terça-feira, 5 de maio de 2026

Humanização das marcas nas redes sociais é tema de live

O curso tecnólogo em Marketing da UNINASSAU Caruaru realiza, na próxima quinta-feira (04), uma live com o tema: “Humanização das marcas nas redes sociais”. A atividade será realizada no perfil da Instituição no Instagram, das 18h às 19h.

A live, entre outros pontos, abordará o Marketing 4.0 (valores, emoções, sentimentos), além de pontuar aspectos sobre a humanização nas redes sociais e nortear formatos de atuação e posicionamentos para as marcas.

 A temática será ministrada pela professora do curso de Marketing da UNINASSAU, Camila Juliette. “Iremos discutir esse momento que estamos vivendo, em que muitas marcas precisaram se adequar ao ambiente digital para conseguir ampliar as suas possibilidades de negócios. É importante entender o conceito de humanização para poder colocar em prática”, afirma.

 Os interessados em acompanhar devem acessar o @uninassau.pe.

Prefeitura de Caruaru realiza segundo mutirão comunitário nesta terça (2)

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Saúde, realizará, nesta terça-feira (2), o segundo mutirão de visita domiciliar comunitária dos agentes comunitários de Saúde da UBS Paulo Miranda.

O objetivo da ação é realizar a busca ativa e acompanhamento de sintomáticos respiratórios, além de repassar toda orientação e prevenção adequada para a Covid-19.

O mutirão tem início às 9h e vai percorrer as áreas do Bairro São João da Escócia.

Como piorar uma pandemia

Ter uma pandemia é muito ruim. Ter uma pandemia em meio a uma crise política, ou múltiplas crises políticas, é péssimo. Ter uma pandemia em meio ao caos político e sem um ministro da Saúde é horrível. Por fim, ter uma pandemia em uma sociedade dividida em opiniões de como lidar com a pandemia é algo imaginável.

Não podemos esquecer que no meio da maior crise sanitária mundial, temos um inquérito que investiga o presidente da República e seu ex-ministro da justiça, e outro que investiga fake news contra o Supremo Tribunal Federal, tendo como autores aliados do presidente, todos tramitando no STF, que, por sua vez, é contestado, atacado, sendo alvo de incansáveis pedidos de fechamento e até prisão de seus membros (ministros).

Num Congresso vacilante, entre tomar decisões firmes e assertivas e se locupletar no banquete dos cargos públicos, temos mais de três dezenas de pedidos de impeachment e sete pedidos de CPIs para investigar Bolsonaro, em resumo, um caos. A única imagem que encontramos para retratar o momento nacional seria o quadro de Pablo Picasso, Guernica, quadro histórico que representa, por meio de vários elementos, a destruição, o caos e o horror provocados por seres humanos a seres humanos.

Nossa geração atravessa o maior desafio de sua época, e várias contingências não devem e nem poderiam ter sido negligenciadas. No meio desse infortúnio, que recai sobre todos, precisávamos, desesperadamente, de uma liderança que unificasse o país e criasse uma pauta de coalização nacional, a fim de enfrentarmos um inimigo comum e invisível.

Infelizmente não temos um homem ou uma mulher, na vida pública, detentor de mandato conferido pelo povo, talhado para tamanho desafio. A liderança natural seria do presidente da República, mas Bolsonaro mostrou-se aquém do desafio que atravessamos, e, sem estatura de estadista, conduz o país ao conflito fraticida, quando a ocasião recomenda o contrário, ou seja, a união.

O presidente não apresenta soluções pacíficas, inteligentes e coordenadas com prefeitos e governadores para sairmos da crise, pelo contrário, tensiona o debate público, não busca concessos e coloca a culpa, por vezes, na impressa, congresso e STF. Por outro lado, alguns governadores e prefeitos, e suas respectivas administrações, aproveitando-se do ambiente caótico e flexibilização das normas de compras e controle de gastos, cometeram o crime abominável de, em meio aos corpos que se avolumam em cemitérios e hospitais, surrupiarem de forma ardilosa e vil o erário público, sugando com respiradores, ou melhor, aspiradores da corrupção o dinheiro da saúde, para abastecer seus bolsos.

