sexta-feira, 8 de maio de 2026

Marca Bem-te-vi completa 90 anos de história

Só as melhores marcas conseguem fazer história. É o caso da Bem-te-vi, que está comemorando 90 anos neste mês de março. Preferida entre os consumidores, a Bem-te-vi marcou a vida de gerações e continua se modernizando, com ampliação do portfólio e mais respeito ao meio ambiente. Além do tradicional sabão em barra, a Bem-te-vi, uma das marcas da ASA Indústria e Comércio, conta com sabão em pó, lava roupas líquido, amaciante e desinfetante.

De acordo com o diretor de Marketing da ASA, Wagner Mendes, esse processo de fidelização da marca se dá através de produtos de qualidade e de um trabalho que tem como objetivo atender as necessidades do consumidor final. “A marca Bem-te-vi baseia seu sucesso e liderança no acompanhamento das necessidades dos consumidores, chancelado por contínuas pesquisas de mercado, além de priorizar as relações comerciais com os agentes atacadistas e varejistas”, diz.

Além de preferida pelos consumidores, a marca Bem-te-vi trabalha pela preservação do meio ambiente e pela sustentabilidade. O sabão em barra Bem-te-vi, por exemplo, utiliza óleo de cozinha usado como parte de sua matéria-prima. Isso acontece através do Programa Mundo Limpo, Vida Melhor, desenvolvido pela ASA, que recolhe o resíduo, através de parcerias com diversas entidades.

Presente em quase todas as regiões do Brasil, a ASA conta com mais de 1.500 funcionários e possui um portfólio com oito marcas e mais de 250 itens. Além da Bem-te-vi, é proprietária das marcas Palmeiron, Vitamilho, Bomilho, Invicto, Baby & Baby, Casa de Vinhas, Certo e Flamengo. Veja mais informações e receitas deliciosas no site: www.asanet.com.br

Dicas e curiosidades

Organização da geladeira
A organização e a limpeza da geladeira são importantes para a conservação adequada dos alimentos. Com esses procedimentos, o eletrodoméstico trabalha dentro dos seus limites e não consome muita energia. Portanto, não coloque as panelas dentro da geladeira: os alimentos devem ser guardados dentro de recipientes de plástico ou vidro.
A sobras de alimentos dos enlatados devem ser guardados em recipientes de vidro e os enlatados não podem ser guardados abertos. Durante a refrigeração, ocorre a diminuição da proliferação de bactérias, mas esses organismos não são completamente eliminados. Por isso, é importante respeitar a validade dos alimentos. Jogue fora aqueles que passarem do prazo, eles podem causar infecções.
Também não transforme sua geladeira em armário: coloque apenas alimentos que realmente precisam de refrigeração, a geladeira consumirá mais energia se precisar manter mais alimentos em refrigeração. Para a limpeza do eletrodoméstico, desligue da tomada e retire todos os alimentos de dentro; passe um pano umedecido com detergente e, logo após, um pano seco – tente realizar esse procedimento no menor tempo possível.
Para alimentos que precisam ser guardados no freezer ou no congelador, verifique se a embalagem pode suportar baixas temperaturas; nesses locais, geralmente, são guardados alimentos ricos em proteínas. Já na parte superior da geladeira, guarde frios e laticínios; na primeira prateleira, coloque os ovos, a manteiga, os queijos, o leite e produtos que possuem maior facilidade de se estragar.
Os doces, garrafas de suco, vinho e sobras de alimentos em potes fechados devem ficar na segunda prateleira. Nas últimas prateleiras, portanto, devem ficar os frutos, as verduras e os legumes. Na porta, só coloque bebidas e alimentos que não se estragam facilmente, como molhos, ketchup, mostarda, pimentas e vinagre. Também não guarde pilhas, cola ou qualquer produto para não contaminar os alimentos.

