sábado, 2 de maio de 2026

IBGE: 59,7 milhões de pessoas tinham plano de saúde em 2019

A Pesquisa Nacional de Saúde 2019, divulgada hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, revela que, no ano passado, 28,5% dos residentes no país possuíam algum plano de saúde médico ou odontológico, totalizando 59,7 milhões de pessoas.
Em 2013, o índice era de 27,9%, ou o equivalente a 55,7 milhões de habitantes. Nas regiões Norte e Nordeste, somente 14,7% e 16,6% das pessoas tinham plano de saúde, contra 13,3% e 15,5%, respectivamente, em 2013.
Os pesquisadores apuraram que, mesmo nas unidades da federação em que a renda per capita (por indivíduo) é mais alta, a proporção de pessoas com plano de saúde médico era inferior a 40% da população, em 2019. Exemplos: São Paulo (38,4%), Distrito Federal (37,4%), Rio Grande do Sul (35,4%) e Rio de Janeiro (35%). No Maranhão, somente 5% dos habitantes tinham plano médico e, em outros 17 estados, a proporção de moradores com plano médico não atingia 20% da população.
O estudo indica que 46,2% dos titulares de planos de saúde médico pagavam diretamente às operadoras, em 2019, e 45,4% tinham planos pagos parcial ou integralmente pelo empregador. No ano pesquisado, 8,1% da população residente em domicílios particulares permanentes, ou o correspondente a 16,9 milhões de pessoas, deixaram de realizar atividades habituais nas duas últimas semanas anteriores à data das entrevistas.
Em 2013, foram 14 milhões de pessoas (7%). As razões apresentadas com maior frequência para essa impossibilidade de trabalho foram problemas nos ossos e articulações (25,1%) e problemas respiratórios (21%). As maiores proporções de pessoas que deixaram de efetuar atividades foram encontradas nas regiões Nordeste (8,7%) e Norte e Sudeste, cada uma com 8%.
Rede pública
A pesquisa revela, ainda, queda no número de pessoas que costumavam procurar o mesmo médico ou local de saúde para serem atendidas. Em 2019, foram 76,5% contra 77,8% em 2013. Pelo menos 69,8% fizeram isso pela rede pública, no ano passado. Em relação a tratamento odontológico, a sondagem mostra que menos da metade da população residente (49,4%) tinha se consultado com dentista nos últimos 12 meses anteriores ao levantamento. Em 2013, foram 44,4%, ou 88,6 milhões de pessoas. A menor proporção foi achada na Região Norte (40,8%), sendo que, nas áreas rurais, o índice foi ainda inferior (38,7%), o que aponta que o tratamento odontológico ainda não ganhou a importância que merece no Brasil.
De acordo com a PNS 2019, 159,6 milhões de pessoas (76,2%) haviam se consultado com um médico no Brasil nos últimos 12 meses antes da data da entrevista, aumento significativo em relação a 2013 (71,2%).
A sondagem registra também que 39 milhões de brasileiros precisaram de atendimento médico nas duas últimas semanas anteriores ao estudo. Os principais motivos foram doença e tratamento de doenças (48,2%), vacinação, prevenção, check up médico e acompanhamento com outro profissional de saúde (25,1%), exames complementares e diagnóstico (10,2%), dor de dente, problemas odontológicos e consulta de rotina ao dentista (6,3%). Em 2013, foram 30,6 milhões (15,3%).
Em 2019, 28,7 milhões de pessoas conseguiram atendimento na primeira vez que procuraram; em 2013, foram 29,1 milhões. Dentre os que conseguiram atendimento médico, 60,9% tiveram algum medicamento receitado contra 65% em 2013; e 85% obtiveram todos os medicamentos prescritos. Em 2013, o índice foi 82,5%.
Internações
A pesquisa do IBGE identificou que 13,7 milhões de pessoas da população residente no Brasil (6,6%) ficaram internadas por mais de 24 horas nos últimos 12 meses antes da data das entrevistas. Desses, 64,6% (ou 8,9 milhões de pessoas) recorreram ao atendimento pelo SUS – Sistema Único de Saúide.