Isolamento social vertical ou horizontal, lockdown (confinamento), cloroquina e a hidroxicloroquina deixaram de pertencer e ser jargões dos médicos, sanitaristas, infectologistas, e passaram a ter uma conotação política. Quando se fala, por exemplo, em cloroquina, associamos o tema logo ao presidente, e lockdown (confinamento) a governadores e prefeitos.

Parte da sociedade tenta criar uma agenda própria descolada do ambiente contraditório, complexo e instável da crise pandêmica. Empresas, artistas e pessoas comuns acharam na solidariedade uma forma racional de colaborar com esse momento difícil, e ações carregadas de fraternidade eclodiram por toda parte de forma espontânea. Ninguém, nenhum político ou instituição, pediu ao povo que ajudassem uns aos outros. O sentimento de empatia brotou dos corações nobres e generosos, e vivemos um momento único, onde só faz sentido ter momentos de alegria, com por exemplo assistir a uma live, se ajudarmos os outros. Ficar em casa passou a ser um gesto de amor e cuidado. É difícil conviver sem as orações comunitárias da semana santa, sem os dias das mães, sem São João, mas tudo irá passar e esperamos que possamos aprender com nossos erros e acertos.

Escrevo esse artigo na esperança que alguém o leia no futuro e reconheça nossos erros e, quando se deparar com algo semelhante ou igual, não os repita. Fique com a solidariedade, isso sim salva vidas.

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, TERÇA-FEIRA, 2 DE JUNHO DE 2020

Votação decisiva

O plenário do Supremo Tribunal Federal está diante de uma das votações mais importantes de sua História, no próximo dia 10, sobre a validação, ou não, do inquérito sobre fake news aberto pelo ministro presidente Dias Toffoli, sem provocação da PGR, e relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, sem sorteio. Basicamente, é a dupla quem segura a investigação até hoje. O STF vai julgar ADIN impetrada pelo Rede Sustentabilidade que questiona o método. Se derrubar, a Corte confirma a eventual ilegalidade da investigação – criticada por juristas – na qual o ministro comanda um inquérito em que também é a vítima. Não há precedente. Por outro lado, se o pleno endossar Moraes, terá de mostrar votos consistentes para evitar conotação corporativa. O resultado era imprevisível, a Corte estava rachada, mas após a grita do presidente Jair Bolsonaro e a provocação dos investigados, tende a ser mantido.

Alerta

A despeito do jugalmento do STF, é pertinente e fundamental investigar e punir quem espalha fake news por má–fé, e quem ameaça autoridades de quaisquer dos Poderes.

Que pandemia?!

Clietes da Serasa Experian receberam e-mail com comunicado de reajuste de 5,3% de na mensalidade do serviço de consultas.

Arrumação extra

A Villa do Comendador, pousada de luxo em Pirenópolis (GO), terá reuniões decisivas esta semana. Há risco de demissão de todos os funcionários, para readequação.

Catarata$

O governador do Paraná, Ratinho Jr, sancionou a Lei 20.222/20 aprovada pela Assembleia, de autoria do deputado Luiz fernando Guerra (PSL), que obriga a União – controladora do parque – a pagar o Estado pela arrecadação nas Cataratas do Iguaçu. Ou a empresa que ganhar futura concessão ficará com o ônus. O parque hoje é concedido.

Viés de baixa

Um bom entendedor de shoppings diz que a pancada será grande até o fim do ano, com até 20% de lojas fechadas por falência. A ABRASCE, maior associação de shoppings do Brasil, foi consultada pela Coluna, mas informou que não tem ainda os dados.

Véio tenso

Não é só o inquérito das fake news no STF, do qual é alvo, que tira o sono de Luciano Hang. O ‘Véio’ da Havan suspendeu 11 mil dos 15 mil empregados de suas lojas.

Rio em baixa

A procura por imóveis no Rio de Janeiro sofreu queda de 20% nos residenciais e 35% nos comerciais. A oferta de novos caiu 15% desde março, revela a seccional carioca da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis.

Agora, vai

O Governo do Amapá garante que já montou todos os equipamentos (respiradores, ventiladores e afins) no hospital universitário de Macapá, para tratamento de infectados por coronavírus, doados pelo Ministério da Saúde. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pretende levar à cidade o ministro Gal. Pazuello. Aliás, o nome do vice-governador do Amapá, citado ontem, saiu errado. O certo é o sr. Jaime Nunes.

Eita!

A FIESP lançou nas redes sociais um vídeo campanha no qual compra a briga do ministro da Economia, Paulo Guedes, contra o reajuste dos servidores federais. Na peça, o narrador pergunta se é justo aumento neste momento. E pede que senadores e deputados não derrubem o vento do presidente Jair Bolsonaro, que barrou o reajuste.

Povo quer praia

Há um mercado promissor após passar a pandemia do coronavírus. Muitos hotéis e pousadas do Nordeste já são procurados com consultas para hospedagens em futuros feriadões e até para Réveillon.

Histórias vivas

O jornalista e escritor Marcos Eduardo Neves, que se consagrou em biografias de grandes jogadores, faz duas live imperdíveis nos próximos dias. Amanhã, 20h, com Mauro Beting; e dia 8, 17h30, com o cantor Nasi, do Ira!. Instagram é @marcoseneves

Evento

O 31º Encontro AESabesp/Fenasan 2020, em dezembro, será promovido pela Associação dos Engenheiros da Sabesp, não pela Companhia estadual.

ESPLANADEIRA

# A Hostnet, das maiores provedoras de sites do País, lançou a Universidade Web Marketing e realiza webinars para tirar dúvidas sobre o programa. < www.hostnet.com.br > # Grupo Hinode reuniu 134 mil líderes e consultores em evento online, no dia 24. # O Ibmec RJ promove 1º Simpósio de Tecnologias para discutir as prospecções do mercado no futuro amanhã a partir das 9h # Na ação #JuntosAlimentamosMais, que termina no último domingo, a Americanas e a Hortifruti Natural da Terra doaram 10 mil cestas básicas para a Gastromotiva. # O Louvre Hotel Group – Brazil vende vouchers com bonificação na hospedagem, com viagens compradas até dia 31 de julho, para hospedagem pós-confinamento.

(61) 999993339 / 999663339 / 998488695

Caruaru registra mais três óbitos por Covid-19

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa, nesta segunda (1), que até o momento foram realizados 2028 testes, sendo 615 confirmados para a Covid-19. Três novos óbitos foram registrados: homem, 65 anos, sem comorbidades; mulher, 84 anos, sem comorbidades, falecidos em 29 de maio, além de uma mulher, 83 anos, sem comorbidade, falecida em 30 de maio.

Em investigação estão 196 casos e 1217 já foram descartados. Também já foram registrados 4776 casos de síndrome gripal, dos quais 1174 foram orientados a ficar em isolamento domiciliar.

A secretaria informa ainda que 452 pacientes já foram recuperados do novo coronavírus.

Construção civil e comércio atacadista voltam a funcionar na próxima segunda em Pernambuco

A partir da próxima segunda-feira (8), setores da economia como construção civil e o comércio atacadista estão liberados para operar em Pernambuco. O pronunciamento permitindo a volta das atividades foi feito pelo governador do Estado, Paulo Câmara, nesta segunda-feira (1º).

Com o final do período de intensificação da quarentena, o Governo de Pernambuco começa a pôr em prática o “Plano de Monitoramento e Convivência com a Covid-19”, que determina a retomada gradual e planejada das atividades econômicas em todo o Estado. O cronograma prevê de que forma 32 setores econômicos terão as medidas restritivas flexibilizadas, e como será a carga operacional desse retorno, que seguirá protocolos gerais e específicos para evitar a transmissão da doença.