Coronavírus: determinações para as agências bancárias

Ambientes fechados com ar-condicionado, circulação indiscriminada de cédulas e moedas, além da aglomeração de pessoas. Em tempos de pandemia do COVID-19, as agências bancárias podem vir a ser um foco de disseminação da doença. Por isso, o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) criaram um comitê de crise para acompanhar/influenciar as orientações das autoridades de saúde e as medidas tomadas pelos bancos. O grupo, no qual está incluído o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, solicitou, ainda, escalonamento dos horários dos funcionários, redução do contingente de atendimento e fechamento de postos em aeroporto e hospitais. O bloqueio das agências ao público, embora considerado o ideal, ainda não foi solicitado. No momento, há o aguardo pelas respostas. Em Pernambuco, houve o envio de ofício à Secretaria de Saúde do estado solicitando reunião para a busca de novas resoluções.

De acordo com a presidente do sindicato dos bancários de Pernambuco, Suzi Figueiredo, por enquanto, as únicas medidas adotadas referiram-se ao reforço quanto aos procedimentos de higiene e limpeza. Mesmo assim, de forma heterogênea. Em alguns bancos, como Caixa Econômica Federal, os funcionários estão utilizando máscaras. O Bradesco liberou funcionários com mais de 60 anos, doenças crônicas e transplantados, além de mulheres grávidas, a partir de solicitação do sindicato. Em outros, estuda-se a utilização de luvas no manuseio do dinheiro. São, entretanto, ações pulverizadas. Por isso, a categoria solicita procedimentos conjuntos e massivos como a adoção do rodízio entre os profissionais e o controle de clientes atendidos, por vez. “Ontem mesmo, em uma agência bancária de Olinda, chegou a haver mais de 300 pessoas em dado momento. As pessoas estão entrando em pânico e correndo aos bancos. Claro que o ideal seria o fechamento das agências, mas isso não é compatível com a realidade. Então, acredito que até poderíamos manter o horário de funcionamento, mas com menos funcionários e clientes por turnos”, afirma.

Outra reivindicação do sindicato é a suspensão das visitas aos clientes. “Em média, atualmente, um funcionário precisa visitar até 40 clientes em um dia e, apesar da pandemia, continuam sendo cobrados a cumprir a meta”, afirma Suzi lembrando que a grande maioria destes assuntos resolvidos presencialmente podem ser tratados via telefone. O grupo solicita, ainda, a suspensão do funcionamento de postos de serviços localizados em “áreas de risco” como aeroportos e hospitais. “Queremos medidas concretas. É necessário, mais do que nunca, que haja um ambiente mais tranquilo para que as pessoas estejam mais seguras. É uma questão de utilidade pública e responsabilidade social”, afirma Suzi.

*Pernambuco possui um total de 400 agências e 10 mil bancários. Apenas em Recife, são 5 mil.

*O que você pode fazer da sua casa

– Primeiramente, não busque resolver o que não for urgente

– Atualmente, pelo celular ou aplicativo do banco, é possível fazer quase tudo. Se o limite de saque diário é de R$ 1 mil, é possível ligar para a agência e solicitar o aumento do limite.

– Os bancos prorrogaram por 60 dias os vencimentos das dívidas de clientes pessoas físicas, além das micro e pequenas empresas

* Dentre as medidas cobradas pelo Comando Nacional dos Bancários a ser adotadas pelos bancos, estão:

– Adoção do teletrabalho e, nos casos em que isso não for possível, a antecipação das férias;

– Suspensão das demissões e da cobrança de metas;

– Retirada dos bancários do serviço no autotendimento;

– Antecipação da campanha de vacinação da gripe, como forma de facilitar a identificação dos casos de coronavírus. O início já foi antecipado de 22 para 15 de abril.

Por: Diário de Pernambuco
Foto: A Voz da Cidade

Rua Barão, no Bairro do Salgado, é interditada para serviço de manutenção

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes (Destra) informa que está sendo realizada, na Rua Barão, no Bairro do Salgado, serviços de manutenção na rede de esgoto.

A interdição começou a partir das 7h de hoje, com previsão de finalização no fim da tarde da próxima sexta-feira (20), os veículos deverão seguir temporariamente a rota alternativa do mapa anexo.

