quinta-feira, 2 de julho de 2026

UNG desenvolve projeto de ventilador pulmonar de baixo custo

Uma equipe de docentes e alunos da Universidade UNG desenvolveu um protótipo de ventilador emergencial hospitalar. O projeto foi montado em sete dias, no complexo do laboratório das engenharias, do campus Centro. A iniciativa faz frente à demanda global pela busca por equipamentos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em meio à pandemia de coronavírus.  O aparelho foi analisado por fisioterapeutas e profissionais de enfermagem da Universidade e será submetido a uma comissão técnica, seguido de testes.

O conceito do equipamento parte de três frentes, ou seja, um conjunto eletrônico, mecânico e um conjunto médico, baseado em componentes que são utilizados regularmente na área da saúde, que é o ambu, máscara de respiração e tubos de traqueia. O conjunto mecânico foi pensado para que o aparelho tenha possibilidade de fazer o movimento com a frequência e pressão necessária para dar o suporte à respiração, e será concebido com peças fabricadas em impressão 3D, que utiliza um material ABS nesta concepção. O conjunto de controle passa por motor de corrente contínua, com os comandos controlados e a programação derivada de uma placa eletrônica programada. Dependendo da marca e modelo, os ventiladores podem ser comprados por R$ 15 mil. O aparelho da UNG tem um custo unitário de R$880, dezessete vezes menor que os disponíveis no mercado.

A próxima etapa, após ensaios e registros documentais, é a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o coordenador dos cursos de Engenharia da UNG, Adriano José Garcia, a ideia do projeto, após uma longa conversa com profissionais da área, foi verificar os níveis de complexidade e da necessidade do tratamento, em casos de intubação. “Em alguns casos, pacientes exigem um suporte de respiração por um sistema não invasivo. Na sequência, estabelecemos quais seriam os requisitos e iniciamos a produção entendendo a complexidade de um sistema desse tipo, os controles necessários, a pressão, a frequência respiratória. Além disso, buscamos o suporte da área da saúde e estamos focados em conseguir fazer um projeto que de fato chegue ao paciente final”, explica.

 

Contribuição à população:

 

O protótipo de ventilador pulmonar é uma contribuição da UNG para o suporte à população em casos graves de Covid-19. O aparelho tem a finalidade de ajudar o corpo humano, nas trocas de oxigênio e gás carbônico, uma vez que os pacientes que têm os pulmões comprometidos não dão conta de mantê-los sozinhos.

Para evitar qualquer tipo de transmissão do novo coronavírus, docentes e estudantes trabalham com  todos os equipamentos de proteção individual (EPIs), seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como o Supremo tentou salvar o Brasil

O então ministro da Saúde, Nelson Teich, dava uma entrevista coletiva e foi surpreendido com uma pergunta de um jornalista:

– O presidente colocou agora que vai colocar academia, salão de belezas e manicure como atividades essenciais. Queria saber se o Ministério da Saúde concorda com isso? Se houve uma orientação do Ministério da Saúde para isso?

Nelson Teich expressou um ar de incredulidade e, atônito, o entrevistado responde, perguntando:
– Dá para você repetir a pergunta?

Na expressão assombrada e incrédula do ex-ministro Nelson Teich, se extraí que as decisões do presidente da República, quando o tema é coronavírus, não passam por um conjunto articulado de governança. Escutar não é a maior qualidade de nosso presidente. Bolsonaro decide temas de saúde pública e economia, prevalecendo sempre a economia, sem respeito aos métodos científicos; o que abre e fecha, em tempos de pandemia, é decidido sem ouvir a maior autoridade brasileira em saúde pública, que, em tese, seria o Ministro da Saúde.

No dia da fatídica entrevista, o presidente apresentou decreto incluindo três novas categorias como atividades essenciais: academias de ginástica, salões de beleza e barbearia. O Brasil, naquele dia, tinha 11.519 mortes e 168.331 casos confirmados de COVID-19. Sobre o decreto, o então ministro da Saúde sequer foi avisado pelo Palácio do Planalto, o que demonstra, desse modo, que as decisões do presidente e de quem o auxilia não têm critérios de saúde pública, ação que por si só é auto explicativa.

Em um exercício metal imaginativo, em que possamos parar e pensar em um cenário onde os rumos da saúde pública fossem definidos pelo Governo Federal, por meio de seu chefe, uma pergunta se faz: Onde estaríamos?

