sábado, 2 de maio de 2026

Governo de Pernambuco lança edital para bolsas de graduação na área de saúde

O Governo de Pernambuco lança, neste sábado (19.09), o edital do processo seletivo para o Programa de Formação do Sistema Único de Saúde (FormaSUS-PE) 2020 – nível superior. Este ano, serão ofertadas 87 bolsas integrais de estudo para oito cursos de graduação em saúde, em 17 instituições privadas de ensino, nas cidades do Recife, Olinda, Caruaru, Belo Jardim, Nazaré da Mata e Vitória de Santo Antão. As vagas são destinadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas pernambucanas, ou em instituições privadas, na condição de bolsistas integrais.

As inscrições poderão ser realizadas de 21 de setembro a 04 de outubro, pelo endereço formasus.saude.pe.gov.br. O edital estará disponível no site do programa e no portal.saude.pe.gov.br. As vagas estão distribuídas entre os cursos de biomedicina (3), enfermagem (50), farmácia (5), fisioterapia (13), medicina (12), nutrição (1), odontologia (2), tecnólogo em radiologia (1). Para se inscrever, o candidato precisa preencher a ficha e informar a nota de cada componente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, 2018 ou 2019, já que a classificação levará em conta o critério da nota do exame.

Além disso, devem ser anexados o certificado de conclusão de ensino médio (Ficha 19) e o certificado das notas do Enem, disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As bolsas integrais são uma contrapartida das instituições de ensino privadas, que utilizam as unidades da rede estadual de saúde como campo de estudo e prática para a formação de seus estudantes. A cada 10 vagas que uma instituição particular solicita para estágio, uma bolsa integral é criada para alunos da rede pública, equivalente a 10%.

“O FormaSUS ajuda a dar acesso à qualificação dos estudantes da rede pública, além de fortalecer a formação na área de saúde. Essa também é uma forma das instituições particulares darem uma contrapartida à Secretaria Estadual de Saúde e à sociedade, já que, por ano, mais de três mil alunos da rede privada utilizam os serviços estaduais para a realização do estágio curricular. É uma iniciativa pioneira e de grande sucesso do Governo de Pernambuco”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

O resultado preliminar do certame deverá ser divulgado no dia 15 de outubro. Além das vagas em cursos superiores, lançadas anualmente, o FormaSUS-PE também disponibiliza, a cada dois anos, bolsas em cursos técnicos na área de saúde. O próximo edital desta última modalidade será lançado no dia 2 de outubro. Desde o início do programa, em 2012, foram beneficiadas 1.564 pessoas com bolsas integrais do FormaSUS-PE.

Pernambuco totaliza 140.235 casos confirmados, sendo 25.990 graves e 114.245 leves

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, ontem (18.09), 910 novos casos da Covid-19. Entre os confirmados, 26 (3%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e os outros 884 (97%) são leves, ou seja, pacientes que não demandaram internamento hospitalar. Agora, Pernambuco totaliza 140.235 casos confirmados, sendo 25.990 graves e
114.245 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registra um total de 121.708 pacientes recuperados da doença. Destes, 15.883 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 105.825 eram
casos leves.

Também foram confirmados laboratorialmente 17 óbitos (sendo 11 do sexo masculino e 6 do sexo feminino). Os novos óbitos confirmados são de pessoas residentes nos municípios de Cabo de Santo Agostinho (1), Caetés (1), Canhontinho (1), Caruaru (1), Igarassu (1), Ipojuca (1), Itambé (1), Jaboatão dos Guararapes (1), Lajedo (1), Pesqueira (1), Recife (3), Ribeirão (1), Terezinha (1),
Venturosa (1) e Vitória de Santo Antão (1). Com isso, o Estado totaliza 7.971 mortes pela doença.