O ciclo de reabertura gradativa chegará à flexibilização total ao final de um período de 11 semanas. O calendário é dividido por fases, mas as datas previstas estão sujeitas a alteração, a depender do comportamento da curva de contaminação. Os detalhes do plano foram apresentados nesta segunda-feira (1º), pelos secretários de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, e de Planejamento, Alexandre Rebêlo, em entrevista à imprensa realizada remotamente no Palácio do Campo das Princesas. Na mesma coletiva, o secretário estadual de Saúde, André Longo, detalhou os últimos números da pandemia do novo coronavírus.

Na ocasião, foi explicado que a flexibilização escalonada ocorrerá gradativamente até o Estado chegar ao que se entende por “normalidade controlada”. De acordo com o plano anunciado, serão considerados, prioritariamente, a relevância socioeconômica dos setores e os riscos que o retorno de cada atividade pode representar para a área de saúde. Os próximos 15 dias, inclusive, serão determinantes para testar a segurança da flexibilização e os impactos na saúde da população.

A primeira etapa, iniciada nesta segunda, permite a operação de lojas físicas de material de construção, seguindo novos protocolos de atendimento. Também podem funcionar, mas exclusivamente por delivery, as unidades de varejo de bairro e do Centro, assim como shoppings centers e o comércio atacadista. A partir da próxima segunda, dia 8 de junho, a construção civil iniciará o retorno gradual, tanto na Região Metropolitana do Recife quanto no interior: Na RMR, as obras serão liberadas com 50% dos funcionários e no horário das 9h às 18h. Já no interior, a liberação também é de 50%, sem determinação de horário. O comércio atacadista também poderá atuar a partir da próxima semana, mas na RMR só será permitido no horário das 9h às 18h. Novos protocolos do setor deverão ser respeitados.

No dia 15 de junho, os serviços de atendimento ao público entrarão no circuito de flexibilização. Salões de beleza, barbearias e serviços de estética estarão liberados, mas precisarão atender uma pessoa por vez, por agendamento, sem fila de espera e com higienização entre um cliente e outro. Varejos de bairro também poderão funcionar, mas só em lojas de até 200 metros quadrados.

Shoppings centers, centros comerciais e praça de alimentação poderão adicionar o atendimento via coleta na operação. Vale ressaltar que, na RMR, o horário permitido de coleta será apenas entre 12h e 18h. Treinos de futebol profissional também estarão liberados a partir dessa data. Todos os setores estarão sujeitos a novos protocolos de segurança, baseados em distanciamento social, regras de higiene, monitoramento e comunicação.

Folhape

Tudo ou nada: à espera da volta do futebol em junho

Uma nova reunião entre dirigentes dos clubes participantes do Campeonato Pernambucano e a FPF deve acontecer nos próximos dias. Na ocasião será discutida, principalmente, a volta do futebol no estado.

Ainda sem data prevista para o retorno, para que isso aconteça deverão ser protocolados ofícios ao Governo do Estado, Ministério Público e demais autoridades sanitárias. Uma previsão preliminar indica que os treinos devem ter os retornos confirmados ainda para o mês de junho, já as partidas oficiais voltariam em julho.

Vale lembrar que Pernambuco tem mais de 34.450 casos confirmados e 2.807 pessoas mortas pela Covid-19. O campeonato de futebol foi interrompido faltando uma rodada para terminar a primeira fase, depois teremos mais três fases para o encerramento da competição e o intuito é encaixar as datas neste calendário imprevisível e já bastante apertado.

Mercado financeiro prevê queda de 6,25% na economia este ano, diz BC

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 6,25%. Essa foi a 16ª revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 5,89%.

A estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.
Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão da semana passada. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.
Dólar
A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,40. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,08, contra R$ 5,03 da semana passada.
Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC continuam a reduzir a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela 12ª vez seguida, ao passar de 1,57% para 1,55%.
Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,14% para 3,10%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – não teve alterações: 3,50%.
A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.
Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada. A expectativa do mercado financeiro é que a taxa caia para esse patamar (2,25% ao ano) na reunião do Copom deste mês, marcada para os dias 16 e 17 e nas reuniões seguintes ao longo deste ano seja mantida pelo comitê.
Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3,38% ao ano. A previsão da semana passada era 3,29%. Para o fim de 2022 e de 2023, as instituições financeiras mantiveram as previsões anteriores para a taxa anual: 5,13% e 6%, respectivamente.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Agência Brasil

Sem tradicional São João, Prefeitura de Caruaru lança plataforma solidária para ajudar trabalhadores

Por conta da pandemia do coronavírus, o tradicional São João de Caruaru não vai ocorrer em 2020. E diante desse cenário, com o objetivo de dar suporte aos trabalhadores que vivem da festa, a prefeitura da cidade lançou a plataforma Caruaru Solidário. O anúncio oficial foi feito na manhã desta segunda-feira pela prefeita Raquel Lyra (PSDB) via live nas redes sociais.
“Este ano infelizmente a gente não vai poder realizar as festas de São João no formato tradicional”, iniciou a gestora. “Hoje, 1º de junho, a cidade já estaria coberta de festas, bandeirolas, balão”, lamentou.
Como alternativa para dar amparo aos mais prejudicados, a plataforma saojoaocaruarusolidario.com.br vai colher doações de cestas básicas, kits de higiene ou quantia em dinheiro. Além disso, doações também podem ser feitas no prédio da prefeitura ou na sede da Lions Clube. A prefeitura anunciou também que vai disponibilizar QR Codes para os artistas ajudarem na divulgação e arrecadação via lives.
“Desde que começou a pandemia discutimos com nossos parceiros, time da prefeitura, o formato mais adequado de enfrentar um momento desse e hoje lançamos o São João Caruaru Solidário”, disse. “Milhares de pessoas vivem do nosso São João e criamos esse projeto para ampliar nossa rede de solidariedade e chegar na vida de quem espera o ano inteiro para trabalhar nos festejos juninos”.
São  mais de 18 mil trabalhadores (cerca de 6 mil diretos e 12 mil indiretos) envolvidos nos festejos juninos, dentre bacamarteiros, artistas, garçons, gasoseiros, seguranças e serviços gerais. Por fim, a prefeitura também anunciou uma seção voltada aos provedores de comidas típicas – desde a colheita e até entregadores – por meio do site delivery.caruaru.pe.gov.br

52% dos brasileiros são contra presença de militares no governo, aponta Datafolha

Em tempos de rumores sobre o papel dos militares na política, a forte presença de fardados no governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (sem partido) divide opiniões no Brasil, com ligeiro predomínio daqueles que condenam a prática.

Segundo pesquisa do Datafolha, 52% dos brasileiros são contra a presença fardada no poder político, enquanto 43% a aprovam e 5%, não sabem responder.
O levantamento foi feito na segunda (25) e na terça (26), ouvindo 2.069 adultos possuidores de telefone celular -ele não foi presencial para evitar riscos de contágio pelo novo coronavírus. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Hoje, 8 dos 22 ministros do governo são egressos das Forças, e dois deles (o general Luiz Eduardo Ramos, secretário de Governo, e o almirante Bento Albuquerque, das Minas e Energia) ainda são parte do serviço ativo.

Um nono oficial, o general da ativa Eduardo Pazuello, ocupa interinamente o Ministério da Saúde, centro da coordenação de combate à Covid-19. Lá, após as traumáticas saídas de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, promoveu uma militarização de cargos vitais, nomeando 17 fardados.

