segunda-feira, 4 de maio de 2026

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, QUARTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2020

NOVO em baixa

Fenômeno nas urnas em 2018 nas eleições majoritárias, com eleição de Romeu Zema governador de Minas Gerais – terceiro colégio eleitoral do Brasil – e significativa votação no neófito João Amoêdo para presidente, o NOVO sucumbiu nas eleições municipais. Não conseguiu eleger um vereador nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que somam mais de 1,5 mil dos 5,5 mil municípios do País. Em Minas, mesmo com a vitrine para Zema, o partido só concorreu a cinco prefeituras, das 855 do pleito.

Rearranjos

Muito da dificuldade do NOVO vem do seu conflito no comando – com Amoêdo afastado – e da falta de sintonia de diretórios com a Executiva. Pesa também o fato de abrirem mão do fundo eleitoral, usado com pompas pelos partidos tradicionais.

Onda Boulos

A ascenção meteórica de Guilherme Boulos (PSOL) na disputa do 2º turno em São Paulo contra Bruno Covas (PSDB) o torna o maior nome nacional da esquerda hoje. Até sexta, as pesquisas vão mostrar ele colado no prefeito que tenta a reeleição.

Adversário perfeito

A eventual vitória de Boulos – cenário difícil, mas não impossível – pode favorecer Jair Bolsonaro. O presidente não tem um nome da esquerda para confrontar e polarizar na disputa nacional em 2022. Sem Lula no páreo, Boulos pode ser a vitrine a atirar pedras.

Risco Dória

João Dória Jr, de SP, corre risco eleitoral. Se Covas perder, será uma derrota também do governador – que viu Márcio França ter mais votos na capital contra ele em 2018.

Caiu o Gibe

O eleito de São Paulo de Olivença (AM), Nazareno Martins, o Gibe (Republicanos), não será diplomado pelo TRE por falsidade de documentos. A Secretaria de Educação do Amazonas confirmou que não procede a declaração de escolaridade que apresentou à Justiça Eleitoral, conforme documentos de posse da Coluna.

Highlander

Ontem registramos que Gibe estava na mira da Justiça eleitoral pelo fato de ter apresentado documento de conclusão de ensino do ano de 1877. Seria ele um candidato ‘Highlander’, alusão ao personagem imortal do famoso filme.

Fundão (do poço)

Os maiores fundos eleitorais não ajudaram PSL e PT a elegerem prefeitos como queriam. Os petistas tiveram à disposição R$ 200,9 milhões, e o PSL ficou com R$ 193,7 milhões.

Fora das urnas

A disputa entre João Campos (PSB) e Marília Arraes PT) está tensa no staff. O publicitário Ricardo Carvalho acusa a viúva de Eduardo Campos e mãe de João, Renata Campos, de forçar a candidatura do filho. Ricardo Leitão – que já foi publicitário de Jarbas Vasconcelos – ameaça Carvalho com processo para que esclareça o suposto uso da máquina pública.

Desalinhados

Expoentes não estão respeitando as determinações dos partidos e vão votar ou apoiar a petista no Recife. É caso do deputado estadual do PCdoB e ex-prefeito do Recife João Paulo, do deputado federal Túlo Gadelha (PDT-PE) e até o governador do Maranhão Flavio Dino (PCdoB).

Zé Esplanador

Zé Esplanador, nosso leitor instigado – ‘Perguntar não Ofende, Cobrar é de Direito’ – está quebrando cabeça para adivinhar o que os marqueteiros do Carrefour preparam para a Black Friday na sexta.

ESPLANADEIRA

# Chefs na Feira: projeto lança amanhã websérie de culinária sustentável em 4 episódios no Instagram @chefsnafeira. # Insider doa máscaras para equipe do Santuário de Elefantes e reverte lucro da venda da camiseta tech para luta da elefanta Bambi. # Unidade brasileira da WSI, franquia de marketing digital, quer dobrar tamanho e faturamento até 2021, com mais 20 franquias. # Lançamento do programa GOYN (Global Opportunity Youth Network) aconteceu ontem em SP. # A rede de restaurantes Mania de Churrasco ! realiza até 30 de novembro a campanha “Dê uma mãozinha para os Amigos do Bem”.