O Supremo Tribunal Federal, em decisões de ALEXANDRE DE MORAES e MARCO AURÉLIO, como relatores, entendeu que o tema da saúde é de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e Municípios, a teor do artigo 23, inciso II, da Constituição Federal. Nesse sentido, temos que compete não só à União definir os rumos da saúde da população, mas aos Estados, Municípios e DF, pois possuem prerrogativa concorrente de legislar sobre saúde público, cabendo aos governos respectivos, no exercício de suas atribuições e no âmbito de seus territórios, a adoção ou manutenção de medidas restritivas legalmente permitidas durante a pandemia, tais como, a imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas, entre outras medidas

Levando em cota as palavras e ações recentes de Bolsonaro, existe uma escala de valores onde o presidente busca incansavelmente a proteção das empresas em detrimento das pessoas. O Supremo escolheu não os governadores ou prefeitos, mas vida e, desse modo, tentou salvar o Brasil.

Bolsonaro não buscou entendimento, meio termo (saúde, economia). Sempre instado a falar sobre a crise do COVID-19, colocou, com ênfase, a economia em primeiro lugar de suas preocupações.

Outro capítulo dessa crise é a paranoia presidencial, que o cegou e os do seu entorno, encontrando eco em algumas vozes amplificadas da internet, onde o que existe, na visão psicótica, é um grande complô conspiratório: todos os poderes da república, incluindo governadores e prefeitos, se uniram para derrotar o presidente. Psicótico, paranoico e estratégico, criou-se em torno do Mito, fábulas, contos, estórias e narrativas, um sistema de auto alimentação, onde presidente e internet nutrem um ao outro.

O que temos hoje, por parte do Governo de Jair Bolsonaro, é um desastre na saúde pública. Um governo e um presidente sem um plano nacional para proteger os mais vulneráveis, principalmente os idosos, sem dar o exemplo de distanciamento social, e com um discurso que não valoriza a vida nem os profissionais de saúde.

História, ciência, verdade e o Iluminismo estão sitiados, pela visão de que o presidente e seu entorno estão corretos.

Obrigado, Supremo Tribunal Federal, por ter tentado salvar o Brasil.

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, QUINTA-FEIRA, 21 DE MAIO DE 2020

Risco nas contas

Em reunião online com dirigentes do setor de comércio na terça-feira fim do dia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, alertou para o risco nas contas públicas com os gastos emergenciais necessários para salvar a Saúde, Estados e prefeituras. “Temporariamente interrompemos as reformas estruturantes (…) O Brasil gastou de impacto fiscal duas vezes a média dos (países) emergentes (2,3%), foi 4,6% do PIB, e acima da média dos países avançados, que é de 4,4%”. Guedes acendeu o alerta ao dizer que “isso é só o impacto da onda da saúde, ainda virá o impacto da economia”.

Funcionalismo espera

O ministro cravou que o funcionalismo terá de esperar. “É importante que não haja aumento para funcionalismo. Temos que dar dinheiro para a Saúde, para o problema da Saúde, e não para ficar alimentando a máquina num momento grave como esse”.

Comporta aberta

Carlos Marun, o famoso ministro do front da tropa de Michel Temer, foi reconduzido como conselheiro da Usina Itaipu. Gostem ou não dele, o Trator mostrou serviço lá.

Letivo perdido

Dificilmente as Universidades Federais voltarão a ter aulas presenciais. O máximo que farão será um plano de aulas nos campus para ajustar disciplinas para 2021.

Ouvidos abertos

Paulo Guedes recebeu (online) o setor de serviços, após ser criticado por só ouvir os industriais. Guedes argumentou que é mais fácil conversar com a indústria, diante do tamanho potencial de diversificado do setor de Serviços. O presidente da Frente Parlamentar do Setor, deputado federal Laércio Oliveira, convidou 30 entidades com representação nacional para participar da reunião virtual.

Onda Guediana

No encontro virtual, Guedes revelou que daqui a 30 dias vai começar a “disparar nossas ondas de investimentos e ondas de apoio à produção e emprego”.

Palácio do Contágio

O governador, Paulo Câmara, a vice Luciana Santos, o assessor Eduardo Machado e o chefe de gabinete do Palácio, Milton Coelho, estão contaminados por coronavírus. De quebra, o secretário de Saúde, André Longo, que despacha fora, entrou na lista.

MERCADO

Roda a roleta

Há lobby forte no Congresso, com aval discreto do Planalto, para liberação de cassinos em resorts no Brasil. Os maiores interessados são Sheldon Adelson e Donald Trump.

USA & BR

O Governo dos Estados Unidos já doou para o Brasil US$ 6,5 milhões ( R$ 37 milhões) para combate ao coronavírus. Maioria das ações direcionadas à região amazônica.

