quarta-feira, 1 de julho de 2026

Big Bompreco, Lojas Americanas e agência da Caixa estão funcionando no Caruaru Shopping

O Caruaru Shopping, nesta época de pandemia devido ao coronavírus, está com apenas algumas operações funcionando. São elas: Big Bompreço, Lojas Americanas e agência da Caixa Econômica Federal.

O Big Bompreço está aberto todos os dias, das 8h às 20h. A Lojas Americanas funciona de segunda-feira a sábado, das 9h às 20h, e domingos e feriados, das 12h às 20h. Já a Caixa recebe os clientes de segunda a sexta, das 9h às 14h.

A entrada para quem deseja utilizar um desses serviços é diferenciada. Para ter acesso ao Big Bompreço, o centro de compras e convivência disponibiliza dois acessos exclusivos. Um é pelo corredor da entrada social próxima à academia e o outro é pela lateral do hipermercado. Já a Lojas Americanas e a Caixa Econômica Federal contam com entradas identificadas na parte posterior do shopping.

“Em caso de dúvidas, o shopping conta com seguranças e porteiros próximo a esses espaços para orientar os clientes. Estamos dispondo também de higienização para melhor atender a todos“, explicou Walace Carvalho, gerente de Marketing do centro de compras e convivência.

O Caruaru Shopping está localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis.

Recuperação do setor metalmecânico de PE cada vez mais distante

Depois de amargar quedas de produtividade, desemprego e, até mesmo, encerramento das atividades de algumas empresas fornecedoras do Complexo Portuário de Suape, o setor metalmecânico de Pernambuco sofre mais uma queda de braço. É que desde que os efeitos da Covid-19 chegaram à economia local, o segmento tem sido um termômetro do quanto esse efeito cascata deixará mais distante a recuperação do setor.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco (Simmepe) e 1º vice-presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), Alexandre Valença, boa parte das empresas fornece insumo para a cadeia produtiva e o efeito mais severo, neste momento, é não contar com a demanda do mercado. “Elas dependem do nível de investimento de outras indústrias, como as da construção civil, naval, automotiva. Quando não tem isso, naturalmente, a demanda cai e a produtividade das empresas de base é afetada”, disse, destacando que, além desse freio, existe também uma dificuldade atrelada ao canal de distribuição.

Valença reforçou a importância dessas empresas sobreviverem, pois são delas que nascem a produção de lata, autopeças, eletrodomésticos e até os insumos destinados à construção civil, por exemplo. “Ou seja, ficou dificílimo fazer qualquer projeção de retomada. Dessa vez, percebemos uma crise com um agravante muito maior: pois se antes a dificuldade se concentrava ao Complexo Portuário de Suape, agora, ela se tornou geral”, sentenciou.

Os efeitos disso tem acertado em cheio as indústrias de consumo do segmento, como as produtoras de aço, de minério de ferro, as serrarias até as fabricantes de panelas e de eletrodomésticos. “Se já estava ruim com a situação dos estaleiros, agora, ficará bem pior, pois, no momento, muitas têm optado por paralisar a produção, conceder férias coletivas ou usar os recursos do banco de horas para atenuar as perdas atuais e ajudar na sobrevivência delas próprias”, analisou.

Dados do Simmepe revelam que 60% das empresas do segmento estão paradas ou com a produtividade reduzida, de um total de 2 mil indústrias – sem contar as que concederam férias coletivas aos seus funcionários. “É um cenário deliciado, sobretudo porque ninguém teve experiência com pandemia e muito menos com o pós pandemia”, afirmou Valença.

O diretor presidente da Mectronic Eletromar, Wadi Nicola Mansour, bem sabe como está a dura realidade das empresas do segmento. Proprietário de duas unidades fabris de instalações elétricas e de um galpão, ocupando uma área de 35 mil metros quadrados em São Lourenço da Mata, Mansour está com a produção parada desde o dia 25 de março e concedeu férias coletivas para 800 colaboradores.