A seção Esplanadeira divulga informações de cultura, esporte, mercado, ações sociais e outras, sem qualquer contrapartida de anúncios ou financeira. Envio de sugestões para reportagem@colunaesplanada.com.br

Caixa Econômica oferece parcelamento de crédito imobiliário a clientes

Os clientes que apresentam dificuldade para pagar integralmente a prestação de crédito imobiliário neste momento poderão fazer, por um período, o pagamento de parte da prestação. A Caixa Econômica Federal anunciou a medida que permitirá que o cliente possa optar pelo pagamento de 75% do valor integral da parcela, por seis meses, ou 50% do valor, por um período de três meses.

A nova medida, segundo a instituição financeira, não se trata de pausa emergencial nas prestações dos contratos habitacionais, possibilidade que foi ofertada pelo banco durante seis meses, e encerrou no último dia 29 de setembro. Também não é desconto ou redução da prestação, mas sim uma possibilidade de pagamento parcial por período delimitado.

O valor não pago durante a vigência da negociação em decorrência do pagamento parcial, de acordo com o percentual escolhido, será incorporado ao saldo devedor do contrato e diluído no prazo remanescente. O contrato não está isento da incidência de juros remuneratórios, seguros e taxas. A taxa de juros e o prazo contratados inicialmente não sofrem alteração.

Para solicitar a alternativa de pagamento parcial basta acessar o aplicativo Habitação Caixa, disponível para os sistemas operacionais Android e IOS. O App pode ser baixado gratuitamente. Para contratos em atraso, há também a opção de atendimento pelo WhatsApp – 0800 726 0104, opção 3.

Senado aprova compensação de R$ 58 bilhões aos Estados e Municípios

A proposta de transferência obrigatória da ordem de R$ 58 bilhões da União para os Estados, Municípios e o Distrito Federal deu o primeiro passo positivo no Congresso Nacional. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 133/2020, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL/MT) deve servir para compensar as perdas causadas pela Lei Kandir, que desonerou produtos destinados à exportação no passado. A medida propõe a vigência de 18 anos para os pagamentos. Agora, após os 70 votos favoráveis no Senado, o texto segue para ser apreciado na Câmara dos Deputados. 

A Lei Kandir foi feita pelo então ministro do Planejamento Antonio Kandir, no governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1996, e teve o objetivo de dar maior competitividade ao produto brasileiro no mercado internacional. Mas a medida sempre provocou polêmica entre os governadores e exportadores, que alegam perda de arrecadação devido à isenção do imposto nesses produtos.

Até 2003, a Lei Kandir garantiu aos estados o repasse de valores a título de compensação, mas, a partir de 2004, uma Lei Complementar (115/2004), deixou de fixar o valor. Para o economista Newton Marques, a promessa do governo feita às unidades da federação nunca foi cumprida. 

“Naquela época o Governo Federal prometeu haver compensação com relação a retirada do ICMS para os estados e municípios e nunca houve essa compensação. Então, agora, finalmente o poder legislativo resolveu assumir o reparo dessa medida”, avaliou.

De acordo com a supervisora do núcleo de desenvolvimento econômico do Confederação Nacional de Municípios (CNM), Thalyta Alves, o avanço feito na casa legislativa vem com quase dois anos de atraso, mas é considerada positiva. 

“Desde de o início de 2019 os municípios e os estados não recebem os repasses da Lei Kandir que é em torno de R$ 1,6 bilhão. Esse valor era creditado normalmente todos anos e, em função justamente da ausência de acordo, tanto no âmbito do Congresso quanto no âmbito, antes, judiciário, não havia nenhuma definição. Por isso as discussões continuam e os entes não recebem absolutamente nada”, pontuou.

Em 2016, ao julgar um recurso do governo do Pará, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu ao Congresso Nacional prazo de um ano para aprovar uma lei fixando novos critérios para compensação.

Os ministros decidiram também que, se o Congresso não aprovasse a Lei até agosto de 2018, caberia ao Tribunal de Contas da União (TCU) fixar regras de repasse e calcular as cotas de cada estado.  Sem resultado na casa legislativa, a entidade concluiu que o Governo Federal não precisava mais ressarcir os estados, e o impasse voltou a ser uma preocupação de governadores e prefeitos. 

Se o texto também avançar no Plenário, os Estados e Municípios receberão o primeiro repasse – no montante de R$ 4 bilhões – ainda neste ano, sendo 75% para o Estado e 25%, ou seja, R$ 1 bilhão para os Municípios. De 2020 a 2030, serão entregues, a cada exercício, R$ 4 bilhões e de 2031 a 2037, esse montante será reduzido progressivamente em R$ 500 milhões a cada exercício. 