Explica aí

O Ministério Público de Pernambuco solicitou à Prefeitura do Recife informações mais claras e detalhadas sobre as licitações e investimentos no combate à pandemia. Para os promotores, o Portal de Transparência do município não justifica despesa, quantidade de produtos adquiridos, local da entrega dos bens ou prestação do serviço.

Store Drive Thru

Os shoppings das organizações Paulo Octavio no DF inovaram para não sacrificar mais os lojistas e manter as ações de combate ao Covid-19. Lançaram o Drive Thru com adesão (até ontem) de 174 lojas de quatro shoppings. O cliente compra o produto online ou por whatsapp, agenda horário, e o retira no estacionamento das unidades sem descer do carro.

Termômetro

Um empresário paulistano leitor da Coluna, dono de duas concessionárias de revendas de veículos, conta o cenário: não vende um carro sequer há 60 dias.

Ponto final

2020 é um ano nulo, para apagar da História da Humanidade, para pular no calendário.

ESPLANADEIRA

# O Guaraná Antarctica vai doar 500 kits com atividades lúdicas e cestas básicas para que crianças do Complexo de comunidades do Alemão, no Rio de Janeiro, parceria com a ONG Abraço Campeão. # Tetra Pak oferece aporte financeiro, para a compra de kits de higienização, máscaras e alimentos, para trabalhadores de cooperativas de recicláveis. # Skol lança serviço de televendas, o “Anota Aí Skol”, pelo (11) 3557-0058, das 15h às 21h. # O Comunique-se cancelou sua tradicional premiação para a imprensa brasileira deste ano. Volta em 2021.

 

Caruaru: 216 pacientes foram recuperados do novo coronavírus

A Secretaria de Saúde de Caruaru informa que, até o momento, foram realizados 1279 testes (75 apenas hoje) sendo 298 positivos para Covid-19, 281 estão em investigação e 700 foram descartados.

A secretaria também esclarece que 216 pacientes foram recuperados do novo coronavírus. Nesta quarta-feira (20), nenhum óbito foi registrado no município.

Nesta quarta-feira (20), nenhum óbito foi registrado no município.

Dupla é presa com 100 gramas de cocaína em Caruaru

A Polícia Militar de Pernambuco, através do 1º Biesp, prendeu, na noite de ontem (19), em Caruaru, mais uma dupla suspeita de tráfico de drogas. Com Igo Jackson Medeiros da Silva, de 24 anos, e Jefferson Henrique Santos de Souza, de 21, a PM apreendeu 100 gramas de cocaína, que seriam comercializadas em bocas de fumo distintas.

Os recolhimentos dos entorpecentes ocorreram nos bairros Petrópolis e no Severino Afonso e levaram os suspeitos a serem autuados em flagrante por tráfico. Durante a operação, o 1º Biesp ainda apreendeu dois aparelhos celulares, bem como pequena quantia em dinheiro.

A dupla foi encaminhada ao plantão policial da Civil.

Depois de forte queda, dólar volta a subir e fecha em R$ 5,76

Num dia marcado por oscilações no mercado financeiro, o dólar subiu e a bolsa caiu. Os indicadores reverteram a movimentação depois que o banco de investimentos Goldman Sachs divulgou a projeção de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) do Brasil encolherá 7,4% em 2020.
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,761, com alta de R$ 0,038 (+0,67%). A moeda norte-americana alternou momentos de alta e de queda ao longo da sessão, mas consolidou a valorização depois da divulgação das previsões do banco, até fechar na máxima do dia. A divisa acumula alta de 43,56%.
O Banco Central (BC) interveio no mercado. A autoridade monetária leiloou cerca de US$ 500 milhões em novos contratos de swap cambial – que funcionam como venda de dólares no mercado futuro – e rolou (renovou) cerca de US$ 620 milhões em contratos de swap que venceriam em julho.
No mercado de ações, o Ibovespa, da B3 (a bolsa de valores brasileira), fechou o dia com queda de 0,56%. O índice oscilou ao longo do dia. Estava em alta até por volta das 16h20, mas consolidou a queda após a divulgação do relatório do Goldman Sachs.
O Ibovespa também foi influenciado pelo mercado externo. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, encerrou esta terça-feira (19) com queda de 1,59%, influenciado pelos prejuízos no primeiro trimestre de algumas redes de varejo norte-americanas.
Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. Nos últimos dias, os investimentos têm oscilado entre possíveis ganhos com o relaxamento de restrições em vários países da Europa e em regiões dos Estados Unidos e contratempos no combate à doença.

Ministério da Saúde muda protocolo e amplia possibilidade de uso de cloroquina

Após determinação do presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20) um documento que amplia a possibilidade de uso da cloroquina e hidroxicloroquina, medicamentos usados no tratamento da malária, também para pacientes com sinais e sintomas leves do novo coronavírus.
A decisão ocorre sem que haja evidências científicas de eficácia e em meio a alertas de especialistas sobre riscos do uso do medicamento para uso em situações não comprovadas.
Até então, o protocolo adotado pelo Ministério da Saúde previa o uso do medicamento apenas por pacientes graves e críticos e com monitoramento em hospitais.
Já o novo modelo traz “orientações” de uso também para pacientes com quadros leves da Covid-19 e traz dosagens específicas.
O documento prevê a indicação de cloroquina com azitromicina, com dosagens diferentes conforme a sequência do tratamento e o quadro do paciente.
A indicação deve ficar a critério médico e ocorrer após análise de exames.
“Apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de possuírem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, ainda não há meta-análises de ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o beneficio inequívoco dessas medicações para o tratamento da Covid-19”, aponta.
“Assim, fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente”, completa.
Para isso, o paciente deve assinar um termo de consentimento que afirma que a cloroquina e hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais “como redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e alterações visuais por danos na retina”.
O termo frisa ainda que “não existe garantia de resultados positivos, e que o medicamento proposto pode inclusive agravar a condição clínica, pois não há estudos demonstrando benefícios clínicos”.
A divergência em torno do uso da cloroquina é apontada como o principal motivo da saída do ex-ministro Nelson Teich, que pediu demissão na última sexta-feira (15).
Dias antes, Bolsonaro havia deixado claro que faria a mudança no protocolo, mesmo sem concordância do ministro.
“Votaram em mim para eu decidir e essa questão da cloroquina passa por mim”, afirmou em teleconferência com empresários. “Não pode mudar o protocolo agora? Pode mudar e vai mudar”, declarou na ocasião.
A possibilidade de mudança no protocolo gerou reação entre entidades da área médica.
Um documento divulgado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Sociedade Brasileira de Infectologia e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia recomenda a não utilização de hidroxicloroquina, cloroquina e de suas associações com azitromicina na rotina de tratamento da Covid-19.
Médicos que atuam na rede pública também vêm relatando temor de que a mudança aumente a pressão pela indicação do medicamento.
Antes de deixar a pasta, Teich também já havia alertado para a falta de evidências científicas no uso do tratamento. “Cloroquina hoje ainda é uma incerteza. Houve estudos iniciais que sugeriram benefícios, mas existem estudos hoje que falam o contrário”, disse no fim de abril.
Uma primeira versão do documento foi apresentada ao presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira pelo ministro da Saúde interino, o general Eduardo Pazuello.
Horas depois, em live transmitida nas redes sociais, Bolsonaro informou que o documento seria divulgado nesta quarta e que o modelo não obrigaria o paciente a ser medicamento com a substância, mas daria a liberdade para que ele use o remédio quando necessário.
“O que é a democracia? Você não quer? Você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina”, disse. “Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”, ironizou, referindo-se a uma marca de refrigerante.
Segundo o Ministério da Saúde, o documento divulgado nesta quarta segue parecer do Conselho Federal de Medicina.
Ainda em abril, o conselho emitiu uma autorização para que médicos pudessem prescrever o medicamento também para casos leves e uso domiciliar, mediante termo de consentimento do paciente ou familiares.
A autarquia justificou o aval devido à ausência de outros tratamentos disponíveis, embora sem evidência científica.
A medida, no entanto, aumentou a pressão do Planalto por mudanças no protocolo, até então rechaçadas pelo ex-ministro.
Indicada para tratamento de doenças como malária, artrite e lupus, a cloroquina passou a chamar atenção após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que o medicamento poderia ter resultado positivo para o coronavírus.
Trump disse na segunda-feira (18) que está tomando hidroxicloroquina como prevenção contra o coronavírus. Não há, porém, evidência científica de que o remédio tenha eficácia no tratamento de Covid-19 nem que sirva como barreira contra a infecção pelo vírus.
No fim de abril, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês), dos EUA, contraindicou o uso da associação de hidroxicloroquina e azitromicina para tratamento da Covid-19 fora de ensaios clínicos.
Um dos maiores estudos feitos até agora também não encontrou redução de mortalidade por Covid-19 entre pessoas que foram medicadas com hidroxicloroquina. A pesquisa com 1.438 pacientes foi publicada na segunda (11) na revista Jama (Journal of the American Medical Association), um dos principais periódicos médicos do mundo.
Outra grande pesquisa, com 1.376 pacientes de Nova York, publicada no The New England Journal of Medicine, outro respeitado periódico científico, também apontou que não foram encontradas evidências de que o uso da hidroxicloroquina influencia na redução de mortes ou nas intubações.
Folhapress

Impacto da pandemia será discutido em evento da Pitágoras Caruaru

Nesta quarta-feira, 20 de maio, a Pitágoras Caruaru realiza mais uma palestra online. O evento, que tem como objetivo promover o conhecimento a respeito de temas de interesse comum. O público alvo são os acadêmicos e qualquer outra pessoa que tenha interesse no tema. Eventos desta natureza aparecem como alternativa para seguir fomentando o conhecimento durante a pandemia do Covid-19.

Na ocasião, o tema discutido será “O impacto da pandemia na Educação e os rumos que a EAD pode tomar”. Os facilitadores serão a coordenadora acadêmica da Pitágoras Caruaru, Eva Gomes e o professor de Língua Portuguesa Menelau Júnior. Através de uma ação especial, os participantes terão acesso a vários livros digitais gratuitos, como forma de fomentar a leitura durante o isolamento social.

A palestra será transmitida ao vivo, a partir das 19h, por meio de plataforma interativa e Instagram da instituição (@pitagoras_caruaru).

Grupo de estudos analisa situação de barragens do Agreste

A região do Agreste pernambucano está entrando em um período no qual as chuvas se tornam mais intensas e constantes. Motivo de celebração, já que a estiagem é frequente e afeta diversos setores, como a agricultura e o abastecimento, porém, é necessário ter uma estrutura reforçada para receber os volumes de água que se acumulam nos reservatórios vindas dos afluentes dos municípios. Um exemplo disso foi Caruaru, que recebeu recentemente 81,77 mm de chuva, correspondendo a mais de 98% de toda a chuva prevista para o mês de abril.

O grande problema é que muitas das barragens pernambucanas precisam de uma atenção maior em relação à sua manutenção, conforme apontam estudos e visitas técnicas feitas pelo curso de Engenharia Ambiental da Asces-Unita. Várias delas chegaram a 100% de sua capacidade (como a Barragem de São Sebastião em Panelas; Poço Fundo em Santa Cruz do Capibaribe; e Tabocas, em Belo Jardim) e outras acumulando água de forma muito rápida, como é o caso de Jucazinho, que está com 30% de sua capacidade. Há mais de 10 anos ela não tem sua capacidade total, então, precisa de um cuidado especial.

De acordo com o professor do curso, Luiz Santos, pontos como a infraestrutura e limpeza dos reservatórios são fundamentais para que não haja o comprometimento. “É necessário ter atenção para a estrutura física das barragens, por conta de fatores como a dilatação térmica que causa fissuras no concreto, prejudicando a segurança. Além disso, a limpeza nos leitos do reservatório faz toda a diferença, porque o assoreamento que se acumula diminui a capacidade de acúmulo da água e interfere no seu bom funcionamento”, explicou.

Ele alerta também sobre a necessidade de fiscalização por parte dos órgãos responsáveis. “É muito importante também que os órgãos de defesa de cada município da região estejam preparados para atuar nas zonas urbanas e rurais, a fim de garantir a segurança aos moradores de áreas que podem ser afetadas por inundações ou serem área de risco de deslizamentos. Com o apoio dos docentes pesquisadores do curso de Engenharia Ambiental da Asces-Unita, atuamos com diversos estudos nas áreas de impactos ambientais e impactos causadas por inundações através de simulações computacionais que visam contribuir para saber como agir em casos de calamidades”, destaca.

Regina Duarte deixa Secretaria Especial de Cultura

Após pouco mais de dois meses no cargo, a atriz Regina Duarte deixou a Secretaria Especial de Cultura nesta quarta-feira (20). O anúncio foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro em seus perfis nas redes sociais. Regina, que rompeu um contrato de 50 anos com a TV Globo, assumiu a pasta em 4 de março e seu trabalho foi alvo de críticas por membros do setor. Para o lugar dela, o ator Mario Frias foi convidado pelo presidente, segundo o portal R7.

“Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP”, diz a publicação. Ainda segundo Bolsonaro, nos próximos dias, durante a transição do cargo, será feito um balanço da gestão de Regina na pasta.

Folhape