sábado, 2 de maio de 2026

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, TERÇA-FEIRA, 7 DE ABRIL DE 2020

Olha o gás!

Uma crise de abastecimento silenciosa avança na região Sudeste, principalmente nos distribuidores de Rio de Janeiro e São Paulo. Pode faltar gás de cozinha na praça nos próximos dias. O movimento de saída do produto nas refinarias caiu muito, e o botijão já é vendido a mais de R$ 100 em cidades dos dois Estados. O Governo paulista se antecipou e tabelou o botijão a R$ 70 para não onerar mais o cidadão. Soma-se a isso o fato de o consumo caseiro ter aumentado muito, ao passo que o industrial teve queda drástica. Quem acompanha o setor garante que o mercado pode sofrer desabastecimento em duas semanas nesse ritmo, e o Espírito Santo pode ser o próximo atingido.

Mar & ar

O Governo tem um grande desafio para trazer os kits de testes de covid comprados na Ásia. De navio, a carga demora um mês. Há plano para enviar um KC 90 da FAB.

Cofre da Esplanada

Só dinheiro explica o sai-não-sai do ministro Luiz Mandetta do cargo. O presidente quer Saúde do DEM – cuja bancada e deputados de vários partidos se uniram para mantê-lo.

Abduzido na crise

O prefeito de Varginha (MG), Antonio Silva, renunciou ontem. Estava em outro mundo. Voltou de férias há dias, em meio à pandemia que assola o País há 3 semanas, e decretou reabertura do comércio. Não aguentou a pressão do MP e do povo.

China e EUA

O Ministério da Saúde não perdeu produtos para os Estados Unidos. É que não houve contrato a tempo na compra de máscaras e respiradores da China que foram parar no mercado americano. A burocracia mais uma vez prejudicou o País. A Coluna apurou que os trâmites foram cumpridos no rito processual da pasta: divulgação do edital, pregão, anúncio do vencedor, publicação no D.O. Mas antes da última fase, a assinatura do contrato, os EUA fizeram compra direta da fábrica chinesa. É do jogo capitalista.

Segurança jurídica

As regras jurídicas de contratos deste tamanho são rígidas e envolvem variados órgãos de fiscalização, além de multas milionárias. E o caso ainda poderia para nas mesas da Organização Mundial do Comércio. Mas simplesmente não houve contrato.

Kits garantidos

O Ministério da Saúde suou a camisa para conseguir os 200 milhões de kits. Após o pregão, só a quinta empresa consultada prometeu entregar o montante necessário para o Governo, e assinou o contrato. A vencedora, e as outras empresas que ficaram de 2º a 4º lugares no edital prometeram bem menos que isso – de 10 milhões a 30 milhões de kits.

Na pista

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, civis e militares, programam grande carreata pela abertura do comércio, dia 15, em Brasília.

Se vira, povo

A desembargadora presidente do TRT de Alagoas, Anne Inojosa, derrubou decisão do juiz da 5ª Vara do Trabalho de Maceió, Nilton Beltrão, que obrigava a prefeitura a entregar material de EPI para médicos da rede muncipal. Ontem, houve relatos à reportagem de que havia profissionais sem material no atendimento em postos de saúde.

MERCADO

Telão no off

Com os cinemas fechados desde o início da segunda quinzena de março, o setor já prevê um prejuízo de R$ 1,2 bilhão no Brasil se as salas ficarem bloqueadas até o fim de junho. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex), pedidos pela Coluna.

Sem licença, 007

Pelo menos, até agora, 20 grandes lançamentos de filmes foram adiados no Brasil. Entre eles o mais esperado, a nova aventura do espião 007.

Folga no saldo

O SESCON solicitou e o governador de São Paulo, João Dória, confirmou a prorrogação por 90 dias do pagamento do ICMS e ISS para micro e pequenas empresas. Mas Dória pediu garantias de manunteção de empregos no comércio.

Estácio agiu

A Universidade Estácio, alvo de críticas de alunos de medicina por não aliviar nesta crise (R$ 10,4 mil de mensalidade), montou modelo de aulas presenciais teóricas com transmissão pela internet. Garantiu que 20 mil alunos terão mensalidades abonadas, e outros 20 mil terão pagamento flexibilizado durante a quarentena.

Correção

Os juízes Renato Brandão e Renata Gil, presidentes da AJUFE e AMB, respectivamente, são egressos da UERJ, e não da UFRJ.