PE chega a 19 casos confirmados e tem transmissão comunitária

Segundo o mais recente boletim com os casos do novo coronavírus em Pernambuco, divulgado na noite desta terça-feira (17), no Palácio do Campo das Princesas, o Estado passou da fase de transmissão local para a transmissão comunitária, quando não há mais como identificar a origem da contaminação. A lista de casos confirmados da segunda para a terça aumentou de 18 para 19, no entanto, esse 19º caso não viajou para fora do País ou teve contato com algum outro caso “importado”, não sabendo definir de que maneira contraiu o vírus. Dessa forma, as restrições passam a ser mais severas no Estado e muda também o trabalho de monitoramento. O total de casos notificados subiu para 357, sendo 19 confirmados, três prováveis, 85 descartados e 250 em investigação.

O primeiro caso de transmissão comunitária em Pernambuco é de uma mulher de 63 anos, moradora do Recife, que viajou internamente para o Rio Grande do Sul, no Sul do País, e quando retornou à Cidade apresentou sintomas. Ela está em isolamento domiciliar, sendo acompanhada pela vigilância sanitária do município.

“Pernambuco passou a unificar as condutas para as síndromes gripais. Não serão testados casos suspeitos leves. Vamos passar para a fase de mitigação e fazer a vigilância sentinela daquelas situações importantes para o acompanhamento da Covid-19. A orientação é só procurar posto de Saúde quem tem sintomas de alerta ou algumas características”, disse o secretário de Saúde do Estado, André Longo. Na ocasião, foi assinado decreto pelo governador Paulo Câmara restringindo a realização de eventos com mais de 50 pessoas em todo o Estado. Também foi determinado o fechamento de cinemas, museus e academias de ginástica, evitando aglomerações. “Medidas como essas são necessárias à medida que há transmissão sustentada no Estado”, disse Longo.

Dentre os novos casos suspeitos, uma pessoa está em Fernando de Noronha. Já foi submetida a teste e está em isolamento. Autoridade sanitária está recomendando o fechamento para turistas do aeroporto de Noronha a partir do dia 21 deste mês para que dê tempo de as pessoas que estão lá poderem sair.

A recomendação é que só devem procurar o posto de saúde, policlínica ou UPA quem tenha sintomas de alerta, como falta de ar, dor no peito e febre por mais de 72 horas. As orientações servem tanto para o serviço público de saúde quanto para o privado. “A própria história aqui em Pernambuco mostra que a busca desenfreada por testagem fez acabar os testes na rede privada”, explicou Longo. Segundo Longo, é preciso deixar as unidades de saúde públicas e privadas para aqueles que merecem uma maior atenção do sistema de saúde. “Isso evita o colapso da nossa rede e que se falta os testes para quem realmente precisa”, acrescentou.

Segundo a diretora de vigilância à Saúde do Recife, Joanna Freire, a prefeitura continua reforçando as medidas restritivas e preventivas. “O que muda nesse cenário é que a gente passa a contar com a colaboração da população no sentido de não procurar o serviço de saúde se estiver desenvolvendo sintomas leves, não tiver comorbidade, ou não for idosa, gestante ou puérperas”, disse.

Ainda conforme Joanna Freire, quem tiver sintomas considerados leves de síndrome respiratória deve ficar em isolamento durante 14 dias para não contagiar outras pessoas e aumentar as possibilidades de contenção do vírus. “Os estudos mostram, de acordo com os outros países já afetados pela doença, que cerca de 60% a 70% da população pode vir a ser acometida pelo vírus”, acrescentou. Contudo, segundo a diretora nem todos desenvolvem a doença ou apresenta sintoma.

Por: Folha de Pernambuco
Foto: Folha de Pernambuco

Prefeitura de Caruaru acrescenta novas determinações ao combate do novo coronavírus, em Portaria publicada ontem (17)

Novas medidas ao combate do Covid-19 foram definidas ontem (17), pela Prefeitura de Caruaru. As ações reforçam o Decreto Municipal nº 024/2020, publicado no último domingo (15), que definem as determinações do Poder Municipal na prevenção da doença na cidade. A nova Portaria foi preparada pelo Grupo Integrado de Atendimento de Emergências Relacionadas a Desastres Naturais e Correlatos e publicada na noite da terça-feira. Até o momento, nenhum caso foi confirmado em Caruaru.