Em 2019, 4,6% da população utilizaram alguma prática integrativa e complementar. Em 2013, o percentual foi de 3,8%. Plantas medicinais e fitoterapia (58,0%) foram a prática mais utilizada, seguida por acupuntura (24,6%) e homeopatia (19,0%).
O estudo confirma que é crescente a empatia dos brasileiros com animais. No ano passado, 33,8 milhões de domicílios (46%) tinham, pelo menos, um cachorro, contra 44,3% em 2013; e 14,1 milhões de lares (19,3%) tinham pelo menos um gato, contra 17,7%, em 2013.
Entre os 39,4 milhões de domicílios com algum cachorro ou gato, 72% (ou 28,4 milhões) tiveram esses animais vacinados em 2019. Em 2013, o percentual foi 75,4% (24,8 milhões).
Do total de domicílios particulares permanentes, 44 milhões (60%) eram cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família (USF) em 2019, contra 34,6 milhões (53,3%) em 2013.
Dentre os 40 milhões de domicílios cadastrados há um ano ou mais em 2019, 38,4% receberam visita mensal de agente comunitário de saúde ou membro da Equipe de Saúde da Família, o correspondente a 15,4 milhões de unidades domiciliares.
Em 2013, o percentual foi bem mais elevado (47,2%), embora fosse menor a quantidade de domicílios que recebiam essas visitas (14,1 milhões) naquele ano. Por outro lado, 9,5 milhões de lares particulares (23,8%) nunca receberam visita de agente comunitário ou da Equipe de Saúde da Família. O número evoluiu bastante frente a 2013, quando o percentual era 17,7% (5,3 milhões de pessoas).
A Pesquisa Nacional de Saúde 2019 é realizada pelo IBGE em convênio com o Ministério da Saúde. A coleta dos dados foi efetuada entre 26 de agosto de 2019 e 13 de março de 2020. As informações são usadas para subsidiar a elaboração de políticas públicas nas áreas de promoção, vigilância e atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Governo destina R$ 396,7 milhões para rastrear e monitorar Covid-19

O governo federal instituiu um incentivo de custeio, em caráter excepcional e temporário, para ações de rastreamento e monitoramento de contatos de casos de Covid-19. A Portaria nº 2.358/2020, que traz as regras para distribuição dos recursos, foi publicada hoje (4) no Diário Oficial da União.
O impacto orçamentário estimado é de até R$ 369,7 milhões. Os recursos transferidos do Fundo Nacional de Saúde aos fundos municipais e Distrital de Saúde, de forma automática e em parcela única. Não há necessidade de solicitação de adesão dos gestores locais.
A medida tem o objetivo de integrar as ações da Vigilância em Saúde e da Atenção Primária à Saúde, com a identificação precoce e a assistência adequada aos contatos de casos de Covid-19. Com isso, a expectativa do governo é de interromper a cadeia de transmissão, a redução do contágio e a diminuição de casos novos da doença.
Além disso, com os dados será possível fazer a avaliação regular da situação epidemiológica local e dar efetividade e qualidade às ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.
O documento lista o quantitativo de profissionais de saúde para custeio e valor total do incentivo financeiro que cada município e o Distrito Federal receberão. Para cada profissional de saúde foi estabelecido o valor de R$ 6 mil para ações a serem desenvolvidas nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2020, sob pena de devolução dos recursos recebidos.
Os quantitativos de profissionais por município e Distrito Federal foram calculados considerando o porte populacional do local, de acordo com a seguinte fórmula: estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao ano de 2019 dividida pelo quantitativo potencial de pessoas cadastradas por equipe de Saúde da Família.
Podem atuar na ação profissionais de 22 categorias da área da saúde, como médicos, agentes de saúde e de endemias, cirurgiões-dentista, assistentes sociais, sanitaristas e biólogos. Eles devem estar cadastrados nos códigos do Sistema Nacional de Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) de estabelecimentos de saúde da administração pública com a Classificação Brasileira de Ocupação (CBO), cumprindo, no mínimo, 20 horas semanais de trabalho.
As orientações do Ministério da Saúde para a execução das ações estão contidas no Guia de Vigilância Epidemiológica disponibilizado na página da pasta na internet, ou em outro documento do Ministério da Saúde que vier a lhe suceder. Os dados de rastreamento e monitoramento deverão ser inseridos ou integrados ao sistema de informação do Ministério da Saúde, e-SUS Notifica.

