Pesquisa do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, aponta que 56% das violações de direitos de crianças e adolescentes ocorreram, em 2019, na casa da vítima. Em quase 70% desses registros, foram relatadas violações diárias.

Esse ano, o número de registros foi menor. Mas, acreditam os especialistas, o motivo não está na redução da violência, mas na falta da presença dos professores e colegas. “Temos crianças vivendo em situações de muita vulnerabilidade, em casas de apenas um cômodo, convivendo com adultos agressores. E, dentro de casa, eles estão ainda mais suscetíveis. São muitos desafios simultaneamente”, afirma Cláudia Costin, diretora do Centro de Políticas Públicas em Educação da Fundação Getúlio Vargas, e uma das especialistas convidadas a participar do Observatório.

Abandono escolar

Na casa da baiana Mariene Costa da Silva, moradora de um bairro rural na cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO), a 42 km de Brasília, ela e os dois filhos dividem a casa, de dois cômodos, com o avô e um tio. A mãe empresta seu telefone à caçula, de 9 anos, para que acompanhe as aulas virtuais que a rede pública do DF tem disponibilizado.

Não tem sido fácil para a menina acompanhar o ritmo. “Quando estou em casa, ela pode estudar por meio do meu celular. Mas quando saio pra trabalhar, levo ele comigo e ela fica sem aula”, conta Mariene, que não pode deixar de trabalhar presencialmente, pois é diarista.

Sem trabalhar, não há quem bote comida na mesa. O filho, de 17 anos, reclama da má qualidade do celular, da Internet sempre oscilante e do barulho que os parentes fazem. Assim como muitos adolescentes, Thiago luta com a falta de concentração e com as difíceis condições materiais para estudar on-line.

“Eu fico triste por eles, mas não consigo ajudar. Tentei ensinar, mas não consigo. Tenho pouco estudo. Meu medo é eles quererem largar os estudos, que nem eu fiz”, preocupa-se a mãe, revelando um medo bem real para os padrões brasileiros. Pesquisa recente feita pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em parceria com a Conselho Nacional de Juventude revelou que jovens de 15 a 29 anos cogitam não continuar os estudos quando a pandemia da Covid-19 acabar.

Na primeira reunião do Observatório de Direitos Humanos, realizada na última terça-feira (6/10), o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, abordou a relação da pobreza e da desigualdade de renda como fatores responsáveis pelas elevadas taxas de abandono e atraso escolar entre os jovens de 15 a 17 anos.

Fux citou pesquisa do IBGE, com dados de 2018 sobre o índice de abandono à escola. Enquanto 12% dos jovens pobres de 15 a 17 anos não concluíram o ensino médio, entre os jovens mais ricos esse percentual era de apenas 1,4%. “Apesar dos significativos avanços, os indicadores mostram que há ainda muito por fazer para que os direitos preconizados no Estatuto da Criança e do Adolescente sejam uma realidade para todas as crianças e adolescentes.”

Para Cláudia Costin, que também participou da reunião on-line, o abandono escolar pode ser uma das piores consequências da pandemia. “Não concluir o ensino médio é reduzir a chance de um bom emprego. É um preço muito alto a se pagar”, afirma a educadora. Ela cita um outro ponto fundamental da ida dos estudantes à escola: o acesso à rede de proteção social que os colégios públicos ativam, quando necessário. “Bons educadores reconhecem quando uma criança está em sofrimento. E, quando eles deixam a escola, ficam mais vulneráveis às violências externas.”

Trabalho Infantil

A especialista acredita no poder de ressonância do Observatório, ao repercutir casos e ajudar a propor saídas. “A sociedade precisa sair da apatia. É nosso dever criar, gerir, acompanhar a aplicação de políticas públicas sérias e urgentes, para que o impacto da pandemia não comprometa o futuro desses jovens e de todo o país. O combate à erradicação do trabalho infantil, por exemplo, é um dos pontos fundamentais desse trabalho. Dados oficiais revelam que há quase um milhão de crianças em condições de trabalho infantil.”