As mortes registradas no boletim ocorreram entre 9 de maio e 17 de setembro. Do total de mortes, 7 (41%) ocorreram nos últimos três dias, sendo duas na quinta-feira (17/09), três em 16/09 e duas em 15/09. Os outros 10 registros (59%) ocorreram entre os dias 09/05 e 13/09.

Os pacientes tinham idades entre 22 e 96 anos. As faixas etárias são: 20 a 29 (2), 40 a 49 (1), 50 a 59 (3), 60 a 69 (3), 70 a 79 (3), 80 anos ou mais (5). Dos 17 pacientes que vieram a óbito, 13
apresentavam comorbidades confirmadas: doença cardiovascular (5), diabetes (4), hipertensão (4), câncer (3), doença respiratória (2), imunossupressão (2), etilismo (2) e tabagismo (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Um paciente não apresentava comorbidades. Os
demais estão em investigação.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 21.548 casos foram confirmados 35.199 descartados. As testagens entre os trabalhadores do setor abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública
(estadual e municipal) ou privada. O Governo de Pernambuco foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar e afastar os profissionais da área da saúde com sintomas gripais.

Coronavíru: em 24h Covid-19 faz 858 vítimas no Brasil e total se aproxima de 136 mil

O Brasil registrou 858 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim do Ministério da Saúde de ontem (18). Com isso, o total de óbitos provocados pela doença chegou aos 135.793, segundo as estatísticas oficiais.

De acordo com o órgão, foram contabilizados 39.797 novos casos de Covid-19 da quinta para ontem, elevando o número de infectados para 4.495.183.

Segundo a pasta, o último balanço, fechado às 18h40, aponta 3.789.139 pacientes recuperados da doença e 570.251 sob acompanhamento.

Covid-19: mais duas mortes em Caruaru

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que até esta sexta (18) 94,30% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus.

O número de testes realizados subiu para 22.379 dos quais 7.923 foram através do teste molecular e 14.456 do teste rápido, com 8.038 confirmações para à Covid-19, incluindo dois óbitos no dia 17 de setembro, sendo eles: Mulher, 63 anos, com comorbidades e uma mulher, 95 anos, com comorbidades.

O número de casos descartados subiu para 13.782.

Também já foram registrados 31.257 casos de síndrome gripal, dos quais 1.117 foram orientados a ficar em isolamento domiciliar.

Com atraso, MEC separa R$ 525 milhões para escolas prepararem retorno das aulas presenciais

Depois de meses de discussão sobre como se dará a volta às aulas presenciais, sem que se tenha ainda chegado a uma conclusão sobre a melhor maneira, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou que o Ministério da Educação (MEC) transferirá R$ 525 milhões para as escolas, a fim de preparar o retorno. E só. Não apresentou planos ou cronograma para as aulas presenciais, que continuam inéditos, na audiência na comissão mista do Congresso para medidas relacionadas ao coronavírus. Apesar de não detalhar a estratégia para uma retomada segura, afirmou que “se dependesse de mim, retornava (às aulas presenciais) amanhã”.