Por fim, o vice-presidente é um general de quatro estrelas da reserva, Hamilton Mourão. Espraiam-se pela Esplanada cerca de 2.500 outros militares, ocupando cargos diversos, pelo menos 1.200 deles emprestados da ativa.

A militarização, fenômeno inédito no escopo mas que tem sua origem já no governo de Michel Temer (MDB, 2016-18), agrada mais os mais ricos e instruídos: 62% dos que ganham mais de 10 salários mínimos aprovam o movimento, assim como 50% dos que têm curso superior -neste caso, empatando com os 47% contrários à ocupação.

A presença desagrada mais as mulheres (57% de rejeição) do que homens (51% de aprovação). Como seria de se esperar, e amplamente aprovada (76%) pelos que consideram o governo ótimo ou bom, e igualmente rejeitada (78%) por quem o acha ruim ou péssimo.

A discussão sobre a militarização bolsonarista divide as Forças Armadas desde o começo do governo. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo logo após a eleição de Bolsonaro, o então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, tentou dissociar os militares do então futuro governo.

Caso perdido, como a recente aliança dos fardados com o antes demonizado centrão em prol da governabilidade e contra um impeachment mostra.

Além de sua origem fardada, aliás uma distorção dado que ele saiu do Exército após passar por um processo disciplinar por suposta trama de atentados em 1988, Bolsonaro cercou-se de generais da reserva na campanha.

A estrela era Augusto Heleno, colega seu e de Mourão no curso de paraquedismo da Força. Hoje com menos poder do que já teve, o militar segue como chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Com o governo em curso, formou-se a ala militar, para a crítica constante de Heleno, hoje na chefia do Gabinete de Segurança Institucional. Na realidade, são várias as alas, e a configuração atual passa pelo eixo Fernando Azevedo (Defesa)-Walter Braga Netto (Casa Civil)-Ramos (Secretaria de Governo).

Os três generais já serviram juntos no Comando Militar do Leste, no Rio, com Azevedo à frente e hoje servindo de pivô do grupo e contato com o serviço ativo devido a seu cargo.

Ramos, contudo, se destaca pela relação pessoal com Bolsonaro, com quem dividiu quarto como cadete, e foi especulado pelo presidente como um nome para comandar o Exército, já que a relação com o atual chefe, Edson Pujol, não é das mais azeitadas.

Azevedo, por sua vez, se equilibra numa corda após ver o enfraquecido chefe buscar mais apoio entre seu esteio militar.

Foi obrigado a divulgar notas reforçando o comprometimento das Forças com a Constituição após Bolsonaro participar de atos golpistas, mas também apoiou Heleno em sua nota em que apontava riscos à estabilidade em decisões do Supremo Tribunal Federal.

O serviço ativo, contudo, é outra história. Nem todos os membros do Alto-Comando do Exército se sentem confortáveis com a associação a um governo tão polêmico quanto o de Bolsonaro, e o temor expresso por Villas Bôas em 2018 de que uma militarização da política se transfigurasse numa politização dos quartéis permanece.

Até aqui, indícios disso são vistos muito em redes sociais, com a popularidade das mensagens bolsonaristas entre médios e baixos escalões das Forças. A atração que o discurso exerce sobre PMs pelo país, contudo, é mais notória, como se viu na greve da corporação no Ceará neste ano.

Azevedo tem logrado diversas vitórias corporativas no cargo, enquanto Bolsonaro busca associar-se cada vez mais aos fardados durante a crise política embutida na emergência da Covid-19.

O plano de reestruturação de carreira e reforma previdenciária dos militares foi aprovado no ano passado, após duas décadas de protelação, além de várias benesses acessórias.

A Marinha, Força mais afastada do núcleo do poder, ganhou R$ 7,6 bilhões para construção de novos navios, numa operação criticada dentro da área econômica.

Já a Força Aérea, ainda mais distante do bolsonarismo, manteve seu cronograma de programas estratégicos, como o caça Gripen ou o cargueiro C-390 Millenium.

Folhapress