A erradicação do trabalho infantil é um compromisso assinado voluntariamente pelo governo brasileiro com as Nações Unidas e tem prazo para terminar: 2025. Esse também é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

O Observatório é um órgão consultivo, que conta com lideranças da sociedade civil e magistrados, com experiência na área de combate às violações de direitos. Ele promove a articulação do Poder Judiciário com instituições nacionais e internacionais que atuem na defesa dos direitos humanos, estabelecendo parcerias para intercâmbio de informações, experiências e projetos. Essa cooperação busca gerar propostas de medidas concretas para o aprimoramento da ação do Poder Judiciário.

Eleições 2020: Cresce o número de candidatos analfabetos concorrendo a vereador

As eleições deste ano registraram um número maior de candidatos que se declararam analfabetos se compararmos com a disputa eleitoral anterior. É isso o que revela um levantamento feito pelo portal Brasil61.com constando que, para estas eleições, foram registradas 20 candidaturas para o cargo de vereador com pessoas declaradas como analfabetas, enquanto em 2016 esse número foi de apenas seis candidatos.

Tanto agora em 2020 quanto na eleição anterior, não houve nenhum candidato registrado como analfabeto para concorrer ao cargo de prefeito. Todas as regiões do país apresentam candidatos nestas condições, mas duas regiões concentram o maior número, sendo o Norte e o Nordeste com sete pessoas que não sabem ler e nem escrever concorrendo à uma cadeira de vereador. O Sudeste vem logo depois com três candidatos, o Centro Oeste com dois e o Sul com apenas um candidato declarado analfabeto.

De acordo com o Artigo 14, referente aos Direitos Políticos, apresentado na Constituição Federal, esses aspirantes a um cargo público são inelegíveis. Como forma de agilizar o processo, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) exigem comprovante de escolaridade, mas se o candidato não tiver como apresentar, ele pode provar que sabe ler e escrever. Desta forma, caso tenham “capacidade mínima de escrita e leitura”, ficam aptos a disputar a vaga.

Segundo a advogada eleitoral, Carla Rodrigues, existem algumas formas de o candidato comprovar sua habilidade na leitura e na escrita, por meio de documentos, para que possa ser apto à participar das eleições como candidato.

“Os documentos que são apresentados são certificados de conclusão de curso em algum nível de escolaridade, ou seja, ensino fundamental, médio ou superior. Mas existe a Súmula do TSE, de número 55, afirmando que a CNH gera presunção da escolaridade necessária. De toda forma, isso vai caber ao juiz eleitoral considerar o comprovante de escolaridade apresentado e decidir pela exigência ou não de eventual complementação ou comprovação alternativa, prevista na Legislação Eleitoral, caso ele tenha alguma dúvida”, explicou a advogada.

De acordo com a cientista política e Articuladora Política Voluntária da ONG Elas no Poder, Noemi Lopes, é importante ter representatividade de todas as classes da sociedade no âmbito político, mas qualquer cargo de gestão pública precisa de alguns conhecimentos mínimos para que as políticas sociais sejam realizadas de maneira efetiva e para trazer benefício à população.

“Infelizmente percebemos que isso traz uma defasagem educacional que pode, inclusive, ser perpetuada por falta de conhecimento, de informação técnica. Um gestor público que não teve acesso à educação e vai estar na linha de frente promovendo legislação para a sua comunidade é até incoerente”, destacou a cientista política.

Para as eleições deste ano, 70.443 candidatos afirmaram à Justiça Eleitoral que não concluíram os estudos do Ensino Fundamental. Essa etapa é quando ocorre a alfabetização do aluno, que até os seis anos deve aprender a ler e escrever.

Fonte: Brasil 61 – https://brasil61.com/noticias/eleicoes-2020-cresce-o-numero-de-candidatos-analfabetos-concorrendo-a-vereador-bras202178?email=pavcvieira@gmail.com&utm_source=newsletter&utm_medium=newsletter&utm_campaign=newsletter

UniFavip promove palestra com surfista Chloé Calmon para falar sobre superação de desafios

O Centro Universitário UniFavip realiza, no dia 14 de outubro, uma palestra motivacional com a surfista Chloé Calmon, com o tema “Superação de desafios”. O encontro da medalhista de ouro nos jogos Pan-Americanos de 2019 com estudantes, docentes e público em geral será promovido no canal da Instituição no Youtube, às 17h (horário de Brasília). Para acompanhar basta acessar https://www.youtube.com/user/favipedu.