ESPLANADEIRA

# A APSA, que administra 3 mil condomínios, e a startup Fit Anywhere fecharam parceria para oferecer treinamento gratuito durante o confinamento, pelo instagram @ oficialapsa.

 

Rede de Solidariedade faz primeira entrega de cestas básicas em Caruaru

Na manhã desta segunda-feira (6) aconteceu a primeira entrega de cestas básicas da campanha Rede Solidariedade. Os alimentos e materiais de higiene social foram distribuídos no Santuário da Graça, no bairro Petrópolis.

O público inicial alvo dessa entrega – catadores de recicláveis e ambulantes do município de Caruaru – foi escolhido pelo comitê gestor da Rede de Solidariedade e representantes das instituições participantes.

O Transforma Caruaru e seus parceiros, como Lions, Rotary, Acic, CDL, SindLoja, OAB, Diocese de Caruaru, Prefeitura Municipal de Caruaru, Câmara de Vereadores, Maçonaria, Igrejas evangélicas, centros espíritas, juris coworking, e diversos outros colaboradores e voluntários estão arrecadando cestas básicas e kits de higiene para minimizar o impacto da crise econômica causada pelo isolamento social, provocado pelo novo coronavírus.

Conforme decreto municipal 026/2020, as atividades desenvolvidas pela Rede de Solidariedade são prestação de serviço público, e serão avaliadas por comitê gestor e conselho financeiro previamente estabelecido. Toda a entrega foi realizada por voluntários cadastrados na plataforma transformacaruaru.com.br e por representantes dessas instituições apoiadoras da campanha.

Doações

Para quem estiver disposto a ajudar, as doações podem ser feitas pela conta do Lions Caruaru, um dos apoiadores da ação: Banco do Brasil, Agência n⁰ 1421-4, Conta Corrente n⁰ 16355-4, CNPJ 10022291/0001-72. Dois pontos de arrecadação também estão disponíveis: Prefeitura de Caruaru, na Praça Teotônio Vilela, s/n, bairro Nossa Senhora das Dores; e no Lions Internacional, localizado na rua Suíça, n⁰ 100, bairro Universitário.

Foto: Gabriela Lima

Associação dos Distribuidores Honda destaca crescimento do comércio online

Compre a sua moto Honda sem sair de casa. É com esse lema que as concessionárias Honda estão enfrentando a pandemia do coronavírus. Se antes os negócios online e por telefone já faziam parte do dia a dia das lojas, agora recebem ainda mais atenção e se tornaram a melhor opção para os consumidores. De acordo com Leonardo Maranhão, presidente da Associação dos Distribuidores Honda em Pernambuco, Alagoas e Paraíba, e diretor da concessionária Maravilha Motos, a procura por esse tipo de serviço vem crescendo.

Ele explica que nos sites das concessionárias os interessados vão encontrar todas as informações, escolher modelos de motos, fazer simulações de financiamentos, e ver os contatos para conversar com os atendentes por telefone ou WhatsApp. Também estão disponíveis as opções para o Consórcio Honda, que oferece parcelas mensais a partir de R$ 142,21 (com seguro).

“As nossas lojas físicas também estão nos meios digitais. Atendemos com toda comodidade, sempre protegendo a saúde dos nossos colaboradores e clientes, pois sabemos da nossa responsabilidade social. Assim, já constatamos crescimento no comércio online”, diz Leonardo Maranhão.

Ele explica que no site da Honda Motos (https://www.honda.com.br/motos/concessionarias) os interessados podem localizar as concessionários da sua cidade ou região.

Entre os trabalhos que a Associação Brasileira de Distribuidores Honda (Assohonda) desenvolve – através do núcleo operacional NOA Nordeste II, que atua nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba – está o Programa Moto Amiga, que ensina técnicas de pilotagem defensiva e contribui para um trânsito cada vez mais seguro.

Governo usará dados de operadoras de telecomunicação para monitorar circulação de pessoas

As operadoras de telecomunicação repassarão informações sobre a circulação de pessoas para que o governo faça avaliações e desenvolva estratégias de prevenção e combate à epidemia do novo coronavírus. A parceria vai durar o período da calamidade pública da covid-19 e envolve as empresas Vivo, Claro, Oi, Tim e Algar.