A ideia é que os recursos anunciados por Ribeiro sejam empregados na preparação de 117.757 unidades de ensino públicas, que atingiriam 36.858 alunos. O ministro, porém, não esmiuçou a melhor forma de gastar essa verba –– se com equipamentos de segurança, ampliação de espaços para a convivência em aula, exames ou outro recurso. “Considerando a questão de segurança, não podemos colocar em risco as crianças e os adolescentes, e os jovens da universidade”, salientou, sem apresentar um plano.
O ministro insistiu que o cronograma de retorno às aulas deverá ser elaborado com equilíbrio, “ouvindo os especialistas sanitários e observando as especificidades de cada região”. De acordo com monitoramento do Conselho Nacional dos Profissionais de Educação (Consed), atualizado no último dia 10 deste mês, 17 dos 26 estados e o Distrito Federal seguem sem data fechada para retorno ao ensino presencial. O Rio Grande do Norte foi o único a anunciar que o retorno será apenas em 2021.
Debate interditado
Para o secretário de Educação da Paraíba e Coordenador da Frente de Protocolo de Retomada das Aulas no Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cláudio Furtado, o MEC em nenhum momento, desde o início da pandemia, discutiu as condições de cada rede de ensino. E estranhou o posicionamento do ministro, “como se a volta às aulas pudesse acontecer de uma hora para outra”. Ele confirmou que, logo depois da suspensão do ensino presencial, iniciou-se o planejamento de volta às aulas e que sempre houve o diálogo entre as secretarias para trocar experiências e métodos eficazes de retomar o ensino presencial.
Mas, para o médico infectologista Cláudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é preciso pensar em medidas de combate à pandemia antes de pensar em modelos de retorno às aulas. “Tem que voltar, mas quais as condições têm sido criadas para que isso seja feito de forma segura? É preciso pensar em conjunto com a população, alunos, pais, escolas e todas as comunidades envolvidas nesse retorno”, alertou.
Maierovitch ainda lembrou que as condições de cada estabelecimento são diferentes. “Escolas particulares têm uma condição melhor para enfrentar esse retorno. É preciso analisar as públicas. Os banheiros estão funcionando? Têm uma ventilação adequada? As turmas estão superlotadas? E é preciso analisar a condição de trabalho dos funcionários destes espaços e dos professores”, argumentou.
Segurança do Enem
Segundo Ribeiro, também haverá mais investimentos para que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorra de maneira a preservar os participantes. Ele admitiu, porém, que muitos estudantes farão a prova em desvantagem, por conta do isolamento social e pela dificuldade de acesso remoto para assistir às aulas. “Para atender às normas de biossegurança que a situação exige, teremos de alugar mais salas de aula, contratar mais pessoas para fiscalizar, pois as classes terão menos alunos. Estamos cuidando dessa questão para o Enem continuar sendo um sucesso de avaliação”, anunciou, acrescentando que a próxima edição do exame custará “alguns milhões” a mais.
Ribeiro também assegurou que foram aplicados mais de R$ 325 milhões em hospitais-escola das universidades federais –– entre eles o Hospital das Clínicas de Porto Alegre, filiado à Universidade Federal do Rio Grande Sul (UFRGS); o Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e o da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Correio Braziliense

Em live, Bolsonaro diz que não vai privatizar Banco do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (17/9) que não cogita privatizar o Banco do Brasil. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo comentou que o BB integra, junto com a Caixa Econômica Federal e a Casa da Moeda, as instituições geridas pelo governo que não serão repassadas à iniciativa privada.

Apesar de não ser 100% público — é constituído na forma de sociedade de economia mista —, o Banco do Brasil tem como sócio majoritário o governo federal, responsável por 50% das ações da instituição. Bolsonaro comentou sobre o Banco do Brasil após o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que também participou da live, ter sido questionado se havia a necessidade de o Estado gerir três grandes bancos — além da Caixa e do Banco do Brasil, também faz parte do governo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Banco do Brasil e Caixa, no meu governo, não se cogita sua privatização. Assim como queriam privatizar a Casa da Moeda. No meu governo, só esses três (não serão privatizados)”, afirmou Bolsonaro.

Sobre a Casa da Moeda, o chefe do Palácio do Planalto explicou que a instituição não deveria ser repassada à iniciativa privada devido ao tipo de documentos que produz. “Eu achei que não era o caso (privatizar), tendo em vista informações que tive de outros países que fizeram e, depois, voltaram atrás. Acho que o que a Casa da Moeda faz tem que ser tratado como questão de segurança nacional. Passaportes, emissão de dinheiro, moedas”, observou.

Na sequência, Bolsonaro disse que concluir uma privatização não é fácil e reclamou que a imprensa tem criticado o governo injustamente pela demora na finalização de alguns processos.