 

PE registra mais 25 mortes por Covid-19

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, ontem (24/11), 781 novos casos da Covid-19. Entre os confirmados, 58 (7,5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 723 (92,5%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 176.939 casos confirmados da doença, sendo 27.815 graves e 149.124 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registra um total de 156.817 pacientes recuperados da doença. Destes, 17.808 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 139.009 eram casos leves.

Também foram confirmados laboratorialmente 25 novos óbitos (14 masculinos e 11 feminino), registrados entre os dias 07/11 e 22/11. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Carpina (1), Goiana (1), Jaboatão dos Guararapes (6), Olinda (2), Paudalho (1), Paulista (1), Petrolina (2), Recife (7), Sirinhaém (1), Timbaúba (1) e Vitória de Santo Antão (2). Com isso, o Estado totaliza 8.951 mortes pela doença.

Os pacientes tinham idades entre 24 e 91 anos. As faixas etárias são: 20 a 29 (1), 30 a 39 (1), 50 a 59 (3), 60 a 69 (4), 70 a 79 (6) e 80 a 89 (10). Do total, 20 tinham doenças pré-existentes – doença cardiovascular (11), obesidade (5), diabetes (4), doença respiratória (3), hipertensão (3), doença neurológica (1), doença renal (1), histórico de etilismo (1), imunossupressão (1), histórico de tabagismo (1) um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Um não tinha comorbidade e os demais estão em investigação.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 22.831 casos foram confirmados e 40.390 descartados. As testagens entre os trabalhadores do setor abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada. O Governo de Pernambuco foi o primeiro do país a criar um protocolo para testar e afastar os profissionais da área da saúde com sintomas gripais.

SÍNDROME PEDIÁTRICA – A Secretaria Estadual de Saúde informa que não foram registrados novos casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM-P). Até o momento, continuam as 24 ocorrências já divulgadas: 22 evoluíram para cura e alta hospitalar e 2 vieram a óbito. Do total, 23 tiveram resultado positivo para Covid-19 e 1 teve contato comprovado com pessoas confirmadas para o novo coronavírus.

Taxa de transmissão da covid-19 no País é a maior desde maio

A taxa de transmissão do novo coronavírus (Rt) no Brasil nesta semana é a maior desde maio, de acordo com monitoramento do centro de controle de epidemias do Imperial College de Londres, no Reino Unido. O índice passou de 1,10 no dia 16 de novembro para 1,30 no balanço divulgado nesta terça-feira, dia 24.

A última vez que a taxa de transmissão se aproximou deste patamar no País foi na semana de 24 de maio, quando atingiu 1,31. A taxa de contágio (Rt) indica para quantas pessoas um paciente infectado consegue transmitir o novo coronavírus. Quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa. Isso representa o avanço da doença. De acordo com os números atuais, cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus para outras 130.

Há duas semanas, o número ficou em 0,68, o menor valor desde abril. A data coincide com o atraso na atualização de casos e mortes por Covid-19 pelo Ministério da Saúde. Como o estudo considera esses dados, as estimativas também foram afetadas. A taxa de contágio retrata uma média nacional, sem abordar as particularidades de cada estado ou região.

A média móvel diária de mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil ficou em 496 nesta segunda-feira, 23. O cálculo registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana. Desde ontem, foram registrados mais 17.585 casos e 344 mortes, segundo levantamento feito por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de saúde.

Foto: Reuters
Fonte: Terra

Covid-19: mais uma morte em Caruaru

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que até esta terça (24) 94,72% dos pacientes já se recuperaram do novo coronavírus.

O número de testes realizados subiu para 34.271 dos quais 12.953 foram através do teste molecular e 21.318 do teste rápido, com 10.859 confirmações para à Covid-19, incluindo um óbito no dia 27 de outubro, sendo ele: Homem, 78 anos, com comorbidades.

O número de casos descartados subiu para 23.106.

Também já foram registrados 45.226 casos de síndrome gripal, dos quais 2.436 foram orientados a ficar em isolamento domiciliar.

Caruaru atinge meta de vacinação da poliomielite

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Saúde, informa que a campanha de vacinação contra a poliomielite no município já atingiu a meta de crianças vacinadas. Com a ação realizada no último fim de semana, 396 crianças receberam a dose.

Hoje, 20.084 crianças já foram vacinadas na cidade, o que corresponde a 97.01%. Os pais ou responsáveis que ainda não levaram as crianças entre 1 e 5 anos de idade, devem procurar a unidade de saúde mais próxima até o dia 27 deste mês.

Homem é preso com 17 Kg de maconha no Sertão

Um homem de 29 anos, que transportava 17,2 Kg de maconha, foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite dessa segunda-feira (23), na BR-428, em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. A droga estava sendo transportada dentro de um saco, no porta-malas de um carro.

Policiais realizavam uma fiscalização a ônibus no Km 5 da rodovia, quando observaram o motorista de um carro tentando acessar o acostamento para não ser abordado. Ao se aproximarem, perceberam que o motorista apresentava nervosismo e realizaram uma vistoria até encontrar 17 volumes embalados de maconha, no compartimento de carga do veículo.

O motorista informou que havia adquirido a droga por R$8 mil e iria realizar o transporte até Caruaru, no Agreste do Estado. Ele foi encaminhado junto com a substância à delegacia de Polícia Civil de Cabrobó, para a adoção dos procedimentos legais.

Boulos vai a 45% e reduz diferença para Covas, que tem 55%, diz Datafolha

A uma semana do segundo turno em São Paulo, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, reduziu a distância do primeiro colocado na corrida eleitoral, o prefeito Bruno Covas (PSDB). Segundo o Datafolha, da pesquisa feita nos dias 17 e 18 para o levantamento desta segunda (23), Boulos passou de 42% para 45% dos votos válidos. Covas oscilou negativamente de 58% para 55%.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. O instituto ouviu 1.260 pessoas. Encomendado pela Folha de S.Paulo, o levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral com o número SP-0985/2020.

A contagem por votos válidos, que excluem os brancos e nulos, é a forma com que o TRE contabiliza o resultado. Para entender o movimento de Boulos, é importante olhar para os votos totais, que incluem também aqueles que não sabem dizer em quem votar além dos brancos e nulos.

Por esse critério, Covas, que venceu o primeiro turno, não se mexeu da rodada anterior para cá, mantendo-se com 48%. Já o psolista subiu cinco pontos, indo de 35% para 40%, atraindo para si eleitores que iam votar em branco ou anular (que caíram de 13% para 9%) e indecisos (que oscilaram de 4% para 3%).

Sem um fato de relevo que possa explicar a mudança, ela pode ser atribuída à eficácia da propaganda do PSOL, dado que no segundo turno ambos os candidatos têm o mesmo tempo de rádio e TV.

No primeiro turno, por cortesia de sua ampla coligação de dez partidos, o prefeito tucano tinha 3min29s por bloco de horário na TV, além de 25 inserções diárias.
Boulos contava com 17s em cada um dos dois blocos e duas inserções. Agora, ambos têm 5 minutos duas vezes ao dia e 25 inserções cada.

O principal grupo em que o candidato do PSOL avançou foi o dos mais jovens. Na semana passada, ele derrotava Covas entre eleitores de 16 a 24 anos por 59% a 35% dos votos válidos. Agora, vence por 65% a 35%.

Esse grupo representa 12% da amostra do eleitorado do Datafolha. Na faixa seguinte (25 a 34 anos), que corresponde a 20% dos ouvidos, houve oscilação no limite da margem: o psolista passou de 53% para 56%, enquanto o tucano foi de 47% para 44%.

No eleitorado intermediário em termos etários há um empate técnico: Covas tem 53%, e Boulos, 47%. Esse grupo, que compreende quem tem de 35 a 44 anos, equivale a 21% das pessoas entrevistadas.

O tucano vê sua vantagem aumentar bastante, o que lhe garante a liderança, nas faixas mais velhas da população. No volumoso grupo (25% da amostra) de quem tem de 45 a 59 anos, ele lidera por 58% a 42%, mesmo nível da semana passada. Já entre quem tem mais de 60 anos, 22% dos entrevistados, ele manteve a folgada liderança de 73% a 27%.

Aqui começa um problema adicional para o tucano. Como se viu no primeiro turno, houve uma alta abstenção na capital paulista (29,3%), que foi creditada pelos eleitores ouvidos na semana passada pelo Datafolha principalmente a questões de saúde.

Não fica claro se eles incluíam o medo de pegar Covid-19 na conta, até porque a pandemia só era citada como um item específico por 5% dos que não foram votar.
Seja como for, esse eleitorado mais velho faz parte do grupo de risco da doença, e pode ser mais suscetível à ideia de ficar em casa no próximo domingo (29). Os jovens, na mão inversa, teoricamente são mais mobilizáveis por Boulos.