De acordo com o sindicato das empresas do setor (Sinditelebrasil), serão repassados dados agregados e anonimizados da circulação dos seus clientes. Os dados permitirão visualizar “manchas de calor” da concentração de pessoas em localidades de todo o país, auxiliando o governo a localizar onde estão ocorrendo aglomerações.

Quando uma pessoa liga um celular, o aparelho se conecta a uma antena, chamada no linguajar técnico de Estação Rádio-Base (ERB). Segundo o presidente executivo do Sinditelebrasil, Marcos Ferrari, a informação repassada ao governo será de quando e onde ocorreram essas conexões entre usuário e redes das operadoras.

“O que nós estamos disponibilizando para o governo é este dado estatístico agregado. Não vamos falar em número de linha nem em nome da pessoa. Em tal dia estavam conectadas tantas linhas em tal antena. Isso é um mapa. Olha por cima do país e enxerga como se dá a concentração de pessoas, deslocamento delas por meio deste mecanismo estatístico”, disse Ferrari.

Os dados serão consolidados no fim do dia e repassados a um servidor da empresa estadunidense Microsoft, de onde poderão ser acessados pelo governo. Assim, o “mapa” mostrará a situação sempre do dia anterior. As cinco operadoras possuem uma grande base de dados, somando 214 milhões de chips (embora vários clientes tenham mais de um chip).

“A forma como o governo vai usar esse dado pode ser de diversas maneiras. A gente não vai interferir nisso, pois é uma decisão do governo. Pode ser uma universidade que pode fazer esse uso dos dados, ou empresa terceirizada que lide com inteligência artificial. Para isso governo está botando a governança dele para aplicar de maneira eficiente estes dados”, comenta o executivo do Sinditelebrasil. Ele acrescenta que os princípios de proteção previstos na Lei Geral de Proteção de Dados e do Marco Civil da Internet serão respeitados.

Transparência

Na avaliação do conselheiro do Laboratório de Políticas Públicas e Internet da Universidade de Brasília (Lapin) Thiago Moraes, é importante que o governo se certifique que os dados disponibilizados na “nuvem” da Microsoft não sejam usados para outras finalidades. Mesmo não estando em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados, ele defende que seus princípios e diretrizes sejam respeitados.

“O Art. 6º atenta para que o tratamento seja limitado ao mínimo necessário, e se evite o uso excessivo dos dados. Isto significa, entre outras coisas, que uma vez superada a crise, os dados coletados devem ser eliminados. É importante também que tão logo uma política pública seja definida, sua finalidade seja transparecida à população [o princípio da transparência previsto no art. 6º]”, destaca o pesquisador.

A Lei Geral de Proteção de Dados instituiu as normas para coleta e tratamento de dados. Aprovada em 2018, ela entraria em vigor em agosto, mas o Senado adiou o início da vigência para o início do ano que vem. Contudo, o Marco Civil da Internet (Lei 12.965 de 2014) também prevê a garantia da privacidade dos dados dos internautas.

Para a coordenadora do Coletivo Intervozes Marina Pita, a falta de uma legislação cria um vácuo preocupante e seria importante ter mais informações sobre como os dados da grande maioria da população serão tratados.

“Princípios como proporcionalidade, necessidade e finalidade, incluindo o descarte após atingida a finalidade, por exemplo, estão sendo observados? Deveria haver mais detalhes inclusive em relação aos procedimentos de anonimização e agregação utilizados porque há vários exemplos de reidentificação de dados anonimizados. Um sistema como esse não pode perdurar e deveria haver formas de auditar e fiscalizar o seu uso”, defende.

A Agência Brasil entrou em contato com os ministérios da Saúde (MS) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e aguarda retorno.