“O esporte me trouxe muitas lições desde sempre, e valores imprescindíveis, como determinação, foco e disciplina, que são facilmente aplicados fora do esporte: no mercado de trabalho e na carreira acadêmica, por exemplo. Meus desafios são no mar e na competição, mas todos enfrentam desafios diariamente, e estamos em constante evolução sempre”, ressalta a atleta.

Chloé Calmon iniciou a carreira no surf aos 11 anos de idade, com o incentivo do pai, o também surfista Miguel Calmon. Em 2012 ela ganhou destaque por ser a primeira mulher brasileira a surfar a Pororoca Chinesa – esse considerado um dos maiores desafios da carreira da atleta.

Ainda muito jovem, aos 14 anos de idade, ela se consolidou como longboarder profissional, categoria dos famosos pranchões, na qual ela se consagrou medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2019. Antes disso, nas temporadas 2016 e 2017, ela foi vice-campeã do Circuito Mundial de Surf. Com muito talento, dedicação e profissionalismo, Chloé segue competindo em alto nível, ocupando as primeiras colocações nos campeonatos mundiais da ISA (International Surf Association) e da WSL (World Surf League). O intuito do evento é exatamente contar a história de sucesso, bem como de superação de Calmon, inspirando os espectadores.

Mais de 5 mil crianças estão disponíveis para adoção no Brasil

Na semana que se comemora o Dia da Criança, a expectativa de milhares de meninos e meninas em todo país é ter uma família. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), indicam que mais de 30 mil crianças e adolescentes estão em situação de acolhimento em mais 4.533 unidades em todo o país. Deste total, 5.154 mil estão aptas a serem adotadas.

Uma criança ou adolescente pode receber a medida protetiva de acolhimento institucional ao se detectar uma situação de risco, negligência, abandono, maus-tratos, entre outras violações de direitos. A medida tem caráter temporário, até o retorno da acolhida, por adoção ou reintegração familiar, considerando o interesse da criança e do adolescente.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude (Abraminj), desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), José Antônio Daltoé Cezar, o Poder Judiciário tem implementado uma visão integral no acolhimento. “Temos observado um grande esforço judicial, desde audiências on-line até a busca por capacitação dos agentes de direito, para que a criança tenha seus direitos como indivíduo respeitados. O próprio CNJ, com uma iniciativa de aprimorar os cadastros de adoção para dar celeridade ao processo contribui para esse contexto mais ágil e buscando sempre a melhor condição para a criança.”

Redes Sociais – Responsabilidade civil nas redes sociais

A Associação dos Advogados (AASP) realiza, nesta terça-feira, 13/10, às 17 horas, o webinar gratuito “Responsabilidade civil nas redes sociais”

Os expositores serão os seguintes: Carlos Eduardo Elias Oliveira, Marília de Ávila e Silva Sampaio e Eduardo Lemos Barbosa (moderação).

Durante o evento serão discutidos, entre outros temas, a responsabilidade dos provedores da internet, dos youtubers, das postagens feitas entre todos os envolvidos na sociedade de redes, além de identificar os diretos e deveres de cada um quando ocorre um dano e como este é mensurado. Será debatido, ainda,a utilização das redes sociais, suas consequências e os possíveis danos causados pelos precursores da informação. O que acontece com quem realiza compartilhamento e comentários referentes ao conteúdo i nicial, também pode ser responsabilizado?

Inscrições: www.aasp.org.br/eventos

Justiça e sociedade unem forças para proteger as crianças

No mês em que se comemora o Dia das Crianças (12/10), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) inaugurou os trabalhos do Observatório dos Direitos Humanos do Poder Judiciário. O objetivo é aproximar o Judiciário da sociedade, para poder propor ações de combate às violações de direitos humanos contra minorias e vulneráveis, entre elas, as crianças.

Assassinato, violência sexual, física, moral, abandono e evasão escolar atingem meninos e meninas, em todo o país, especialmente nos últimos meses, em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Pesquisa do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, aponta que 56% das violações de direitos de crianças e adolescentes ocorreram, em 2019, na casa da vítima. Em quase 70% desses registros, foram relatadas violações diárias.