Covas segue com relativa vantagem nos grandes grupos socioeconômicos. Ele lidera entre os menos escolarizados (67% ante 33% dos votos válidos), os mais ricos (56% a 44% na faixa de quem ganha mais de 10 salários mínimos e 62% a 38% entre os que ganham entre 5 e 10 mínimos). Os candidatos empatam tecnicamente quando são questionados aqueles com curso superior (52% votam em Boulos e 48%, em Covas).

No limite da margem com vantagem para o tucano, empatam entre os mais pobres (53% a 47% entre os que ganham até 2 mínimos e entre aqueles que recebem de 2 a 5 mínimos mensais). Esses dois grupos respondem pelo grosso do eleitorado: 79% da amostra.

Quando a ocupação do entrevistado é colocada em evidência, Covas repete seu bom desempenho entre os mais velhos, que talvez façam associação com o fato de que ele é o neto do governador Mario Covas (PSDB), morto em 2001 e que foi prefeito da capital de 1983 a 1985.

Entre aposentados, usualmente pessoas com mais idade, Covas lidera com 74% ante 26% de Boulos. Não é um grupo desprezível entre todos os pesquisados pelo Datafolha: somam 13% da amostra.

Já o psolista, que vem prometendo em debates fazer concursos públicos, previsivelmente se dá melhor entre o funcionalismo, repetindo o placar de 74% a 26% dos válidos em seu favor. Só que o grupo é menor, 3% da amostra.

A pesquisa cristalizou as tendências de migração de votos. O eleitor do terceiro colocado, Márcio França (PSB), que teve 13,4% dos votos válidos, dividiu-se: 45% vão de Covas e 41%, de Boulos, aqui usando o corte por voto total.

França não apoiou ninguém, apesar de ser adversário figadal de João Doria (PSDB), governador que era prefeito e de quem Covas herdou a cadeira em 2018.
Já quem votou em Celso Russomanno (Republicanos), o candidato do presidente Jair Bolsonaro na disputa, acompanhou o apoio do deputado a Covas: 72% votarão no tucano, ante 19% que preferem Boulos.

O psolista leva, como seria previsível, 79% dos votos do petista Jilmar Tatto (que teve 8,65%), enquanto Covas amealha 16% desse eleitorado.
Cresce agora também a certeza dos eleitores: passou de 81% para 86% aqueles que dizem que vão votar em determinado candidato –convicção igual (86%) para os apoiadores dos dois rivais.

Entre os 14% que podem mudar de ideia, 52% dizem que migrariam para o voto nulo ou em branco, com contingentes iguais de 21% dizendo que votariam no tucano ou no psolista.

A questão do número do candidato também vai deixando de ser problemático. Na semana passada, 65% acertavam a menção ao número; agora, são 74%, com índices semelhantes para Boulos e Covas.

Folhapress

Ex-senador Armando Monteiro anuncia saída do PTB

O ex-senador Armando Monteiro Neto comunicou na tarde desta segunda-feira (23) que irá se desfiliar do PTB. A decisão foi tomada após os rumores de trocas no comando estadual da sigla. O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson teria convidado o Coronel Meira para assumir o PTB em Pernambuco, substituindo o atual presidente no estado, José Humberto Cavalcanti. A mudança ocorre seis dias após o ex-senador Armando Monteiro, membro do partido, declarar apoio a candidata à Prefeitura do Recife, Marília Arraes (PT).

Leia abaixo a nota do ex-senador na íntegra:

“Tomando conhecimento de especulações sobre mudanças no comando do PTB em Pernambuco, que até o presente momento não foram confirmadas, antecipo a minha decisão de me desfiliar em caráter irrevogável do Partido Trabalhista Brasileiro. Comunico minha decisão, neste momento, ao meu amigo José Humberto Cavalcanti, Presidente Estadual, ao tempo em que reafirmo a minha irredutível decisão de apoiar a candidatura de Marília Arraes à Prefeita, que representa, neste momento, a melhor alternativa para o Recife, interrompendo um já longo, medíocre, e mal sucedido ciclo de gestões do PSB. 

Ao longo da minha vida pública, nunca admiti cabresto, nem recebo ordem unida. Agradeço a todos os companheiros do partido, dirigentes, parlamentares, gestores municipais, vereadores, lideranças e  correligionários em geral, que nunca me faltaram, desde que iniciamos essa construção em 2003, sob a liderança do saudoso ex-presidente e empresário, José Carlos Martinez. Estou seguro de que em breves dias, nos reencontraremos”. 

Diario de Pernambuco