domingo, 21 de junho de 2026

A política econômica da reeleição

Ao assumir o governo, o presidente Bolsonaro alçou Paulo Guedes ao patamar de uma espécie de “Primeiro Ministro da Economia”. Como Bolsonaro não demonstrava possuir traquejo no trato da pauta econômica, nem apresentava esforço em adquirir tais atributos, todas as perguntas e formulações da econômica passaram a ser feitas e conduzidas pelo “Posto Ipiranga”. O “Posto Ipiranga” Paulo Guedes, também chamado de “Supre-Ministro”, teve carta branca do mandatário presidencial de ocasião não só para formular a política econômica do governo como também escolher o staff, as secretarias, chamadas pela impressa de super-secretarias, como a da previdência, orçamento, comércio exterior, privatização e produtividade, tesouro nacional e até o presidente do Banco Central. Ainda em 2018, Bolsonaro afirmava sua confiança em Paulo Guedes com a seguinte declaração: “Eu estou dando carta branca a ele. Tudo que é envolvido com economia é ele que está escalando o time. Eu só, obviamente, e ele sabe disso, estamos cobrando produtividade. Enxugar a máquina e buscar, realmente, fazê-la funcionar para o bem-estar da nossa população” (sic),

Guedes reinava absoluto e soberano na condução e controle da política econômica, apresentando uma política liberal, mas o seu reino mostra-se ameaçado por uma ala no governo ligada aos militares e apelidada de desenvolvimentista. A ala desenvolvimentista é liderada pelo ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho, que foi chamado por Paulo Guedes de “fura-teto”. Marinho, por sua vez, retrucou Guedes chamando-o de “pastor do deserto. Os desenvolvimentistas contam ainda com o apoio dos militares e dos ministros Tarcísio de Freitas e Braga Neto. A disputa consiste em definir qual visão econômica será a vencedora, a austera e liberal delineada por Guedes, ou a do Estado gastador em obras e programas sociais, representa por Rogério Marinho, Tarcísio de Freitas e Braga Neto.

O presidente, sem saber o que fazer, emitiu sinais confusos para onde irão os rumos da econômica. No primeiro momento, o Presidente disse que existe estudo para ultrapassar o teto de gastos (abrir os cofres do estado). Depois, por meio de mensagens nas redes socais, Bolsonaro defendeu o teto de gastos. Guedes, vendo ameaçada sua política econômica, sua posição e sobrevivência no governo, expôs a ferida e, em declaração de guerra à ala militar e desenvolvimentista, disse: “Os conselheiros do presidente que aconselham a pular a cerca e furar o teto vão levá-lo para uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal”.

Bolsonaro, por outro lado, só pensa em reeleição, pois vive de política há mais de 30 anos, e a escolha já foi feita, o presidente irá gastar, mas, para gastar, Bolsonaro deve equacionar o teto de gastos junto com a manutenção do Ministro Paulo Guedes no cargo, com ou sem prestígio, e que não seja visto como o presidente gastador. A agenda liberal perde espaço no governo com a saída de cinco integrantes do primeiro escalão da equipe econômica de Paulo Guedes, que classificou o momento como uma “debandada”. A debandada está ligada a um sentimento de frustração na implementação da agenda liberal.
Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização, chegou a dizer, quando da sua saída do governo, que Bolsonaro não é um liberal. Disse o secretário: “Eu sou liberal, o Guedes é liberal. Ele não”.

A escolha pela implementação da política econômica baseia-se em definir qual o melhor caminho para garantir a reeleição do presidente, que já percebeu que “gastando” terá a popularidade jogada para cima, mas terá que flexibilizar o teto de gastos para abrir as porteiras, e isso pode virar uma bola de neve, criando um ambiente de desequilíbrio nas contas públicas, com o agravamento da situação fiscal, criando uma chamda contabilidade criativa e uma política fiscal expansionista, através de gastos públicos crescentes e desonerações fiscais, adotando uma meta de superávit primário insuficiente para conter o crescimento da dívida como proporção do PIB.

Seja qual for o caminho escolhido, ficamos com o sentimento muito bem apresentado no editorial da revista Época: “A população paga impostos nórdicos para bancar salários europeus no funcionalismo e recebe serviços dos piores países africanos”.

Emprego e Renda

A grande preocupação das economias mundiais era o impacto sobre o emprego e a manutenção da renda dos trabalhadores durante esse período de pandemia. No Brasil não foi diferente. Primeiro, o estado de São Paulo, entrou com uma ação solicitando a suspensão da dívida com a União para enfrentamento da Covid-19. Como a lei deve valer para todos, o Senado se encarregou de propor um programa envolvendo  R$ 120 bilhões que se distribuíram entre suspensão de dívidas e ajuda direta do Tesouro Nacional. O governo estimou que 3 meses era o período no qual a atividade estaria voltando ao normal e agora fala sobre a prorrogação do apoio emergencial.

O erro gritante foi o crédito concedido ao tal “achamento da curva” de contágio que apontava o pico dos casos em abril, depois para maio e esse pico não foi observado na dimensão propagada pelo ex ministro da saúde, Mandetta. Lamentavelmente, as ações foram organizadas no escopo de que em junho haveria redução nos casos de contaminação e óbitos e nos estamos vendo, agora, que há uma redução nos casos e estamos testemunhando óbitos que poderiam ter sido evitados se a doença não fosse politizada.

Em meio a tudo isso surgiu uma notícia alentadora: o Brasil conseguiu gerar 131 mil empregos novos em julho, ou seja, o saldo líquido de demissões e admissões foi 131 mil. Pouco? Para um país do tamanho do Brasil, sem dúvida, mas diante de uma situação na qual a geração de emprego é lenta, isso parece um prêmio que chega numa boa hora. Se a gente for comparar a situação com a Argentina, por exemplo, vai observar que temos algumas vantagens. Aqui passamos os 110 mil óbitos enquanto lá, foi número foi muito baixo, devido a um confinamento rígido que dura mais de 150 dias e a situação econômica está beirando o desespero a ponto do governo em transformar comunicações em assunto de interesse nacional.

A difícil situação do país vizinho parece não ter nem começado, principalmente porque o número de casos de pacientes tende a crescer. Depois, empresas encerraram suas atividades e a queda na arrecadação chega num momento contrário ao aumento dos gastos do governo. Lá, inclusive com medidas de estatização de empresas, por exemplo. A realidade dos “hermanos” se parece com outras no mundo. E nesse cenário temos duas coisas a considerar, pelo menos dentro da nossa realidade: o apoio para recuperação de micros e pequenas empresas.

No Brasil as micros e pequenas empresas são responsáveis por, aproximadamente, 30% do PIB. Se formos olhar médias e grandes empresas, a gente vai ver que elas possuem uma capacidade maior de sobressair da crise, pelo tamanho de mercado que ocupam. Ademais, possuem uma capacidade de capital de giro e capital próprio bem que é significativa. No outro campo está o trabalhador que é especialista numa atividade que presta serviços como MEI e que precisa de renda para consumo e manutenção de seus dependentes. A eles, que se pavimente urgentemente as vias da recuperação.

 

Em busca de virada histórica, Afogados recebe Ponte Preta em jogo decisivo na Copa do Brasil

O Sertão do Pajeú será novamente palco de um importante jogo da Copa do Brasil, nesta terça-feira. Mais de cinco meses após o jogo de ida, o Afogados recebe a Ponte Preta, no Vianão, precisando de uma goleada para atingir a quarta fase do torneio, após perder o jogo de Campinas por 3 a 0. O jogo acontece às 16h.

Para conseguir a classificação histórica, o Afogados precisará de uma vitória igualmente histórica. Por mais de três gols, os sertanejos avançam, enquanto um triunfo pelo mesmo saldo leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro resultado leva a Ponte Preta para a próxima fase, que vale uma premiação de R$ 2 milhões para os participantes.

Já tendo deixado Atlético/AC e Atlético/MG para trás, nas duas primeiras fases, a Coruja já acumulou R$ 2,69 milhões em premiações até agora, valor que pretende ampliar na partida de hoje. Como ponto negativo para o time do Pajeú, fica a realização sem público da partida, ainda seguindo os protocolos da Covid-19. Assim, o time não poderá repetir o que fez contra o Atlético, levando um público recorde para o Vianão.

Com cinco meses e 13 dias separando os jogos, muita coisa mudou nos dois times desde o confronto de ida. Com mais de 10 jogadores chegando ao times desde a paralisação, o Afogados também perdeu peças: o atacante Diego Ceará e o zagueiro Márcio, que foram para o Boa Esporte/MG, e o volante Escuro, que foi para o Brusque/SC.

Na Ponte, também foram mais de 10 reforços e saídas importantes, como o atacante Roger, ex-Sport, que marcou um dos gols do jogo de ida. Entre as novidades no time paulista, inclusive, destaques para os também ex-Sport Camilo, Neto Moura e Matheus Peixoto.