Esse ano, o número de registros foi menor. Mas, acreditam os especialistas, o motivo não está na redução da violência, mas na falta da presença dos professores e colegas. “Temos crianças vivendo em situações de muita vulnerabilidade, em casas de apenas um cômodo, convivendo com adultos agressores. E, dentro de casa, eles estão ainda mais suscetíveis. São muitos desafios simultaneamente”, afirma Cláudia Costin, diretora do Centro de Políticas Públicas em Educação da Fundação Getúlio Vargas, e uma das especialistas convidadas a participar do Observatório.

Abandono escolar

Na casa da baiana Mariene Costa da Silva, moradora de um bairro rural na cidade de Santo Antônio do Descoberto (GO), a 42 km de Brasília, ela e os dois filhos dividem a casa, de dois cômodos, com o avô e um tio. A mãe empresta seu telefone à caçula, de 9 anos, para que acompanhe as aulas virtuais que a rede pública do DF tem disponibilizado.

Não tem sido fácil para a menina acompanhar o ritmo. “Quando estou em casa, ela pode estudar por meio do meu celular. Mas quando saio pra trabalhar, levo ele comigo e ela fica sem aula”, conta Mariene, que não pode deixar de trabalhar presencialmente, pois é diarista.

Sem trabalhar, não há quem bote comida na mesa. O filho, de 17 anos, reclama da má qualidade do celular, da Internet sempre oscilante e do barulho que os parentes fazem. Assim como muitos adolescentes, Thiago luta com a falta de concentração e com as difíceis condições materiais para estudar on-line.

“Eu fico triste por eles, mas não consigo ajudar. Tentei ensinar, mas não consigo. Tenho pouco estudo. Meu medo é eles quererem largar os estudos, que nem eu fiz”, preocupa-se a mãe, revelando um medo bem real para os padrões brasileiros. Pesquisa recente feita pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em parceria com a Conselho Nacional de Juventude revelou que jovens de 15 a 29 anos cogitam não continuar os estudos quando a pandemia da Covid-19 acabar.

Na primeira reunião do Observatório de Direitos Humanos, realizada na última terça-feira (6/10), o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, abordou a relação da pobreza e da desigualdade de renda como fatores responsáveis pelas elevadas taxas de abandono e atraso escolar entre os jovens de 15 a 17 anos.

Fux citou pesquisa do IBGE, com dados de 2018 sobre o índice de abandono à escola. Enquanto 12% dos jovens pobres de 15 a 17 anos não concluíram o ensino médio, entre os jovens mais ricos esse percentual era de apenas 1,4%. “Apesar dos significativos avanços, os indicadores mostram que há ainda muito por fazer para que os direitos preconizados no Estatuto da Criança e do Adolescente sejam uma realidade para todas as crianças e adolescentes.”

Para Cláudia Costin, que também participou da reunião on-line, o abandono escolar pode ser uma das piores consequências da pandemia. “Não concluir o ensino médio é reduzir a chance de um bom emprego. É um preço muito alto a se pagar”, afirma a educadora. Ela cita um outro ponto fundamental da ida dos estudantes à escola: o acesso à rede de proteção social que os colégios públicos ativam, quando necessário. “Bons educadores reconhecem quando uma criança está em sofrimento. E, quando eles deixam a escola, ficam mais vulneráveis às violências externas.”

Trabalho Infantil

A especialista acredita no poder de ressonância do Observatório, ao repercutir casos e ajudar a propor saídas. “A sociedade precisa sair da apatia. É nosso dever criar, gerir, acompanhar a aplicação de políticas públicas sérias e urgentes, para que o impacto da pandemia não comprometa o futuro desses jovens e de todo o país. O combate à erradicação do trabalho infantil, por exemplo, é um dos pontos fundamentais desse trabalho. Dados oficiais revelam que há quase um milhão de crianças em condições de trabalho infantil.”

A erradicação do trabalho infantil é um compromisso assinado voluntariamente pelo governo brasileiro com as Nações Unidas e tem prazo para terminar: 2025. Esse também é um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

O Observatório é um órgão consultivo, que conta com lideranças da sociedade civil e magistrados, com experiência na área de combate às violações de direitos. Ele promove a articulação do Poder Judiciário com instituições nacionais e internacionais que atuem na defesa dos direitos humanos, estabelecendo parcerias para intercâmbio de informações, experiências e projetos. Essa cooperação busca gerar propostas de medidas concretas para o aprimoramento da ação do Poder Judiciário.

