A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 6,25%. Essa foi a 16ª revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Na semana passada, a previsão de queda estava em 5,89%.
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52% dos brasileiros são contra presença de militares no governo, aponta Datafolha
Em tempos de rumores sobre o papel dos militares na política, a forte presença de fardados no governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (sem partido) divide opiniões no Brasil, com ligeiro predomínio daqueles que condenam a prática.
Segundo pesquisa do Datafolha, 52% dos brasileiros são contra a presença fardada no poder político, enquanto 43% a aprovam e 5%, não sabem responder.
O levantamento foi feito na segunda (25) e na terça (26), ouvindo 2.069 adultos possuidores de telefone celular -ele não foi presencial para evitar riscos de contágio pelo novo coronavírus. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Hoje, 8 dos 22 ministros do governo são egressos das Forças, e dois deles (o general Luiz Eduardo Ramos, secretário de Governo, e o almirante Bento Albuquerque, das Minas e Energia) ainda são parte do serviço ativo.
Um nono oficial, o general da ativa Eduardo Pazuello, ocupa interinamente o Ministério da Saúde, centro da coordenação de combate à Covid-19. Lá, após as traumáticas saídas de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, promoveu uma militarização de cargos vitais, nomeando 17 fardados.
Por fim, o vice-presidente é um general de quatro estrelas da reserva, Hamilton Mourão. Espraiam-se pela Esplanada cerca de 2.500 outros militares, ocupando cargos diversos, pelo menos 1.200 deles emprestados da ativa.
A militarização, fenômeno inédito no escopo mas que tem sua origem já no governo de Michel Temer (MDB, 2016-18), agrada mais os mais ricos e instruídos: 62% dos que ganham mais de 10 salários mínimos aprovam o movimento, assim como 50% dos que têm curso superior -neste caso, empatando com os 47% contrários à ocupação.
A presença desagrada mais as mulheres (57% de rejeição) do que homens (51% de aprovação). Como seria de se esperar, e amplamente aprovada (76%) pelos que consideram o governo ótimo ou bom, e igualmente rejeitada (78%) por quem o acha ruim ou péssimo.
A discussão sobre a militarização bolsonarista divide as Forças Armadas desde o começo do governo. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo logo após a eleição de Bolsonaro, o então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, tentou dissociar os militares do então futuro governo.
Caso perdido, como a recente aliança dos fardados com o antes demonizado centrão em prol da governabilidade e contra um impeachment mostra.
Além de sua origem fardada, aliás uma distorção dado que ele saiu do Exército após passar por um processo disciplinar por suposta trama de atentados em 1988, Bolsonaro cercou-se de generais da reserva na campanha.
A estrela era Augusto Heleno, colega seu e de Mourão no curso de paraquedismo da Força. Hoje com menos poder do que já teve, o militar segue como chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
Com o governo em curso, formou-se a ala militar, para a crítica constante de Heleno, hoje na chefia do Gabinete de Segurança Institucional. Na realidade, são várias as alas, e a configuração atual passa pelo eixo Fernando Azevedo (Defesa)-Walter Braga Netto (Casa Civil)-Ramos (Secretaria de Governo).
Os três generais já serviram juntos no Comando Militar do Leste, no Rio, com Azevedo à frente e hoje servindo de pivô do grupo e contato com o serviço ativo devido a seu cargo.
Ramos, contudo, se destaca pela relação pessoal com Bolsonaro, com quem dividiu quarto como cadete, e foi especulado pelo presidente como um nome para comandar o Exército, já que a relação com o atual chefe, Edson Pujol, não é das mais azeitadas.
Azevedo, por sua vez, se equilibra numa corda após ver o enfraquecido chefe buscar mais apoio entre seu esteio militar.
Foi obrigado a divulgar notas reforçando o comprometimento das Forças com a Constituição após Bolsonaro participar de atos golpistas, mas também apoiou Heleno em sua nota em que apontava riscos à estabilidade em decisões do Supremo Tribunal Federal.