Cerca de 1,6 milhão voltam a procurar emprego com fim do isolamento, diz IBGE

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) avalia que, com a reabertura da economia, cerca de 1,6 milhão de brasileiros voltaram às ruas em busca de emprego na segunda semana de agosto, em comparação com a semana anterior.

Segundo o instituto, parte desse contingente encontrou ocupação, o que sugere retomada do emprego após o relaxamento das medidas de isolamento. Mas o país ainda tem cerca de 40 milhões de pessoas com vontade de trabalhar.

As conclusões são da pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar) Covid, divulgada todas as semanas para mostrar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e na saúde dos brasileiros. A edição mostra ainda que segue em queda o número de trabalhadores afastados pela pandemia.

De acordo com o IBGE, caiu de 28,1 milhões para 27,1 milhões o número de pessoas que gostaria de trabalhar, mas não procurou trabalho no período. O grupo dos que gostariam de trabalhar, mas não procuraram vaga devido à pandemia caiu de 18,3 milhões para 17,7 milhões.

“Uma parte dessas pessoas conseguiu se ocupar, mas o restante foi para desocupação”, disse a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira. Houve um pequeno aumento na população ocupada, que passou de 81,6 milhões para 82,1 milhões de pessoas.

“Isso sugere, como já tínhamos observado na semana passada, uma leve retomada das atividades econômicas e da recuperação do emprego”, afirmou ela. A reversão da crise no mercado de trabalho é vista como fundamental para acelerar a recuperação do país após a pandemia.

Vieira citou ainda o dado de informalidade para reforçar a ideia de recuperação. Após um período de queda, o total de pessoas que estavam trabalhando dessa forma teve pequena alta, de 27,9 milhões para 28 milhões de pessoas. Os informais foram os mais atingidos pela crise.

A população fora da força de trabalho -aqueles que não trabalham nem procuram- também registrou leve melhora, passando de 76,1 milhões para 75,5 milhões de pessoas. Com maior pressão daqueles que voltaram às ruas, a taxa de desemprego na segunda semana de agosto foi de 13,6%, ante 13,3% registrados na semana anterior. Isso significa que 12,9 milhões de brasileiros procuraram uma ocupação no período. Na semana anterior, foram 12,6 milhões.

A expectativa do mercado é que a taxa de desemprego cresça à medida em que as pessoas voltem às ruas em busca de vagas, já que o indicador considera apenas aqueles brasileiros que procuraram emprego na semana de referência da pesquisa.

A população ocupada ficou em 75,1 milhões de pessoas na segunda semana de agosto, contra 74,7 milhões na semana anterior. Já se vê avanços com relação ao início de maio, quando a pesquisa começou a ser feita e o Brasil tinha 63,9 milhões de ocupados.

Entre os ocupados, 8,3 milhões trabalhavam remotamente, número estável frente à semana anterior (8,6 milhões).
Cerca de 4,3 milhões estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente ficou numericamente estável frente à semana anterior e é bem menor do que os 16,6 milhões da primeira semana de maio.

Folhapress

Caixa abre 47 agências,neste sábado, em PE

A CAIXA abrirá 47 agências em Pernambuco neste sábado (5), das 8h às 12h, para atendimento aos beneficiários do Auxílio Emergencial e do Saque Emergencial do FGTS. Os trabalhadores com data de nascimento entre janeiro e abril já poderão fazer o saque em espécie do FGTS e os beneficiários nascidos de janeiro a setembro poderão sacar em dinheiro o Auxílio Emergencial. Ao todo, 770 agências vão prestar esses atendimentos em todo o país.