O documento apresenta uma série de determinações que já estão sendo adotadas em várias partes do mundo, trazendo para a realidade local. De acordo com o Secretário de Saúde e coordenador do Grupo, Francisco Santos, as medidas são fundamentais para a preservação da saúde da população. “Cada novo ponto que acrescentamos, seja de suspensão, determinação ou recomendação, tudo é fundamentado em experiências reais. As pessoas precisam entender a gravidade do novo coronavírus e fazer a sua parte neste combate”, reforça o secretário.

Mais duas definições interferem os serviços públicos, já a partir desta quarta-feira (18). De acordo com a Portaria, serão suspensas as audiências de conciliação e prazos do Procon Municipal, além das reuniões de todos os Conselhos Municipais.

Entre as determinações, também a partir da quarta-feira, ficou definido o fechamento de academias de ginástica, cinemas, teatros e casas de show. Também haverá restrição de horário de atendimento ao público da Administração Municipal Direta e Indireta e Órgãos respectivos, das 7h às 13h. Por fim, o fechamento das quadras esportivas na Via Parque.

No conjunto de recomendações, a publicação restringe os atendimentos ambulatoriais não prioritários, na rede pública e privada, assim como as visitas aos hospitais públicos e privados. Como prioridades, ficaram definidos os atendimentos domiciliares de saúde aos idosos e a vacinação domiciliar de crianças e idosos. O secretário de saúde ainda reforça que todas essas ações foram cuidadosamente avaliadas, a fim de reduzir ao máximo os problemas causados pela doença na cidade.

Coluna Esplanada

Brasília, quarta-feira, 18 de março de 2020.

Sem aliança

O Aliança pelo Brasil, já é notório, não sairá a tempo de disputar as urnas municipais. Não bastasse isso, o partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta oficializar patina nas ruas na falta de apoio de aliados. Até ontem, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral consultados pela Coluna, apenas 8.677 assinaturas foram coletadas – das 494 mil, no mínimo, necessárias para o registro final. A pandemia do coronavírus dificultou mais o trabalho de abordagem e coleta de assinaturas na praça. Além do cenário ruim, em 14 das 27 unidades da federação não há uma assinatura sequer apresentada, como no Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso, entre outros.

Em baixa

Em Alagoas, apenas 75 assinaturas foram validadas. O Amazonas avançou, são 605, por ora. Muito mais do que o número tímido de SP, com 209. O Estado do Rio conta 155.

Na ponta

O Rio Grande do Sul desponta com líder, com 1.484 apoiadores registrados, seguido por Santa Catarina (1.460), DF (1.448), MS (861) e Minas (742).

Longo prazo

A despeito da difícil operação de coleta, os bolsonaristas têm certeza de que até 2022 o APB estará apto para o presidente Bolsonaro disputar a reeleição.

Coronacela

Pegou mal entre advogados – principalmente os criminalistas, que já não lidam com ele – a Portaria do Ministro Sérgio Moro proibindo visitas de parentes e advogados a presos. “A decisão viola os direitos e fere as prerrogativas dos advogados. Se fosse assim, cobrador de ônibus não poderia transitar no veículo”, diz um advogado. Mas o cenário, hoje, é questão de saúde pública. Os ambientes citados são bem diferentes.

Fiscais no olho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária jura que há seis plantonistas e três diaristas no aeroporto de Brasília. “Somos 13 fiscais no aeroporto, no total”. Mas fiscais no olho. Não há equipamentos de tecnologia para detecção de febre e outros sintomas, praxe em fiscalização de vários países. A Anvisa afirma que segue orientações da OMS.

Saúde do Brasil

Eram, até ontem à noite, 13 infectados da comitiva presidencial que voltou dos Estados Unidos, menos o presidente Bolsonaro, que teve contato com todos na agenda e no avião. A Secom não quis divulgar os laudos do teste e contra-prova de sexta-feira,  nem quem os assinou. A conferir o resultado de hoje. A Coluna torce pelo negativo.

Isso pode?