O serviço ativo, contudo, é outra história. Nem todos os membros do Alto-Comando do Exército se sentem confortáveis com a associação a um governo tão polêmico quanto o de Bolsonaro, e o temor expresso por Villas Bôas em 2018 de que uma militarização da política se transfigurasse numa politização dos quartéis permanece.
Até aqui, indícios disso são vistos muito em redes sociais, com a popularidade das mensagens bolsonaristas entre médios e baixos escalões das Forças. A atração que o discurso exerce sobre PMs pelo país, contudo, é mais notória, como se viu na greve da corporação no Ceará neste ano.
Azevedo tem logrado diversas vitórias corporativas no cargo, enquanto Bolsonaro busca associar-se cada vez mais aos fardados durante a crise política embutida na emergência da Covid-19.
O plano de reestruturação de carreira e reforma previdenciária dos militares foi aprovado no ano passado, após duas décadas de protelação, além de várias benesses acessórias.
A Marinha, Força mais afastada do núcleo do poder, ganhou R$ 7,6 bilhões para construção de novos navios, numa operação criticada dentro da área econômica.
Já a Força Aérea, ainda mais distante do bolsonarismo, manteve seu cronograma de programas estratégicos, como o caça Gripen ou o cargueiro C-390 Millenium.
Folhapress
Junho pode marcar volta gradual do futebol em Pernambuco
Junho chegou e, com ele, ciclos terminam e começam, com mudanças no futebol brasileiro em meio à pandemia. Clubes do Sul do País, região menos afetada pelo novo coronavírus, voltaram a treinar. Alguns do Sudeste, como Flamengo e Cruzeiro, por exemplo, também iniciaram os trabalhos. No Ceará, o regresso às atividades acontece hoje. Em Pernambuco, a previsão é de uma retomada de forma gradual das atividades. A ideia é preparar o terreno na segunda quinzena do mês e retomar os campeonatos em julho. O primeiro semestre está perto da conclusão e os próximos 30 dias serão cruciais para imaginar o que será do esporte na metade final de 2020.
Náutico, Santa Cruz e Sport aguardam a liberação do Governo de Pernambuco para retornar aos treinos. O estado ultrapassou recentemente a marca de 30 mil casos da Covid-19. Por enquanto, os clubes estão seguindo uma cartilha de treinos preparada pela preparação física, fazendo as atividades em casa. A previsão da FPF é que, na segunda metade do mês, os clubes voltem os trabalhos. Ainda não há datas da fase final do Campeonato Pernambucano ou da Copa do Nordeste, competições que antecedem os nacionais.”É um exercício de futurologia. Pensando no cenário atual aqui, a volta aos treinos ainda em junho parece impensável. Sobre os campeonatos, o ideal seria começar com portões fechados, talvez apenas com jogos na capital para evitar o deslocamento, além de fazer inspeções cuidadosas nos locais e testes nos atletas”, afirmou o jornalista Cássio Zirpoli.
A Confederação Brasileira de Futebol (FPF) preparou um protocolo nacional de volta ao futebol, documento que reúne regras sobre como os clubes devem agir para garantir a saúde de atletas, funcionários e membros que trabalham na área esportiva. A medida será adotada em todo o Brasil e deve começar a valer já neste mês. Há pontos citando acesso reduzido ao campo aos profissionais de imprensa; entrevistas coletivas virtuais; credenciamento de no máximo 40 pessoas por equipe no local do jogo; entrada e saída separada dos atletas no gramado; teste nos jogadores e comissão técnica; evitar contato na comemoração do gol; e reduzir exames antidoping.
Clubes da Série A, como o Sport, tiveram redução no repasse das cotas de televisionamento, de abril até junho. Na Série B, os representantes já pediram um “socorro” à CBF para conseguir verbas e amenizar o prejuízo do período de paralisação dos jogos. Na Série C, as instituições receberam R$ 200 mil cada da entidade máxima do futebol nacional. Em Pernambuco, o Trio de Ferro fez nas últimas semanas campanhas para aumentar o número de associados, ações de marketing de novos padrões, bilhetes virtuais de jogos históricos e outros planos para manter o torcedor próximo.