“O efeito é drástico e atinge 95% do faturamento da minha empresa, além de elevar a inadimplência para uma taxa de 70% (antes, não chegava a 1%). Isso quebra qualquer negócio e, por tabela, toda uma cadeia que depende disso. Hoje, no Brasil, temos mais de 100 mil pontos de vendas. Imagina a quantidade de postos de trabalho gerados indiretamente?”, questionou, explicando que é possível que a situação provocada pela Covid-19 tenha efeitos ainda mais drásticos se comparado à crise de 2014.

De lá para cá, o empresário disse não ter conseguido ocupar a capacidade instalada total das fábricas, que operavam em 60%. É provável que, quando a pandemia arrefecer, esse percentual não chegue a 50% em virtude, sobretudo, da retração de 30% do mercado de material de construção. A Mectronic Eletromar destina 97% da sua produção para o mercado interno, sendo dividida entre as regiões Nordeste, Sul e Sudeste; e 3% para o mercado externo, atendendo os países das américas Latina e Central e o Oriente Médio.

Assim como a empresa de Mansour, outros negócios pernambucanos estão passando por essa mesma situação e, por isso, o 1º vice-presidente da FIEPE, Alexandre Valença, acredita que as soluções para mitigação dos efeitos estão no retorno dos investimentos por parte dos governos, no financiamento dos bancos públicos e privados e no retorno das grandes obras públicas.

Dados externos

Além da crise atingir o mercado interno do setor metalmecânico, o externo também tem dado sinais de retração. Informações compiladas pela FIEPE, com base nos dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, dão conta que há uma queda nas exportações de embalagens de alumínio – inseridas nas indústrias metalúrgicas – de 35% de fevereiro para março, registrando recuo de 25% da média do ano passado. Para se ter ideia, 77% do mercado externo atendem Argentina, Paraguai e Chile – também afetados pelo coronavírus.

Crônica da tragédia anunciada

O exercício da política pode atrapalhar, se a atmosfera do centro de decisões ficar contaminado pela toxidade do poder, poder que, como dizem uns: chega a cegar, revelar, alienar ou dificultar na tomada de decisões. A busca pelo poder também pode conduzir ao mesmo caminho.

A polarização política aberta nas trincheiras das ruas e urnas ganharam um novo campo de batalha, o coronavírus. A ciência fria, intocada, foi infectada em certos aspectos pela guerra ideológica. Isolamento vertical ou horizontal, uso ostensivo de cloroquina ou a espera por mais teste, economia ou saúde, abre ou fecha o comércio, questões complexas ganham ares de simplificadas com a escolha de lado, a depender de conveniências políticas e ideológicas.

Os impactos políticos do COVID-19 ainda não podem ser medidos e dimensionados em sua amplitude, mas logo se percebe que parte da opinião pública demonstra uma aptidão para o caminho do centro. Mudou-se o eixo gravitacional que conduziram o presidente Bolsonaro ao poder. Antes, o antipetismo e antilulismo e o seu oposto ao bolsonarismo davam a tônica do debate político no Brasil; com o abandono de ações contemporizadoras acerca do coronavírus, houve o fortalecimento de movimentos ligados ao centro, corroendo o capital político do presidente e colocando a oposição Lula/PT/Esquerdas na periferia do debate público e político.

O principal agente do caso é o próprio presidente da República que, por meio de uma série de contradições e gestos erráticos, corroe, dia a dia, seu capital político. Pesquisa realizada pelo Datafolha acerca do desempenho das autoridades no combate ao coronavírus apresentam um cenário interessante. O presidente figura com 33% de aprovação; já o governador de São Paulo tem 51% e o do Rio de Janeiro 55%. Em uma força motriz antagônica ao pensamento do presidente, o então ministro da Saúde aparece com aprovação de 76% quando a pauta é ações de combate ao coronavírus.

Já a oposição de esquerda, sem pauta propositiva, juntou os desafetos Ciro Gomes, Haddad e outros, como Boulos e Dino, que pediram a renúncia de Bolsonaro em manifesto produzido pelo som das panelas que vibraram e agitaram os opositores. O manifesto mostrou-se alternativa sem viabilidade e, se posto adiante, geraria mais caos, insegurança e instabilidade. O pedido de renúncia do presidente Bolsonaro é um ato de manifesto desespero e falta de compreensão do momento em que atravessa o país e o mundo.