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná recusou pedido para ser de referência para triagem e tratamento de pacientes vítimas de coronavirus em Curitiba.

Coronalote

É a pandemia do calote. Tem muita gente cancelando eventos, e pagamentos, pra daqui três ou quatro meses, usando o pretexto da pandemia.

Sermão..  

O Governo correu para fechar uma parceria importante. Pedir às igrejas que seus líderes orientem, mesmo nas redes sociais ou por canais de TV e rádio, sobre os sintomas e os tratamentos sobre o coronavírus. como até cultos e missas estão proibidos em alguns Estados, é um serviço público imediato e eficaz.

..serviço público

A ministra Damares Alves, dos Direitos Humanos, Família e Mulher, reuniu-se com Dom Joel Amado, secretário-geral da CNBB, Ronaldo Fonseca (Assembleia de Deus), deputado Roberto de Lucena (Brasil para Cristo), deputado Jefferson Campos (Igreja Quadrangular), Evandro Garla (Igreja Universal) entre outras, para passar as dicas. Representantes de oito igrejas presentes representam pelo menos 100 milhões de fiéis.

Quase lá

Embaixador da ONU no Brasil,  Niky Fabiancil cancelou visita de missão oficial que faria ao Amapá nos próximos dias. A delegação conheceria o complexo do Instituto de Pesquisa Científicas e Tecnológicas do Estado, para a chancelar como entidade parceira

Herzog

O Ministério Público Federal denunciou seis pessoas pelo assassinato e suicídio forjado do jornalista da TV Cultura Vladimir Herzog que aconteceu há 45 anos. O problema é que a Lei da Anistia está em vigor. É questão de Justiça em confronto com a Jurisdição.

ESPLANADEIRA

# Ambev vai produzir 500 mil garrafinhas de álcool gel na fábrica de Piraí (RJ) para doar a hospitais públicos do RJ, SP e DF. # A UniCesumar, de Maringá (PR), concederá o título “Doutor Honoris Causa” ao Ministro da Justiça, Sérgio Moro.

A política do coronavírus

Declarada pandemia mundial e emergência médica nacional, o COVID-19 ou popularmente chamado de coronavírus, impactou em cheio o cenário político e econômico mundial e nacional, modificou hábitos sociais, estabeleceu um amplo debate acerca da capacidade planetária em enfrentar um vírus que não tem nacionalidade, não respeita fronteiras nem espera autorização alfandegaria para viajar.

O coronavírus se estabeleceu com um grande desfio não só no campo de saúde pública, mas também político e econômico. O vírus ultrapassou as barreiras locais, virou um desafio geopolítico, supranacional.

O presidente francês Emmanuel Macron foi o primeiro líder mundial de uma grande nação que entendeu que o combate ao coronavírus é uma causa comum, ultrapassando as barreias domésticas e nacionais. Emmanuel Macron cunhou a seguinte assertiva: — “Este vírus não tem passaporte. É preciso unir nossas forças, coordenar nossas respostas, cooperar. (…)”. Desse modo concluímos que o nacionalismo, isolacionismos sem articulação global das agências de saúde poderá ter o potencial de crescimento da doença que se alastra vertiginosamente em escala mundial.

Em outro front de batalha na luta contra os sintomas do coronavírus se estabeleceu na economia. Todas as estimativas de crescimento mundiais e nacionais foram revistas para baixo, ou seja, o vírus impactou o a economia prevendo um baixo crescimento. Por mais liberal que seja o pensamento, diante dos desafios econômicos e da baixa atividades das bolsas de valores, o Estado dever fazer intervenções na economia, inclusive em setores que são os mais afetados, tais como turismo, aviação comercial, serviços e comércio internacional, principalmente com o nosso maior comprador que é a China (principal mercado para produtos como soja, minério de ferro, petróleo, carnes e celulose, mas nem todas as empresas desses setores dependem exclusivamente do mercado asiático).

No Brasil temos um quadro de confusão, de um lado o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, adotou, segundo especialista, todas as medidas necessárias para prevenção, contenção e tratamento do coronavírus. Já o presidente Bolsonaro vai na contramão, adotando postura errática incompatível com os tempos que vivemos e contra todos os protocolos médicos e sanitários.