“Qualquer privatização é demorada. Não justifica a grande mídia falar que eu estou segurando, que o governo está segurando as privatizações. Tem coisa que dá prejuízo e você tem que privatizar. Você até entregar de graça para alguém é vantajoso, afinal, tá dando prejuízo. Mas entendemos que tudo o que a iniciativa privada pode fazer, a gente vai abrir mão disso aí. Esse é o nosso pensamento”, argumentou.

Guedes já cobrou privatização do BB Apesar da declaração de Bolsonaro nesta quinta, a privatização do Banco do Brasil já foi algo bastante falado no Ministério da Economia. Paulo Guedes defendeu a entrega do banco ao setor privado na reunião ministerial de 22 de abril, cuja gravação virou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por conta de uma suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Naquele encontro, Guedes até usou um palavrão para se referir à instituição financeira, dizendo que “tem que vender essa porra logo”. “O Banco do Brasil não é tatu nem cobra.

O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem (Novaes, então presidente do BB), coitado. Ele é superliberal, mas se apertar ele e falar ‘bota o juro baixo’, ele: ‘Não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam.’ Aí, se falar assim ‘bota o juro alto’, ele: ‘Não posso, porque senão o governo me aperta’. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização”, disse o ministro da Economia.

“O senhor já notou que o BNDES e a Caixa, que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil, a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então, tem que vender essa porra logo”, completou Guedes.

Na reunião ministerial, o ex-presidente do Banco do Brasil confessou a Bolsonaro que o seu sonho era a privatização do banco, e o chefe do Executivo respondeu que ele só deveria pensar nisso daqui a três anos. “Faz assim, só em 23 você confessa, agora não. Isso aí, isso aí só se discute, só se fala isso em 23, tá?”, disse Bolsonaro a Novaes.

Correio Braziliense

‘A volta às aulas tem sido o maior desafio do Plano de Convivência’, diz André Longo

Visando aumentar a segurança de atendimento para crianças, por conta da necessidade de retorno das aulas presenciais, Pernambuco ampliou leitos pediátricos nesta quinta-feira (17). Dez vagas de Terapia Intensiva (UTI) exclusivas para tratamento de casos do novo coronavírus já estão disponíveis no Hospital de Referência Covid-19 (maternidade Brites de Albuquerque), em Olinda. Os leitos, antes voltados para adultos, foram readequados para atendimento de crianças. De acordo com o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, o Governo de Pernambuco está sendo cauteloso sobre a retomada de aulas presenciais, que tem sido o maior desafio do Plano de Convivência com a Covid-19 no Estado.

Nesta sexta-feira (18), outros dez leitos de enfermaria que atendiam o público adulto também mudarão de perfil para atendimento pediátrico. Até o final de setembro, mais 20 leitos (sendo dez de enfermaria e dez de UTI) também estarão habilitados para crianças com sintomas gripais, totalizando 40 leitos. “Diante da necessidade de reforçar a assistência ao público pediátrico, os leitos, antes voltados para adultos, estão sendo readequados e convertidos, dentro do nosso planejamento, o que vai nos dar ainda mais segurança no plano de convivência”, destacou o secretário estadual de Saúde.

De acordo com o secretário, o Gabinete de Enfrentamento ao Coronavírus tem buscado orientação, inclusive de profissionais e epidemiologistas que estão dando consultoria a outros estados, no sentido de encontrar o melhor caminho para o retorno das aulas presenciais. “Há um compromisso muito forte do Governo do Estado com a educação, e nós da saúde estamos procurando dar a segurança necessária para esse retorno. Estamos imbuídos de construir o melhor protocolo, de trabalhar com os melhores indicadores, para que a gente possa passar segurança para pais,os responsaveis e para as nossas crianças”, salientou Longo.

Para a volta das aulas presenciais, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) observa todo o cenário de enfermidades que podem atingir crianças e adolescentes. André Longo informou, na coletiva, que a criação de leitos pediátricos leva em consideração casos da Covid-19, casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica e casos de diversas outras doenças que colocam em risco crianças e adolescentes no Estado. Ao todo, a secretaria possui mais de 100 leitos pediátricos e neonatais, sendo mais de 40 de terapia intensiva (UTI), para prestar assistência a esse público. Atualmente, a ocupação média dessas vagas está em 62%.