Sem capacidade de unir o Brasil ou até mesmo setores de seu governo, Bolsonaro vem pagando um preço muito alto, que custa capital político e vidas humanas. O fenômeno da unidade nacional em torno de um inimigo comum, no caso de guerras, tragédias naturais, humanas ou epidemiológicas, onde se propõe uma racional e salutar trégua política unindo o país, ao que parece, não chegará ao Brasil. Pelo contrário, temos um cabo de guerra e uma babel mal engendrada por quem deveria assumir o compromisso com os reais problemas do país.

Goethe, pensador Alemão, estabeleceu frase célebre que se imortalizou e que, no presente momento, deve servir como pensamento ao cenário político que se apresenta. Disse o escritor alemão:
“Tudo o que é vivo forma uma atmosfera ao seu redor.”

O Brasil precisa urgentemente construir um ambiente politicamente favorável para dissolver os arroubos ideológicos e políticos e entender que o inimigo é comum e precisa do auxílio e contribuição de todos.

Coluna Esplanada

Brasília, sexta-feira, 17 de abril de 2020

Povo na rua

Setor por setor, semana por semana, em horários controlados. A abertura gradativa e planejada é o trunfo do Governo federal para o País voltar à normalidade em maio, mesmo diante do acalorado debate popular sobre o ‘fica em casa’ ou ‘sai pra rua’, e as medidas de prevenção baseadas na ciência. Conforme a Coluna antecipou na quarta-feira, maio é o mês que será o teste para o presidente Jair Bolsonaro colocar o país de volta no rumo, mesmo devagar. Mas o compromisso é mútuo – a população será cobrada a fazer sua parte, com foco no distanciamento pessoal, uso de máscaras e práticas de higiene, além de evitar festas e aglomerações.

Em Brasília

Pioneiro no decreto do confinamento, Ibaneis Rocha, governador do DF, se antecipou ontem e avisou que vai reabrir o comércio dia 3 de maio. Mas as aulas, só voltam junho.

Brazilian way..

A política do presidente Donald Trump junto a ilegais nos Estados Unidos tem sido rígida. De janeiro de 2019 até ontem, 971 brasileiros foram repatriados.

..of life

Já o Brasil avança, como pode, na concessão de refúgio a estrangeiros. Foram 120 este ano – 51 deles venezuelanos. Número baixo pela quantidade que entra legalmente.

Novos brazucas

Os cidadãos que mais conseguem refúgio no Brasil, além da Venezuela, são egressos de Síria, Cuba, Togo, Guiné, Palestina, Paquistão, Quênia, Mauritânia e Iraque.

Perderam

Nem os militares, que torciam pelo almirante Antonio Barra (Anvisa), nem parte da bancada da saúde, que fazia lobby por Osmar Terra. O presidente Bolsonaro trouxe Nelson Teich para o ministério da Saúde, apadrinhado por empresários judeus paulistas.

À prova

O médico Teich é a saída para um chefe que não quer político palanqueiro na vaga. Teich pode ser uma guinada, ou um desafio imenso, por não ter contato com a frente parlamentar da Saúde. Os próximos meses mostrarão se terá ginga no cargo.

Sofra, brasileiro

De quem conhece os meandros do ministério de vários Governos: só a transição, com troca de informações essenciais entre equipes de Mandetta e Teich vai durar um mês.

Nos trilhos

Avança em Brasília o projeto da construção da linha do VLT ligando o Aeroporto JK ao fim da Asa Norte – com estações a cada 500 metros nas vias W3. A BF Capital, comandanda por Renato Sucupira, tem contato semanal com a equipe do Governo do DF para a conclusão do planejamento.