A relação de agências que estarão abertas pode ser conferida no site do banco: www.caixa.gov.br/atendimento.

O banco reforça que todas as pessoas que procurarem atendimento durante o funcionamento das agências serão atendidas e que não é preciso chegar antes do horário de abertura.

Auxílio Emergencial:

A partir deste sábado, 4 milhões de beneficiários nascidos em setembro poderão sacar o benefício nas máquinas de autoatendimento, nas unidades lotéricas e nos correspondentes CAIXA Aqui, além de transferir valores para contas da CAIXA ou de outros bancos, de acordo com o Ciclo 1 do calendário de pagamentos.

Os ciclos de crédito em conta e saques em espécie seguem até dezembro para o pagamento das cinco parcelas definidas pelo Governo Federal para o público do CadÚnico e para quem se cadastrou pelo App CAIXA | Auxílio Emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

Nesta sexta (4), a CAIXA credita os valores correspondentes ao Ciclo 2 do Auxílio Emergencial na conta Poupança Social Digital de 4,1 milhões de beneficiários nascidos em março e, na próxima quarta-feira (9), mais 3,9 milhões de pessoas com data de nascimento em abril receberão o crédito. O calendário de crédito em conta digital deste ciclo vai até o fim de setembro:

Uma pitada de tecnicismo para a apresentação dos métodos alternativos da solução de conflitos

Por Hortênsia Nunes B. de Oliveira*

Logo que surge um conflito no qual as partes envolvidas não conseguem solucioná-lo o caminho ao judiciário é o mais lógico. Nada mais instintivo do que colocar nas mãos do Estado-juiz a decisão de tal discussão. O Estado como Juiz é conhecido porque afasta/previne injustiças, soluciona conflitos e impõe a sua vontade em face do direito dos que litigam. Mas esse seria o único método possível para resolvê-lo?

Mesmo antes de ter sido entregue nas mãos do Estado o poder jurisdicional, a sociedade já buscava por formas de solucionar conflitos, que até hoje são utilizadas. Classificando os métodos alternativos, inicia-se pela autodefesa ou autotutela (nomenclaturas equivalentes para a doutrina), modalidade na qual o indivíduo utiliza da força (física, política ou econômica) para solucionar o conflito. Tal método, atualmente, é aceito de maneira excepcional, sendo permitido apenas quando houver previsão legal, como por exemplo a hipótese da legítima defesa.

A autocomposição é outra via alternativa, que pode ser processual ou extraprocessual. Ela resolve o embate sem a intervenção de um terceiro e sem a imposição da força. As partes chegam a um consenso, podendo evitar um litígio. Este consenso pode ser a aceitação espontânea de uma ou de ambas as partes em sacrificar seu direito no todo ou em parte em favor do outro.

Por não sofrer a interferência de um terceiro, neste caso, nem todas os conflitos poderão ser solucionados pela autocomposição, apenas os conflitos que envolverem direitos disponíveis podem ser solucionados por métodos autocompositivos. Esses são mais eficientes, eficazes e geram menor desgaste nas relações interpessoais.

O direito interno Brasileiro ensina que a solução por método autocompositivo pode ser unilateral ou bilateral. Na primeira, apenas uma das partes abre mão de seu direito em face da resolução do conflito. Já na bilateral, a solução do conflito é realizada por uma busca conjunta de ambas as partes, ou seja, há um consenso.

Observadas as formas, cumpre analisar a classificação dos instrumentos autocompositivos que são eles a negociação, a conciliação e a mediação.

Iniciando pela negociação, este instrumento que torna possível a realização da autocomposição, tem forma bi/multilateral, sendo assim, já não restam dúvidas que a negociação é caracterizada pela reciprocidade. Há uma busca na forma de aproximar os sujeitos para que eles solucionem o seu conflito. Mas essa busca é realizada sem a presença de nenhum intermediário, justamente por isso, buscam ganhos recíprocos na resolução do conflito.

O segundo instrumento mencionado foi a conciliação. Este método também tem formação bi/multilateral, nele as partes com o auxílio de um terceiro visam conseguir autocompor. O conciliador busca solucionar o conflito promovendo o diálogo e apresentando como este pode ser resolvido, ou seja, tem o dever de apresentar formas possíveis de acordos.

Já a mediação para ser aplicada antes da existência da divergência deve existir uma relação interpartes. Assim, para resolver o conflito as partes acordam em colocar um terceiro (mediador) entre elas, para auxiliar na solução. Nela, o mediador apenas poderá assessorar as partes para facilitar o diálogo entre elas e evitar que a mediação perca o objetivo.

Os conflitantes que deverão chegar a uma solução justa sem a sugestão do mediador (o que difere da conciliação).

Incentivar métodos que facilitem as resoluções de conflitos é muito mais vantajoso que permanecer com um judiciário sobrecarregado, que não é eficaz, nem muito menos célere. As vantagens vão desde a minimização do desgaste pessoal das partes integrantes do conflito (inclusive por ser confidencial), passando pelos custos e despesas processuais que são reduzidos e a maior probabilidade resolução eficaz do conflito.

*Hortênsia Nunes Braz de Oliveira é Advogada, Pós-Graduada em Direito Processual Civil e Direito Tributário e Membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico- OAB/Caruaru

Eleições 2020: plataforma com dados de todos os municípios da Região Nordeste e do resto do país

As eleições municipais de 2020 serão um marco na nossa história. A pandemia e seus inúmeros reflexos impõem desafios ainda maiores a cada gestor. Embora boa parte das decisões sejam tomadas nos âmbitos federal e estadual, é nos municípios que planos viram ações e que políticas públicas podem de fato impactar o dia a dia da população em seus múltiplos aspectos. Os prefeitos eleitos este ano terão de escolher com cuidado as batalhas que enfrentarão primeiro, àquelas que terão o maior e o melhor impacto na população de seu município.

A ciência prova que não há investimento na saúde, na educação, na economia e no âmbito da segurança públicatão eficaz quanto aquele feito para cuidar da primeira infância, a fase que vai do nascimento aos 6 anos de vida. Uma criança protegida e bem cuidada nessa fase se torna um adulto com hábitos de vida mais saudáveis, com melhor desempenho na escola, maiores chances de empregos melhores na vida adulta bem como menores chances de se envolver em situações de risco ou com qualquer tipo de crime.

Foi a consciência sobre a importância deste momento que mobilizou a Fundação a investir nessa iniciativa para auxiliar os candidatos, com base nos dados de seus municípios, a ajustarem seus planos de governo às demandas reais de sua população. Além de poder ser usada para o planejamento, ela é um instrumento de acompanhamento contínuo tanto de gestores públicos, imprensa, entidades do terceiro setor e de toda a sociedade.

A plataforma apresenta 33 indicadores para cada município. Esses indicadores estão divididos em cinco eixos – saúde, nutrição, segurança e proteção, parentalidade e educação infantil – conforme metodologia conhecida como Nurturing Care, estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Unicef e Banco Mundial.

“Criamos essa ferramenta porque entendemos que para agir com consistência em benefício da primeira infância é preciso primeiro inteirar-se dos principais desafios no atendimento aos direitos das crianças em seu município e ter objetivos claros, metas factíveis para serem atingida durante o mandato”, diz Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

A plataforma usa dados oficiais de fontes públicas que cobrem as diferentes áreas relacionadas com as políticas públicas municipais para a primeira infância. A periodicidade de cada uma delas varia. As informações acessíveis na plataforma são as versões mais atuais a que se tem acesso.

No caso das capitais, há uma análise dos dados apresentados dividida pelos eixos, na qual são destacados alguns dos indicadores que chamaram mais atenção em cada caso. Embora a mortalidade infantil tenha diminuído muito nos últimos anos, segundo dados de 2018, foram 12,18 óbitos em cada mil nascidos vivos no Brasil, o percentual dessas mortes de crianças de até 1 ano que são evitáveis ainda é muito significativo. O número de notificações de casos de violência contra crianças de até 4 anos, também merece destaque em praticamente todas as capitais.

A plataforma traz ainda nove diretrizes para ajudar os gestores a entender por onde devem começar e o que é mais urgente no tratamento das questões relacionadas à primeira infância. Essas recomendações foram montadas com base em estudos e na opinião de alguns dos maiores especialistas em cada uma das áreas tratadas.

A ferramenta faz parte do projeto Primeira Infância Primeiro, que reúne uma série de iniciativas da Fundação para apoiar os candidatos a cargos públicos, a imprensa e a sociedade a entender os dados, as forças e fragilidades de cada município no atendimento às necessidades da primeira infância – tanto do ponto de vista da criança quanto da família.

“Um bom prefeito e uma boa câmara de vereadores são aqueles capazes de fazer boas escolhas diante das restrições de tempo e de orçamento a que estão submetidos. Muitas dessas escolhas voltadas à primeira infância trazem resultados imediatos, e conferem reconhecimento automático a quem as tomou”, complementa Heloisa Oliveira, diretora de Relações Institucionais da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Caruaru Shopping funcionará com horário especial nos feriados de 7 e 15 de setembro

O Caruaru Shopping estará funcionando com horário especial nos feriados de 7 de setembro (Independência do Brasil) e 15 de setembro (Dia de Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade).

Na segunda-feira (7), as lojas estarão abertas das 10h às 20h; alimentação, das 11h às 21h, e o Big Bompreço, das 8h às 21h. A academia estará funcionando das 9h às 15h

Na terça-feira (15), o horário é o mesmo do feriado anterior, isto é: lojas, das 10h às 20h; alimentação, das 11h às 21h; Big Bompreço, das 8h às 21h, e a academia, das 9h às 15h.

O Caruaru Shopping fica localizado na Avenida Adjar da Silva Casé, 800, Bairro Indianópolis.

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, SEXTA-FEIRA, 4 DE SETEMBRO DE 2020

Palanques de Ciro

Quem não está gostando da definição do PDT nacional em declarar apoio a João Campos (PSB) na disputa para a prefeitura do Recife é o presidenciável Ciro Gomes, que perderá o palanque na mais importante capital política do Nordeste. Presidente do PDT, Carlos Lupi tende a fechar com o PSB no Estado e rifar a candidatura do deputado federal novato Túlio Gadelha. Além disso, os irmãos Cid e Ciro Gomes estão em baixa no próprio reduto eleitoral, em Fortaleza. Não conseguiram emplacar um candidato viável na dipusta desse ano na capital.

Nem tão aliados

Se a situação desandar para Marcelo Crivella no Rio na eleição deste ano, o deputado Hélio ‘Negão’ será os planos A, B e C do clã Bolsonaro para a prefeitura em 2024.

É o Negão

Aliás, ‘Negão’ segue em alta, reconhecido por Bolsonaristas como O Aliado do presidente. De passagem pelo Brasília Shopping ontem à tarde, foi tietado para fotos.

Parabéns, Judiciário

O ex-prefeito paulistano e ex-governador Paulo Maluf completou ontem 89 anos em prisão domiciliar. Não há castigo maior para um milionário que adora o exterior.

É do Estado

A despeito da decisão do Supremo Tribunal Federal na quarta, dando posse definitiva à União no processo em que herdeiros da Princesa Isabel requeriam o Palácio Guanabara, o Governo Federal informa à Coluna que o imóvel já foi cedido em 1960 para o Estado do Rio de Janeiro. A decisão do STF nada muda. O contrário, sim, mudaria muita coisa.

Cabou a farra

Foi-se a época em que os Correios patrocinavam altos valores, com verba direta, sem licitação, para conhecidos eventos nacionais (muitos deles já se pagavam com dinheiro privado, mas ganhavam ‘um extra’ com verbas estatais). Há 3 anos, uma cota para a festa de Parintins (AM) foi de R$ 600 mil, para um exemplo apenas.

Pingado

Este ano, de verba direta da empresa (sem incentivos fiscais), os Correios destinaram apenas R$ 100 mil para patrocinar o Ciclo de Seminários de Comércio Eletrônico para Micros, Pequenas e Médias Empresas, segundo levantamento da reportagem.

Linha direta

Em comemoração aos 198 anos da Independência, o Palácio do Planalto está pedindo a cidadãos que enviem um vídeo com depoimento no whatsapp (61) 998678787.

Volto não!

A grande maioria dos deputados federais bate ponto em Brasília um dia por semana, já com atividades focadas na base para eleger seus prefeitos e vereadores aliados.

Dedo na tomada

A pandemia não passou, mas a paciência das distribuidoras de energia sim. Com os inadimplentes da conta de luz. A Coelba (BA) já informa que voltou a cortar a energia. Light, do Rio, e CEB, em Brasília, idem. Mas todas renegociam dívidas.

Turma da escritura

O ImovelWeb, maior plataforma da categoria no País, descobrui em pesquisa que 29% dos entrevistados apontam casas de condomínio como empreendimento em tendência de alta. Na sequência aparecem os apartamentos com varanda (24%) e propriedades com mais metros quadrados (21%).

ESPLANADEIRA

# O Instituto Grupo Boticário oferece cursos de capacitação gratuitos e patrocínio (R$ 450) para mulheres que atuam no ramo de beleza, com negócios afetados na pandemia <empreendedorasdabeleza.org.br>. # Supermercado Pague Menos premia 31 clientes em comemoração ao aniversário da rede. # CINEOP realiza 15º Mostra de Cinema de Ouro Preto até dia 7. https://cineop.com.br/ # 1º PubliUva Summit acontece dia 14, às 11h, na UVA. # Unilever investe $ 1 bilhão de euros em pesquisa e desenvolvimento para eliminar substâncias químicas dos seus produtos de limpeza e lavanderia

Eventos corporativos com até 100 pessoas estão liberados em todo o estado de PE a partir de segunda-feira

O Governo de Pernambuco, após análise do Gabinete de Enfrentamento ao novo coronavírus, autorizou a realização de eventos corporativos com limite máximo de 100 pessoas ou com ocupação de até 30%, o que for menor, a partir da próxima segunda-feira (07). A medida vale para todo o Estado, uma vez que que o setor foi incluído na Etapa 6 do Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19.

Os eventos contemplados nessa fase podem ser realizados por empresas públicas, privadas, organizações sociais ou entidades sem fins lucrativos. Além da limitação de público, outra regra é que os eventos não poderão ultrapassar as 22h. Todos os protocolos serão disponibilizados no site oficial www.pecontracoronavirus.pe.gov.br.

“Dividimos os eventos em corporativos, sociais e culturais. Os eventos sociais, aqueles que têm o objetivo de socialização e comemoração, como casamento, batizado, aniversário, festas, estamos prevendo para a Etapa 9, também com até 100 pessoas ou 30% da capacidade. Já para a Etapa 10, acrescentamos o aumento da capacidade de todos os três tipos de eventos para até 300 pessoas, ou 50% da capacidade do estabelecimento”, explicou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach.

AVANÇOS – Na Macrorregião 2, a Geres V, no Agreste – que tem Garanhuns como cidade polo – e na Macrorregião 4, a Geres VIII, com sede em Petrolina, no Sertão, vão para a Etapa 7. Assim, os serviços de alimentação e shopping centers poderão ampliar seu horário de funcionamento para as 22h. Até o momento, os estabelecimentos estão funcionando das 10h às 20h (centros de compras) e das 6h às 20h (alimentação).
“Por lá, na 5ª Gerência Regional de Saúde, tivemos uma redução superior a 40% nos casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), na comparação das semanas 35 e 33, e uma queda de mais de 30% nos óbitos por SRAG. Com isso, temos a segurança de avançar de etapa na 5ª geres, igualando a situação da 2ª Macrorregião”, afirmou o secretário de Saúde, André Longo.

Ainda na Macrorregião 4, a Geres IX, que tem como destaque os municípios de Araripina e Ouricuri, avança da Etapa 4 para a 6 nesta segunda. Com isso, serão autorizados os serviços de escritório com 50% da carga, de alimentação com 50% da capacidade, podendo funcionar das 6h até as 22h, além da reabertura de academias de ginástica, feiras, shopping centers e comércio varejista de rua com distanciamento social de 10 metros quadrados para cada cliente. Acontece ainda a volta de 100% do efetivo do comércio e aluguel de veículos, assim como serviços de vistoria. Nas demais Gerências Regionais de Saúde, não haverá avanço das regras de flexibilização na próxima semana.
“A Geres IX, que viveu um momento de isolamento social rígido e que não vinha avançando de etapas nas últimas semanas, apresentou, por conta destas ações mais restritivas, indicadores muito satisfatórios. Por lá, tivemos uma redução de 49,1% no número de casos de SRAG e de 57,9% nos óbitos no acumulado de 2 semanas”, complementou André Longo.

O Governo de Pernambuco volta a reforçar que o avanço do Plano de Convivência com a Covid-19, a fim de garantir a aplicação de novas regras de flexibilização de atividades econômicas, depende do controle dos dados epidemiológicos registrados pela Secretaria Estadual de Saúde.

Paulo Câmara afirma que ainda não é o momento para a retomada das aulas do ensino básico

Os números da Covid-19 permanecem em queda em Pernambuco, mas a retomada das aulas presenciais ainda é um dos maiores desafios entre os impostos pela pandemia. Em praticamente todos os países do mundo, a volta às aulas tem dividido opiniões de especialistas diante das muitas variáveis sobre riscos e controle da circulação do vírus, sobretudo em relação às crianças. Por conta desse clima de incerteza, o governador Paulo Câmara anunciou, ontem (03.09), que a suspensão das aulas presenciais do ensino básico continuará mantida no Estado.

“As escolas são espaços fundamentais para a sociedade. Garantem conteúdos, socialização, a rotina de trabalho para muitos pais, empregos, até mesmo refeições para milhares de estudantes, no caso das unidades públicas. Mas reabri-las significa colocar de volta em circulação e em convivência direta mais de dois milhões de estudantes no Estado, e o impacto dessa medida ainda não tem, no mundo, parâmetros científicos e precisos de controle”, afirmou Paulo Câmara.

Embora admita que todos desejem o retorno a uma vida normal, ele reafirma que hoje isso ainda não é possível. “Não é uma decisão simples, que poderia olhar apenas para a questão econômica, por exemplo”, frisou.

De acordo com o governador, o tema está sempre em pauta, em discussões permanentes no Governo, observando dados científicos e evidências que possam garantir um retorno em condições realmente seguras. “Nenhum governante, trabalhador, empresário gostaria de estar enfrentando uma situação tão grave, que ameaça vidas. Temos obrigação de agir para proteger as pessoas. A educação é uma prioridade incontestável do meu governo desde o primeiro dia, e continuará sendo até o último, assim como a defesa da vida”, disse.

Paulo Câmara reforçou ainda que todas as equipes envolvidas no enfrentamento à Covid-19 continuam mobilizadas para que Pernambuco siga no caminho das evoluções gradativas e que a luta para reconquistar uma rotina é também a luta para não perder vidas. “Temos que pensar nas crianças, adolescentes, jovens e em toda a cadeia de profissionais que retornaria às suas atividades presenciais para atender às demandas desse universo. Vamos juntos encontrar caminhos, porque o único enfrentamento que queremos fazer é o do combate à doença e ao vírus”, concluiu o governador.