Comparativo
A Alemanha já reiniciou seu nacional – de portões fechados. Itália, Espanha e Inglaterra pretendem retomar seus respectivos campeonatos neste mês. O Brasil tenta usar como base o cenário na Europa, mas a realidade aqui não é tão uniforme. “O nosso caso é único pela estrutura, pelas dimensões do País e pelo tipo de calendário. Outros lugares do mundo não têm estadual, por exemplo. Eles estão finalizando seus torneios e não começando. Acredito que a tendência é o Brasileiro terminar em 2021, lá para fevereiro ou março. A última vez que isso aconteceu foi em 2000, que foi finalizado em 2001, não por conta de doença, mas sim um problema em São Januário (arquibancada desabou na final entre Vasco e São Caetano). Aqui, eu acho que ideal seria manter o mesmo regulamento e não tentar mudá-lo para encaixar tudo em dezembro”, explicou Zirpoli.
Folhape
Caixa credita auxílio emergencial em contas dos beneficiários
A segunda parcela do auxílio emergencial começou a ser creditada pela Caixa nas contas indicadas pelos beneficiários. Os recursos, que haviam sido antecipados para uso digital pelo aplicativo Caixa Tem, estão sendo transferidos automaticamente para as contas informadas pelos beneficiários, de acordo com o calendário de saque em espécie.
No último sábado (30), foi liberado o saque e a transferência para os beneficiários nascidos em janeiro. Nesta segunda (1ª) é a vez dos nascidos em fevereiro. Na terça (2), será para os nascidos em março e assim por diante até o sábado dia 13 de junho, para os nascidos em dezembro, com exceção do domingo (7).
A transferência dos valores será feita para quem indicou contas para recebimento em outros bancos ou poupança existente na Caixa. Com isso, esses beneficiários poderão procurar as instituições financeiras com quem têm relacionamento, caso queiram sacar.
Segundo a Caixa, mais de 50 bancos participam da operação de pagamento do auxílio emergencial. Todos os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para o auxílio emergencial já receberam o crédito da segunda parcela.
A Caixa reforça que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem nas agências durante o horário de funcionamento, das 8h às 14h, serão atendidas. Elas vão receber senhas e, mesmo com as unidades fechando às 14h, o atendimento continua até o último cliente, informou o banco.
O banco lembra ainda que fechou parceria com cerca de 1.200 prefeituras para reforçar a organização das filas e manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas.
Agência Brasil
Quarentena atinge objetivo e curva da epidemia estabiliza em Pernambuco
O governador Paulo Câmara comandou, neste domingo (31), uma reunião de avaliação da quarentena nas cidades do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata. A disseminação da epidemia do novo coronavírus estabilizou em Pernambuco, e há uma tendência de redução nos municípios que entraram no isolamento mais rígido. Levantamentos feitos pelo Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e pela Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres, também apontam para a estabilização da epidemia em Pernambuco.
“Nosso objetivo foi atingido com muito esforço de todos, sobretudo da grande maioria da população, que compreendeu a importância do isolamento social. Os números são importantes, mas não querem dizer que vencemos a guerra. Ainda temos um longo caminho pela frente. Precisamos manter o foco”, afirmou Paulo Câmara.
A desaceleração da epidemia também foi sentida no sistema de saúde. Com a expansão da rede e o aumento da quantidade de profissionais, a fila de espera por leitos de UTI atingiu o menor patamar desde o mês de março. Nesta segunda-feira (01), o Governo do Estado vai apresentar o plano de retomada das atividades econômicas. O cronograma de flexibilização das regras para cada setor será divulgado, assim como os protocolos de higiene e distanciamento social que serão exigidos para que as empresas reabram as portas.
Vale destacar que alterações no cronograma de abertura e a possibilidade do retorno de medidas mais duras de isolamento não estão descartadas. Os dados de saúde serão monitorados diariamente e vão orientar as decisões do Gabinete de Enfrentamento ao Coronavírus.
Procon fecha 671 estabelecimentos para cumprimento da quarentena
O Procon Pernambuco, encerrou, neste domingo (31), a Operação Choque de Ordem, para cumprimento do Decreto Estadual nº 49.017/2020, que proíbe a circulação de pessoas e veículos, com exceção das atividades consideradas essenciais, com 671 estabelecimentos fechados. A operação contou com a participação dos batalhões 11º, 12º, 13º, 16º e 19º da Polícia Militar e de servidores do IPEM, Patronato e Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.
Só ontem (31.05), foram fiscalizados 27 bairros e 50 estabelecimentos fechados, entre eles, nove barbearias, cinco salões de beleza, cinco bares e duas igrejas. Durante a operação também foram encontrados funcionando diversas lojas de jogo do bicho, depósitos de bebidas, lojas de cosméticos, casas de bolo e bombonieres.
Os bairros com o maior número de estabelecimentos abertos foram Afogados, Jiquiá, Estância, Areias, Caçote, Ilha do Retiro, Prado, Bongi, Mustardinha, Mangueira, San Martin, Jardim São Paulo, Barro, Tejipió, Sancho, Totó, Coqueiral, Torrões, Engenho do Meio, Cidade Universitária, Curado, Várzea e Caxangá.
“A quarentena nos cinco municípios acabou, mas o isolamento social continua. As pessoas precisam compreender a importância da medida para que possamos retornar à normalidade mais rapidamente” explica o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.
O Procon, também realizou a distribuição de mais de 300 máscaras para as pessoas que estavam sem a proteção, inclusive moradores de rua.
Número de casos do novo coronavírus no Brasil ultrapassa 510 mil
O Brasil chegou a 514.849 casos do novo coronavírus, mais de meio milhão de pessoas infectadas com a doença, com a inclusão nas estatísticas de 16.409 novos casos. Com 480 mortes registradas nas últimas 24 horas, o número de óbitos pela covid-19 chega a 29.314. Os números foram atualizados, no início da noite deste domingo (31), pelo Ministério da Saúde.
Do total de casos confirmados, 278.980 (54,2%) estão em acompanhamento e 206.555 (40,1%) pacientes se recuperaram. Há ainda 4.208 óbitos em investigação.
São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes: 7.615. O estado é seguido, em número de óbitos, pelo Rio de Janeiro (5.344), Ceará (3.010), Pará (2.923) e Pernambuco (2.807).
Na sequência, aparecem Amazonas (2.052), Maranhão (955), Bahia (667), Espírito Santo (604), Alagoas (443), Paraíba (360), Rio Grande do Norte (305), Minas Gerais (271), Rio Grande do Sul (224), Amapá (222), Paraná (182), Distrito Federal (170), Piauí (161), Sergipe (158), Rondônia (156), Santa Catarina (136), Acre (148), Goiás (124), Roraima (116), Tocantins (73), Mato Grosso (61) e Mato Grosso do Sul (20).
Já em número de casos confirmados, aparecem nas primeiras posições do ranking São Paulo (109.698), Rio de Janeiro (53.388), Ceará (48.489), Amazonas (41.378) e Pará (37.961). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (34.639), Pernambuco (34.450), Bahia (18.392), Espírito Santo (13.690) e Paraíba (13.162).
Na comparação internacional, o Brasil figura em segundo lugar no número de pessoas infectadas (514 mil), atrás dos Estados Unidos (EUA), com mais de 1,7 milhão de casos, de acordo com balanço divulgado pela Universidade Johns Hopkins, que reúne os números oficiais dos países. Em número de óbitos, o Brasil ocupa a quarta colocação, atrás de Estados Unidos (104.319), Reino Unido (38.571) e Itália (33.415).
Óbitos por Covid-19 em Pernambuco vão de natimorto a idoso de 98 anos
Em boletim epidemiológico mais recente, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou 1.023 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Neste domingo (31) foram divulgadas 236 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 787 leves. Com os novos registros, o estado agora totaliza 34.450 casos positivos da doença, sendo 14.336 graves e 20.114 leves. Pelo menos 67 pessoas vieram a óbito, incluindo um natimorto do sexo masculino.
De acordo com o documento, dos casos graves 1.051 evoluíram bem, receberam alta hospitalar e estão em isolamento domiciliar. Outros 5.713 estão internados, sendo 225 em UTI e 5.488 em leitos de enfermaria, tanto na rede pública quanto privada. Outros 1.449 pacientes foram recuperados do novo coronavírus em Pernambuco, totalizando 15.342 pessoas curadas da Covid-19 no Estado. Desse total, 4.765 são de casos graves e 10.577 casos leves. Até agora, os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 161 municípios pernambucanos, além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes em outros Estados e países.
Também foram confirmados laboratorialmente 67 óbitos (sendo 36 do sexo masculino e 31 do sexo feminino). Os novos óbitos confirmados são de pessoas residentes nos municípios de Recife (15), Jaboatão dos Guararapes (10), Ipojuca (4), Itapissuma (4), Cabo de Santo Agostinho (3), Paulista (3), Abreu e Lima (2), Carpina (2), Cortês (2), Glória do Goitá (2), Igarassu (2), Moreno (2), Olinda (2), Palmares (2), Água Preta (1), Aliança (1), Araçoiaba (1), Catende (1), Condado (1), Itambé (1), Pesqueira (1), São Joaquim do Monte (1), São José da Coroa Grande (1), São Lourenço da Mata (1), Surubim (1) e Vitória de Santo Antão (1). Com isso, o Estado totaliza 2.807 mortes pela Covid- 19.
As mortes ocorreram entre os dias 21.04 e 30.05 e os pacientes tinham idades entre 25 e 98 anos de idade, além de um natimorto (sexo masculino). Dos 67 pacientes que vieram a óbito, 43 apresentavam comorbidades confirmadas: hipertensão (31), diabetes (21), doença renal (6), histórico de tabagismo (5), doença cardiovascular (4), câncer (3), doença pulmonar (3), doença neurológica (2), etilismo (2), obesidade (2), Alzheimer (1), tuberculose (1), doença de Crohn (1) – o mesmo paciente pode ter mais de uma comorbidade. Dois não apresentavam comorbidades e os demais estão em investigação pelos municípios. As faixas etárias são: 0 a 9 (1), 20 a 29 (2), 30 a 39 (2), 40 a 49 (3), 50 a 59 (5), 60 a 69 (14), 70 a 79 (25), 80 ou mais (15).
Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 9.551 casos foram confirmados e 9.831 descartados. As testagens abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Estado foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar os profissionais da área da saúde.
Vacinação contra febre aftosa começa hoje
A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa acontecerá e 01 a 30 de junho, nela todos os bovinos e búfalos de todas as idades devem ser imunizados. Em Pernambuco espera-se que mais de 1,9 milhões de animais devam receber a dose da vacina.
Os criadores têm até o dia 30 de junho para comprarem as vacinas contra a doença em uma farmácia autorizada, mesmo o produtor que tem apenas uma cabeça de gado está obrigado a realizar a vacinação. Nesta campanha o produtor terá até o dia 31 de agosto para realizar a declaração dos seus animais.
A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) está oferecendo aos produtores a possibilidade de realizar a declaração da vacinação de forma online, sem necessidade de deslocamentos para os escritórios da agência.
“Sabemos das dificuldades de realizar essa campanha durante a pandemia do COVID 19, mas acreditamos que o produtor mais uma vez vai honrar seu compromisso e realizar a vacinação do seu rebanho, o adiamento para o mês de junho foi necessário para que tivéssemos mais tempo para organizarmos a campanha e pudemos implementar a declaração online”, ressaltou o presidente da Adagro, Paulo Lima. Para realizar a declaração online é necessário que o produtor realize o seu pré-cadastro no sitewww.adagro.pe.gov.br, no banner siapec3.
Até o momento já entrou no Estado mais de 1,4 milhões de doses de vacina contra a febre aftosa, o suficiente para imunizar boa parte do rebanho. O produtor que não vacina e não declara paga multa e fica proibido de transitar com o seu rebanho.