Custo-benefício

“A ideia é a reurbanização das vias W3 Norte e Sul, um projeto que vai ajudar na mobilidade urbana da capital, revitalizar a avenida, fortalecer o comércio”, conta Sucupira, ressaltando ser um veículo movido a energia limpa. A previsão é de funcionamento até meados de 2022. É o famoso value for money com retorno social.

Coronamulta

Caso estranho na turística Pirenópolis (GO) – que tem até conselho fiscalizador nomeado pela prefeitura, no combate ao coronavírus. Uma senhorinha, moradora, recebeu poucos familiares em casa, foi flagrada e multada em 10 salários mínimos. O “fiscal” deu prazo de 5 dias para ela recorrer – quatro dias ‘caíram’ no último feriadão. Ela perdeu o prazo e chora o prejuízo do dinheiro que nem tem.

Bibo..

A exemplo dos petistas que incluem Lula no sobrenome, homenagem ao ex-presidente, o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) adotou o Bibolsonaro. E criou página no Facebook.

Quatro rodas

Com os aviões no chão e a maioria dos aeroportos fechados, a Movida está procurando vagas em várias 9 cidades (6 delas, capitais ) para estacionar mais de 7,3 mil carros.

 

Mais três casos de Covid-19 em Caruaru

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa mais três casos positivos de Covid-19 na cidade. As transmissões foram do tipo comunitária.

Pacientes:
– 28 anos, quadro de saúde estável e em isolamento domiciliar;
– 57 anos, quadro de saúde estável e em isolamento domiciliar;
– 77 anos, internado em UTI.

Caruaru conta, agora, com 12 casos confirmados de Covid-19.

 

Quem é Nelson Teich, substituto de Mandetta

Anunciado como substituto de Luiz Henrique Mandetta (DEM) no comando do Ministério da Saúde, o médico oncologista e empresário Nelson Teich tem pontos de vista próximos aos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre políticas de isolamento social e o equilíbrio entre quarentenas e retomada da atividade econômica. Teich e Bolsonaro se reuniram mais cedo hoje.

Teich é formado pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro e tem mestrado em Economia da Saúde pela Universidade de York, na Inglaterra. Ele chegou a ser cotado para assumir a Saúde logo após a eleição de Bolsonaro, em novembro de 2018, mas o lobby do DEM — partido de Onyx Lorenzoni (ministro da Cidadania, ex-Casa Civil), Ronaldo Caiado (governador de Goiás) e Mandetta — falou mais alto.

Ele já foi sócio de Denizar Vianna, atual secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos do Ministério da Saúde.

Nesta manhã, Mandetta participou de uma live do FIS (Fórum de Inovação Saúde) e não citou Teich nominalmente, mas comentou sobre “um dos nomes que está saindo aí”.

“O Denizar conhece bem, eu também o conheci em Londres, é um pesquisador. Mas não conhece bem o SUS”, opinou.

Saiba mais sobre o que Teich já disse sobre as principais questões no enfrentamento da COVID-19.

Isolamento inteligente

Em texto publicado em seu LinkedIn, Teich defende um “isolamento inteligente”. Ele diz que o chamado “isolamento vertical”, defendido por Bolsonaro e aliados, “tem fragilidades e não representaria solução definitiva”.

Para ele, a melhor estratégia seria um modelo semelhante ao aplicado na Coreia do Sul, com testagem em massa e “estratégias de rastreamento e monitorização, algo que poderia ser rapidamente feito com o auxílio das operadoras de telefonia celular”.

Medida semelhante foi adotada por alguns governadores, como em Santa Catarina e São Paulo, sob duras críticas dos primeiros-filhos Carlos e Eduardo Bolsonaro, que chegaram a dizer que a ação é “ditatorial”.

O MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), que havia planejado ação parecida em nível nacional semanas antes, apagou a publicação no Twitter em que fazia o anúncio.

Saúde ou economia?

Para Teich, a estratégia atual é desastrosa, porque trata temas “complementares como se fossem antagônicos”. “A situação foi conduzida de uma forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro, entre pacientes e empresas, entre o bem e o mal” , escreveu.

No entanto, ele não detalha qual seria seu plano de ação. Para ele, uma visão polarizada e a adoção de “posições radicais” só atrapalhariam o entendimento da situação.

Na publicação, Teich defende a criação de um sistema de dados, que integraria os estados e possibilitaria um gerenciamento melhor de leitos e insumos. Ele também advoga por um alinhamento entre as orientações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Fonte: CNN

Pernambuco tem o segundo maior isolamento do país

Pernambuco passou a adotar medidas restritivas mais intensas para conter a disseminação do coronavírus a partir da segunda quinzena de março e o monitoramento da eficiência das ações tem contado com o apoio de soluções tecnológicas do próprio estado. A In Loco, empresa pernambucana de geolocalização, está usando uma base com mais de um milhão de pessoas abrangendo todo o estado, sendo 700 mil só no Recife, para mapear os locais que estão respeitando as medidas de isolamento social. No ranking entre os estados com maior índice de isolamento, Pernambuco ocupava o segundo lugar na útima segunda-feira, com 50,6%, atrás apenas do Distrito Federal, que registrou 55,9%.
Nos finais de semana, o isolamento tende a crescer naturalmente, principalmente em um feriadão, como foi o da Sexta-Feira Santa. No último domingo, o isolamento alcançou 60% da população em Pernambuco, tendência seguida pelos demais estados. Tanto que, apesar de aumentar o percentual, o estado caiu para sexta colocação do ranking, atrás do Distrito Federal, Goiás, Amapá, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará, todos entre 61% e 63%. Segundo André Ferraz, CEO da In Loco, os resultados são enviados diariamente, e Pernambuco está sempre em posição de destaque no país. “O estado está conseguindo se manter melhor do que outros estados do Brasil, entre o top cinco ou top 10, e isso significa que as medidas têm funcionado bem”, ressalta.
Entre as medidas adotadas em Pernambuco estão a suspensão das atividades do comércio não essencial, proibição de reuniões e aglomerações com mais de 10 pessoas, além do fechamento de praias, parques e do calçadão. Com a amostragem de pessoas que a In Loco consegue mapear em Pernambuco, é possível obter dados dos locais que ainda têm uma grande movimentação. “O número de pessoas mapeadas tem aumentado, mas ainda um pouco devagar. De qualquer forma, a base que tínhamos é muito significativa, com mais de um milhão de pessoas no estado. É uma amostra grande o suficiente para conseguir ter uma estatística com alto nível de confiança”, explica André Ferraz.
Com a análise dos dados, ainda que Pernambuco esteja com um resultado positivo, existem locais que precisam de uma atenção maior, já que o movimento não caiu tanto quanto deveria e o mapeamento ajuda nessas regiões. “A gente percebe que os dados trazem resultados práticos porque, com eles, é possível fazer campanhas de conscientização nessas regiões, como carros de som que são direcionados para os locais com menor índice de isolamento”, pontua.
Além disso, é preciso ter cuidado com o relaxamento das pessoas em relação ao isolamento social com o passar do tempo. No último dia 7, Pernambuco registrou 53% de isolamento, enquanto o Distrito Federal e Goiás tinham 56%, os três primeiros do ranking. Segundo André Longo, secretário de Saúde do estado, o ideal é atingir uma média de 70% de isolamento. “A diferença, de uma forma geral, é que no Brasil está havendo um maior relaxamento ao longo do tempo, ainda é pequeno, mas suficiente para assustar. Estamos vendo uma média de isolamento girando em torno de 50% e 60%, que ainda não está dentro do ideal”, acrescenta.
A In Loco já estuda cruzar os dados do levantamento de isolamento social com de outras plataformas, o que poderia gerar informações mais precisas não só sobre o fluxo de pessoas no estado, mas também alinhar dados sobre os casos da Covid-19. “A gente está fazendo algumas pesquisas com alguns institutos. Não chegamos, até o momento, a fazer algo com a plataforma Atende em Casa – Covid 19 (plataforma de telemedicina que consegue mapear onde estão os casos suspeitos), mas estamos abertos a colaborar, obviamente tomando todos os cuidados possíveis sobre privacidade”, garante.
Índice de isolamento dos estados brasileiros
Distrito Federal            55,90%
Pernambuco                50,60%
Goiás                          50,22%
Ceará                         49,97%
Rio de Janeiro             48,59%
Piauí                           47,95%
Amazonas                   47,86%
Maranhão                    47,54%
Amapá                         47,31%
Rio Grande do Norte      47,17%
Sergipe                         47,00%
Paraíba                         46,81%
São Paulo                     46,80%
Bahia                            46,30%
Rio Grande do Sul          45,37%
Pará                             44,78%
Espírito Santo                44,49%
Alagoas                         44,25%
Minas Gerais                  43,35%
Paraná                          42,64%
Santa Catarina               41,93%
Acre                              39,72%
Roraima                        38,06%
Rondônia                       37,89%
Mato Grosso                   37,80%
Mato Grosso do Sul         36,69%
Tocantins                       35,54%
Dados de 13.04.20
Fonte: Base In Loco (não representa a população em sua totalidade
Por: Diário de Pernambuco
Foto: A Voz da Cidade