Por: Agência Brasil

‘Coronavoucher’: sai hoje o calendário de pagamento dos R$ 600

O governo federal deve começar a pagar nesta semana o benefício emergencial de R$ 600 que vai ajudar os trabalhadores informais a se sustentarem nesse período de pandemia. Por isso, vai divulgar, hoje, o calendário de pagamento e o endereço do aplicativo que vai cadastrar os trabalhadores informais que têm direito ao auxílio. O valor total por família será de R$ 1,2 mil.
Têm direito ao auxílio, além dos informais, os microempreendedores individuais, os beneficiários do Bolsa Família e as mulheres que cuidam sozinhas da família. Essas, por sinal, podem receber o valor em dobro, ou seja, R$ 1,2 mil.
Os últimos detalhes do chamado “coronavoucher”, que promete liberar R$ 98 bilhões para 54 milhões de brasileiros nos próximos três meses, serão divulgados pelo Ministério da Cidadania e pela Caixa Econômica Federal em uma coletiva de imprensa prevista para acontecer nesta tarde no Palácio do Planalto. Mas o cadastramento dos cerca de 20 milhões de trabalhadores informais que hoje não estão registrados em nenhum programa do governo federal só começa amanhã. Por isso, os governantes pedem que os brasileiros aguardem as orientações oficiais em casa e ressaltam que a ideia é fazer tudo de forma on-line, para evitar aglomerações nas agências bancárias e, assim, assegurar o sustento e também a saúde desses trabalhadores.
De acordo com o Ministério da Cidadania, os beneficiários do Bolsa Família que normalmente ganham menos que R$ 600 já vão receber esse benefício automaticamente, no mesmo dia em que receberiam o depósito do Bolsa Família. Os microempreendedores individuais (MEIs) e os contribuintes individuais ou facultativos do INSS que têm direito ao auxílio (ver as condições ao lado) também devem receber os R$ 600 de forma automática nas suas contas bancárias, de acordo com o calendário de pagamento que será divulgado hoje pela Caixa.
Os informais que estão registrados no Cadastro Único do governo federal também terão o benefício garantido por esse calendário de pagamento. Já os trabalhadores informais que não têm cadastro em nenhum programa do governo federal devem solicitar o benefício a partir de amanhã, por meio de um aplicativo que também terá o endereço revelado na entrevista de hoje.
Segundo a Caixa Econômica Federal, que vai operacionalizar o app, o aplicativo será gratuito e simplificado como o do saque imediado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). E, como deve ser baixado por milhões de trabalhadores assim que for ao ar, também contará com o suporte de uma central telefônica e um site.
A ideia do governo é receber todas as informações dos trabalhadores informais exclusivamente por esses canais virtuais. E, depois disso, conferir esses dados para poder liberar o pagamento. A expectativa do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, é que esse processo de checagem e depósito dure apenas 48 horas. Isso significa que, se tudo der certo, os trabalhadores informais vão receber os R$ 600 apenas dois dias depois de se cadastrarem no aplicativo. Quem se cadastrar amanhã pode, portanto, receber o auxílio já na quinta-feira, antes do feriado da Semana Santa.
Segundo a Caixa Econômica Federal, que vai ficar à frente do pagamento, será possível liberar o recurso nesse prazo porque o pagamento também será virtual. A ideia é fazer um depósito na conta do trabalhador ou criar contas de poupança digitais gratuitas para quem ainda não tem conta no banco. Também está em estudo, porém, liberar saques físicos nas lotéricas e nos terminais de autoatendimento bancário.
Impacto fiscal 
Segundo o Ministério da Economia, o orçamento de R$ 98 bilhões representa 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e é maior do que tudo que estava disponível no Orçamento deste ano para as despesas discricionárias do governo antes da crise da Covid-19 (R$ 95 bilhões). É, portanto, a medida do pacote de enfrentamento ao coronavírus de maior impacto fiscal já anunciada pelo governo. E esse orçamento ainda pode ter que crescer, caso a pandemia do novo coronavírus dure mais que o esperado no Brasil. Afinal, os R$ 98 bilhões consideram o pagamento do coronavoucher por um período de três meses.
Esta não seria a primeira ampliação do programa. Inicialmente, o governo havia anunciado apenas um auxílio de R$ 200 para os informais. A ampliação do valor e do público do benefício foi negociada pelo Congresso. Por isso, o presidente Jair Bolsonaro já admitiu que, se for preciso, o prazo de pagamento dos R$ 600 pode ser estendido para mais de três meses.

Mais sete mortes e 25 casos confirmados da Covid-19 em Pernambuco

Foram confirmados mais 25 casos da Covid-19 em Pernambuco, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), neste domingo (5). Também foram contabilizadas mais sete mortes pelo coronavírus, totalizando 21 óbitos. O total de curas é 25.

Entre os novos pacientes confirmados com a doença, 10 são do sexo masculino e 15 do feminino, com idades entre os 25 e 93 anos. Com as novas confirmações, sobe para 201 o número de ocorrências da doença no Estado.