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, TERÇA-FEIRA, 13 DE OUTUBRO DE 2020

A jato

As Polícias Civil de São Paulo e do Paraná seguem numa força-tarefa investigando os destinos de voos fretados e particulares que decolaram de Maringá (PR) e cidades da região desde sábado, quando o traficante André de Oliveira Macedo, o André do Rap, saiu da penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Venceslau, interior paulista. Há informes de que pelo menos três jatinhos decolaram da região no sábado. Os policiais desconfiam de que ele fugiu para o Paraguai, onde a sua facção tem forte atuação. A tentativa de recaptura do traficante é ininterrupta desde a decisão do ministro presidente do STF, Luiz Fux, que revogou liminar em habeas corpos concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Esse plantão..

André do Rap tem duas condenações em segunda instância e é considerado de alta periculosidade pelas autoridades. O ministro se esqueceu de analisar isso.

É muita fé

A Igreja convidou o prefeito Bruno Covas, um dos 15 candidatos este ano, a fazer leitura na missa na Basílica de Aparecida ontem, festa da padroeira transmitida em rede.

Bo(u)los

Candidato em ascensão em SP, Guilherme Boulos (PSOL) postou no Twitter que vai cobrar os R$ 4 bilhões de dívida ativa do Itaú com a Fazenda Nacional. Mas o ‘psolista’ ainda deve R$ 36, 4 mil na mesma PGFN, da sua campanha a presidente.

Da toga

O ministro Gilmar Mendes ficou irritado com retirada de ações da Lava Jato da Segunda Turma. O ministro Marco Aurélio ficou bravo ao ser questionado por HC a traficante e porque a PGR recorreu ao presidente do Supremo, e não a ele – que manteria a soltura. O presidente da Corte, Luiz Fux, parece estar colocando ordem na Casa.

Olhos fechados

Onde não há lei ou regulamentação, cria-se brecha para o imoral. Tem parlamentar da frente da saúde de olho na inépcia da ANS e dos planos sobre a ação de corretores que cobram taxa de cadastro para clientes, além da comissão que já ganham das operadoras.

Alô, 190

Quem não paga uma inscrição em TED na conta do corretor, não tem o cadastro concluído. É caso de polícia. Bancas de direito informam que o cidadão não é obrigado a pagar essa taxa, e se tiver o cadastro bloqueado por isso, pode ir à Justiça.

Mundo cão

O STJ decidiu que vão ao tribunal do Júri cinco médicos de Minas acusados de matar, em 2000, uma criança com traumatismo, para retirar seus órgãos para transplante.

Mais esperança

O escrivão da PF Ney de Carvalho Almeida, aluno de Biotecnologia da Universidade Estadual do Ceará, testa a eficácia de vacina para SARS-CoV-2 contra o coronavírus.

A conta

Esse caso polêmico da validade ou não do habeas corpus da soltura do traficante André do Rap, que rachou o STF, não aconteceria se não fosse o açodado debate na própria Corte a respeito da revisão, em tão pouco tempo, do entendimento sobre a obrigatoriedade da prisão para condenados em segunda instância.

Lembrete

O que conotou à ocasião é que o plenário do Supremo, sob presidência de Dias Toffoli, colocou em votação uma ação com intuito de dar brecha para liberdade de Lula da Silva

Prêmio perdido

A informação é do Boletim de Notícias Lotéricas, do Instituto Jogo Legal: As empresas International Game Technology e Scientific Games International desistiram de operar a Lotex, após vencerem a licitação. Queriam regalia, recusada pela Caixa: vender os jogos nas casas lotéricas. Seria concorrência desleal com o proprietário do estabelecimento.

Zé Esplanador

O Zé, nosso leitor diário, sabe que Perguntar não ofende, Cobrar é de direito. Então se questiona por que no Congresso não surge uma lei que obrigue juiz que solta traficante de alta periculosidade a auxiliar a polícia a capturá-lo?

ESPLANADEIRA

# Prêmio da ABF/Apex-Brasil reconhece franquias destaque na internacionalização em 2020: Redes Coife Odonto!, Hot’n Tender, Maple Bear e Chilli Beans são as vencedoras da 1ª edição da premiação

 

Raquel Lyra assina termo de adesão ao programa Prefeito Amigo da Criança

A candidata à reeleição em Caruaru, Raquel Lyra (PSDB) ressalta a importância no investimento dos pequenos caruaruenses que construirão o futuro da Capital do Agreste. Na tarde de ontem (12), a candidata assinou um termo de adesão ao programa “Prefeito Amigo da Criança”, da Fundação Abrinq.

“Mais uma vez a gente reafirma o nosso compromisso com as crianças do nosso município. A gente tá aqui para isso, para proporcionar uma cidade com muito conforto, segurança e lazer para nossas crianças. Para quer elas possam ter direito de brincar, sonhar, ter uma moradia”.

O termo de adesão propõe a priorização da infância e adolescência no mandato. Entre as premissas, está a de qualificar as políticas de atendimento à Primeira Infância. Neste ano, Raquel Lyra recebeu o prêmio “Prefeito Amigo da Criança”, como uma das gestoras que tem o compromisso de priorizar as ações voltadas para as crianças e os adolescentes, tomando medidas transformadoras para a realidade do município.

Foto: Janaína Pepeu

PE: confirmados laboratorialmente mais três óbitos por Covid-19

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, ontem (12/10), 78 novos casos da Covid-19. Entre os confirmados, 15 (19%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 63 (81%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 153.222 casos confirmados, sendo 26.560 graves e 126.662 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registra um total de 133.371 pacientes recuperados da doença. Destes, 16.917 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 116.454 eram casos leves.

Foram confirmados laboratorialmente três óbitos (sendo 1 do sexo feminino e 2 do sexo masculino), ocorridos em 01/10, 06/10 e 10/10. Os novos óbitos confirmados são de pessoas residentes nos municípios de São José do Belmonte (2) e Trindade (1). Com isso, o Estado totaliza 8.414 mortes pela doença.

Os pacientes tinham idades entre 64 e 101 anos. As faixas etárias são: 60 a 69 (2) e 80 ou mais (1).

Dos três pacientes que vieram a óbito, dois apresentavam comorbidades confirmadas: doença cardiovascular (2), diabetes (1), hipertensão (1), obesidade (1) e tabagismo (1)– um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Um está em investigação.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 22.063 casos foram confirmados e 37.007 descartados. As testagens entre os trabalhadores do setor abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Governo de Pernambuco foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar e afastar os profissionais da área da saúde com sintomas gripais.

 

Brasil registra mais 201 mortes por covid-19 em 24 horas e total vai a 150.689

O Brasil tinha pelo menos 150.689 mortes por Covid-19 até as 17h30 de ontem (12.out.2020). São 201 vítimas a mais que no dia anterior. Os dados são do Ministério da Saúde.

A pasta também identificou 5.103.408 casos da covid-19, acréscimo de 8.429 em 24 horas.

O Brasil é o 2º país do mundo com mais mortes por Covid-19. Só os Estados Unidos têm mais vítimas: 219.916.

O número de mortos no Brasil também é elevado quando feita a comparação proporcional. São 711 vítimas a cada milhão de habitantes –segundo cruzamento de dados do Ministério da Saúde com a última estimativa populacional divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa coloca o Brasil na 3ª posição do ranking mundial. O Peru é o país onde a covid-19 mais mata em relação ao número de habitantes. São 1.006 vítimas a cada milhão de pessoas. Distrito Federal, Rio de Janeiro, Roraima, Mato Grosso e Amazonas têm taxas mais altas.

CASOS E MORTES POR REGIÃO

O Sudeste foi a região que apresentou a maior variação de novas mortes em relação ao dia anterior: 88 vítimas a menos. Já o Centro-Oeste foi a região com mais mortes registradas nesta 2ª feira: 46.O Sul foi líder como a região que mais registrou casos nas últimas 24 horas: foram 3.052. Sozinho, é responsável por 36,2% dos diagnósticos confirmados nesta 2ª feira (12.out.2020).

MÉDIA DE CASOS E MORTES

Os 2 gráficos a seguir mostram o número de mortes e de novos casos diários, mas também a média móvel dos últimos 7 dias. A curva matiza eventuais variações abruptas, sobretudo porque nos fins de semana há sempre menos casos relatados.

A curva de novas mortes ficou abaixo de 600 pelo 2º dia consecutivo –o que não ocorria desde maio.

Fonte: Poder 360