Funase realiza teleaudiências com adolescentes envolvidos em atos infracionais

Com o objetivo de economizar recursos públicos e diminuir o fluxo de aglomerações em varas de justiça por causa da Covid-19, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), juntamente com a 3ª e 4ª Varas da Infância e Juventude da Capital, iniciaram nessa quarta-feira (15) as primeiras teleaudiências com adolescentes envolvidos em atos infracionais.

O projeto, inédito no sistema socioeducativo de Pernambuco, vinha sendo planejado desde 2019 para dar maior celeridade aos processos judiciais, mas só agora teve os últimos ajustes técnicos acelerados, viabilizando a implantação do modelo, com comunicação remota entre as partes envolvidas.

A primeira experiência do uso da teleaudiência ocorreu nessa quarta-feira com o interrogatório de quatro adolescentes com idades entre 15 a 17 anos, ingressos do Centro de Internação Provisória (Cenip) Recife, situado no bairro do Bongi, Zona Oeste da capital pernambucana, desde o início do mês de abril. No local, os jovens apreendidos aguardam sentença judicial pelo período de até 45 dias.

Para a comunicação, foi utilizada uma plataforma cedida ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As audiências foram presididas pela juíza Anamaria Borba, da Vara Regional da Infância e Juventude da Capital. Ainda atuaram o promotor de Justiça Guilherme Lapenda, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caop) de Infância e Juventude do Ministério Público de Pernambuco, e a defensora pública Carolina Izidoro, coordenadora do Núcleo da Infância e Juventude da Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE).

As teleaudiências duraram duas horas e meia, e nelas os adolescentes tiveram assegurado amplo direito de defesa. Até a primeira quinzena de maio, os envolvidos participarão de, pelo menos, mais uma sessão judicial por videoconferência antes que a sentença seja proferida pelo Judiciário.

Segundo a presidente da Funase, Nadja Alencar, a realização de teleaudiências no sistema socioeducativo ocorre em um momento em que as instituições estão buscando otimizar recursos humanos e financeiros. “A sala e os equipamentos necessários já estavam preparados. Com a necessidade de isolamento social, houve uma união de esforços para os últimos ajustes e vimos essa iniciativa se tornar realidade, assegurando a realização das audiências em consonância com as recomendações sanitárias”, afirmou Nadja Alencar.

Para a coordenadora geral do Cenip Recife, Anny Sales, o uso dessa nova tecnologia é um marco no sistema socioeducativo não só em Pernambuco, mas no Nordeste. “Conseguimos garantir o direito do adolescente de ser ouvido individualmente e também a questão de saúde, já que evitamos a exposição dele e dos profissionais envolvidos em ambientes externos durante a pandemia”, contou Anny Sales.

Para os próximos dias já estão programadas audiências relativas a processos que tramitam nos municípios do Cabo de Santo Agostinho e em Ipojuca, ambos na Região Metropolitana do Recife.

 

Por: Portal FolhaPE
Foto: Divulgação/Funase