Na Alemanha foi apresentado um plano econômico estatal de socorro às empresas e aos empregos por conta do coronavírus.

Pelo menos 12,4 bilhões de euros (mais de 60 bilhões de reais) serão investidos nos próximos quatro anos. No Brasil não existe um plano tão audacioso como o alemão, o projeto brasileiro é acelerar as reformas e criar linhas de créditos para socorro das empresas.

Sem clareza nas ações, o Brasil sofrerá os efeitos do coronavírus mesmo depois do surto ser dissipado, pois todas as medidas precisam de aprovação do Congresso, e a relação do Executivo e Legislativo foram azedas pela postura do presidente quando das manifestações; no outro lado, Guedes deixou claro que não tem “plano B” para a economia, mas sem expor de forma clara e objetiva qual seria esse plano. Desse modo precisamos de ações claras no campo da economia para que o Brasil supere a crise do corona quando esse vírus nos deixar.

Em tempos difíceis precisamos de líderes responsáveis e fortes, como dito por Emmanuel: “Ante as crises da vida. Não te revoltes. Serve”.

Rua do Bairro do Salgado será interditada para serviço de manutenção

A Prefeitura de Caruaru, por meio da Secretaria de Obras, informa que, nesta quarta-feira (18), a Rua Barão, localizada no Bairro do Salgado, será interditada para o início dos serviços de manutenção na rede de esgoto.

No local, que contemplará a troca de tubulação de aproximadamente 7m, ocorrerão mudanças necessárias na rota dos transportes coletivos.

A intervenção vai ser realizada, a partir das 7h, com previsão de finalização no fim da tarde da próxima sexta-feira (20).

Financiamento imobiliário com recursos da poupança mostra recuperação

Os novos financiamentos imobiliários com recursos da poupança e do FGTS, que tiveram o pico em 2014 com o total de R$ 155 bilhões e chegaram no fundo do poço na recessão em 2017, somando R$ 102 bilhões, mostraram recuperação e em 2019 atingiu R$ 135 bilhões. O diretor executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Filipe Pontual, disse que após este desempenho, a expectativa para 2020 é alcançar R$ 160 bilhões.

Para o diretor, os números representam “uma superboa recuperação”, mas ele ponderou que a confirmação dessa expectativa depende do impacto que o coronavírus vai provocar na economia mundial e quais os reflexos na economia brasileira. “Se não for um impacto muito grande e no resto do mundo o impacto for contido mais rapidamente de modo que influencie pouco o desenvolvimento da economia brasileira, esse número vai se verificar. Se o impacto for prolongado no resto do mundo e mais amplo do que já foi no Brasil também, a gente não sabe. Por enquanto, está indo muito bem”, completou.

Embora também considere que ainda é cedo para projetar os efeitos do coronavírus na economia brasileira, o professor do MBA em Gestão de Negócios, de Incorporação Imobiliária e da Construção Civil da Fundação Getulio Vargas (FGV), Sérgio Cano, disse que em um primeiro momento, quando existe crise econômica que abala os mercados mundiais, as pessoas se sentem mais seguras em investir em um ativo real, um ativo fixo que no caso é o imóvel.

“A pessoa sabe que aquele imóvel, por mais que possa ter uma desvalorização por algum tempo, se for o caso, elas têm um patrimônio, têm um ativo garantido e fixo, diferentemente de quando se está no mercado financeiro que tem uma volatilidade muito grande e pode perder dinheiro. Em um primeiro momento diria que pode haver até um incremento na procura de imóveis por conta dessa crise”, analisou, acrescentando que não se pode cravar a extensão do impacto do coronavírus na economia mundial.

Otimismo
Apesar da indefinição do cenário futuro, o diretor da Abecip disse que atualmente o mercado de crédito imobiliário poupança está otimista com o aumento de demanda por financiamentos e créditos. Os bancos, tanto os privados, como os públicos, veem o crédito imobiliário como um negócio importante e a competição dos cinco maiores está muito acirrada. O interesse vem se registrando também nos bancos regionais menores, especialmente os públicos. “Há uma competição ferrenha pelo cliente e consequentemente pela qualidade dos serviços oferecidos e as taxas ofertadas”, completou.