FICHA TÉCNICA

Afogados
Wallef; Guilherme, Edvan, Héverton e Thalison; Diego Teles, Douglas Bomba e Candinho; Júnior Mandacaru, Rodrigo e Júnior Juazeiro. Treinador: Pedro Manta.

Ponte Preta
Ivan; Apodi, Wellington Carvalho, Alisson e Guilherme Lazaroni; Luis Oyama, Neto Moura, Camilo e João Paulo; Zé Roberto e Matheus Peixoto. Treinador: João Brigatti.

Estádio: Vianão, em Afogados da Ingazeira
Horário: Terça-feira, às 16h

Super Esportes

Operação mira suspeitos de homicídio, tráfico de drogas e roubo em Caruaru

A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Apocalypse, com o objetivo de identificar suspeitos de participar de uma organização criminosa voltada para os crimes de homicídio, tráfico de drogas, e roubo. A ação teve inicío em janeiro deste ano.

De acordo com a Polícia Civil, cinco mandados de prisão, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e uma medida cautelar de prisão foram expedidos pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. Na operação foram empregados 89 policiais civis.

Diario de Pernambuco

Bolsonaro diverge de Guedes e quer R$ 300 para prorrogar auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro discute com a equipe econômica estender o auxílio-emergencial até o final do ano com um valor de pelo menos R$ 300. Em reunião nesta segunda-feira (24), no Palácio do Planalto, o presidente foi apresentado a uma proposta de R$ 270.

Segundo relatos feitos à Folha, no entanto, ele pediu para a equipe econômica chegar a um valor superior a R$ 300. “Estou pensando em prorrogar por mais alguns meses, mas não com R$ 600 e nem com R$ 200. Um meio-termo aí até a economia pegar”, disse o presidente a um grupo de eleitores nesta segunda-feira.

A falta de consenso sobre o valor do auxílio-emergencial está entre os motivos que levaram ao adiamento do anúncio do pacote econômico e social previsto para esta terça-feira (25) no Palácio do Planalto.

Com as projeções para a dívida pública próximas de 100% do PIB (produto interno bruto) para o encerramento deste ano, Guedes atua para evitar uma expansão descontrolada de gastos.

O auxílio emergencial é o maior gasto do governo com a crise de saúde. O desembolso já supera R$ 254 bilhões. Cada nova parcela de R$ 600 teve custo estimado de R$ 50 bilhões.

O objetivo de Guedes era convencer Bolsonaro a fazer com que o auxílio-emergencial tenha uma transição para o Renda Brasil. Por isso, trabalhava por uma redução do valor das parcelas. Primeiro, propôs pagamentos de R$ 200. Diante da pressão, aceitou liberar um valor maior, mas resiste a liberações de R$ 300 ou mais.

Também há divergências em torno do novo programa social. Técnicos afirmam que a pasta faz os últimos ajustes em torno da abrangência e do valor do benefício do Renda Brasil.

Para compensar o novo programa, que pode ter um custo anual de R$ 20 bilhões acima do Orçamento do Bolsa Família, Guedes quer propor a extinção de assistências consideradas ineficientes, como abono salarial, seguro-defeso e farmácia popular.

Pessoas próximas ao ministro afirmam que a proposta do Renda Brasil não está pronta porque técnicos ainda trabalham com diferentes cenários. O valor do benefício vai depender do número de pessoas atendidas e da verba disponibilizada.

Membros da pasta ainda levaram para a discussão da área social a necessidade de controle de despesas públicas após a pandemia do novo coronavírus, o que pode impor uma limitação ao valor do benefício.

Por decisão de Guedes, o Renda Brasil passou a ser desenhado dentro de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Congresso e trata, entre outros pontos, de medidas de ajuste fiscal e retiradas de amarras do Orçamento com o objetivo de abrir espaço para gastos do governo.

Folhapress

 

Startup de Caruaru é finalista em concurso da NTU

A Mobilicei, startups de mobilidade urbana idealizada pelo especialista em mobilidade, Ricardo Henrique, está na final do 2º Desafio do COLETIVO de inovação no transporte público.

O COLETIVO é um programa de inovação em mobilidade urbana criado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Dos 26 projetos selecionados nessa edição, apenas seis, estão na final. Um desses projetos é o Mobilicei, um canal para discutir a mobilidade urbana do município e que tem como objetivo fomentar o tema, despertando nas pessoas a importância de se construir uma cidade com melhor qualidade de vida.

No dia 4 de setembro, os seis finalistas participarão do Pitch Day, um evento online que escolherá os três melhores projetos – que terão prioridade para serem pré-incubados pelo programa de inovação COLETIVO.

Jurados e público votam on-line

No dia 4 de setembro, às 16h30, os concorrentes se apresentarão para cinco jurados do COLETIVO e para o público que estiver acompanhando ao vivo no canal NTU BRASIL, no Youtube. Como o Pitch é uma apresentação objetiva sobre o escopo do projeto, os participantes terão cinco minutos para apresentar sua proposta e mais cinco minutos para responder as perguntas dos jurados. A plateia também votará em formulário on-line específico que contabilizará um voto – compondo então o 6º elemento do júri.

Sobre a premiação
Os três primeiros colocados receberão certificado virtual de premiação e o passe-livre para iniciar o processo de pré-incubação do Programa COLETIVO. O 4º, 5º e 6º lugares receberão certificado virtual de participação, e caso haja vagas, poderão iniciar o processo de pré-incubação do Programa COLETIVO. Além disso, o projeto mais votado pela plateia ganhará um certificado especial de vencedor pelo júri popular.

Sobre o evento:

O que: Pitch Day / 2º Desafio do Coletivo
Quem organiza: Programa COLETIVO da NTU
Quando: 4 de setembro das 16h30 às 18h (horário de Brasília)
Onde: Canal Youtube: https://www.youtube.com/user/TransporteUrbanoNTU

Governo lança Pró-Brasil nesta terça-feira (25)

O Governo Federal lança, nesta terça-feira (25), um megapacote de medidas nas áreas econômica e social. O ministro da Economia, Paulo Guedes, se refere ao evento como um grande dia do governo, que vai apresentar o Renda Brasil, medidas para estimular o mercado de trabalho, novos marcos de legais e ações de ajuste fiscais. Todas essas ações fazem parte do programa batizado de Pró-Brasil.

O Renda Brasil, por exemplo, vai substituir o Bolsa Família. O número de beneficiários vai passar de 14 milhões para 20 milhões de famílias, além de aumentar o valor pago mensalmente a elas. A expectativa da equipe econômica é de que o Renda Brasil custe cerca de R$ 50 bilhões por ano.

A desoneração da folha de pagamento das empresas para a faixa salarial de até um salário mínimo também está entre os anúncios que o governo vai fazer. Para o ministro da Economia, essa medida é uma “rampa de acesso” do Renda Brasil para o emprego formal.

O governo também quer anunciar um pacote de medidas para as contas públicas, viabilizando o investimento em obras, mas sem ferir o teto de gastos. A ideia é desvincular receitas que, atualmente, só podem ser usadas para fins específicos. O Executivo estuda se vai apresentar a reforma administrativa, cujo objetivo é reduzir as despesas com funcionários públicos.

Paulo Guedes também deve falar das grandes privatizações, como do Porto de Santos e dos Correios. Os marcos legais para o setor do gás, a abertura do mercado de cabotagem e outras ações para destravar os investimentos em novas ferrovias, por exemplo, também devem ser anunciados hoje.

Fonte: Brasil 61

Coluna Esplanada

BRASÍLIA, TERÇA-FEIRA, 25 DE AGOSTO DE 2020

Gôndolas cheias

O setor supermercadista também tem lucrado mais nessa pandemia, a exemplo das farmácias. Dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) passados à Coluna registram leve alta em comparação com 2019. O primeiro semestre foi positivo para o setor, que registrou crescimento real (deflacionado pelo IPCA/IBGE) de 3,47%, de janeiro a junho, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da ABRAS. No mês de junho, os supermercados apresentaram alta de 2,78% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a maio o setor supermercadista acumulou alta real de 5,63% na comparação com o mesmo período de 2019.

Cadê?

Lembram da estante com a grife de Sérgio Rodrigues, do patrimônio da Câmara dos Deputados, em leilão em site Empório Brasil que registramos ontem? Sumiu da página. E a Câmara não faz ideia de como a peça, com lance mínimo de R$ 23 mil, foi parar lá.

Dançou

O Vaticano já estava de olho nas operações do Pe. Robson, da Santuário Pai Eterno, em Trindade (GO). Ontem, a Arquidiocese de Goiânia o afastou das funções eclesiásticas.

Aliás..

..não há no mundo, na História da Igreja, um padre que tenha arrecadado e movimentado mais de R$ 2 bilhões em 10 anos. Só o Banco do Vaticano, e mais que isso.

