sexta-feira, 1 de maio de 2026

Ações contra o Covid-19: Prefeito de Goiana rebate acusações de vereadores

O prefeito em exercício de Goiana, na Zona da Mata Norte, Eduardo Honório, rebateu as acusações feitas pelos vereadores do município de que a prefeitura não está realizando ações de combate ao coronavírus. Na quarta-feira (15), os vereadores enviaram representação ao Ministério Público de Pernambuco contra a prefeitura.

Eduardo Honório citou várias ações e medidas de combate e prevenção à Covid-19 e detalhou os investimentos em obras e equipamentos para melhorar o sistema municipal de saúde. Também cobrou dos vereadores ações efetivas de combate à pandemia. O prefeito lembrou que Goiana foi uma das primeiras cidades a criar o Comitê Municipal de Combate ao Coronavírus, formado por representantes das principais secretarias e que coordena os trabalhos, com reuniões diárias de acompanhamento.

“Nenhuma ação efetiva que está sendo feita pela Câmara Municipal que ainda, de forma perseguidora, cobra ações que já estão sendo realizadas pela Prefeitura de Goiana neste período de pandemia”, declarou Eduardo Honório.

Uma das cobranças dos parlamentares é a utilização da Upinha de Goiana para atender pacientes com a Covid-19. No entanto, de acordo com o prefeito, os vereadores parecem desconhecer que o município já iniciou a reforma do local, que irá servir como um hospital de campanha, com capacidade para pelo menos 40 leitos, e totalmente bancado com recursos próprios do município.

Outra cobrança dos vereadores é uma suposta má aplicação dos recursos públicos neste período de pandemia. Mas, além de estar montando um hospital de campanha, o município está construindo uma unidade de saúde em Ponta de Pedras, fazendo obras na Unidade Mista de Tejucupapo e na Policlínica Nossa Senhora da Vitória, além de estar reformando três postos de saúde (Catuama, Barra de Catuama e Gambá). Todas essas ações com recursos próprios. Ainda de acordo com o prefeito, outra denúncia equivocada é afirmar que não existe tratamento domiciliar por parte do município. “Pois, pacientes com a Covid-19, seus familiares e pessoas que tiveram contato com os pacientes recebem acompanhamento regular por parte da Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária”. O acompanhamento é feito por profissionais especializados e que utilizam todos os equipamentos de proteção.

Além do tratamento médico, também foi disponibilizado pela Prefeitura de Goiana o acompanhamento psicológico para pacientes e as famílias que precisam respeitar o período de quarentena. “Além dos muitos investimentos em saúde pública, o município está realizando diversas ações sociais para beneficiar as famílias em situação de vulnerabilidade. Milhares de cestas básicas estão sendo distribuídas pela Secretaria de Políticas Sociais. E a Secretaria de Educação está entregando nesta semana mais 10.500 Kits de Merenda para todos os alunos da rede municipal de ensino. Somando com as entregas realizadas no fim do mês de março, já são 21 mil Kits Merenda distribuídos pela Prefeitura”, disse o prefeito.

Eduardo Honório acrescentou que o governo também está realizando uma grande campanha para orientar e informar a população sobre como se prevenir contra a pandemia e para que seja mantido o isolamento social. Entre os meios utilizados estão as redes sociais da Prefeitura, rádios e carros de som. Além de informar, o município também fiscaliza e trabalha para que se cumpram todos os decretos do município e do Estado para o combate e prevenção do coronavírus. “No entanto, todas essas ações não são reconhecidas pelos vereadores. O único objetivo deles parece mesmo ser o de manchar o nome da cidade, atendendo interesses políticos e eleitoreiros em um grave momento que requer a união de todos para o combate ao coronavírus”, finalizou Eduardo Honório.

Grades de isolamento nas praças de Caruaru são colocadas para evitar circulação de pessoas

A Prefeitura de Caruaru, através da Secretaria de Serviços Públicos, iniciou o cercamento das principais praças da cidade.

A praça Chico Porto, no bairro Maurício de Nassau, foi a primeira a receber as grades de isolamento que faz o cercamento de toda a área, evitando assim a circulação e aglomeração de pessoas.

“É importante que a população entenda que neste momento o distanciamento social ainda é a melhor forma e prevenção ao Coronavírus. As aglomerações de pessoas aumentam o risco de contaminações e por isso o município adotou este medida preventiva nas praças com maior movimento na cidade”, ressaltou Ytalo Farias, secretário de serviços públicos.

Essa é mais uma ação de prevenção à Covid-19 e segue a recomendação dos principais órgãos de saúde, a fim de garantir o distanciamento social e a aglomeração de pessoas neste período de pandemia.

Big Bompreco, Lojas Americanas e agência da Caixa estão funcionando no Caruaru Shopping

O Caruaru Shopping, nesta época de pandemia devido ao coronavírus, está com apenas algumas operações funcionando. São elas: Big Bompreço, Lojas Americanas e agência da Caixa Econômica Federal.

O Big Bompreço está aberto todos os dias, das 8h às 20h. A Lojas Americanas funciona de segunda-feira a sábado, das 9h às 20h, e domingos e feriados, das 12h às 20h. Já a Caixa recebe os clientes de segunda a sexta, das 9h às 14h.

A entrada para quem deseja utilizar um desses serviços é diferenciada. Para ter acesso ao Big Bompreço, o centro de compras e convivência disponibiliza dois acessos exclusivos. Um é pelo corredor da entrada social próxima à academia e o outro é pela lateral do hipermercado. Já a Lojas Americanas e a Caixa Econômica Federal contam com entradas identificadas na parte posterior do shopping.

“Em caso de dúvidas, o shopping conta com seguranças e porteiros próximo a esses espaços para orientar os clientes. Estamos dispondo também de higienização para melhor atender a todos“, explicou Walace Carvalho, gerente de Marketing do centro de compras e convivência.

O Caruaru Shopping está localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis.

Recuperação do setor metalmecânico de PE cada vez mais distante

Depois de amargar quedas de produtividade, desemprego e, até mesmo, encerramento das atividades de algumas empresas fornecedoras do Complexo Portuário de Suape, o setor metalmecânico de Pernambuco sofre mais uma queda de braço. É que desde que os efeitos da Covid-19 chegaram à economia local, o segmento tem sido um termômetro do quanto esse efeito cascata deixará mais distante a recuperação do setor.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco (Simmepe) e 1º vice-presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), Alexandre Valença, boa parte das empresas fornece insumo para a cadeia produtiva e o efeito mais severo, neste momento, é não contar com a demanda do mercado. “Elas dependem do nível de investimento de outras indústrias, como as da construção civil, naval, automotiva. Quando não tem isso, naturalmente, a demanda cai e a produtividade das empresas de base é afetada”, disse, destacando que, além desse freio, existe também uma dificuldade atrelada ao canal de distribuição.

Valença reforçou a importância dessas empresas sobreviverem, pois são delas que nascem a produção de lata, autopeças, eletrodomésticos e até os insumos destinados à construção civil, por exemplo. “Ou seja, ficou dificílimo fazer qualquer projeção de retomada. Dessa vez, percebemos uma crise com um agravante muito maior: pois se antes a dificuldade se concentrava ao Complexo Portuário de Suape, agora, ela se tornou geral”, sentenciou.

Os efeitos disso tem acertado em cheio as indústrias de consumo do segmento, como as produtoras de aço, de minério de ferro, as serrarias até as fabricantes de panelas e de eletrodomésticos. “Se já estava ruim com a situação dos estaleiros, agora, ficará bem pior, pois, no momento, muitas têm optado por paralisar a produção, conceder férias coletivas ou usar os recursos do banco de horas para atenuar as perdas atuais e ajudar na sobrevivência delas próprias”, analisou.

Dados do Simmepe revelam que 60% das empresas do segmento estão paradas ou com a produtividade reduzida, de um total de 2 mil indústrias – sem contar as que concederam férias coletivas aos seus funcionários. “É um cenário deliciado, sobretudo porque ninguém teve experiência com pandemia e muito menos com o pós pandemia”, afirmou Valença.

O diretor presidente da Mectronic Eletromar, Wadi Nicola Mansour, bem sabe como está a dura realidade das empresas do segmento. Proprietário de duas unidades fabris de instalações elétricas e de um galpão, ocupando uma área de 35 mil metros quadrados em São Lourenço da Mata, Mansour está com a produção parada desde o dia 25 de março e concedeu férias coletivas para 800 colaboradores.

“O efeito é drástico e atinge 95% do faturamento da minha empresa, além de elevar a inadimplência para uma taxa de 70% (antes, não chegava a 1%). Isso quebra qualquer negócio e, por tabela, toda uma cadeia que depende disso. Hoje, no Brasil, temos mais de 100 mil pontos de vendas. Imagina a quantidade de postos de trabalho gerados indiretamente?”, questionou, explicando que é possível que a situação provocada pela Covid-19 tenha efeitos ainda mais drásticos se comparado à crise de 2014.

De lá para cá, o empresário disse não ter conseguido ocupar a capacidade instalada total das fábricas, que operavam em 60%. É provável que, quando a pandemia arrefecer, esse percentual não chegue a 50% em virtude, sobretudo, da retração de 30% do mercado de material de construção. A Mectronic Eletromar destina 97% da sua produção para o mercado interno, sendo dividida entre as regiões Nordeste, Sul e Sudeste; e 3% para o mercado externo, atendendo os países das américas Latina e Central e o Oriente Médio.

Assim como a empresa de Mansour, outros negócios pernambucanos estão passando por essa mesma situação e, por isso, o 1º vice-presidente da FIEPE, Alexandre Valença, acredita que as soluções para mitigação dos efeitos estão no retorno dos investimentos por parte dos governos, no financiamento dos bancos públicos e privados e no retorno das grandes obras públicas.

Dados externos

Além da crise atingir o mercado interno do setor metalmecânico, o externo também tem dado sinais de retração. Informações compiladas pela FIEPE, com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, dão conta que há uma queda nas exportações de embalagens de alumínio – inseridas nas indústrias metalúrgicas – de 35% de fevereiro para março, registrando recuo de 25% da média do ano passado. Para se ter ideia, 77% do mercado externo atendem Argentina, Paraguai e Chile – também afetados pelo coronavírus.

Crônica da tragédia anunciada

O exercício da política pode atrapalhar, se a atmosfera do centro de decisões ficar contaminado pela toxidade do poder, poder que, como dizem uns: chega a cegar, revelar, alienar ou dificultar na tomada de decisões. A busca pelo poder também pode conduzir ao mesmo caminho.

A polarização política aberta nas trincheiras das ruas e urnas ganharam um novo campo de batalha, o coronavírus. A ciência fria, intocada, foi infectada em certos aspectos pela guerra ideológica. Isolamento vertical ou horizontal, uso ostensivo de cloroquina ou a espera por mais teste, economia ou saúde, abre ou fecha o comércio, questões complexas ganham ares de simplificadas com a escolha de lado, a depender de conveniências políticas e ideológicas.

Os impactos políticos do COVID-19 ainda não podem ser medidos e dimensionados em sua amplitude, mas logo se percebe que parte da opinião pública demonstra uma aptidão para o caminho do centro. Mudou-se o eixo gravitacional que conduziram o presidente Bolsonaro ao poder. Antes, o antipetismo e antilulismo e o seu oposto ao bolsonarismo davam a tônica do debate político no Brasil; com o abandono de ações contemporizadoras acerca do coronavírus, houve o fortalecimento de movimentos ligados ao centro, corroendo o capital político do presidente e colocando a oposição Lula/PT/Esquerdas na periferia do debate público e político.

O principal agente do caso é o próprio presidente da República que, por meio de uma série de contradições e gestos erráticos, corroe, dia a dia, seu capital político. Pesquisa realizada pelo Datafolha acerca do desempenho das autoridades no combate ao coronavírus apresentam um cenário interessante. O presidente figura com 33% de aprovação; já o governador de São Paulo tem 51% e o do Rio de Janeiro 55%. Em uma força motriz antagônica ao pensamento do presidente, o então ministro da Saúde aparece com aprovação de 76% quando a pauta é ações de combate ao coronavírus.

Já a oposição de esquerda, sem pauta propositiva, juntou os desafetos Ciro Gomes, Haddad e outros, como Boulos e Dino, que pediram a renúncia de Bolsonaro em manifesto produzido pelo som das panelas que vibraram e agitaram os opositores. O manifesto mostrou-se alternativa sem viabilidade e, se posto adiante, geraria mais caos, insegurança e instabilidade. O pedido de renúncia do presidente Bolsonaro é um ato de manifesto desespero e falta de compreensão do momento em que atravessa o país e o mundo.

Sem capacidade de unir o Brasil ou até mesmo setores de seu governo, Bolsonaro vem pagando um preço muito alto, que custa capital político e vidas humanas. O fenômeno da unidade nacional em torno de um inimigo comum, no caso de guerras, tragédias naturais, humanas ou epidemiológicas, onde se propõe uma racional e salutar trégua política unindo o país, ao que parece, não chegará ao Brasil. Pelo contrário, temos um cabo de guerra e uma babel mal engendrada por quem deveria assumir o compromisso com os reais problemas do país.

Goethe, pensador Alemão, estabeleceu frase célebre que se imortalizou e que, no presente momento, deve servir como pensamento ao cenário político que se apresenta. Disse o escritor alemão:
“Tudo o que é vivo forma uma atmosfera ao seu redor.”

O Brasil precisa urgentemente construir um ambiente politicamente favorável para dissolver os arroubos ideológicos e políticos e entender que o inimigo é comum e precisa do auxílio e contribuição de todos.

Coluna Esplanada

Brasília, sexta-feira, 17 de abril de 2020

Povo na rua

Setor por setor, semana por semana, em horários controlados. A abertura gradativa e planejada é o trunfo do Governo federal para o País voltar à normalidade em maio, mesmo diante do acalorado debate popular sobre o ‘fica em casa’ ou ‘sai pra rua’, e as medidas de prevenção baseadas na ciência. Conforme a Coluna antecipou na quarta-feira, maio é o mês que será o teste para o presidente Jair Bolsonaro colocar o país de volta no rumo, mesmo devagar. Mas o compromisso é mútuo – a população será cobrada a fazer sua parte, com foco no distanciamento pessoal, uso de máscaras e práticas de higiene, além de evitar festas e aglomerações.

Em Brasília

Pioneiro no decreto do confinamento, Ibaneis Rocha, governador do DF, se antecipou ontem e avisou que vai reabrir o comércio dia 3 de maio. Mas as aulas, só voltam junho.

Brazilian way..

A política do presidente Donald Trump junto a ilegais nos Estados Unidos tem sido rígida. De janeiro de 2019 até ontem, 971 brasileiros foram repatriados.

..of life

Já o Brasil avança, como pode, na concessão de refúgio a estrangeiros. Foram 120 este ano – 51 deles venezuelanos. Número baixo pela quantidade que entra legalmente.

Novos brazucas

Os cidadãos que mais conseguem refúgio no Brasil, além da Venezuela, são egressos de Síria, Cuba, Togo, Guiné, Palestina, Paquistão, Quênia, Mauritânia e Iraque.

Perderam

Nem os militares, que torciam pelo almirante Antonio Barra (Anvisa), nem parte da bancada da saúde, que fazia lobby por Osmar Terra. O presidente Bolsonaro trouxe Nelson Teich para o ministério da Saúde, apadrinhado por empresários judeus paulistas.

À prova

O médico Teich é a saída para um chefe que não quer político palanqueiro na vaga. Teich pode ser uma guinada, ou um desafio imenso, por não ter contato com a frente parlamentar da Saúde. Os próximos meses mostrarão se terá ginga no cargo.

Sofra, brasileiro

De quem conhece os meandros do ministério de vários Governos: só a transição, com troca de informações essenciais entre equipes de Mandetta e Teich vai durar um mês.

Nos trilhos

Avança em Brasília o projeto da construção da linha do VLT ligando o Aeroporto JK ao fim da Asa Norte – com estações a cada 500 metros nas vias W3. A BF Capital, comandanda por Renato Sucupira, tem contato semanal com a equipe do Governo do DF para a conclusão do planejamento.

Custo-benefício

“A ideia é a reurbanização das vias W3 Norte e Sul, um projeto que vai ajudar na mobilidade urbana da capital, revitalizar a avenida, fortalecer o comércio”, conta Sucupira, ressaltando ser um veículo movido a energia limpa. A previsão é de funcionamento até meados de 2022. É o famoso value for money com retorno social.

Coronamulta

Caso estranho na turística Pirenópolis (GO) – que tem até conselho fiscalizador nomeado pela prefeitura, no combate ao coronavírus. Uma senhorinha, moradora, recebeu poucos familiares em casa, foi flagrada e multada em 10 salários mínimos. O “fiscal” deu prazo de 5 dias para ela recorrer – quatro dias ‘caíram’ no último feriadão. Ela perdeu o prazo e chora o prejuízo do dinheiro que nem tem.

Bibo..

A exemplo dos petistas que incluem Lula no sobrenome, homenagem ao ex-presidente, o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) adotou o Bibolsonaro. E criou página no Facebook.

Quatro rodas

Com os aviões no chão e a maioria dos aeroportos fechados, a Movida está procurando vagas em várias 9 cidades (6 delas, capitais ) para estacionar mais de 7,3 mil carros.

 

Mais três casos de Covid-19 em Caruaru

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa mais três casos positivos de Covid-19 na cidade. As transmissões foram do tipo comunitária.

Pacientes:
– 28 anos, quadro de saúde estável e em isolamento domiciliar;
– 57 anos, quadro de saúde estável e em isolamento domiciliar;
– 77 anos, internado em UTI.

Caruaru conta, agora, com 12 casos confirmados de Covid-19.

 

Quem é Nelson Teich, substituto de Mandetta

Anunciado como substituto de Luiz Henrique Mandetta (DEM) no comando do Ministério da Saúde, o médico oncologista e empresário Nelson Teich tem pontos de vista próximos aos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre políticas de isolamento social e o equilíbrio entre quarentenas e retomada da atividade econômica. Teich e Bolsonaro se reuniram mais cedo hoje.

Teich é formado pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro e tem mestrado em Economia da Saúde pela Universidade de York, na Inglaterra. Ele chegou a ser cotado para assumir a Saúde logo após a eleição de Bolsonaro, em novembro de 2018, mas o lobby do DEM — partido de Onyx Lorenzoni (ministro da Cidadania, ex-Casa Civil), Ronaldo Caiado (governador de Goiás) e Mandetta — falou mais alto.

Ele já foi sócio de Denizar Vianna, atual secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos do Ministério da Saúde.

Nesta manhã, Mandetta participou de uma live do FIS (Fórum de Inovação Saúde) e não citou Teich nominalmente, mas comentou sobre “um dos nomes que está saindo aí”.

“O Denizar conhece bem, eu também o conheci em Londres, é um pesquisador. Mas não conhece bem o SUS”, opinou.

Saiba mais sobre o que Teich já disse sobre as principais questões no enfrentamento da COVID-19.

Isolamento inteligente

Em texto publicado em seu LinkedIn, Teich defende um “isolamento inteligente”. Ele diz que o chamado “isolamento vertical”, defendido por Bolsonaro e aliados, “tem fragilidades e não representaria solução definitiva”.

Para ele, a melhor estratégia seria um modelo semelhante ao aplicado na Coreia do Sul, com testagem em massa e “estratégias de rastreamento e monitorização, algo que poderia ser rapidamente feito com o auxílio das operadoras de telefonia celular”.

Medida semelhante foi adotada por alguns governadores, como em Santa Catarina e São Paulo, sob duras críticas dos primeiros-filhos Carlos e Eduardo Bolsonaro, que chegaram a dizer que a ação é “ditatorial”.

O MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), que havia planejado ação parecida em nível nacional semanas antes, apagou a publicação no Twitter em que fazia o anúncio.

Saúde ou economia?

Para Teich, a estratégia atual é desastrosa, porque trata temas “complementares como se fossem antagônicos”. “A situação foi conduzida de uma forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro, entre pacientes e empresas, entre o bem e o mal” , escreveu.

No entanto, ele não detalha qual seria seu plano de ação. Para ele, uma visão polarizada e a adoção de “posições radicais” só atrapalhariam o entendimento da situação.

Na publicação, Teich defende a criação de um sistema de dados, que integraria os estados e possibilitaria um gerenciamento melhor de leitos e insumos. Ele também advoga por um alinhamento entre as orientações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Fonte: CNN