Pontual lembrou que no ano passado, com a perspectiva e a aprovação da reforma da previdência, inflação sob controle, juros caindo para patamares mais civilizados e a sensação de que outras reformas necessárias viriam logo a seguir, foi criado um ambiente muito positivo entre os diversos agentes da economia entre consumidores, incorporadores e os bancos financiadores. Para o diretor, esse clima foi reforçado pela pequena melhora do mercado de trabalho e em mais confiança de quem estava empregado de que não perderia a sua vaga. “Assumindo que as reformas tributária e todas as outras em discussão, privatizações, tudo que tem a ver com controle fiscal do governo, com marcos regulatórios e tudo que deixe a economia mais ágil e melhore o ambiente de negócios do país, se tudo isso progredir, como a gente acha que vai, a gente tem tudo para ter um ano muito bom de crédito imobiliário e de lançamentos imobiliários”, estimou.

Taxa de longo prazo
O diretor executivo da Abecip observou que as perspectivas de diversas entidades ligadas ao mercado imobiliário apontam uma clara aceleração de lançamentos de imóveis, em particular em São Paulo e ainda no Rio de Janeiro, onde havia excesso de imóveis parados e atualmente passa por uma recuperação gradual. Pontual chamou atenção ainda para a queda da taxa de juros de médio e longo prazos, que é o que mais interessa nos financiamentos habitacionais. “Essa é a taxa importante e para onde os bancos estão olhando, porque como o banco está emprestando por um longo prazo ele tem que olhar pelo menos para essa taxa de cinco anos, que é um mercado bastante líquido ainda”, afirmou,

Segundo o diretor, a taxa de cinco anos em fevereiro de 2018 estava em 9,10%, em março de 2019 era 8,4%, agosto do mesmo ano 6,9%, em dezembro 6,2%, chegando em fevereiro de 2020 em 6%. A explicação para ele, é a percepção de melhoras com reformas da economia. Com os efeitos da pandemia do novo coronavírus, a taxa teve pequena elevação neste mês de março chegando a 6,3%.

“Não é um bom sinal, mas não foi um aumento muito grande e mostra que estamos próximos ao patamar. Para conseguir manter em taxas menores nesse mercado de cinco anos depende de que o mercado tenha confiança de que as reformas vão acontecer”, disse.

Esse mercado funciona com algumas variáveis. O incorporador precisa ter confiança de que vai poder investir na construção que leva de dois a três anos e o comprador necessita de um horizonte com a garantia de que poderá pagar. “A pessoa física que vai comprar tem que ter confiança no futuro. Tem que acreditar que a economia vai bem e que vai ter emprego durante 20, 30 anos para poder pagar a dívida. A mesma coisa do banco que vai financiar”, observou.

Estoque
O setor enfrentou ainda um outro problema: os grandes estoques de imóveis país à fora. Pontual observou que com a recessão severa e as altas da inflação e dos juros, surgiu a insegurança para quem ia entrar em uma atividade de mais longo prazo como a construção e financiamento. “O consumidor primeiro sumiu. Quem não tinha dívida compromissada parou de querer fazer dívida. Um monte de imóvel ficou encalhado. Muitos que estavam em construção, as construtoras terminaram e ficou aquele estoque grande para vender”, explicou.

O cenário, no entanto, está diferente. “O que a gente observou pelos dados, inclusive das associações ligadas à construção civil, é que esses estoques já diminuíram muito, praticamente não tem mais estoques. A zona oeste do Rio talvez tenha alguma coisa, mas cada vez tem menos. Se vê retomando os lançamentos. Em São Paulo é impressionante. A quantidade de imóveis novos sendo lançados este ano e em 2019 foi enorme e o apetite continua agora. A própria abertura de capital, em lançamento de ações de empresas do setor de construção foi também impressionante. É um sinal da pujança do setor e é um setor muito puxador de emprego e renda”, contou.