O secretário salientou que as crianças apresentam um menor risco de desenvolver casos graves da Covid-19, mas que doenças que atingem crianças de uma forma mais voraz, e que já tem vacina, são um risco. “As crianças, apesar de também propensas a se infectarem pela Covid-19, apresentam menor risco de desenvolver as formas graves da doença. Para além do novo coronavírus, há uma série de outras doenças – até mais graves para o público infantil – com as quais já convivemos e que, para muitas delas, já temos vacinas disponibilizadas na rotina dos postos de saúde. Por isso, reforço a importância de pais e responsáveis levarem as crianças aos postos de vacinação para atualizar o esquema vacinal”, alertou.

Atendimento

Atualmente, os serviços de referência em pediatra para Covid-19 no Estado são: Hospital de Referência Covid-19 (maternidade Brites de Albuquerque); Hospital Correia Picanço; Hospital Barão de Lucena (HBL); Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), no Recife; Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru; Hospital Dom Malan, em Petrolina; Hospital Dom Moura, em Garanhuns; Hospital Fernando Bezerra, em Ouricuri; Hospital Inácio de Sá, em Salgueiro; Hospital Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada; e Hospital Ruy de Barros Correia, em Arcoverde. Essas unidades atuam, constantemente, para dar celeridade ao processo de avaliação de cada quadro clínico, realizando exames e procedimentos, e, quando indicado, encaminhando pacientes para outras unidades de saúde ou direcionando para outros setores da própria unidade.

A SES-PE também mantém, permanentemente, a busca ativa de leitos em toda a rede e em unidades conveniadas para encaminhamentos de seus pacientes, atendendo às especificidades de quadro clínico. Antes das vagas no Hospital de Referência, em Olinda, já haviam sido abertos 10 leitos de UTI neonatal no Imip e mais 10 leitos de UTI pediátrica e 17 de enfermaria para crianças no Hospital Barão de Lucena.

Folhape

Governo já desembolsou R$ 197 bilhões em auxílio emergencial

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quinta-feira (17) que já foram transferidos R$ 197 bilhões em auxílio emergencial para 67,2 milhões de beneficiários do programa em todo o Brasil. Segundo ele, cerca de 45% dessas pessoas vivem nas regiões Norte e Nordeste do país.

“Desses R$ 197 bilhões, R$ 68 bilhões foram para o Nordeste e R$ 21 bilhões para a Região Norte”, destacou, durante live semanal do presidente Jair Bolsonaro transmitida pelas redes sociais. Guimarães também lembrou que as primeiras cinco parcelas do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, foram pagas a 45 milhões de pessoas e que integrantes do Bolsa Família já começaram a receber a sexta parcela, num valor menor, de R$ 300, que corresponde ao auxílio residual.

Decreto do presidente publicado esta semana no Diário Oficial da União detalha as regras para a concessão do auxílio residual. As parcelas serão pagas apenas a quem já têm o auxílio emergencial, ou seja, trabalhadores que não são beneficiários do programa não poderão solicitar o auxílio residual.

Instituído em abril para conter os efeitos da pandemia sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais, o auxílio emergencial começou a ser pago com parcelas mensais de R$ 600 a R$ 1.200 (no caso das mães chefes de família) a cada beneficiário. Inicialmente projetado para durar três meses, o benefício foi estendido para um total de cinco parcelas. A partir de hoje, o auxílio residual passa a ser pago em até quatro parcelas mensais.

Volta às aulas
Ainda durante a live, Bolsonaro voltou a defender o retorno das aulas presenciais no país e disse que já acionou o ministro da Educação para tratar do assunto. “Hoje, até mandei mensagem para o ministro Milton [Ribeiro], da Educação, para que se volte as aulas no Brasil”, afirmou.