Do total de casos confirmados, 87 estão em isolamento domiciliar e 68 internados, sendo 19 em UTI/UCI e 49 em leitos de isolamento. Outros 25 pacientes já estão recuperados. Os casos estão distribuídos por 14 municípios: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, São Lourenço da Mata, Palmares, Belo Jardim, Caruaru, Petrolina, Ipubi, Aliança e Goiana, além do Arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes em outros estados e países.

Os óbitos confirmados foram de quatro homens e três mulheres, com idades entre 55 e 84 anos. A maioria das vítimas era das cidades de Recife e Olinda. Um homem natural de Palmares, de 64 anos, faleceu em uma unidade privada do Recife. Ele estava fazendo tratamento contra um câncer.

Saiba mais sobre as sete vítimas mais recentes:

1 – Mulher, 69 anos, do Recife. Faleceu em 31.03 em uma unidade privada de
Jaboatão;

2 – Homem, 60 anos, de Olinda. Faleceu em 29.03 em uma unidade privada do
Recife;

3 – Mulher, 62 anos, do Recife. Tinha diabetes, doença cardiovascular crônica e
doença renal crônica. Faleceu em 03.04 em uma policlínica do Recife;

4 – Mulher, 84 anos, do Recife. Tinha doença cardíaca, diabetes e hipertensão.
Faleceu em 03.04 em uma UPA do Recife;

5 – Mulher, 55 anos, de Olinda. Tinha diabetes, doença renal crônica e pneumonia
crônica. Faleceu em 04.04 no Hospital dos Servidores, no Recife;

6 – Homem, 64 anos, de Palmares. Estava fazendo tratamento contra um câncer.
Faleceu em 04.04 em uma unidade privada do Recife;

7 – Homem, 75 anos, do Recife. Faleceu em 04.04 em uma unidade privada do
Recife.

Folhape

MEC autoriza antecipar formatura de alunos da área de saúde

O Ministério da Saúde autorizou a formatura de alunos dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia, exclusivamente para atuação desses profissionais nas ações de combate à pandemia do novo coronavírus. A Portaria nº 374/2020 foi publicada hoje (6) no Diário Oficial da União.

A medida vale para instituições federais de ensino e tem caráter excepcional, enquanto durar a situação de emergência de saúde pública. Para antecipar a colação de grau, os alunos precisam ter cumprido 75% da carga horária prevista para o período de internato médico ou estágio supervisionado.

O internato médico é o período de dois anos de estágio curricular obrigatório para os estudantes de medicina. Já o estágio obrigatório supervisionado para os cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia equivalente a 20% da carga horária total do curso.

A seleção e alocação dos profissionais será articulada com os órgão de saúde municipais, estadusia e distritais. Para as ações de combate à covid-19, o Ministério da Saúde emitirá um registro profissional provisório.

De acordo com a portaria, a carga horária dedicada pelos profissionais no esforço de contenção da pandemia deverá ser computada pelas instituições de ensino para complementação das horas devidas de estágio obrigatório, para a obtenção do registro profissional definitivo. A atuação dos profissionais também será bonificada, uma única vez, com o acréscimo de 10% na nota final do processo de seleção pública para o ingresso nos programas de residência.

Na semana passada, o governo encaminhou ao Congresso a Medida Provisória (MP) nº 934/2020 que estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e do ensino superior. Nela está previsto que instituições de educação superior poderão abreviar a duração desses cursos, desde que o aluno cumpra, no mínimo, 75% da carga horária do internato do curso de medicina ou do estágio curricular obrigatório dos cursos de enfermagem, farmácia e fisioterapia.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Foto: © Arquivo/Paulo Marrucho/IDOR/Direitos reservados

Coronavírus: bancos oferecem benefícios para deixar a dívida para depois

Com a crise provocada pelo novo coronavírus, bancos estão disponibilizando benefícios especiais para desafogar financeiramente os correntistas. Suspensão de parcelas de financiamentos e oferta de linhas de crédito ao consumidor são alguns dos incentivos dados pela Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Santander e Bradesco. Mas, muita gente que tem procurado as instituições reclama das dificuldades para ter acesso aos serviços. Entidades de varejo enviaram cartas ao Banco Central e ao Ministério da Economia relatando os entraves impostos pelos bancos para acesso ao crédito.
No Itaú, por exemplo, o cliente pode suspender por até 60 dias serviços de empréstimo pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis e financiamento de veículos. Mas, para usufruir do benefício, é necessário que os contratos estejam em dia.
A oferta está disponível até 16 de maio. Durante o congelamento da parcela, fica mantida a mesma taxa de juros, sem a cobrança de multa. Porém, o banco ressalta que pode haver incidência de IOF –– Imposto sobre Operações Financeiras –– adicional, devido ao prolongamento do prazo total do empréstimo. Neste momento, o IOF está suspenso pelo governo.
Na simulação, feita pela central de atendimento telefônico, pessoas físicas podem conferir o novo valor de cada parcela e solicitar o benefício. Já pessoas jurídicas devem entrar em contato com o gerente de negócios para solicitar o congelamento de parcelas.
Jéssica Martins, 27 anos, é cliente do Itaú e financiou um veículo pelo banco. A designer optou por suspender duas prestações do crédito por 60 dias. Assim, o valor que seria utilizado para pagar as prestações agora servirá para manter outras contas em dia. “Aqui em casa, só eu estou com o salário integral até agora. Logo, tivemos que nos reorganizar e o benefício ajudou bastante”, comentou Jéssica sobre as mudanças financeiras provocadas pela crise da Covid-19.
A jovem conta que não houve juros. Assim, o banco apenas congelou dois pagamentos, que serão retomados ao final do contrato.
O Banco do Brasil oferece linhas de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) com condições especiais para aquisição de um novo empréstimo pessoal ou renegociação de um já existente. As carências para pagamento da primeira ou da próxima parcela variam entre 60 e 180 dias, de acordo com o produto escolhido. O cliente também pode requisitar o chamado Pula Parcela e, assim, flexibilizar o cronograma de pagamento da prestação, ficando de um a dois meses sem pagar as prestações.
As micro e pequenas empresas também podem adiar o vencimento de até duas parcelas no BB, que ficarão para o final do cronograma de pagamento do contrato. Os juros serão diluídos nas próximas mensalidades.
O Bradesco também anunciou mudanças nos pagamentos de dívidas e prestações. Os clientes da instituição terão 60 dias para pagar suas contas, mas só podem pedir o benefício aqueles que estiverem em dia com o banco. As taxas de juros que foram contratadas inicialmente serão mantidas e haverá cobrança proporcional, considerando-se a carência solicitada para o restante da operação.
O pedido de prorrogação pode ser feito nos canais digitais do Bradesco da seguinte forma: crédito pessoal, crédito parcelado, capital de giro e cheque especial de pessoas físicas e jurídicas. É necessário que o cliente ligue para a agência em que mantém conta e solicite a prorrogação. O gerente fará ajuste no contrato e disponibilizará a nova proposta nos canais do banco (internet banking, celular e autoatendimento), pelos quais o cliente fará a validação da alteração do contrato.
Salário integral 
O empresário Flávio Machado, 57 anos, conta que solicitou ao Bradesco um empréstimo como pessoa jurídica, com até seis meses de carência e 30 meses para pagamento. O objetivo é pagar os salários dos funcionários das duas escolas de música que administra.
“Nossa prioridade é assegurar a todos os colaboradores com o pagamento integral de salários e, ao mesmo tempo, manter as empresas de pé”, afirma. Flávio conta que a pandemia do coronavírus prejudicou o planejamento financeiro do negócio. As aulas, porém, continuam por meio digital e, dessa forma, consegue manter as matrículas existentes.
Apesar das condições de empréstimos oferecidas, o empresário se preocupa com a incerteza  até a retomada da normalidade. Representa, segundo ele, que pode recorrer a novos empréstimos.
O Santander Brasil está disponibilizando a ampliação automática de 10% no limite do cartão de crédito de todos os clientes adimplentes. Outra ação é o Programa Esfera, que concederá 12% de desconto para compras on-line em farmácias parceiras. O cliente ainda ganha o dobro de pontos em qualquer compra por aplicativo e prorrogação no prazo para o pagamento de dívidas aos clientes que solicitarem. A instituição ainda criou um hotsite para orientar os clientes interessados em prorrogar o vencimento das dívidas por até 60 dias, em linha com a determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A Caixa Econômica Federal já havia prorrogado por 60 dias os prazos para pagamentos de dívidas, mas, devido ao recrudescimento da pandemia, aumentou para 90 dias. De acordo com o presidente da instituição, Pedro Guimarães, se a situação piorar, a expansão pode ser ainda mais dilatada. O banco decidiu reduzir juros do cartão de crédito e do cheque especial, que, nos dois casos, passaram para 2,9% ao ano.

Barreiras sanitárias educativas continuam com bons resultados em Caruaru

Em duas semanas de operação das barreiras sanitárias em Caruaru, com oito pontos itinerantes de atuação, quase 100 mil pessoas foram alcançadas. No total, mais 20 mil veículos foram abordados, como caminhões e caminhonetas; transportes intermunicipais, como ônibus, vans e toyotas, assim como veículos de passeio e motos com placas de outras cidades.

Desses, cerca de 600 veículos voltaram para os seus lugares de origem, sem acessar o município. Os carros parados estavam com passageiros enquadrados nos grupos de risco. Quase 5.500 pessoas foram identificadas em situação de vulnerabilidade, os idosos correspondem a 61,22% , crianças 35,33% e gestantes a 3,45%.

“Pela segunda semana consecutiva, os veículos continuam parando de forma voluntária para solicitar informações, prestar denúncias ou apoiar a ação junto aos servidores nas barreiras”, destacou a secretária de Ordem Pública, Karla Vieira.

As barreiras sanitárias são coordenadas pela Secretaria de Ordem Pública, em um trabalho conjunto com a guarda municipal, agentes de trânsito, agentes de saúde, fiscais de ordem pública e bombeiros civis (voluntários).

Grupo de Fiscalização Integrada Covid-19 conduziu dono de loja que desacatou servidora durante o serviço

O Grupo de Fiscalização Integrada Covid-19 continua atuando junto aos eventos em bares e restaurantes, além de outros estabelecimentos comerciais, evitando aglomeração acima de 10 pessoas. As fiscalizações conjuntas entre a Secretaria de Ordem Pública, Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes (DESTRA), Secretaria da Fazenda, Serviços Públicos, PROCON, Ouvidoria, Vigilância Sanitária e Autarquia de Urbanização e Meio Ambiente de Caruaru, além de entidades parceiras das Polícias Militar, Bombeiro Militar e Disque-Denúncia, já registraram até o momento mais de 2200 denuncias, média diárias de 127 demandas para as equipes verificarem.

Caso exista a insistência do funcionamento de algum estabelecimento, o Grupo de Fiscalização Integrada Covid-19 vai aplicar as sanções previstas na lei, variando de notificação preventiva, cassação do alvará, fechamento do estabelecimento, podendo chegar até a prisão – prevista pelos órgãos de polícia -, que varia de detenção de um mês a um ano.

“Nesse fim de semana, um caso foi registrado no centro de Caruaru. Em uma ação de fiscalização, a equipe se deparou com uma loja não classificada como essencial aberta, uma servidora foi ameaçada e foi necessário acionar a coordenação de plantão, solicitando o apoio da Guarda Municipal para efetuar a condução do infrator para Delegacia. O autor do fato foi encaminhado à delegacia de plantão onde foi autuado em flagrante pelos crimes de ameaça (art. 147), desacato (art. 331) e Infração de medida sanitária preventiva (art. 268). Foi arbitrada fiança para que o imputado responda o processo em liberdade”, afirmou o secretário executivo de Ordem Pública, Dyego Veras, que acompanhou toda a ação.

“Quando a população tem contato com nossa equipe e todas as orientações são repassadas, as pessoas entendem e tiram dúvidas, mas deixamos claro que é para protege-los, vamos sim tomar medidas mais enérgicas, como a suspensão do alvará de funcionamento, até a condução à delegacia de polícia”, pontuou a secretária de Ordem Pública, Karla Vieira. Esse foi contabilizado como o terceiro caso de reincidência e condução à delegacia. O dialogo continua sendo o ponto principal do Grupo de Fiscalização Integrada Covid-19.

A população pode contribuir denunciando as casas de shows e bares, por meio do disque-denúncia, nos telefones: 3719–4545 (das 7h às 19h, de segunda a sexta), ou pelo WhatsApp 98256 – 4545 \ 98170-2525. Outro contato disponível será o da ouvidoria municipal, no número 156 (das 7h às 13h, de segunda a sexta), ou no WhatsApp 98384-5936.