Para o professor Sérgio Cano, os estoques elevados também permitiram que os preços não avançassem. “Durante muito tempo a gente ficou com um estoque muito elevado e agora começa, por ter esse movimento que vem desde o ano passado, uma redução um pouco mais acentuada de estoque. Como ainda estava elevado, os preços não subiram, ou quando subiram, pontualmente em algumas regiões como São Paulo, não foi um aumento tão expressivo no valor do imóvel”, avaliou.

Geração de empregos
Pontual destacou que quando começarem as obras dos lançamentos que ocorreram em São Paulo e no Rio, além da criação de empregos, haverá o impacto em toda a cadeia produtiva, que é imensa. “Aí vira uma espiral muito positiva. Quanto mais pessoas empregadas na construção civil, maior consumo, mais gente empregada nas indústrias fornecedoras da construção civil”, disse.

Cadeia produtiva
“É um setor muito importante na geração de empregos e a cadeia da construção civil é muito ampla, muito extensa. Vai desde fornecedores de matéria-prima, passando pelas construtoras e mais adiante os prestadores de serviços, como o pessoal que trabalha na venda dos imóveis, as lojas de eletroeletrônica, a indústria moveleira. Tudo isso é movimentado pela cadeia da construção civil. Um segmento da construção civil forte no país, isso, com certeza, traz efeitos muito positivos para a economia”, completou o professor Sérgio Cano.

Atrativo
Ainda conforme o diretor, a relação do crédito imobiliário sobre o PIB chegou em 2019 a 9,3%, por volta de 2004 era abaixo de 1%. Na visão dele, é uma evolução importante, mas no Chile é 24%, na África do Sul 21% e nos países desenvolvidos supera os 43%, 50%. “Isso é um exemplo de porque estamos otimistas e os bancos estão interessados. O Brasil tem muito o que crescer em financiamento de crédito imobiliário. É um país que tem muita habitação a ser feita ainda, seja no Minha Casa, Minha Vida, seja na média e na alta renda. É um mercado muito grande. Por isso estamos otimistas e os bancos têm feito essa guerra de taxas atrás do cliente”, concluiu.

De acordo com o professor da FGV, a redução das taxas de juros nos financiamentos têm um impacto significativo no mercado, porque coloca mais gente em condições de comprar um imóvel. “Isso demonstra que a taxa de juros é um fator preponderante para que as pessoas possam adquirir um imóvel, tendo um financiamento que cabe no seu bolso e dentro do seu orçamento”, informou.

Bancos
O Itaú informou à Agência Brasil que em 2019 aumentou em 30% as concessões de crédito para pessoas físicas nos financiamentos de imóveis com recursos da poupança, na comparação com o ano anterior. A última redução de taxa de financiamento imobiliário ocorreu em outubro do ano passado, quando a taxa mínima caiu de 8,1% ao ano + Taxa Referencial (TR) para 7,45% ao ano (a.a) + TR. O total do financiamento do imóvel varia de acordo com o valor do imóvel e o percentual de financiamento vai até 82% do valor do bem. O tempo máximo de parcelamento é de 360 meses.

No Banco do Brasil, as operações indexadas à TR têm taxas a partir de 6,99% a.a. e pelo IPCA a partir de 3,45% a.a.. O financiamento é de até 80% para imóveis residenciais e comerciais, com valor mínimo de R$ 20 mil.

O Santander Brasil opera com financiamentos parceláveis em até 420 meses e taxa mínima de juros que pode chegar a 7,99% a.a., mais a TR. As condições são válidas para a aquisição de unidades a partir de R$ 90 mil.

No Bradesco os clientes encontram as taxas na banda mínima de TR + 7,30 % a.a. O banco informou que está desenvolvendo uma taxa com base no IPCA, que deve estar à disposição dos clientes ainda este ano.

Na Caixa, para o crédito imobiliário baseado na TR, a taxa mínima praticada é de 6,50% ao ano e a máxima para 8,5% a.a..Já na que varia conforme o IPCA, a taxa mínima para imóveis residenciais enquadrados nos Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) é de IPCA+2,95% a.a. e taxa máxima de IPCA+4,95% a.a.

Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil
Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil