quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Coluna Esplanada

Brasília, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Sem aliança

O Aliança pelo Brasil, já é notório, não sairá a tempo de disputar as urnas municipais. Não bastasse isso, o partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta oficializar patina nas ruas na falta de apoio de aliados. Até ontem, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral consultados pela Coluna, apenas 8.677 assinaturas foram coletadas – das 494 mil, no mínimo, necessárias para o registro final. A pandemia do coronavírus dificultou mais o trabalho de abordagem e coleta de assinaturas na praça. Além do cenário ruim, em 14 das 27 unidades da federação não há uma assinatura sequer apresentada, como no Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso, entre outros.

Em baixa

Em Alagoas, apenas 75 assinaturas foram validadas. O Amazonas avançou, são 605, por ora. Muito mais do que o número tímido de SP, com 209. O Estado do Rio conta 155.

Na ponta

O Rio Grande do Sul desponta com líder, com 1.484 apoiadores registrados, seguido por Santa Catarina (1.460), DF (1.448), MS (861) e Minas (742).

Longo prazo

A despeito da difícil operação de coleta, os bolsonaristas têm certeza de que até 2022 o APB estará apto para o presidente Bolsonaro disputar a reeleição.

Coronacela

Pegou mal entre advogados – principalmente os criminalistas, que já não lidam com ele – a Portaria do Ministro Sérgio Moro proibindo visitas de parentes e advogados a presos. “A decisão viola os direitos e fere as prerrogativas dos advogados. Se fosse assim, cobrador de ônibus não poderia transitar no veículo”, diz um advogado. Mas o cenário, hoje, é questão de saúde pública. Os ambientes citados são bem diferentes.

Fiscais no olho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária jura que há seis plantonistas e três diaristas no aeroporto de Brasília. “Somos 13 fiscais no aeroporto, no total”. Mas fiscais no olho. Não há equipamentos de tecnologia para detecção de febre e outros sintomas, praxe em fiscalização de vários países. A Anvisa afirma que segue orientações da OMS.

Saúde do Brasil

Eram, até ontem à noite, 13 infectados da comitiva presidencial que voltou dos Estados Unidos, menos o presidente Bolsonaro, que teve contato com todos na agenda e no avião. A Secom não quis divulgar os laudos do teste e contra-prova de sexta-feira,  nem quem os assinou. A conferir o resultado de hoje. A Coluna torce pelo negativo.

Isso pode?

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná recusou pedido para ser de referência para triagem e tratamento de pacientes vítimas de coronavirus em Curitiba.

Coronalote

É a pandemia do calote. Tem muita gente cancelando eventos, e pagamentos, pra daqui três ou quatro meses, usando o pretexto da pandemia.

Sermão..  

O Governo correu para fechar uma parceria importante. Pedir às igrejas que seus líderes orientem, mesmo nas redes sociais ou por canais de TV e rádio, sobre os sintomas e os tratamentos sobre o coronavírus. como até cultos e missas estão proibidos em alguns Estados, é um serviço público imediato e eficaz.

..serviço público

A ministra Damares Alves, dos Direitos Humanos, Família e Mulher, reuniu-se com Dom Joel Amado, secretário-geral da CNBB, Ronaldo Fonseca (Assembleia de Deus), deputado Roberto de Lucena (Brasil para Cristo), deputado Jefferson Campos (Igreja Quadrangular), Evandro Garla (Igreja Universal) entre outras, para passar as dicas. Representantes de oito igrejas presentes representam pelo menos 100 milhões de fiéis.

Quase lá

Embaixador da ONU no Brasil,  Niky Fabiancil cancelou visita de missão oficial que faria ao Amapá nos próximos dias. A delegação conheceria o complexo do Instituto de Pesquisa Científicas e Tecnológicas do Estado, para a chancelar como entidade parceira

Herzog

O Ministério Público Federal denunciou seis pessoas pelo assassinato e suicídio forjado do jornalista da TV Cultura Vladimir Herzog que aconteceu há 45 anos. O problema é que a Lei da Anistia está em vigor. É questão de Justiça em confronto com a Jurisdição.

ESPLANADEIRA

# Ambev vai produzir 500 mil garrafinhas de álcool gel na fábrica de Piraí (RJ) para doar a hospitais públicos do RJ, SP e DF. # A UniCesumar, de Maringá (PR), concederá o título “Doutor Honoris Causa” ao Ministro da Justiça, Sérgio Moro.

A política do coronavírus

Declarada pandemia mundial e emergência médica nacional, o COVID-19 ou popularmente chamado de coronavírus, impactou em cheio o cenário político e econômico mundial e nacional, modificou hábitos sociais, estabeleceu um amplo debate acerca da capacidade planetária em enfrentar um vírus que não tem nacionalidade, não respeita fronteiras nem espera autorização alfandegaria para viajar.

O coronavírus se estabeleceu com um grande desfio não só no campo de saúde pública, mas também político e econômico. O vírus ultrapassou as barreiras locais, virou um desafio geopolítico, supranacional.

O presidente francês Emmanuel Macron foi o primeiro líder mundial de uma grande nação que entendeu que o combate ao coronavírus é uma causa comum, ultrapassando as barreias domésticas e nacionais. Emmanuel Macron cunhou a seguinte assertiva: — “Este vírus não tem passaporte. É preciso unir nossas forças, coordenar nossas respostas, cooperar. (…)”. Desse modo concluímos que o nacionalismo, isolacionismos sem articulação global das agências de saúde poderá ter o potencial de crescimento da doença que se alastra vertiginosamente em escala mundial.

Em outro front de batalha na luta contra os sintomas do coronavírus se estabeleceu na economia. Todas as estimativas de crescimento mundiais e nacionais foram revistas para baixo, ou seja, o vírus impactou o a economia prevendo um baixo crescimento. Por mais liberal que seja o pensamento, diante dos desafios econômicos e da baixa atividades das bolsas de valores, o Estado dever fazer intervenções na economia, inclusive em setores que são os mais afetados, tais como turismo, aviação comercial, serviços e comércio internacional, principalmente com o nosso maior comprador que é a China (principal mercado para produtos como soja, minério de ferro, petróleo, carnes e celulose, mas nem todas as empresas desses setores dependem exclusivamente do mercado asiático).

No Brasil temos um quadro de confusão, de um lado o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, adotou, segundo especialista, todas as medidas necessárias para prevenção, contenção e tratamento do coronavírus. Já o presidente Bolsonaro vai na contramão, adotando postura errática incompatível com os tempos que vivemos e contra todos os protocolos médicos e sanitários.

Na Alemanha foi apresentado um plano econômico estatal de socorro às empresas e aos empregos por conta do coronavírus.

Pelo menos 12,4 bilhões de euros (mais de 60 bilhões de reais) serão investidos nos próximos quatro anos. No Brasil não existe um plano tão audacioso como o alemão, o projeto brasileiro é acelerar as reformas e criar linhas de créditos para socorro das empresas.

Sem clareza nas ações, o Brasil sofrerá os efeitos do coronavírus mesmo depois do surto ser dissipado, pois todas as medidas precisam de aprovação do Congresso, e a relação do Executivo e Legislativo foram azedas pela postura do presidente quando das manifestações; no outro lado, Guedes deixou claro que não tem “plano B” para a economia, mas sem expor de forma clara e objetiva qual seria esse plano. Desse modo precisamos de ações claras no campo da economia para que o Brasil supere a crise do corona quando esse vírus nos deixar.

Em tempos difíceis precisamos de líderes responsáveis e fortes, como dito por Emmanuel: “Ante as crises da vida. Não te revoltes. Serve”.

Rua do Bairro do Salgado será interditada para serviço de manutenção

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Obras, informa que, nesta quarta-feira (18), a Rua Barão, localizada no Bairro do Salgado, será interditada para o início dos serviços de manutenção na rede de esgoto.

No local, que contemplará a troca de tubulação de aproximadamente 7m, ocorrerão mudanças necessárias na rota dos transportes coletivos.

A intervenção vai ser realizada, a partir das 7h, com previsão de finalização no fim da tarde da próxima sexta-feira (20).

Financiamento imobiliário com recursos da poupança mostra recuperação

Os novos financiamentos imobiliários com recursos da poupança e do FGTS, que tiveram o pico em 2014 com o total de R$ 155 bilhões e chegaram no fundo do poço na recessão em 2017, somando R$ 102 bilhões, mostraram recuperação e em 2019 atingiu R$ 135 bilhões. O diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual, disse que após este desempenho, a expectativa para 2020 é alcançar R$ 160 bilhões.

Para o diretor, os números representam “uma superboa recuperação”, mas ele ponderou que a confirmação dessa expectativa depende do impacto que o coronavírus vai provocar na economia mundial e quais os reflexos na economia brasileira. “Se não for um impacto muito grande e no resto do mundo o impacto for contido mais rapidamente de modo que influencie pouco o desenvolvimento da economia brasileira, esse número vai se verificar. Se o impacto for prolongado no resto do mundo e mais amplo do que já foi no Brasil também, a gente não sabe. Por enquanto, está indo muito bem”, completou.

Embora também considere que ainda é cedo para projetar os efeitos do coronavírus na economia brasileira, o professor do MBA em Gestão de Negócios, de Incorporação Imobiliária e da Construção Civil da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sérgio Cano, disse que em um primeiro momento, quando existe crise econômica que abala os mercados mundiais, as pessoas se sentem mais seguras em investir em um ativo real, um ativo fixo que no caso é o imóvel.

“A pessoa sabe que aquele imóvel, por mais que possa ter uma desvalorização por algum tempo, se for o caso, elas têm um patrimônio, têm um ativo garantido e fixo, diferentemente de quando se está no mercado financeiro que tem uma volatilidade muito grande e pode perder dinheiro. Em um primeiro momento diria que pode haver até um incremento na procura de imóveis por conta dessa crise”, analisou, acrescentando que não se pode cravar a extensão do impacto do coronavírus na economia mundial.

Otimismo
Apesar da indefinição do cenário futuro, o diretor da Abecip disse que atualmente o mercado de crédito imobiliário poupança está otimista com o aumento de demanda por financiamentos e créditos. Os bancos, tanto os privados, como os públicos, veem o crédito imobiliário como um negócio importante e a competição dos cinco maiores está muito acirrada. O interesse vem se registrando também nos bancos regionais menores, especialmente os públicos. “Há uma competição ferrenha pelo cliente e consequentemente pela qualidade dos serviços oferecidos e as taxas ofertadas”, completou.

Pontual lembrou que no ano passado, com a perspectiva e a aprovação da reforma da previdência, inflação sob controle, juros caindo para patamares mais civilizados e a sensação de que outras reformas necessárias viriam logo a seguir, foi criado um ambiente muito positivo entre os diversos agentes da economia entre consumidores, incorporadores e os bancos financiadores. Para o diretor, esse clima foi reforçado pela pequena melhora do mercado de trabalho e em mais confiança de quem estava empregado de que não perderia a sua vaga. “Assumindo que as reformas tributária e todas as outras em discussão, privatizações, tudo que tem a ver com controle fiscal do governo, com marcos regulatórios e tudo que deixe a economia mais ágil e melhore o ambiente de negócios do país, se tudo isso progredir, como a gente acha que vai, a gente tem tudo para ter um ano muito bom de crédito imobiliário e de lançamentos imobiliários”, estimou.

Taxa de longo prazo
O diretor executivo da Abecip observou que as perspectivas de diversas entidades ligadas ao mercado imobiliário apontam uma clara aceleração de lançamentos de imóveis, em particular em São Paulo e ainda no Rio de Janeiro, onde havia excesso de imóveis parados e atualmente passa por uma recuperação gradual. Pontual chamou atenção ainda para a queda da taxa de juros de médio e longo prazos, que é o que mais interessa nos financiamentos habitacionais. “Essa é a taxa importante e para onde os bancos estão olhando, porque como o banco está emprestando por um longo prazo ele tem que olhar pelo menos para essa taxa de cinco anos, que é um mercado bastante líquido ainda”, afirmou,

Segundo o diretor, a taxa de cinco anos em fevereiro de 2018 estava em 9,10%, em março de 2019 era 8,4%, agosto do mesmo ano 6,9%, em dezembro 6,2%, chegando em fevereiro de 2020 em 6%. A explicação para ele, é a percepção de melhoras com reformas da economia. Com os efeitos da pandemia do novo coronavírus, a taxa teve pequena elevação neste mês de março chegando a 6,3%.