Gastrô

O conhecido advogado Kakay, de Brasília, manteve os investimentos em três frentes mesmo com a pandemia. Vai reabrir o Piantas, reabriu o A Mano, italiano novo point de políticos e de togados de Brasília, e em breve abre uma casa de carnes.

Tabelinha

Após lucro recorde este ano, o Banco de Brasília, sob comando de Paulo Henrique Costa, espera bons resultados no marketing com o patrocínio do Flamengo até o fim do ano. As receitas das parcerias e estimativas são animadoras.

(Sa)botagem

As medias e grandes empresas de navegação brasileiras desancam o PL elaborado pelo Governo que liberou a cabotagem na costa do País de navios sem tripulação brasileira. O projeto atende a cinco grandes multinacionais.

Contramão

O PL do Palácio sobre a cabotagem vai contra a praxe de leis similares de países como Estados Unidos e Inglaterra, que protegem seu mercado. Mas aqui é Brasil, uma mãe para estrangeiros..

Papo de Executivos

O CEO da TIM, Pietro Labriola, e o CFO da operadora, Adrian Calaza, participam hoje de uma conversa sobre mercado financeiro, investimentos e gestão no Stock Pieckers, maior podcast do Brasil sobre mercado financeiro. Será às 11h no YouTube.

Turi$mo

O brasileiro está ansioso para viajar. No Sul da Bahia, muitos hotéis e pousadas já fecharam reservas para Natal. Réveillon e Carnaval. E a média mensal de ocupação a partir de setembro passa de 70%.

Poder e fé

Em meio ao julgamento no TSE de ação que envolve suposto abuso de poder religioso para fins eleitorais, um livro pertinente sai do prelo. O jornalista Ricardo Alexandre fez uma análise profunda sobre o movimento evangélico e a política no livro “E a verdade os libertará”, lançamento da Mundo Cristão.
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ESPLANADEIRA

# Evento online da NETUR debate “O mercado de trabalho pós COVID -19”, hoje, às 10h20. https://bit.ly/2YwAur9 # Prêmio Young Leaders 2020, do Instituto Anga, está com inscrições abertas até dia 27. https://oportunidades.eureca.me/ . # Grupo Prelúdio 21 apresenta série de concertos pelo canal do YouTube do Centro Cultural Justiça Federal neste sábado, às 15h. # Acontece hoje, às 10h, lançamento da Edição 2020 dos Rankings Cidades Amigas da Internet e Serviços de Cidades Inteligentes . agenciatelebrasil.org.br

 

Dez anos sem Souza Pepeu

Há dez anos, no dia 25 de agosto de 2010, o jornalista caruaruense Severino de Souza Pepeu falecia vítima de infarto.

Nascido no 16 de novembro de 1940, Pepeu, como era carinhosamente chamado por todos, cresceu na Rua Saldanha da Gama, em meio aos muitos irmãos e vizinhos. O destino desse comunicador, que idealizou e fundou a revista Caruaru Hoje, sempre esteve ligado, direta e indiretamente, à sua cidade natal.

Ainda menino, naquele tempo distante no qual os Direitos da Criança não eram respeitados, trabalhou em banca de jogo. Estudioso e inteligente, logo usou voz e talento para observar a cidade, a política, a vida das pessoas.


Tornou-se radialista, depois jornalista, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Caruaru, e também participou ativamente da luta pela redemocratização, depois que uma ditadura militar, a partir de 1964, usurpou o poder dos legítimos representantes do Brasil, eleitos pelo povo.

Teve o seu mandato de vereador cassado pela ditadura.

Muitos anos depois, já na década de 1980, concorreu de novo, venceu e foi devidamente empossado, tendo sido vereador entre 1983 e 1988 e considerado um dos legisladores mais atuantes da época.

Usou o mandato para dar vida a projetos de lazer e garantir a proteção ambiental, pois compreendeu a importância do meio ambiente para o equilíbrio da vida humana. Sempre foi um homem à frente do seu tempo, preocupado com coisas como árvores, bichos e a preservação do nosso mundo para as futuras gerações.

Foi um grande torcedor do Central, amava o time do seu coração, chegou a ser seu diretor e, não raro, viajava pelo país para assistir a partidas do seu ‘Glorioso’. Hoje a sala de imprensa do Central leva seu nome.

Fez muitos amigos, casou com a educadora e dentista Clívia Maria Alencar Freire Pepeu, teve três filhos, Fabianna, Julianne e Sérgio. Ele orgulha a todos por ter sido um caruaruense que sempre quis a manutenção da democracia no país e a Capital do Agreste sempre bela e próspera para quem nela nasceu ou nela deseje viver.