Hoje durante audiência pública com deputados e senadores, Milton Ribeiro disse que, se dependesse dele, as aulas presenciais nas escolas de todo o país “voltariam amanhã”, mas que ainda há riscos sanitários. O ministro informou também que a pasta está elaborando um protocolo de biossegurança para a retomada do funcionamento das escolas, com foco na educação básica.

 

Agência Brasil

LBV: Setembro Amarelo: campanha de prevenção ao suicídio é intensificada na pandemia

O dia 10 de setembro, Dia Mundial para Prevenção do Suicídio, é uma data para lembrar a importância de falar, esclarecer, conscientizar e estimular o diálogo a respeito do tema, além de promover ações efetivas na prevenção ao suicídio. Monumentos e prédios no mundo inteiro iluminam-se na cor amarela neste mês de setembro, num gesto de apoio à campanha Setembro Amarelo, iniciativa mundial que visa alertar e sensibilizar a população a respeito do suicídio e suas formas de prevenção.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, são registrados, todos os anos, aproximadamente 1 milhão de casos de óbitos por suicídio e, no Brasil, cerca de 12 mil. O número é bem maior por causa da subnotificação, que ainda é uma realidade. Em todo o mundo, ocorre uma morte a cada 40 segundos, e quase 100% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias.

Com a pandemia, cresce o alerta. Em maio deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou o “Resumo de políticas sobre a Covid-19 e a saúde mental”. Os relatórios indicaram um aumento nos sintomas de depressão e ansiedade em vários países, e a ONU destacou a necessidade de aumentar urgentemente o investimento em serviços de saúde mental. Pesquisas também têm apontado que o medo de contágio pelo novo coronavírus, o isolamento social, a separação de pessoas queridas, o desemprego, a perda de renda ou de membros da família, entre outros fatores, corroboram para o aumento dos transtornos mentais, acarretando abalos psicológicos para muitas pessoas em todo o mundo.

Mesmo com a interrupção das atividades presenciais realizadas em grupo nos Centros Comunitários de Assistência Social da LBV, a Instituição desenvolve atividades remotas com os atendidos e permanece com uma equipe de plantão realizando o atendimento e fornecendo todo o suporte às famílias.

Para contribuir na sensibilização da temática, a Legião da Boa Vontade realiza, no decorrer de todo o mês de setembro, assistência por telefone ou vídeo chamadas, com os pais, responsáveis e idosos, assistidos pelos serviços da Instituição. A psicóloga da Instituição, Renata Sena, esclarece como tem sido o acompanhamento a todos os assistidos pela LBV. “Fazemos todo acolhimento aos nossos atendidos, através de vídeo chamadas, estreitando o vínculo com todos, e eles se sentem muito gratificados, por estarmos sempre mantendo o contato. Contudo, se percebemos, se há demanda para irmos fazer uma visita presencial, lá iremos com a Equipe Técnica da LBV”, afirma.

A LBV, há 70 anos, trabalha pela valorização do ser humano, promovendo ações que enaltecem o Amor e o respeito à vida. O assunto é abordado por meio de diversas atividades, tais como palestras, fóruns e entrevistas com especialistas, com o objetivo de sensibilizar os atendidos e a população em geral.

ODS
A boa saúde mental é fundamental para o bem-estar de todas as pessoas e da sociedade como um todo. Por isso, vale lembrar que o terceiro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), “Saúde e bem-estar”, visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, independentemente da idade. Os ODS foram estabelecidos pela ONU e fazem parte de uma agenda global adotada em 2015 por chefes de Estado e de Governo e altos representantes de países do mundo todo, os quais se comprometeram a alcançar o desenvolvimento sustentável nas suas três dimensões — econômica, social e ambiental — de forma equilibrada e integrada até 2030.

Uma reflexão acerca dos contratos escolares durante a pandemia

Por Hortênsia Nunes B. de Oliveira

Os contratos escolares desde o início da pandemia vem sendo objeto de discussão, já que ocorreu a suspensão das atividades escolares por determinação do Estado. A (im)possibilidade da suspensão, do cancelamento ou da revisão e ainda as consequências do inadimplemento foram amplamente debatidas na seara jurídica.

Propostas legislativas em todas as esferas da federação; ações individuais ou coletivas ajuizadas nos Tribunais Estaduais; questionamentos perante o Supremo Tribunal Federal; ações ajuizadas por pais, pelos Ministérios Públicos e Defensorias Públicas; emissão de notas técnicas etc., foram alguns dos atos que visaram nortear as relações educacionais no período pandêmico.

Foram apresentados diversos esclarecimentos e discursos. Desde que nos casos do inadimplemento contratual ocasionados pela pandemia, não haveria a obrigação de indenizar e não seriam devidos os encargos moratórios ou juros de mora, posto que a culpa não seria analisada. Por tanto, não se pode responsabilizar o devedor por prejuízos que sejam resultados de fatos imprevisíveis e inevitáveis, exceto se ele tenha se responsabilizado expressamente.

Quanto à revisão, foi demonstrado que o contrato por hora comentado é regido pelo Código de Defesa do Consumidor, e um direito básico do consumidor é a revisão das cláusulas contratuais em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas. Esta, – a onerosidade excessiva – existe quando o equilíbrio do contrato é afetado por circunstâncias alheias e externas, e por isso algum dos contratantes perde ou ganha excessivamente.

Acontece que por outro lado, as obrigações das escolas deixaram de ser realizadas parcialmente por proibição direta do governo. Houve assim uma impossibilidade superveniente da escola cumprir integralmente com suas obrigações, sem poder a ela ser atribuída culpa, posto que foram determinações governamentais.

A judicialização do conflito escolar é uma realidade atual que cumulada as ações que discutem a reabertura ou não das atividades atingem as instituições de ensino. Tudo isso nos faz refletir sobre o que precisa ser modificado. Como podemos evitar problemas futuros? Quais as adequações contratuais necessárias?

A discussão vai muito além do que conversamos, atinge desde a seara legal a psicossocial, educacional e de aprendizagem. Os reflexos da pandemia são incertos, mas há uma certeza: os contratos precisam ser revistos. A inadimplência, o cancelamento e a mudança do ambiente escolar para creches quando não se tem a obrigatoriedade, são provas cabais de tamanha necessidade.

Conseguimos visualizar a prospecção da demanda judicial em busca de um reequilíbrio contratual, seja por sua revisão ou pedido de descontos, por exemplo. Isso nos remete ao já dito em artigo anterior (https://blogdovanguarda.com.br/a-covid-19-e-os-metodos-alternativos-de-resolucao-de-conflitos/) de que a solução consensual de conflitos deve ser intensificada, visando a celeridade, a economia processual, desafogamento do judiciário, um menor desgaste entre as partes, além de ser mais econômico.

As soluções são diversas, as modificações são inúmeras e precisam ser adequadas as necessidades individuais. Partindo desde o fortalecimento da solução consensual de conflitos à previsão contratual de ensino remoto e presencial, ou seja, um contrato híbrido. Este último, fortalecido pela Covid-19, pode passar a ser amplamente prestado a depender das determinações governamentais e de acordo com a vontade dos pais.

Os desafios dos pais e das instituições de ensino são gigantes. Novas formas de ensino, de aprendizagem e de conversa; novas cláusulas contratuais, obrigações e responsabilidades. Tudo está se remodelando. Tudo isso inferirá na forma de prestação de serviços e consequente definição de preços, que dependerão de um novo instrumento adequado a realidade atual.

*Hortênsia Nunes Braz de Oliveira é Advogada, Pós-Graduada em Direito Processual Civil e Direito Tributário e Membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico- OAB/Caruaru