“Não é um bom sinal, mas não foi um aumento muito grande e mostra que estamos próximos ao patamar. Para conseguir manter em taxas menores nesse mercado de cinco anos depende de que o mercado tenha confiança de que as reformas vão acontecer”, disse.

Esse mercado funciona com algumas variáveis. O incorporador precisa ter confiança de que vai poder investir na construção que leva de dois a três anos e o comprador necessita de um horizonte com a garantia de que poderá pagar. “A pessoa física que vai comprar tem que ter confiança no futuro. Tem que acreditar que a economia vai bem e que vai ter emprego durante 20, 30 anos para poder pagar a dívida. A mesma coisa do banco que vai financiar”, observou.

Estoque
O setor enfrentou ainda um outro problema: os grandes estoques de imóveis país à fora. Pontual observou que com a recessão severa e as altas da inflação e dos juros, surgiu a insegurança para quem ia entrar em uma atividade de mais longo prazo como a construção e financiamento. “O consumidor primeiro sumiu. Quem não tinha dívida compromissada parou de querer fazer dívida. Um monte de imóvel ficou encalhado. Muitos que estavam em construção, as construtoras terminaram e ficou aquele estoque grande para vender”, explicou.

O cenário, no entanto, está diferente. “O que a gente observou pelos dados, inclusive das associações ligadas à construção civil, é que esses estoques já diminuíram muito, praticamente não tem mais estoques. A zona oeste do Rio talvez tenha alguma coisa, mas cada vez tem menos. Se vê retomando os lançamentos. Em São Paulo é impressionante. A quantidade de imóveis novos sendo lançados este ano e em 2019 foi enorme e o apetite continua agora. A própria abertura de capital, em lançamento de ações de empresas do setor de construção foi também impressionante. É um sinal da pujança do setor e é um setor muito puxador de emprego e renda”, contou.

Para o professor Sérgio Cano, os estoques elevados também permitiram que os preços não avançassem. “Durante muito tempo a gente ficou com um estoque muito elevado e agora começa, por ter esse movimento que vem desde o ano passado, uma redução um pouco mais acentuada de estoque. Como ainda estava elevado, os preços não subiram, ou quando subiram, pontualmente em algumas regiões como São Paulo, não foi um aumento tão expressivo no valor do imóvel”, avaliou.

Geração de empregos
Pontual destacou que quando começarem as obras dos lançamentos que ocorreram em São Paulo e no Rio, além da criação de empregos, haverá o impacto em toda a cadeia produtiva, que é imensa. “Aí vira uma espiral muito positiva. Quanto mais pessoas empregadas na construção civil, maior consumo, mais gente empregada nas indústrias fornecedoras da construção civil”, disse.

Cadeia produtiva
“É um setor muito importante na geração de empregos e a cadeia da construção civil é muito ampla, muito extensa. Vai desde fornecedores de matéria-prima, passando pelas construtoras e mais adiante os prestadores de serviços, como o pessoal que trabalha na venda dos imóveis, as lojas de eletroeletrônica, a indústria moveleira. Tudo isso é movimentado pela cadeia da construção civil. Um segmento da construção civil forte no país, isso, com certeza, traz efeitos muito positivos para a economia”, completou o professor Sérgio Cano.

Atrativo
Ainda conforme o diretor, a relação do crédito imobiliário sobre o PIB chegou em 2019 a 9,3%, por volta de 2004 era abaixo de 1%. Na visão dele, é uma evolução importante, mas no Chile é 24%, na África do Sul 21% e nos países desenvolvidos supera os 43%, 50%. “Isso é um exemplo de porque estamos otimistas e os bancos estão interessados. O Brasil tem muito o que crescer em financiamento de crédito imobiliário. É um país que tem muita habitação a ser feita ainda, seja no Minha Casa, Minha Vida, seja na média e na alta renda. É um mercado muito grande. Por isso estamos otimistas e os bancos têm feito essa guerra de taxas atrás do cliente”, concluiu.

De acordo com o professor da FGV, a redução das taxas de juros nos financiamentos têm um impacto significativo no mercado, porque coloca mais gente em condições de comprar um imóvel. “Isso demonstra que a taxa de juros é um fator preponderante para que as pessoas possam adquirir um imóvel, tendo um financiamento que cabe no seu bolso e dentro do seu orçamento”, informou.

Bancos
O Itaú informou à Agência Brasil que em 2019 aumentou em 30% as concessões de crédito para pessoas físicas nos financiamentos de imóveis com recursos da poupança, na comparação com o ano anterior. A última redução de taxa de financiamento imobiliário ocorreu em outubro do ano passado, quando a taxa mínima caiu de 8,1% ao ano + Taxa Referencial (TR) para 7,45% ao ano (a.a) + TR. O total do financiamento do imóvel varia de acordo com o valor do imóvel e o percentual de financiamento vai até 82% do valor do bem. O tempo máximo de parcelamento é de 360 meses.

No Banco do Brasil, as operações indexadas à TR têm taxas a partir de 6,99% a.a. e pelo IPCA a partir de 3,45% a.a.. O financiamento é de até 80% para imóveis residenciais e comerciais, com valor mínimo de R$ 20 mil.

O Santander Brasil opera com financiamentos parceláveis em até 420 meses e taxa mínima de juros que pode chegar a 7,99% a.a., mais a TR. As condições são válidas para a aquisição de unidades a partir de R$ 90 mil.

No Bradesco os clientes encontram as taxas na banda mínima de TR + 7,30 % a.a. O banco informou que está desenvolvendo uma taxa com base no IPCA, que deve estar à disposição dos clientes ainda este ano.

Na Caixa, para o crédito imobiliário baseado na TR, a taxa mínima praticada é de 6,50% ao ano e a máxima para 8,5% a.a..Já na que varia conforme o IPCA, a taxa mínima para imóveis residenciais enquadrados nos Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) é de IPCA+2,95% a.a. e taxa máxima de IPCA+4,95% a.a.

Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil
Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em Caruaru, novas medidas ao combate do Covid-19 foram anunciadas em Portaria publicada pela prefeitura

A Prefeitura de Caruaru publicou uma Portaria, na noite desta segunda-feira (16), reforçando as medidas adotadas no Decreto apresentado no Diário Oficial do último domingo (15). As novas ações ratificam os pontos defendidos anteriormente pela Prefeitura, com o objetivo de prevenir o avanço do novo coronavírus na cidade. O Poder Municipal reforça que ainda não existem casos confirmados em Caruaru.

Entre as novas medidas defendidas, o Grupo Integrado de Atendimento de Emergências Relacionadas a Desastres Naturais e Correlatos suspende as atividades esportivas na Via Parque e ações do Caruaru em Movimento, assim como atividades culturais realizadas em museus e em parques públicos.

O Caruaru Por Paixão, previsto para a Semana Santa, também foi suspenso. Outra recomendação da Portaria é a suspensão do funcionamento de cinemas e teatros.

Alguns serviços serão temporariamente paralisados, como a emissão do Cartão do Idoso e de Deficiente. A decisão também inclui serviços de saúde, como o atendimento ambulatorial de odontologia, a coleta de material para citologia e para exames laboratoriais de rotina.

O atendimento ambulatorial do Ame Animal também está suspenso, sendo realizadas as atividades apenas em situação de emergência.

De acordo com a Secretário de Saúde e coordenador do Grupo, Francisco Santos, esses cuidados devem ser encarados como ações preventivas de proteção à saúde da população. “Apesar do Covid-19 ainda não ter chegado à cidade, estamos trabalhando para que esse problema, que tem afetado todo o mundo, cause o mínimo de transtorno em nosso município. Todas as precauções tomadas têm o objetivo de garantir a segurança e saúde das pessoas”, explica Francisco.

As medidas também compreendem os servidores públicos municipais. Os servidores com mais de 60 anos devem desempenhem as suas atividades remotamente. Já os demais demais funcionários devem seguir as atividades normalmente, levando em consideração que são imprescindíveis para assegurar a preservação e funcionamento dos serviços considerados essenciais ou estratégicos na cidade.

Dentro das recomendações sugeridas na Portaria, atenção especial ao transporte público. As empresas serão notificadas pela Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes – Destra, a fim de seguirem as normas do Ministério da Saúde quanto à higienização dos veículos. Os táxis e moto-táxis também passarão por vistorias. Outro ponto destacado nas recomendações refere-se à iniciativa privada, que também poderá liberar os seus colaboradores acima de 60 anos para trabalhar em casa.

Para os abrigos privados de idosos ficou decidido que cada instituição restrinja as visitas. A Portaria pode ser conferida no Diário Oficial do Município, publicado no site da Prefeitura de Caruaru.

Foto; Jorge Farias

Destra se reúne com representantes da AETPC

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes (Destra) realizou, na manhã da segunda-feira (16), uma reunião com os representantes da Associação das Empresas de Transportes de Passageiros de Caruaru (AETPC) com o objetivo de debater os cuidados básicos adotados antes, durante e depois de usar o transporte público.

As empresas foram notificadas para que, ao final de cada viagem, higienizem o interior dos ônibus – onde existe maior contato dos usuários (corrimãos, botões, alças, etc.) – com álcool a 70% ou algum produto de limpeza a base de cloro.

A Prefeitura de Caruaru disponibilizou cartazes para afixar no interior dos veículos com informações sobre as formas de prevenção do Covid-19. Além disso, as empresas vão colaborar com o espaço publicitário na traseira dos ônibus para informações sobre a forma de prevenção do vírus.

A DESTRA enfatiza, ainda, a necessidade da população utilizar álcool em gel ou lavar bem as mãos após o uso do transporte público, e, quando estiver nos ônibus, não colocar as mãos nos olhos ou na boca, de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Saúde.

Prefeitura de Caruaru promove reunião com representantes de hospitais particulares sobre o Covid-19

Na tarde desta segunda-feira (16), a Prefeitura de Caruaru promoveu uma reunião com representantes de todos os hospitais privados do município. Estiveram presentes o Instituto Pernambucano (IP), Unimed e os hospitais Santa Efigênia e São Gabriel.

No encontro, comandado pelo Secretário de Saúde Francisco Santos, ficou acordado que todas as informações relativas ao novo coronavírus serão divulgadas em boletins únicos, concentrando os dados de todas as instituições.

Durante a reunião foi discutido o panorama atual da pandemia, avaliando as possíveis necessidades futuras, dentro de um trabalho integrado entre todas as entidades.

Também foi sugerido a redução momentânea de atendimentos ambulatoriais gradativamente e a racionalização de recursos de todos os insumos essenciais, podendo, inclusive, ser estudada uma compra conjunta de insumos entre o poder público e privado.

Foto: Jorge Farias

Unimed já está preparada para o coronavírus

A Unimed Caruaru informa que está preparada para receber pacientes suspeitos de coronavírus. Para isso, já isolou uma ala do Hospital Unimed Caruaru (HUC) para o adequado atendimento, caso se faça necessário.

A unidade dispõe de uma equipe de profissionais capacitada para o manejo clínico e coletas de amostras biológicas dos pacientes que possam apresentar sinais ou sintomas da doença, para envio ao laboratório de referência via Secretaria Municipal de Saúde.

No momento, segundo a Unimed, não há nenhum paciente internado com o diagnóstico de coronavírus no hospital. Informa também que irá atualizar as informações diariamente.

Coluna Esplanada

Brasília, terça-feira, 17 de março de 2020. n°2.787

Alívio no saldo

Entre tantos dados negativos atuais e esperados para os próximos meses na economia, diante da pandemia de coronavírus, uma notícia boa aliviou muita gente. Sem alarde, a Federação Brasileira de Bancos divulgou nota informando que as cinco maiores instituições vão dar carência de 60 dias no pagamento de dívidas – de pessoas físicas e jurídicas – de contratos em vigor, mas que estejam em dia. A determinação pegou gerentes de surpresa Brasil adentro, que até o fim do expediente não sabiam como lidar com a novidade. Esperando enxurrada de demandas na porta, bancos passaram a divulgar, no fim do dia, que os clientes podem resolver por e-mail ou telefone.

Portas abertas

Mais de 500 venezuelanos, em média, segundo empresários locais, cruzam a fronteira para o Brasil em Roraima. Sem qualquer controle e fiscalização sobre coronavírus.

Oh, Minas..

A VLI, que administra a ‘Maria Fumaça’, suspendeu a viagem diária de trem entre as cidades históricas de São João Del Rey e Tiradentes.

Coronaplanos

Os planos de saúde somem nessas horas. Um cidadão de Brasília não consegue contato por telefone há dias, para ter orientações sobre exames. Há registros.

Frota parada

Mais de 100 carros que transportavam drogas, apreendidos pela Polícia Federal, estão no depósito da corporação no Paraná. O pátio da Receita em Foz do Iguaçu tem cerca de 600 veículos apreendidos, além de 200 motores de popa de barco – cederam nove para a Secretaria de Saúde do Estado. O restante espera há meses leilão da Receita Federal.

Jogada 1

Encerrou-se há uma semana o prazo regimental para apresentação de emendas à Medida Provisória 923/20, que permite a realização de sorteios de prêmios em rede nacional de televisão aberta. Foram apresentadas 48 emendas ao projeto.

Jogada 2

A Emenda 47, do presidente da Frente Parlamentar pela Aprovação do Marco Regulatório dos Jogos, deputado Bacelar (PODE-BA), prevê a revogação dos artigos 50 a 58 do Decreto-Lei nº 3.688/1941. Caso seja acolhida pelo relator, os jogos no Brasil não serão mais considerados uma contravenção penal.

Voa, ministro, voa

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, é um dos que mais usam jatinhos da FAB. Mas por bom motivo: monitoramento de obras outrora paralisadas, hoje tocadas pelas tropas e engenheiros do Exército. Uma tremenda economia para os cofres.

Ernesto Air

Entre 19 de fevereiro e 7 de março, o chanceler Ernesto Araújo viajou bem de jatinho da FAB em voos internacionais: passou por Guatemala City, Ottawa (Canadá), Tegucigalpa (Honduras), além de alguns trechos brasileiros.

Espetáculo paraguaio

O Itamaraty lavou as mãos para o caso do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, presos no Paraguai com documentos falsos. Foi o ministro da Justiça, Sérgio Moro, quem tomou as dores e pediu informações – respeitando a legislação local, sem exigências. A maior reclamação dos advogados é o uso de algemas no ex-craque, como se fosse um bandido de alta periculosidade.

Nas estradas

Os motoristas de empresas parceiras da Buser passaram a usar luvas e os passageiros recebem álcool gel ao entrar. A Buser também decidiu devolver o dinheiro de quem está no grupo de maior risco (como idosos) e de quem está em viagens que serão canceladas.

Novo Secom

O jornalista Mário Marques assumiu a chefia de Comunicação do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Marques lançou recentemente o livro “Voto do futuro – O novo marketing político e as lições pós-Bolsonaro”, e tem larga experiência em campanhas eleitorais, pesquisas qualitativas e avaliação de cenário.

Calotes..

O BB informa que divulgou, no portal, seu relatório de balanço de 2018 (anteriormente publicamos que só havia até 2015 o link). Mas não informa claramente o consultado sobre calotes em empréstimos de empresas que recorreram ao Fundo de Financiamento do Centro Oeste na Sudeco. Os valores “são divulgados de forma consolidada, não por linha”. Humm.

Câmara toma medidas preventivas contra o Coronavírus

Na manhã desta segunda-feira (16) os vereadores reuniram-se com alguns servidores da Casa e definiram que algumas medidas precisam ser tomadas para evitar a propagação do Coronavírus (COVID-19) no município.

Por meio da Portaria nº 181/2020 o Presidente da Câmara definiu que as Sessões Solenes estarão suspensas a partir de amanhã por tempo indeterminado.

Hoje, às 16h, será realizada uma Sessão Extraordinária somente para discutir e votar o reajuste salarial dos Agentes de saúde, projeto enviado pelo Poder Executivo que tramita em regime de urgência.

A Câmara está fechada para o público externo. A partir desta terça-feira (17), somente os setores essenciais da Casa estarão funcionando.

Para mais informações, as audiências públicas e sessões da Câmara podem ser acompanhadas pela página do Facebook da Câmara: Poder Legislativo de Caruaru.

Por: Livia Feijo Portela – Assessoria Câmara